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Revista Ecaderno 3ª edição

 

Amigas e amigos, hoje eu li a 3ª edição da Revista Ecaderno, que já saiu do forno e circula por toda a cidade de Juiz de Fora com o conteúdo ainda mais dinâmico, jovem e interessante, feito especialmente para você.

O mundo profissional e acadêmico da nossa cidade e região e todas as suas potencialidades podem ser descobertos página por página, através de matérias especiais, entrevistas, artigos e debates sobre os mais variados temas.

Você poderá conhecer, por exemplo, minha opinião sobre o trabalho de professores de cursinhos e suas irreverentes metodologias de ensino na matéria da Rafaela Borges ‘Meu professor é o cara!’. No momento em que os estudantes podem estar tão frágeis e inseguros,  alguém que possa mostrar para eles que conseguir aquilo que deseja é possível e que ainda vai ajudá-los nesta tarefa, tornando o caminho mais fácil, é fundamental!

Também vai ficar por dentro do que passa na cabeça dos jovens da nova “Geração Z” e sua íntima relação com a tecnologia. A seção Debate esquenta o clima e te mostra quem é a favor e quem é contra ao uso do Enem nos processos seletivos de vestibulares na cidade. O artigo sobre Linguística, do professor e comunicador Wedencley Alves, é uma boa pedida para a galera que se liga nas gírias!

No âmbito universitário, a Internacionalização do Ensino na UFJF pretende levar Juiz de Fora para o mundo. As comemorações do “Ano Internacional da Química” se transformam em uma reportagem especial que traz a história deste curso tão importante até a atualidade de nossas vivências cotidianas. Além disso, grandes invenções produzidas nas universidades da cidade são expostas para toda a população conhecer um pouco mais sobre suas utilidades. Recomendamos o artigo do reitor da UFJF, Henrique Duque, sobre os desafios da educação superior na região.

Os profissionais de Juiz de Fora terão muito o que comemorar com a reportagem sobre os investimentos que grandes empresas do país pretendem fazer na cidade. Vão te contar tudo o que o mercado da região espera de você, além de dicas quentíssimas sobre como se preparar para essa demanda. O Ecaderno também viajou até Barbacena para mostrar de perto toda a eficiência do Hotel-Escola Grogotó na capacitação para o mercado de Hotelaria. E você vai conhecer, ainda, profissionais da cidade que tentaram a vida no exterior e se deram bem. 

O mundo dos concurseiros não podia ficar de fora. Encontre seu caminho diante da matéria sobre o peso da estabilidade nos concursos públicos, com dicas do consultor de carreiras Dorival Pinotti. Além disso, o Ecaderno mergulhou no mundo do Exame de Ordem para mostrar para você todas as peculiaridades de uma das provas com maior índice de reprovação do país. O advogado e expert em concursos públicos na cidade, Valério Ribeiro, fala em seu artigo sobre a sorte nos concursos.

A revista na versão virtual você encontra aqui: http://www.youblisher.com/p/142475-Revista-Ecaderno-3/

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BULLYING: a responsabilidade da escola

“Muitos acreditam que, porque o bullying é praticado por crianças, ele é menos impactante. E que porque são crianças, precisam passar por esse tipo de provação para serem mais fortes no futuro – isso é um mito.”

Marlene Snyder

Bom dia!
Lindos e lindas, o site da Revista Veja conversou com Marlene Snyder, especialista americana, diretora de desenvolvimento do programa anti-bullying do Instituto Olweus (pioneiro no estudo e na prevenção dessa prática nos EUA). Leia os principais trechos da entrevista:

Qual o papel da escola no combate ao bullying?

Mesmo quando o bullying acontece fora da sala de aula, a escola têm responsabilidade, porque os desdobramentos dessa prática estarão presentes no comportamento dos alunos. Nesse processo, o relacionamento professor-aluno é fundamental. É por meio desse canal que o bullying pode ser identificado. Mas para isso, os docentes precisam estar treinados. Eles precisam entender que o bullying acontece a qualquer momento e com qualquer aluno. Um estudo que realizamos apontou que 17% dos estudantes americanos sofreram bullying dentro da escola. Isso significa quase um em cada cinco jovens.

Podemos dizer que, nesse combate, a escola é mais importante que os pais?

Sim. Sustentados pelas nossas pesquisa, sabemos que é muito mais provável que o bullying aconteça dentro das escolas, durante aquele período em que as crianças são confiadas aos cuidados de professores e da direção. Nesse sentido, as escolas têm um poder maior que os pais em identificar e combater essa prática.

Atualmente fala-se muito em bullying e toda a violência que acontece dentro da escola é classificada como tal. Como identificar quando realmente trata-se de uma prática de bullying?

