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BULLYING: Leandro Hassum

Encontrei no Blog de Patrícia Kogut (no site do globo.com) um trecho da entrevista de Leandro Hassum para a revista ‘Camarim’. É bacana perceber que as pessoas estão ‘colocando pra fora’ suas histórias de bullying. Os exemplos auxiliam muito os estudiosos e as vítimas do problema. Leiam:

Humorista de “Os caras de pau”, da Globo, Leandro Hassum posou para a revista “Camarim” de maio e contou que sofreu bullying na infância:

– Sofri muito, no meu caso específico por ser gordo, mas na época não tinha nome. É chato principalmente na adolescência, quando estamos ganhando confiança em todos os sentidos. E isso faz com que a pessoa queira se esconder. Quase entrei nessa e neste ponto da minha vida o teatro foi um grande aliado.

Mas hoje o ator diz que é uma pessoa realizada:

– Sem dúvida e em todos os aspectos. Tenho uma família linda que amo e me apoia e ainda trabalho no que amo. E, além de tudo, este trabalho é reconhecido. Só tenho a agradecer.

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BULLYING: projeto de vereador

          Segundo o Jornal Tribuna de Minas, de 24 de abril, já está em comissões o projeto do vereador peemedebista José Sóter Figueirôa de combate ao bullying nas escolas de ensino fundamental, médio e de educação infantil mantidas pelo Poder Público Municipal, extensivo às instituições de educação infantil criadas e mantidas pela iniciativa privada, com ou sem fins lucrativos. O texto considera bullying qualquer prática de violência física ou psicológica, intencional e repetitiva, entre pares, que ocorra sem motivação evidente, praticada por um indivíduo ou grupo.

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GERAÇÃO ARROBA: mais uma opinião do leitor

Boa tarde!!!

Espero que todos estejam descansando, refletindo e curtindo o feriadão.

Estou passando por aqui só para postar o comentário de um leitor do Jornal Tribuna de Minas sobre meu artigo.

Alexandre Kreutzfeld, muito obrigada pelo comentário!!!

“Clara Duarte expõe muito bem em seu artigo o que tenho observado nessa geração. A diversão das brincadeiras de rua, quando éramos crianças, ficou para trás. A convivência com os amigos já se passou. E como outro dia meu filho de 11 anos me falou, chamando-me educadamente de velho:  naquela época você vivia no período clássico, hoje vivemos no moderno.”

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GERAÇÃO ARROBA: opinião do leitor

Bom dia! E um bom dia especial para Antonio Batista Aguiar.

Ele enviou ao Jornal Tribuna de Minas um comentário sobre meu artigo ‘Geração Arroba’. Gostei muito de sua colocação. Vejam:

              “Clara Duarte, eu assino embaixo tudo que foi dito no seu artigo. Por causa da interatividade, já existem pessoas que nem de casa saem, os amigos e até parentes são virtuais. Com isto, está acabando o calor humano. Não sei onde iremos chegar. As perspectivas não são nada boas.”

Antonio, obrigada por ‘assinar embaixo’.

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BULLYING: a responsabilidade da escola

“Muitos acreditam que, porque o bullying é praticado por crianças, ele é menos impactante. E que porque são crianças, precisam passar por esse tipo de provação para serem mais fortes no futuro – isso é um mito.”

Marlene Snyder

Bom dia!
Lindos e lindas, o site da Revista Veja conversou com Marlene Snyder, especialista americana, diretora de desenvolvimento do programa anti-bullying do Instituto Olweus (pioneiro no estudo e na prevenção dessa prática nos EUA). Leia os principais trechos da entrevista:

Qual o papel da escola no combate ao bullying?

Mesmo quando o bullying acontece fora da sala de aula, a escola têm responsabilidade, porque os desdobramentos dessa prática estarão presentes no comportamento dos alunos. Nesse processo, o relacionamento professor-aluno é fundamental. É por meio desse canal que o bullying pode ser identificado. Mas para isso, os docentes precisam estar treinados. Eles precisam entender que o bullying acontece a qualquer momento e com qualquer aluno. Um estudo que realizamos apontou que 17% dos estudantes americanos sofreram bullying dentro da escola. Isso significa quase um em cada cinco jovens.

Podemos dizer que, nesse combate, a escola é mais importante que os pais?

Sim. Sustentados pelas nossas pesquisa, sabemos que é muito mais provável que o bullying aconteça dentro das escolas, durante aquele período em que as crianças são confiadas aos cuidados de professores e da direção. Nesse sentido, as escolas têm um poder maior que os pais em identificar e combater essa prática.

Atualmente fala-se muito em bullying e toda a violência que acontece dentro da escola é classificada como tal. Como identificar quando realmente trata-se de uma prática de bullying?

Bullying é puro abuso. É quando a pessoa é exposta repetidamente a ações negativas por parte de uma ou mais pessoas e ela tem dificuldades em se defender. Entre essas ações estão xingamentos, disseminação de falsos rumores, exclusão social ou isolamento, agressões físicas e discriminações raciais ou sexuais. Todas essas práticas podem contar com a ajuda da internet – o que chamamos de cyberbullying.

