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AJUDA CONTRA PRECONCEITO

Hospital estadual oferece ‘remédio’ contra sobrepeso e bullying para crianças obesas

BULLYING MENINO

Li esta semana no jornal Extra uma matéria de Camila Muniz muito bacana. Ela escreveu sobre o sobrepeso em crianças e adolescentes e mostrava como esse problema propicia a injusta presença do bullying.

Você sabia que três em cada dez crianças brasileiras em idade escolar sofrem de obesidade? Mais do que um problema para a saúde do corpo, a doença causa transtornos psicológicos, relacionados sobretudo ao bullying. Centro de referência para tratamento de jovens obesos, o Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglion (IEDE) trabalha não só a perda de peso nos pacientes, mas também oferece um “remédio” contra a discriminação.
No Ambulatório de Obesidade Infanto-Juvenil do hospital, crianças e adolescentes que enfrentam apelidos preconceituosos na escola ou até mesmo dentro de casa recebem atendimento de assistentes sociais e psicólogos.
– Por causa do bullying, a criança obesa entra em depressão, fica ansiosa e como amis – diz a endocrinologista Carmen Assumpção, coordenadora do ambulatório.
Há quatro anos, a auxiliar de creche Patrícia de Moares, de 38 anos, cuida da filha Larissa, de 9, no IEDE. Devido ao sobrepeso, a menina teve um problema metabólico, que afetou a produção hormonal.
– Ela era excluída pelos colegas da escola e recebeu auxílio psicológico por seis meses – conta Patrícia.
Apenas com controle da deita e exercícios, Larissa conseguiu emagrecer e agora se desenvolve perfeitamente.
O IEDE oferece tratamento multidisciplinar, envolvendo ainda médicos, enfermeiros e professores de educação física. Segundo Carmen Assumpção, a proposta é fazer com que pacientes e suas famílias modifiquem hábitos e adotem uma vida mais saudável. Mudanças na alimentação e o incentivo à prática de atividades físicas estão no foco do trabalho.

BULLYINH INFORMAÇÕES

 

 

 

IEDE: Rua Moncorvo Filho, nº 90 – Centro / Rio de Janeiro Telefone (21) 2332 7153
Para ser atendido no IEDE, é necessário encaminhamento. Ou seja, antes, a criança deve passar por consulta em Posto de Saúde ou Clínica da Família. Se for preciso tratamento especializado, ela é inscrita no Sistema Nacional de Regulação (Sisreg) para obter vaga no IEDE.

bullying evitar

 

 

 

01) Tente não oferecer às crianças alimentos industrializados, com excesso de sódio, gorduras e poucos nutrientes saudáveis.
02) Estimule a prática de atividades físicas.
03) pais precisam dar exemplo também na alimentação. Filhos de pais que comem alimentos saudáveis imitam os adultos e se alimentam melhor.
04) No fim de semana, troque a Praça de Alimentação do Shopping por um piquenique no parque.
05) Incentive as crianças a conhecer e provar alimentos saudáveis: faça-as sentir o cheiro e a textura deles.
06) Crie o hábito de fazer as refeições à mesa, com a família reunida e longe da televisão.
07) Resgate as brincadeiras ao ar livre.

BULLYING RISCOS

 

 

 

– Bullying
– Diabetes
– Hipertensão Arterial
– Doença Cardiovascular

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Arquivado em Bullying, Geral, Obesidade

BULLYING: obesidade na infância

Indicado no tratamento de obesidade mórbida, o procedimento cirúrgico tem sido cada vez mais procurado por adolescentes que sofrem bullying.

A população jovem brasileira está engordando. Dados da Pesquisa de Orçamentos familiares, realizada pelo IBGE, referente a 2008 e 2009, mostram que 21,7 % dos jovens entre 10 e 19 anos estão acima do peso e mais de 30 % das crianças entre 5 e 9 anos apresentam um quadro de excesso de peso. Com o crescimento da obesidade nas crianças e nos jovens, cresce também os casos de bullying, que são caracterizados por agressão física ou moral que um indivíduo ou um grupo praticam contra outras pessoas. Segundo a pesquisa do IBGE, 30 % dos estudantes já foram vítimas dessas agressões. Esse fato coloca o bullying como um dos principais motivos dos adolescentes para buscar a cirurgia bariátrica como tratamento para a obesidade.

No ano de 2009, de acordo com os últimos dados divulgados pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), foram realizadas no País 1,5 mil cirurgias em pacientes com menos de 20 anos, representando 5 % do total de cirurgias realizadas em 2009. A legislação brasileira só permite a cirurgia após os 16 anos ou esses números seriam maiores ainda.

Muitos chegam ao consultório contando o preconceito que sofrem por serem obesos e acham que a cirurgia é a única solução, mas é preciso muita cautela e o paciente deve ser muito bem avaliado pela equipe clínica, diz o cirurgião membro titular da SBCBM, dr. Roberto Rizzi.

PRECONCEITO

Mesmo com o assunto na mídia e diversas campanhas para acabar com o bullying e também reduzir o preconceito contra os obesos, uma recente pesquisa realizada pelo Hospital do Coração (HCor) – que entrevistou 600 pessoas no Rio de Janeiro e São Paulo -, revelou que 50 % da população não casaria com uma pessoa obesa e 81 % dos entrevistados afirmam que a obesidade interfere na ascensão profissional. “Essa é a realidade que vemos no consultório. Muitos jovens obesos que procuram a cirurgia bariátrica têm a vida social e profissional estagnada, muitas vezes por vergonha e por não querer enfrentar o preconceito que realmente existe na nossa sociedade”, destaca dr. Rizzi. Apesar da idade mínima, a cirurgia bariátrica só pode ser indicada no tratamento de pacientes com índice de massa corpórea (IMC, o peso dividido pela altura ao quadrado) acima de 40. A cirurgia bariátrica não é uma cirurgia estética. O paciente precisa passar por um amplo acompanhamento e já ter tentado perder peso pelas formas tradicionais, incluindo consultas com nutriconistas e endocrinologistas. Para pacientes com IMC entre 35 e 40, a cirurgia é liberada para casos com doenças relacionadas à obesidade, como diabetes e hipertensão, conclui dr. Rizzi.

www.portalcienciaevida.com.br

 

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