Bullying é puro abuso. É quando a pessoa é exposta repetidamente a ações negativas por parte de uma ou mais pessoas e ela tem dificuldades em se defender. Entre essas ações estão xingamentos, disseminação de falsos rumores, exclusão social ou isolamento, agressões físicas e discriminações raciais ou sexuais. Todas essas práticas podem contar com a ajuda da internet – o que chamamos de cyberbullying.

Leis anti-bullying são eficazes no combate a essa prática?

Respondo a essa pergunta com outra pergunta: essas leis são bem feitas? E em que medida elas auxiliam a escola a lidar com o bullying? Pergunto isso porque aqui nos Estados Unidos, 45 de nossos 50 estados possuem leis que visam combater o bullying, mas em muitos casos a lei é ineficiente porque determina apenas que a escola tenha em seu programa políticas anti-bullying. O problema é que elas ficam no papel, não são colocadas em prática. O que precisa é que os professores sejam treinados, que entendam o que é, quais as manifestações e quais as consequências do bullying. Assim, poderão transformar em ativa a atitude passiva quem mantêm frente a um problema tão grave. Mesmo bem feita, nenhuma lei será capaz de erradicar o bullying, assim como nenhuma lei é capaz de combater todos os roubos, por exemplo. Mas elas chamam a atenção e preparam a sociedade para lidar com o problema.

E quanto a leis que multam as escolas que se mantêm passivas frente ao bullying?

As leis que prevêem multas ou indenizações são eficazes na medida em que chamam a atenção da escola para o problema. Há cerca de 10 anos, elas foram implementadas em algumas regiões dos Estados Unidos, onde as escolas eram multadas em cerca de 10.000 ou 15.000 dólares e hoje vemos casos que chegam a milhões de dólares. Isso serve de alerta para as escolas: o custo-benefício da prevenção é muito maior do que o pagamento de uma multa ou indenização.

Quais são os maiores mitos que envolvem o bullying?

Muitos acreditam que, porque o bullying é praticado por crianças, ele é menos impactante. E que porque são crianças, precisam passar por esse tipo de provação para serem mais fortes no futuro – isso é um mito. Outra inverdade é que acredita-se que a pessoa que pratica bullying, o faz por sentir-se infeliz consigo mesma. Em todos esses anos de pesquisas, concluímos que os praticantes têm uma autoestima elevada. O que eles desejam é projetar seu poder sobre alguém que, por alguma razão, não dispõe de meios para se defender.

Quem pratica o bullying tende a ser estigmatizado. Como tratá-los corretamente?

Em nosso programa de combate ao bullying não rotulamos ninguém. Isso porque existem oito diferentes papeis que uma pessoa pode desempenhar durante uma situação de bullying. Existe quem pratica, quem se mantém passivo, quem incentiva ações negativas mas não participa delas, e assim por diante. Por isso, em cada contexto, uma pessoa pode assumir um papel distinto. A solução é trabalhar com cada situação particular e analisar se existe um padrão de conduta que se repete. A partir daí, desenvolvemos atividades que possam reverter esse comportamento. Mas trabalhamos com esse aluno dentro da escola. Ao contrário do que muitos pensam, expulsá-lo é contra-producente. Se o expulsamos, para onde ele vai? Ele vai para a rua e aprende coisas ainda piores. Então, trabalhamos muito próximos a ele, oferecendo subsídios e possibilitando mudanças.

A prática de bullying começa em casa?

O que acontece é um reflexo. Se a criança é tratada com gritos, tapas ou presencia cenas de violência em casa, ela acredita que esse tipo de comportamento funciona. E, por isso, repete esse comportamento na escola.

 Combater o bullying é uma missão impossível?

Estou certa de que as crianças querem apenas uma oportunidade para aprender a tratar bem seus colegas. Se é difícil tratar o bullying? Sim, é uma tarefa dura, que exige empenho e comprometimento, mas sou muito otimista. Acredito que se os adultos estiverem dispostos a conversar com as crianças e escutá-las sobre suas preocupações, será fácil criar um ambiente harmonioso. E quanto mais cedo começarmos a conversar, melhor.

A senhora estuda o bullying há quase duas décadas. O que mudou durante esse período?

A grande mudança foi a atenção que a sociedade deu para o tema. O bullying hoje já é visto como um problema de saúde pública. Também acumulamos mais conhecimento. Hoje sabemos que aqueles que praticam ou sofrem bullying carregam sequelas físicas e mentais e que quem sofre bulying tem um desempenho acadêmico menor e tende a não gostar do ambiente escolar. Por isso, são mais propensos a abandonar os estudos. Na outra extremidade, aqueles que praticam bullying têm mais chances de se envolver em crimes. Ou seja, combater o bullying é também combater o crime. Por outro lado, vemos também que a sociedade mudou. Os pais estão cada vez mais longe de casa, envolvidos em longas jornadas de trabalho enquanto os jovens estão cada vez mais apegados a video-games, computadores, etc. Tudo isso torna a prevenção ainda mais necessária.

