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Crianças, adolescentes e o uso exagerado do computador

Depois de um ótimo feriadinho, com o Dia dos Namorados bem no meio dele…rs…, começamos a semana com nosso quadro na rádio, falando sobre o tempo de crianças e adolescentes usando o computador.

A conversa, como sempre, foi ótima e aqui seguem tópicos sobre o que falamos:

BABÁS ELETRÔNICAS

As inovações da era digital, presentes em todas as situações da vida moderna, trouxeram significativas mudanças também na educação das crianças. A internet e os videogames representam mais hoje uma ferramenta para os pais, que deixam os filhos em casa com suas “babás eletrônicas”. Com a facilidade de acesso à informação rápida, as crianças passam a explorar um universo que apresenta oportunidades e riscos.

EXCESSOS

A primeira preocupação com o advento da internet é o uso excessivo dessa ferramenta pelas crianças. De acordo com uma pesquisa realizada no ano passado pela organização não governamental (ONG) SaferNet, que entrevistou 2.159 alunos de escolas públicas e particulares, parte desses jovens permanece mais de três horas por dia conectada ao mundo virtual.

CONTATO COM O MUNDO

Ficar muito tempo conectado na internet, levando em consideração o tempo de estudo e as horas de sono, pode privar a criança de outros hábitos fundamentais para o seu desenvolvimento. “Muitas horas em frente ao computador mostram que provavelmente a criança tem deixado de fazer outras atividades, como, por exemplo, ler um livro, brincar no parque, dormir bem ou simplesmente ter contato com outras crianças.”

OLHOS

Mais um problema relacionado ao sedentarismo na infância revelado por uma pesquisa feita com 1.492 crianças de 6 anos de idade, recém-publicada pela Universidade de Sydney, na Austrália. De acordo com as descobertas, crianças que passam muito tempo na frente do computador (videogame também) acabam desenvolvendo artérias oculares mais estreitas que aquelas que passam menos.

Por causa do estreitamento dos vasos, e comparando este resultado a adultos que já apresentam o mesmo problema, os dados sugerem que elas podem apresentar riscos cardiovasculares futuros. “Mudanças nas artérias oculares dão uma ideia do que está acontecendo no resto do corpo, particularmente no coração”.

O oftalmologista Matta Machado, que tem 30 anos de profissão, ao analisar o estudo, ainda alerta para outros problemas causados por veias mais finas. “Pode-se supor que estas crianças enfrentarão no futuro um risco maior de doenças vasculares oftalmológicas, como trombose da artéria central e da veia central, ambas da retina”, diz. “São enfermidades devastadoras quase sempre relacionadas a estreitamentos vasculares localizados.”

ATIVIDADE FÍSICA

A pesquisa considerou ainda o tempo gasto destas crianças com atividades físicas. A grande maioria dos analisados passavam diariamente cerca de 2 horas em frente à tela e praticavam apenas 36 minutos de exercícios físicos. Os que dedicavam mais de uma hora exercitando-se tinham artérias oculares mais largas do que os que brincavam por menos de meia hora.

Essa diferença não está apenas no fato de que essas crianças passariam menos horas em frente ao computador, mas também nos benefícios dos esportes como um todo. Os exercícios influenciam diretamente a circulação sanguínea do corpo inteiro, incluindo os olhos. Assim, quanto mais seu filho trocar algumas horas em frente à TV e ao computador por brincadeiras ao ar livre, melhor.

FERRAMENTA DE RISCO X VÍNCULOS DE AMIZADE

Avaliar a internet apenas como uma ferramenta de risco pode ser uma afirmação equivocada, pois muitas crianças desenvolvem vínculos de amizade mais fortes com os colegas de classe a partir das redes sociais. Ele recomenda o uso de filtros (que bloqueiam o acesso a determinadas páginas) ou, o mais comum e prático, que é acompanhar os acessos e navegar junto com os filhos.

