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Dicas para passeio nas férias escolares

As férias chegaram? As crianças estão em casa? Parte da missão está cumprida e é hora de comemorar! Diversos pais também se sentem de férias porque estão descansando da rotina de levar filhos ao colégio, outros, realmente estão de férias porque coincidiram a data a fim de conviver com as crianças. Mas, de qualquer forma, esse é o período para [com]viver mais com os filhos. É hora da família!
Esse recesso é muito importante para que as crianças possam se refazer do cansaço e da cobrança do período escolar. Por isso, deve ser um momento para ser aproveitado pela família toda. Se não for organizado, esse período será sinônimo de mais trabalho para os pais. Se não tiverem boas e criativas oportunidades de atividades elas poderão ficar mais ansiosas ainda e ao invés de momentos de satisfação e alegria, as férias poderão de tornar um tédio para pais e filhos.

Para quem está em Juiz de Fora/MG, segue uma listinha com boas e baratas oportunidades. Leia e monte sua agenda!

Parque do Museu Mariano Procópio: Situado no centro da cidade de Juiz de Fora, ocupa uma extensão de 78 mil metros quadrados, com muito ar puro, e uma vista maravilhosa. Foi construído por um projeto paisagístico planejado por volta de 1860, pelo francês Glaziou. 

Rua Mariano Procópio 1.100, Mariano Procópio

Telefones: 3690-2200 / 3690-2211

Parque Municipal da Lajinha: Está localizado a sudoeste do centro da cidade, na entrada de Juiz de Fora, na direção da BR 040, sendo um cartão de visita da cidade. Possui uma área de aproximadamente 867.000 m² , distribuídas em áreas de mata nativa, trilhas, lago, jardins e passeios, onde podemos sentir a natureza em toda sua extensão.

Avenida Deusdedith Salgado, s/n – Teixeiras

Telefone: 3690-8326

Morro do Imperador (Monumento ao Cristo Redentor): Um dos pontos mais altos de Juiz de Fora. É assim denominado porque, em 1861, Dom Pedro II o escalou para apreciar a vista da cidade. No local se encontra também uma torre helicoidal, primeira do tipo na América do Sul, que serviu à TV Industrial, emissora pioneira em geração de imagens no interior brasileiro.

Rua Dr. João Pinheiro – São Pedro

Fórum da Cultura: Espaço cultural da Universidade Federal de Juiz de Fora, criado em 1971 pelo reitor Prof. Gilson Salomão, tem oportunizado à comunidade acadêmica e juizforana contato com mostras em artes plásticas, espetáculos teatrais, difusão de cultura popular e música.

Rua Sto Antônio, 1112 – Centro, Juiz de Fora

Telefone: 3217-1035

Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage (Museu Ferroviário): Mobiliário, instrumentos de trabalho e de comunicação, livros técnicos, fotografias, equipamentos científicos, louças, miniaturas e duas locomotivas a vapor originais dispostas em cinco salas temáticas (História da Ferrovia, Agência de Estação, Sinalização e Via Permanente, Escritórios Ferroviários e Material Rodante e Aspectos Tecnológicos).

 Av. Brasil, 2001   Prédio da antiga Estação de Trem

Telefone: 32 3690 7055

Museu de Arte Moderna Murilo Mendes: Possui um dos maiores acervos de Arte Moderna do Brasil. Sua história começou em 1976, quando a viúva do poeta juizforano, sra. Maria da Saudade Cortesão Mendes, doou parte da biblioteca e do acervo de artes plásticas do escritor.

Rua Benjamin Constant, nº 790 – Centro

Telefone: 3213-3931

Cinearte Palace: Último cinema de rua da cidade, participa do Projeto da Prefeitura ‘Cinema para todos’ (sessões com valor de um real).

Rua Halfeld, nº 581 – Centro

Telefone: 3214 3980

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BULLYING: obesidade na infância

Indicado no tratamento de obesidade mórbida, o procedimento cirúrgico tem sido cada vez mais procurado por adolescentes que sofrem bullying.

