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As gerações Y e M e os presentes de Natal

Fico apreensivo com a geração Y e geração M. À geração Y pertencem os nascidos entre 1980 e 2000 e à M, os que vieram depois.
Os jovens que chegam aos 30 anos de idade hoje são muito diferentes dos seus pais, geração X, nascidos entre 1960 e 1980 que, por sua vez, foram muito diferentes dos seus próprios pais, geração Baby Boomers, nascidos entre 1945 e 1960, numa progressão geométrica acompanhando os avanços tecnológicos principalmente para o mundo virtual – Internet, Sites de Busca, E-mail, E-commerce, Orkut, Facebook, MSN, iPod, Telecomunicações, Twitter, etc.
Esta divisão em gerações por datas de nascimento não me satisfaz plenamente, pois encontramos indivíduos nascidos nesta mesma época com diferentes perfis geracionais. Acredito que os costumes adotados pelas gerações venham dos meios nas quais elas vivem e frequentem. Encontramos indivíduos Y nas gerações X e M. Há indivíduos M que na geração X criaram as bases da Internet.
Qualquer indivíduo Y acha-se no direito de fazer qualquer pergunta ou pedido básico ao grande empresário ou professor universitário X e achar que este lhe deve responder e se não o fizer, o Y estranhar esta atitude e taxá-lo de arrogante. Isto porque o Y não conhece hierarquia, e o X deve-lhe resposta como encontra no Google, de graça e a qualquer hora.
O indivíduo Y acha-se no direito de ser atendido por todos, enquanto ele mesmo não atende os interesses dos outros. Isso começou dentro de casa, quando os pais deram tudo para os filhos sem considerar a meritocracia.
Os X cresceram, estudaram, trabalharam, casaram e tiveram filhos. Os Y cresceram, não quiseram estudar nem trabalhar e muito menos casar, mas tiveram filhos, os M. Quem cuida, provê, sustenta e educa os M? Muitos avós X e poucos pais Y, principalmente a mãe Y e seus pais. M é a inicial de multi-tarefas, multi-atividades, multi-plugados, tudo multi.

Os indivíduos M são tão multis que não há tempo, nem disposição para se aprofundarem em qualquer item que escape dos seus interesses. Um exemplo é a comunicação Twitter. Querem saber o que seus amigos fazem naquele momento ao mesmo tempo que quer falar o que está fazendo. A mensagem toda não pode ultrapassar 140 caracteres contando espaços. Assim também os valores familiares acabam se tornando superficiais.
Este resumo é um aquecimento para os pais entenderem a necessidade de, junto ao presente de Natal, darem a convivência educativa da meritocracia.
Atenção pais Y e avós X: não é para choramingar, lamentar, reclamar nem tampouco banalizar o presentear no Natal. Tem que passar a idéia para o M de que pai e mãe trabalharam para conseguir este dinheiro e que não existe nada de graça. Compartilhar que tiveram de estudar, fazer tudo bem feito, demonstrar competência para merecer este dinheiro que não chega de graça para ninguém como chegam estes presentes para eles.
Não é um comunicado, mas um compartilhar da importância de se estudar para conseguir este dinheiro. Não é uma lição de moral, mas um despertar da curiosidade. Num outro momento quando estiverem curtindo o presente perguntar ao filho: Por que papai conseguiu comprar este presente? Porque tinha dinheiro. Por que tinha? Porque trabalhou. Por que trabalhou? Porque nada é de graça. O prazer do filho é resultado do esforço do pai que é uma vitória sobre o não ter dinheiro. Que bom que o pai está com estas condições. Instigar no filho o desejo de também ganhar melhor. Por que papai ganha mais que a empregada? Ambos fazem o melhor que conseguem, mas papai por ter estudado consegue fazer mais e melhor do que a empregada muitas outras atividades.
Já ouvi crianças dizendo ao pai que a mãe comprou o presente, mas não gastou nada, pois pagou com cartão. Tomara que muito mais filhos M aprendam não só a fazer dinheiro, mas dar valor aos conhecimentos, cuja maior fonte é o estudo.
Não é apenas na semana do Natal ao Ano Novo que os pais devem passar aos filhos estas lições, mas durante todo o período do Ano Novo até o próximo Natal.

Içami Tiba

 
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