Leis anti-bullying são eficazes no combate a essa prática?

Respondo a essa pergunta com outra pergunta: essas leis são bem feitas? E em que medida elas auxiliam a escola a lidar com o bullying? Pergunto isso porque aqui nos Estados Unidos, 45 de nossos 50 estados possuem leis que visam combater o bullying, mas em muitos casos a lei é ineficiente porque determina apenas que a escola tenha em seu programa políticas anti-bullying. O problema é que elas ficam no papel, não são colocadas em prática. O que precisa é que os professores sejam treinados, que entendam o que é, quais as manifestações e quais as consequências do bullying. Assim, poderão transformar em ativa a atitude passiva quem mantêm frente a um problema tão grave. Mesmo bem feita, nenhuma lei será capaz de erradicar o bullying, assim como nenhuma lei é capaz de combater todos os roubos, por exemplo. Mas elas chamam a atenção e preparam a sociedade para lidar com o problema.

E quanto a leis que multam as escolas que se mantêm passivas frente ao bullying?

As leis que prevêem multas ou indenizações são eficazes na medida em que chamam a atenção da escola para o problema. Há cerca de 10 anos, elas foram implementadas em algumas regiões dos Estados Unidos, onde as escolas eram multadas em cerca de 10.000 ou 15.000 dólares e hoje vemos casos que chegam a milhões de dólares. Isso serve de alerta para as escolas: o custo-benefício da prevenção é muito maior do que o pagamento de uma multa ou indenização.

Quais são os maiores mitos que envolvem o bullying?

Muitos acreditam que, porque o bullying é praticado por crianças, ele é menos impactante. E que porque são crianças, precisam passar por esse tipo de provação para serem mais fortes no futuro – isso é um mito. Outra inverdade é que acredita-se que a pessoa que pratica bullying, o faz por sentir-se infeliz consigo mesma. Em todos esses anos de pesquisas, concluímos que os praticantes têm uma autoestima elevada. O que eles desejam é projetar seu poder sobre alguém que, por alguma razão, não dispõe de meios para se defender.

Quem pratica o bullying tende a ser estigmatizado. Como tratá-los corretamente?

Em nosso programa de combate ao bullying não rotulamos ninguém. Isso porque existem oito diferentes papeis que uma pessoa pode desempenhar durante uma situação de bullying. Existe quem pratica, quem se mantém passivo, quem incentiva ações negativas mas não participa delas, e assim por diante. Por isso, em cada contexto, uma pessoa pode assumir um papel distinto. A solução é trabalhar com cada situação particular e analisar se existe um padrão de conduta que se repete. A partir daí, desenvolvemos atividades que possam reverter esse comportamento. Mas trabalhamos com esse aluno dentro da escola. Ao contrário do que muitos pensam, expulsá-lo é contra-producente. Se o expulsamos, para onde ele vai? Ele vai para a rua e aprende coisas ainda piores. Então, trabalhamos muito próximos a ele, oferecendo subsídios e possibilitando mudanças.

A prática de bullying começa em casa?

O que acontece é um reflexo. Se a criança é tratada com gritos, tapas ou presencia cenas de violência em casa, ela acredita que esse tipo de comportamento funciona. E, por isso, repete esse comportamento na escola.

 Combater o bullying é uma missão impossível?

Estou certa de que as crianças querem apenas uma oportunidade para aprender a tratar bem seus colegas. Se é difícil tratar o bullying? Sim, é uma tarefa dura, que exige empenho e comprometimento, mas sou muito otimista. Acredito que se os adultos estiverem dispostos a conversar com as crianças e escutá-las sobre suas preocupações, será fácil criar um ambiente harmonioso. E quanto mais cedo começarmos a conversar, melhor.

A senhora estuda o bullying há quase duas décadas. O que mudou durante esse período?

A grande mudança foi a atenção que a sociedade deu para o tema. O bullying hoje já é visto como um problema de saúde pública. Também acumulamos mais conhecimento. Hoje sabemos que aqueles que praticam ou sofrem bullying carregam sequelas físicas e mentais e que quem sofre bulying tem um desempenho acadêmico menor e tende a não gostar do ambiente escolar. Por isso, são mais propensos a abandonar os estudos. Na outra extremidade, aqueles que praticam bullying têm mais chances de se envolver em crimes. Ou seja, combater o bullying é também combater o crime. Por outro lado, vemos também que a sociedade mudou. Os pais estão cada vez mais longe de casa, envolvidos em longas jornadas de trabalho enquanto os jovens estão cada vez mais apegados a video-games, computadores, etc. Tudo isso torna a prevenção ainda mais necessária.

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BULLYING, isso não é coisa de criança… (continuação)

Bom dia meu povo!

Cometi um erro muito chato ontem, quando postei (somente) sobre a ótima matéria da Carolina Marques no Jornal Extra.

Como posso falar do texto dela e não cita o Mar’Junior, da Cia Atores de Mar? Que injustiça minha!