A internet, como espaço público, oferece oportunidades e riscos. Por isso, é aconselhável que as crianças tenham acesso mediado, recebendo orientação e respeitando-se a singularidade da infância. “Sentar com o filho e verificar que tipo de conteúdo ele tem acessado torna essa relação mais controlada. A confiança entre pais e filhos ainda é a ferramenta mais importante para combater crimes nesse meio.”.

Muitas crianças e adolescentes passam horas em frente ao computador conversando com amigos ou se entretendo com videogames. Em alguns casos, os jovens preferem as relações virtuais e a diversão proporcionada pela internet aos encontros reais. O tempo dedicado aos sites também impede que meninos e meninas se dediquem aos estudos. É A psicóloga Nádia Laguardia explica que é importante que os pais monitorem os acessos dos filhos, evitando os riscos trazidos pelo universo de possibilidades.

PROIBINDO O ACESSO

O comportamento também cria um clima de tensão entre pais e filhos quando se trata de proibir o acesso. De acordo com a psicóloga, é essencial limitar o tempo de uso da internet, principalmente quando as crianças estão em fase de alfabetização.

O psicólogo e diretor de Prevenção e Atendimento da SaferNet Brasil, Rodrigo Negm, explica que ficar muito tempo conectado na internet, levando em consideração o tempo de estudo e as horas de sono, pode privar a criança de outros hábitos fundamentais para o seu desenvolvimento. “Muitas horas em frente ao computador mostram que provavelmente a criança tem deixado de fazer outras atividades, como, por exemplo, ler um livro, brincar no parque, dormir bem ou simplesmente ter contato com outras crianças.”

POSTURA PROTECIONISTA

Atualmente, muitos pais têm liberado o uso da internet para os filhos para mantê-las mais tempo em casa e, supostamente, protegidos da violência urbana. Os especialistas alertam que o problema dessa postura protecionista está justamente nas redes de contato que as crianças desenvolvem em sites de relacionamento ou salas de bate-papo, e no fato de não haver acompanhamento dos pais ou responsáveis.

Apesar disso, Rodrigo Negm afirma que avaliar a internet apenas como uma ferramenta de risco pode ser uma afirmação equivocada, pois muitas crianças desenvolvem vínculos de amizade mais fortes com os colegas de classe a partir das redes sociais. Ele recomenda o uso de filtros (que bloqueiam o acesso a determinadas páginas) ou, o mais comum e prático, que é acompanhar os acessos e navegar junto com os filhos.

Segundo Negm, a Internet, como espaço público, oferece oportunidades e riscos. Por isso, é aconselhável que as crianças tenham acesso mediado, recebendo orientação e respeitando-se a singularidade da infância. “Sentar com o filho e verificar que tipo de conteúdo ele tem acessado torna essa relação mais controlada. A confiança entre pais e filhos ainda é a ferramenta mais importante para combater crimes nesse meio”.

Para conhecer mais detalhadamente essas e outras ações que ajudam os pais a mediar o acesso dos filhos ao mundo virtual, a SaferNet desenvolveu uma cartilha de segurança com orientações para adultos e crianças, que ajuda a explorar a internet com menos riscos. O manual está disponível no site da entidade.

Estudos comprovam que as crianças brasileiras são as que mais gastam tempo em frente a computadores e televisões. Em média, uma criança passa 3 horas e meia assistindo TV diariamente, conforme aponta a Eurodata TV Worldwide. Outra pesquisa, realizada pela empresa de segurança da informação Symantec, aponta que crianças brasileiras passam em média 18 horas por semanas conectadas na internet. Elas sabem disso: oito em cada dez afirmam que passam tempo demais online.

AGRAVANTE

O uso indiscriminado da máquina, contudo, tem um agravante em relação à TV. Enquanto a família pode assistir unida a alguns programas, o computador é de uso essencialmente individual. Ao gastar muitas horas no PC, a criança tende a distanciar-se da família. Segundo Maria Rocha, Coordenadora Pedagógica, isso é muito grave, pois é no convívio com a família que a criança aprende os seus valores e o diálogo acontece. Ela ainda afirma que os pais precisam determinar o tempo que pode ser gasto na máquina e, além de estabelecer limites, controlá-lo.

