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II – Natal!

OS SÍMBOLOS DO NATAL:

O homem não vive sem sinais e símbolos. Seu pensar, seu conhecer, seu expressar o real e o espiritual é realizado através de símbolos. Ele transforma tudo em símbolos para ser entendido pelos outros. Assim a língua falada e escrita e as artes nas suas diversas expressões (pintura, escultura, música, dança …) são os símbolos mais comuns. O homem se expressa simbolicamente também através da fé e da cultura, e o Natal é uma expressão de fé e de cultura.

Árvore de Natal – No mundo, milhões de famílias celebram o Natal ao redor de uma árvore. A árvore, símbolo da vida, é uma tradição mais antiga do que o próprio Cristianismo, e não é exclusiva de uma só religião. Muito antes de existir o Natal , os egípcios traziam galhos verdes de palmeiras para dentro de suas casas no dia mais curto do ano em dezembro como um símbolo de triunfo da vida sobre a morte. Já o costume de ornamentar a árvore pode ter surgido do hábito que os druidas tinham de decorar velhos carvalhos com maçãs douradas para as festividades deste mesmo dia do ano.A primeira referência a uma ” Árvore de Natal” é do século XVI. Na Alemanha, famílias ricas e pobres decoravam árvores com papel colorido, frutas e doces. Esta tradição se espalhou pela Europa e chegou aos Estados Unidos pelos colonizadores alemães. Logo, a árvore de Natal passou a ser popular em todo mundo.

 Pinheiro – É a única árvore que não perde suas folhas durante o ano todo. Permanece sempre viva e verde.  Foi usado pela primeira vez pela rainha da Inglaterra Elizabete e por ocasião do dia 25 de dezembro , quando oferecia uma grande festa e recebia muitos presentes. Não podendo recebê-los todos pessoalmente pediu que fossem depositados em baixo de uma árvore no jardim. Origina-se daí, igualmente, o costume depositar os presentes em baixo da árvore. Árvore verde também trás a esperança , a alegria e a vida nova . O verde constante do pinheiro, a vida permanente e plena que Jesus Cristo aparece.

Bolas coloridas que enfeitam as árvores – Simbolizam os frutos da “árvore vida” ou seja, Jesus Cristo.

O Presépio – Um dos símbolos mais comuns no Natal dos países católicos é a reprodução do cenário onde Jesus Cristo nasceu: uma manjedoura, animais, pastores, os três reis magos, Maria, José e o Menino Jesus. O costume de montar presépios surgiu com Francisco de Assis, que pediu a um homem chamado Giovanni Villita que criasse o primeiro presépio para visualizar, sensibilizar, facilitar a meditação da mensagem evangélica, do, conteúdo, do mistério de Jesus Cristo que nasce na pobreza, na simplicidade.

Papai Noel – Ele foi inspirado em Nicolau, que viveu e pontificou na cidade de Myra, Turquia, no século IV. Nicolau costumava ajudar, anonimamente, quem estivesse em dificuldades financeiras. Colocava o saco com moedas de ouro a ser ofertado na chaminé das casas. Foi declarado santo depois que muitos milagres lhe foram atribuídos. Sua transformação em símbolo natalino aconteceu na Alemanha e daí correu o mundo. Nos Estados Unidos, a tradição do velhinho de barba comprida e roupas vermelhas que anda num trenó puxado por renas ganhou força. A figura do Papai Noel que conhecemos hoje foi obra do cartunista Thomas Nast, na revista Harper’s Weeklys, em 1881.

O cartão de Natal – A prática de enviar cartões de Natal surgiu na Inglaterra no ano de 1843. Em 1849 os primeiros cartões populares de Natal começaram a ser vendidos por um artista inglês chamado William Egly.
Independentemente da sofisticação, beleza e simplicidade, os cartões são símbolos do inter-relacionamento do homem. O ser humano é comunicação, é relacionamento. A dimensão dialogal, de comunhão, de empatia vem expresso pela palavra escrita. Ao falarmos em palavra, nos vem à mente o prólogo do evangelho de São João: Cristo é o Verbo, a Palavra criadora, unificadora e salvadora de Deus (Jo 1,1-5).

Presentes – Existem muitas origens para este símbolo. Uma delas conta que Nicolau, um anônimo benfeitor, presenteava as pessoas no período natalino. Outra tradição mais antiga, lembra os três reis magos que presentearam Jesus. O dia e o motivo de dar e receber presentes varia de país para país. A origem dos presentes por ocasião do final do ano tem origem pagã e que a tradição cristã foi aos poucos assimilando. Com o crescimento do cristianismo essas festas foram ganhando sentido cristão: Cristo é o Sol que ilumina o caminho dos homens; Ele é o Senhor da História; é o grande presente de Deus à humanidade. Dar presente é uma maneira muito palpável de demonstrar a solidariedade e bondade humana em dar sem interesse de receber. É vivenciar de maneira simples e ínfima a imensa e infinita bondade de Deus.

Canções de Natal – As primeiras canções natalinas datam do século IV e são cantadas até hoje na véspera de Natal.