A população jovem brasileira está engordando. Dados da Pesquisa de Orçamentos familiares, realizada pelo IBGE, referente a 2008 e 2009, mostram que 21,7 % dos jovens entre 10 e 19 anos estão acima do peso e mais de 30 % das crianças entre 5 e 9 anos apresentam um quadro de excesso de peso. Com o crescimento da obesidade nas crianças e nos jovens, cresce também os casos de bullying, que são caracterizados por agressão física ou moral que um indivíduo ou um grupo praticam contra outras pessoas. Segundo a pesquisa do IBGE, 30 % dos estudantes já foram vítimas dessas agressões. Esse fato coloca o bullying como um dos principais motivos dos adolescentes para buscar a cirurgia bariátrica como tratamento para a obesidade.

No ano de 2009, de acordo com os últimos dados divulgados pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), foram realizadas no País 1,5 mil cirurgias em pacientes com menos de 20 anos, representando 5 % do total de cirurgias realizadas em 2009. A legislação brasileira só permite a cirurgia após os 16 anos ou esses números seriam maiores ainda.

Muitos chegam ao consultório contando o preconceito que sofrem por serem obesos e acham que a cirurgia é a única solução, mas é preciso muita cautela e o paciente deve ser muito bem avaliado pela equipe clínica, diz o cirurgião membro titular da SBCBM, dr. Roberto Rizzi.

PRECONCEITO

Mesmo com o assunto na mídia e diversas campanhas para acabar com o bullying e também reduzir o preconceito contra os obesos, uma recente pesquisa realizada pelo Hospital do Coração (HCor) – que entrevistou 600 pessoas no Rio de Janeiro e São Paulo -, revelou que 50 % da população não casaria com uma pessoa obesa e 81 % dos entrevistados afirmam que a obesidade interfere na ascensão profissional. “Essa é a realidade que vemos no consultório. Muitos jovens obesos que procuram a cirurgia bariátrica têm a vida social e profissional estagnada, muitas vezes por vergonha e por não querer enfrentar o preconceito que realmente existe na nossa sociedade”, destaca dr. Rizzi. Apesar da idade mínima, a cirurgia bariátrica só pode ser indicada no tratamento de pacientes com índice de massa corpórea (IMC, o peso dividido pela altura ao quadrado) acima de 40. A cirurgia bariátrica não é uma cirurgia estética. O paciente precisa passar por um amplo acompanhamento e já ter tentado perder peso pelas formas tradicionais, incluindo consultas com nutriconistas e endocrinologistas. Para pacientes com IMC entre 35 e 40, a cirurgia é liberada para casos com doenças relacionadas à obesidade, como diabetes e hipertensão, conclui dr. Rizzi.

www.portalcienciaevida.com.br

 

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Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (1a. parte)

Steven Spielberg, Beethoven, Jim Carrey, Tom Cruise, Leonardo da Vinci, Walt Disney, Napoleão Bonaparte e John Lennon. Vocês sabem o que estas pessoas têm em comum?

O que é?

A hiperatividade e déficit de atenção é um transtorno mais comumente visto em crianças e se baseia nos sintomas de desatenção (pessoa muito distraída) e hiperatividade (pessoa muito ativa, por vezes agitada, bem além do comum). Tais aspectos são normalmente encontrados em pessoas sem o problema  mas, para haver o diagnóstico desse transtorno, a falta de atenção e a hiperatividade devem interferir significativamente na vida e no desenvolvimento normais da criança ou do adulto.

Ocorre como resultado de uma disfunção neurológica no córtex pré-frontal. Quando pessoas que têm déficit de atenção tentam se concentrar, a atividade do córtex pré-frontal diminui, ao invés de aumentar (como nos sujeitos do grupo de controle de cérebros normais). Assim sendo, pessoas que sofrem com esse problema, mostram muitos sintomas, como fraca supervisão interna, pequeno âmbito de atenção, distração, desorganização, hiperatividade (apesar de que só metade das pessoas com déficit de atenção sejam hiperativas), problemas de controle de impulso, dificuldade de aprender com erros passados, falta de previsão e adiamento.