Se dosar esta atividade é, hoje, uma grande dificuldade das famílias, até porque a maioria dos pais desconhece qual é a medida adequada, manter uma agenda controlada e ao mesmo tempo flexível é importante para as crianças, que podem se estressar caso não tenham tempo para descansar e se divertir.

Além do período em que está na escola, os filhos devem ter tempo para a prática de esportes, leitura, curso de línguas, tarefa de casa e revisão de estudos, além de ‘não fazer nada’ ou lazer. O lazer também deve ser variado: cinema, teatro, TV, visita a amigos e também o computador.

Não há necessidade de proibir o uso dos computadores caso os pais estejam de acordo com os limites de horário e as crianças os respeitem. A própria família pode incentivar os mais jovens a buscar alternativas de lazer, como sugere Maria. Nem sempre apenas orientar é o suficiente.

Os pais são modelo para os filhos, portanto, devem equilibrar seu tempo no computador com outras atividades de interesse. Ler um livro ou até mesmo assistir à TV na sala de estar podem estimular os filhos a deixar o computador.

Para aqueles que, sem outra saída, precisam ficar muitas horas usando o computador, seguem algumas dicas:

1 – Uma boa postura é fundamental ao se sentar Ao usar o computador procure sentar em uma cadeira confortável que mantenha suas costas retas, apoiadas no encosto da cadeira. Não deixe seus ombros caídos e não adiante suas pernas de forma que seus pés fiquem muito à frente da linha dos joelhos, como se você fosse se deitar.

2 – Os pés devem ficar retos Os pés devem ficar completamente no chão, ou seja, não podem ficar inclinados, com somente os dedos tocando a superfície. Caso a cadeira seja muito alta para você, use um apoiador para os pés.

3 – Os cotovelos devem ficar alinhados com os pulsos Os cotovelos não devem ficar abaixo da linha dos pulsos. Para isso, escolha de preferência, cadeiras que tenham apoiadores para os braços. Dessa maneira, você consegue usar todo o braço para manusear o teclado e o mouse. Os pulsos também não podem ficar muito abaixo da linha dos dedos.

4 – O monitor deve ficar na frente do usuário e à uma distância mínima Mantenha o monitor em uma posição frontal ao seu rosto, de forma que você não tenha que levantar a cabeça ou girá-la para ver a tela do computador. Caso fique com a cara “grudada” no monitor, seus olhos ficarão cansados rapidamente e você acabará forçando-os para enxergar. Por isso, mantenha uma distância de pelo menos 50 cm da tela do computador.

5 – Piscar o olho muitas vezes é necessário Quando você fica prestando muita atenção no monitor, normalmente você pisca menos e, logo, seus olhos podem começar a arder. Por isso, ao sentir sinais de ardência ou irritação nos olhos, comece a piscar mais vezes.

6 – Ambiente bem iluminado A iluminação no ambiente que o computador está localizado é fundamental. Preferencialmente utilize as luzes brancas. A luz não deve focalizar o seu rosto e muito menos a tela do monitor (como acontece quando se usa o computador de costas para uma janela onde entra luz do sol).

7 – Caso os problemas continuem, procure um médico Caso esteja sentindo algum sintoma como dores no corpo, visão cansada ao utilizar o computador, vá ao médico. Esses são sinais de alerta que o corpo dá para evitar uma lesão que se agrave. Se você trabalha em uma empresa, também é conveniente avisar seus superiores, caso note que as condições de trabalho não são adequadas. Cada vez mais o computador passa a fazer parte da vida da pessoas, seja no trabalho, no estudo, ou para o lazer.

 

Por isso, é importante e fundamental que cada pessoa busque adequar medidas simples para manusear o computador.

A prevenção é o melhor remédio!

Dicas de:  www.administradores.com.br

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