A Comida – O simbolismo que o alimento tem na mesa no dia de Natal vem das sociedades antigas que passavam muita fome e encontravam em algum tipo de carne – o mais importante prato – uma forma de comemorar. Geralmente era servido porco, ganso – mais tarde substituído por peru, e peixe. Uma série de bolos e massas são preparados somente para o Natal e são conhecidos por todo mundo.

Estrela – A estrela na sociedade humana esteve sempre ligada como “bússolas naturais” das pessoas. Hoje os aparelhos de navegação evoluíram de tal forma que as estrelas se tornaram apenas ornamentos no céu, objeto de estudo. Contudo durante milhares de anos eram elas as responsáveis em guiar os navegadores pelos mares e os viajantes pelos desertos. Eram elas que indicavam a direção, o sentido, o porto seguro. A estrela guiou os três reis magros Baltazar, Gaspar, Melchíor – desde o oriente até local onde nasceu Jesus para que pudessem presentea-lo com ouro, incenso e mirra , é lembrada hoje pelo enfeite que é colocado no topo da árvore de Natal. E Jesus Cristo é a Estrela Guia da humanidade. Ele é o caminho, o Sentido, a Verdade e a Vida.

Magos – “Eis que uns magos chegaram do Oriente a Jerusalém perguntando: ‘onde está o rei dos Judeus, que acaba de nascer? … viemos adorá-lo, ‘… Eis que a estrela que tinham visto no Oriente, ia-lhes à frente até parar sobre o lugar onde estava o menino … e o adoraram. Abriram seus cofres e lhe ofereceram ouro, incenso e mirra”(Mt 2,1-12).

 

Vela – Por milhares de anos, até a descoberta da energia elétrica há 100 anos, a vela, a lamparina ou lampião a óleo, as tochas foram as fontes de luz nas trevas noturnas. A minúscula chama afugentava as trevas, a escuridão dando segurança e calor. Jesus Cristo é a luz que ilumina nosso caminho: “Eu sou a luz do mundo, quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8,12). E “vós sois a luz do mundo … não se acende uma candeia para se pôr debaixo de uma vasilha, mas num candelabro para que ilumine todos os da casa. É assim que deve brilha vossa luz” (MT 5,14-16).

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I – Natal!

O Natal está chegando! Junto com ele, as questões sobre a crença no Papai Noel.

Leia, agora, sobre as principais dúvidas desta época do ano.

Por que a fantasia é importante para o desenvolvimento intelectual?

Estimular a crença no Papai Noel tem uma função valiosa, que é a de aumentar a criatividade das crianças. Ao delinearem internamente cada personagem, definindo suas características, os pequenos são expostos a experiências originais de imaginação. “Sem essas experiências, o pensamento ficaria muito restrito”, define Carolina Scheuer, psicóloga especialista em psicanálise da criança. “A imaginação é um recurso que nos transporta para todos os tempos, todos os lugares. Ajuda, inclusive, no desenvolvimento da linguagem”, acrescenta a psicoterapeuta e contadora de histórias Alessandra Giordano.

Existe idade certa para desfazer a fantasia?

A crença no Papai Noel costuma coincidir com uma fase do desenvolvimento infantil em que o pensamento da criança é bastante centrado na fantasia. Esse período vai dos 6 meses aos 7 anos, aproximadamente, mas fica mais intenso a partir dos 2 anos, quando a linguagem começa a se desenvolver. Vale lembrar, no entanto, que essa é uma questão muito individual. “As crianças começam a desconfiar de que Papai Noel não existe por volta dos 7 anos, quando tem início uma estruturação mental que já trabalha com o concreto. Mas isso varia de uma criança para outra. Não existe uma hora certa para deixar de crer no bom velhinho. Elas acreditam até a idade em que precisam acreditar”, explica a psicóloga Rosana Zanella.

A descoberta da verdade deve acontecer espontaneamente, ou seja, os pais não precisam se encarregar dessa tarefa. “As famílias não têm de desmascarar a fantasia dos pequenos. Por que impedir a criança de vivenciar essa magia mais um pouco? É preciso respeitar o tempo de cada criança”, defende a psicoterapeuta e contadora de histórias Alessandra Giordano. Ela afirma que a criança só vai sair magoada e frustrada se a ruptura for abrupta, destrutiva. “Do contrário, o que tende a ficar é uma gostosa recordação.” O fato é que a criança não descobre a verdade de uma hora para outra. Ela começa a desconfiar aos poucos, observando as manobras da família (por exemplo, tirando-a da sala para o Papai Noel poder deixar os presentes), ouvindo cochichos, percebendo olhares. São evidências, mas ela só vai reuni-las – e tirar alguma conclusão lógica – quando tiver maturidade para isso. Apesar dos muitos perfis, se a crença no Papai Noel persistir depois dos 10 anos, o que é mais incomum, os pais podem procurar refletir se está faltando alguma outra fonte de fantasia para a criança. Esse pode ser um raciocínio também no caso de o pequeno se frustrar demais com a descoberta.

E se a criança perguntar se o Papai Noel existe?