Mas, aqui estou, consertando o erro.

O trabalho deles é excelente e merece todo o crédito e divulgação.

Quem quiser conhecer melhor, visite: http://www.bullying-ciaatoresdemar.blogspot.com/

Boa semana para todos!!!!!

 

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BULLYING, isso não é coisa de criança…

O ‘bullying’, a cada dia, tem ganhado mais espaço na mídia. Ainda que o triste caso de Realengo seja o motivo desse espaço, só o fato de cercar o assunto, trazendo à tona as histórias sofridas de muitas pessoas, mostrando os traumas, já acalma nosso desejo de expor, sensibilizar e buscar resultados para essa agressão cruel.

O jornal Extra (RJ), nesse domingo, trouxe uma matéria de Carolina Marques bem esclarecedora. A jornalista cita o caso de F. G. C. S. que recebeu, durante toda a infância e adolescência, nos colégios pelos quais passou, apelidos nada inocentes e delicados. F., relata que hoje sofre de síndome do pânico por causa de tantas pessoas sem coração.

Segundo o texto de Carolina, os casos como os de F. proliferam no mundo. A prática é a que mais cresce no mundo e preocupa autoridades, pais e professores.

Para Maria Tereza Maldonado, autora do livro “Bullying e Cyberbullying — O que fazemos com o que fazem conosco?” e entrevistada pela jornalista, as vítimas de bullying, normalmente, são aquelas fora dos padrões de beleza impostos por um grupo ou sociedade.

Como já colocamos aqui no site, Maria Tereza deixa claro em sua pesquisa que existem três grupos: os agressores, as vítimas e os espectadores do bullying. E ressalta que uma vítima pode ser também um praticante: É como se ele precisasse descontar em outro. Comumente, a vítima também oprime alguém, reproduz o comportamento do agressor. Não é útil ver a vítima como totalmente frágil e o autor totalmente “fortão”.

Leia trecho da matéria:

Sinais de alerta

Mas como saber se seu filho ou aluno está inserido num dos grupos de bullying e não pensar que o assunto é frescura ou uma brincadeira de criança?

— Medo de ir à escola, material escolar destruído ou rasgado, dinheiro ou merenda roubada constantemente, enjoos e dores de cabeça nas horas que antecedem a ida para o colégio ou a queixa destes sintomas antes da hora da saída ou do recreio, queda no rendimento escolar e vontade de mudar de escola. Se seu filho tem algum destes sintomas, fique atento — diz o educador Gustavo Teixeira, em seu livro “Manual antibullying”.

A prática pode estar em casa

Para o ator e autor Mar’Junior, de 50 anos, da Cia Atores de Mar, o bullying começou na própria casa. O pai, um homem autoritário e intolerante, frequentemente chamava o filho de burro. A insistência era tanta que Mar’Junior repetiu os primeiros anos primário, ginasial e científico.

— Tinha pavor de fazer prova, aquilo era um sofrimento para mim. Mesmo adulto, dirigi anos sem carteira de motorista porque tinha ataques de ansiedade com a prova. Testes em emissoras de TV também nem pensar — descreve ele, que hoje tenta ajudar crianças e jovens que passam por situação semelhante levando às escolas o espetáculo “Bullying”: — Fazemos uma abordagem do assunto através de esquetes. A peça dura 30 minutos e ao final sempre promovemos um debate com os estudantes. O fato é que as pessoas não estão preparadas para lidar com essa onda de violência, que muitas vezes pode parecer apenas uma brincadeira não muito inocente.

O dia do revide

De tanto sofrer com as agressões em casa, Mar’Junior também foi uma vítima na rua. Cansou de apanhar dos “colegas”, até o dia do revide. Quando bateu em alguém, tornou-se um agressor. Formou uma espécie de bando e aterrorizou outros meninos que considerava “fracotes”.

— Quem sofre o bullying, em algum momento, tenta descontar essa raiva contida, o que está errado. Só com diálogo é possível mudar este cenário. Os pais têm que ser mais parceiros de seus filhos, ouvi-los, compreendê-los e estabelecer limites — aconselha ele, pai de duas meninas na faixa de 20 anos.

Tanto Maria Tereza Maldonado quanto Mar’Junior são enfáticos ao dizer que mesmo tendo sofrido bullying, Wellington Menezes de Oliveira não causou o massacre de Realengo por conta disso, mas sim por problemas psicológicos. Mas alertam que as marcas dessa prática são para a vida toda quando não percebidas ou tratadas.

— O bullying está em todas. Nas escolas públicas e particulares. É preciso que haja empenho para desenvoler um programa antibullying. E a melhor forma é reestabelecer o respeito que tem que haver entre seres humanos — ensina Mar’Junior.

Para encerrar, quero aproveitar e deixar aqui os parabéns para a Carolina Marques.

Carolina, seu material ficou excelente!

Para ler o texto na íntegra, acesse: http://extra.globo.com/casos-de-policia/manual-ensina-identificar-se-seu-filho-esta-praticando-ou-vitima-de-bullying-1608426.html

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