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BULLYING: mais reflexões

“Quem agride, quer que o seu alvo se sinta infeliz como na verdade ele é. É provável que o agressor também tenha sido humilhado um dia, descarregando no mais frágil a sua própria frustração e impotência.” Maluh Duprat

Hoje, com a semana no início, quero começar escrevendo mais um pouquinho sobre bullying, na tentativa de despertar em mais pessoas a vontade de ajudar a vencer essa prática e de abrir os olhos de quem ainda não percebe quando se vê com o problema a sua volta. Apesar da descrição simples – uma discriminação, feita por alguns cidadãos contra uma única pessoa – não se trata de mero probleminha. Bulling pode ser um mal que se carregará durante um período da vida muitíssimo grande.

Quando alguém diz que você está gorda, uma baleia, que seu cabelo está feio, você irá rapidamente ao espelho para conferir ou se arrumar. Agora, pense bem: imagine duas, três, dez pessoas, todo o dia, todo o tempo, falando mal do seu cabelo, de seu corpo e diversas outras coisas que você não tem culpa por ter ou não. Isso seria insuportável e os causadores, infelizmente, tratados por alguns como heróis.

Esses agressores criam apelidos como “baleia”, “quatro olhos”, “vareta”, “mongol” e muitos outros. Também usam de atitudes como chutes, empurrões e puxões de cabelo com alunos dedicados, que geralmente sofrem  represalias por parte de alguns “colegas”. Em geral, não por características físicas mas pelas intelectuais. São comportamentos típicos de alunos em sala de aula. Brincadeiras próprias da idade? Não. São atos agressivos, intencionais e repetitivos, que ocorrem sem motivação evidente e que caracterizam o chamado fenômeno bullying.

O que tem me assustado muito é o resultado de estudos mundiais revelando que, de 5% a 35% dos alunos estão envolvidos nesse tipo de comportamento. Mais assustador ainda, são os números em nosso país, quando alguns estudos demonstram que esses índices chegam a 49%. O fenômeno acontece nos seus diversos aspectos: escolar, familiar, social, cultural, ético, legal e saúde.

Com os avanços da tecnologia, esse constrangimento saiu das escolas (onde era um lugar comum) e ganhou força na internet.  A nova prática recebeu o nome de “Cyberbulling” e se apossou dos blogs, Orkut, Msn, etc. O agressor nesse caso, muitas vezes escondido atrás de um apelido, dissemina sua raiva e felicidade enviando mensagens ofensivas a outras pessoas. Em muitos casos, ele exibe fotos comprometedoras, altera o perfil das vítimas e incita terceiros a reforçar o ataque. O único propósito é a humilhação da vítima e isolamento daquele que é considerado mais fraco ou diferente.

Não é interessante responder às provocações, pois é exatamente isso que ele quer. Não se deve manter segredo da ofensa, intimidando-se.  A vítima deve refletir e se questionar sobre os próprios complexos, aprendendo a lidar com eles. Buscar ajuda na família e nos profissionais da escola (ou do local onde a prática está acontecendo) pode fazer toda a diferença.

Pra terminar, cabe lembrar que bulling não é nada bom. Se você conhece alguém que sofre com isso, ajude-o. Pois você se beneficiará com uma nova amizade, além de ajudar o próximo.

NÃO PERCAM!  Amanhã, 12 de abril, às 12h30, no Programa da Valéria Magalhães – Toque Feminino, Quadro Sopa de Letrinhas – falaremos novamente sobre Bullying. (Rádio Catedral FM 102,3)

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Valorização do professor é eixo central do novo PNE

O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que a valorização do professor será o eixo central do novo Plano Nacional de Educação, que deve ser entregue pelo governo ao Congresso Nacional na próxima quarta-feira (15 de dezembro).

Durante participação no programa Café com o Presidente, Haddad afirmou que o texto terá metas para cada etapa da educação, desde a infantil até a profissional. Mas, segundo ele, a próxima década precisa ser do professor.

“O professor brasileiro ainda ganha, em média, 60% do que ganham os demais profissionais de nível superior, e nós queremos encurtar essa distância para que a carreira do magistério não perca talentos para as demais profissões”, disse.

O ministro lembrou que, na semana passada, dados do Programa Internacional de Avaliação Estudantil (Pisa) indicaram que o Brasil foi o terceiro país avaliado que mais evoluiu na qualidade da educação – ficando atrás de Luxemburgo e do Chile.

Para Haddad, o estudo demonstra que a educação brasileira está “no rumo certo”, crescendo em quantidade mas também em qualidade. “Agora, trata-se de acelerar o passo”, concluiu.

Paula Laboissière – Agência Brasil / Brasília

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