Em algum momento do desenvolvimento da criança, ela aparecerá com essa pergunta: “Mãe, é verdade que Papai Noel não existe?”. Especialistas recomendam que os pais não confirmem nem neguem totalmente. “Uma boa resposta nessa hora, lembrando que pode ser apenas desconfiança da criança e que ela não esteja preparada para romper de vez com essa fantasia, é dizer que “ele existe para quem acredita nele”, aconselha Paula Furtado, psicopedagoga e escritora, de São Paulo. Outro caminho é devolver a pergunta para a criança, ajudando-a a estruturar seu pensamento: “O que você acha filho? Como você imagina que seja?”. A psicoterapeuta e contadora de histórias Alessandra Giordano, que é autora do livro “Contar histórias, um recurso arteterapêutico de transformação e cura” (Editora Artes Médicas) pontua: “A criança precisa ser ouvida também. Assim, evita-se um choque de realidade”.

Como lidar com o irmão mais velho?

Os pais podem não contar, mas e o sabichão da casa, o irmão mais velho? Para a psicoterapeuta e contadora de histórias Alessandra Giordano, essa questão pode ser resolvida de um jeito simples ao criar uma cumplicidade com o primogênito. “Pode-se sentar com ele e explicar que o irmão mais novo ainda é pequeno e que é preciso tratá-lo com carinho e lhe contar histórias, inclusive do Papai Noel. A criança certamente se sentirá importante com esse pedido.” Ela explica que, se o filho mais velho tiver crescido num ambiente em que a contação de histórias é valorizada, ela saberá respeitar a fantasia do irmão mais facilmente.

Como escrever a carta para o Papai Noel?

A carta para Papai Noel por si só já faria a fantasia no bom velhinho valer a pena. Os pais devem providenciar tanto o envio (que é feito na companhia das crianças), quanto a resposta, que costuma ser recebida com a maior euforia pela garotada. “Não dá nem para mensurar o efeito da chegada da carta na autoestima da criança. É realmente mágico”, comenta a psicóloga Rosana Zanella. A psicopedagoga Paula Furtado aponta um ganho pedagógico muito grande no ato de escrever a carta, que é mostrar à criança a função social da escrita e da leitura. “Elas escrevem e leem por intermédio dos pais e isso ajuda muito no desenvolvimento da linguagem”, comenta.

Por isso, o melhor a fazer é não economizar nem tempo nem esforço nessa tarefa. Entregue vários materiais escolares aos pequenos e peça que façam um desenho para o Papai Noel, que escrevam seus nomes (se já souberem escrever) e que relembrem tudo o que fizeram de bom durante o ano. “Se houve algum mau comportamento também é válido recordar, para se trabalhar valores”, complementa Paula.

Uma saia-justa que pode aparecer nesse momento é a criança pedir ao Papai Noel um presente muito caro, que os pais não poderiam comprar depois. Mas é contornável: oriente a criança a dar mais de uma opção ao Papai Noel ou, ainda, aconselhe-a a pedir algo mais acessível, pois afinal de contas ele terá muitas crianças para presentear. Depois da carta, vem a espera, e com esta as crianças de hoje não estão habituadas a lidar. “Elas andam muito imediatistas, mas com o Papai Noel não funciona. Elas têm de esperar pela chegada da carta e depois do presente. Desenvolver esse trabalho pode ser muito benéfico para os filhos”, avisa Paula.

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Marketing do Natal

A data do Natal (que aprendi “a duras penas” que nada tem a ver com religião, sendo uma festa pagã) foi, creio eu, transformada, há bastante tempo, em festa comercial.
Para as empresas, o país, o comércio e sei lá mais pra quem, isso é muito bom! Mas, e para os consumidores, para as famílias e simples trabalhadores?
Trato aqui do poderoso marketing do natal que atrai pessoas com um único objetvo: consumir.


O trabalhador recebe seu salário, além do seu 13º, e sai de seu local de trabalho feliz da vida. Vai ao centro da cidade ou ao shopping e compra os presentes dos filhos, que tanto pediram, depois das infinitas propagandas na TV (lembrando que, se não comprar, se tornará o pior pai do mundo). Volta pra casa com as mãos cheias de pacotes e os bolsos vazios.
Depois , fica a pergunta: Qual era mesmo o real sentido do natal? Ninguém mais se lembra. Só lembramos do modelo de celular que tanto queremos. Aquele que tira foto (mesmo quando temos aquela máquina digital).
Mas não estou aqui para ressachar a televisão, muito menos as empresas. Só queria que, junto com o texto de Barter, que alerta sobre a articulação apenas em datas festivas, seja colocado um alerta aos consumidores: Cuidado para não estourar seu orçamento! Nada de sair às compras como se não tivesse dívidas a curto prazo. Nada de sair por aí usando cheque especial e cartão de crédito como se o seu limite fosse o céu. Vinho, peru, brinquedos, celulares, tudo isso é realmente “necessário” no final do ano?
Pra encerrar, lembrem-se que o dia 26 de dezembro vai amanhecer e, com ele, as ressacas (a primeira de vinho e a segunda de contas). Aí então, você descobre que o Ano Novo será como aquele que passou: cheio de dívidas para pagar

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