Quanto mais as pessoas que têm déficit de atenção tentam se concentrar, pior para elas. A atividade no córtex pré-frontal, na verdade, desliga, ao invés de ligar. Quando um pai, professor, supervisor ou gerente põe mais pressão na pessoa, para que ela melhore seu desempenho, ela se torna menos eficiente. Muitas vezes, quando isso acontece, o pai, o professor ou chefe interpretam o ocorrido como um decréscimo de performance, ou má conduta proposital, e daí surgem problemas sérios.  A verdade é que quase todos nós nos saímos melhor com elogios e isso é essencial para pessoas com déficit de atenção. Quando o chefe as estimula a fazer melhor de modo positivo, elas se tornam mais produtivas. Quando se é pai, professor ou supervisor de alguém com esse problema, funciona muito mais usar elogio e estímulo do que pressão. As pessoas se sairão melhor em ambientes que sejam altamente interessantes ou estimulantes e relativamente tranquilos.

Pequeno âmbito de atenção

Um âmbito de atenção pequeno é a identificação desse distúrbio. Existe a dificuldade de manter a atenção e o esforço durante períodos de tempo prolongados. Sua atenção tende a vagar e frequentemente se desligam da tarefa, pensando ou fazendo coisas diferentes da tarefa a ser realizada. Ainda assim, uma das coisas que muitas vezes enganam clínicos inexperientes ao tratar desse distúrbio é que as pessoas com esse déficit não têm um âmbito pequeno de atenção para tudo. Frequentemente, pessoas que sofrem de déficcit de atenção conseguem prestar muita atenção em coisas que são bonitas, novas, novidades, coisas altamente estimulantes, interessantes ou assustadoras. Essas coisas oferecem uma estimulação intrínseca suficiente a ponto de ativarem o córtex pré-frontal, de modo que a pessoa consiga focalizar e se concentrar. Uma criança com o transtorno pode se sair muito bem em uma situação interpessoal e desmoronar completamente em uma sala de aula com 30 crianças. Um exemplo: uma criança com déficit costumava levar quatro horas para fazer um dever de casa que levaria meia hora, muitas vezes se desligando da tarefa. Mas se você lhe der uma revista sobre aparelhagem de som de carros, ele a lê rapidamente de ponta a ponta e se lembra de cada detalhe. Pessoas com défit têm dificuldade em prestar atenção por muito tempo em assuntos longos, comuns, rotineiros e cotidianos, como lição de casa, trabalho de casa, tarefas simples ou papelada. Elas precisam de excitação e interesse para acionar suas funções do córtex pré-frontal.

Muitos casais adultos dizem que, no começo do relacionamento, o parceiro com déficit adulto conseguia prestar atenção à outra pessoa durante horas. O estímulo de um novo amor ajudava-o a se concentrar. Mas quando a “novidade” e a excitação do relacionamento começavam a diminuir (como acontece com quase todos os relacionamentos), a pessoa tinha muito mais dificuldade em prestar atenção e sua capacidade de escutar falhava.

Distração e hiperatividade

Como foi mencionado acima, o córtex pré-frontal manda sinais inibitórios para outras áreas do cérebro, sossegando os dados advindos do meio, de modo que você possa se concentrar.

Quando o córtex pré-frontal está com hiperatividade, ele não desencoraja adequadamente as partes sensoriais do cérebro e, como resultado, estímulos em demasia bombardeiam o cérebro. A distração fica evidente em muitos locais diferentes para uma pessoa com transtorno. Na turma, durante reuniões, ou enquanto ouve um parceiro, a pessoa com o transtorno tende a perceber outras coisas que estão acontecendo e tem dificuldade em se concentrar na questão que está sendo tratada.

As pessoas que têm esse transtorno tendem a olhar pelo quarto, desligar-se, parecer aborrecidas, esquecer-se de para onde vai a conversa e interrompê-la com uma informação totalmente fora do assunto. A distração e o pequeno âmbito de atenção podem também fazer com que elas levem muito mais tempo para completar seu trabalho.

Impulsividade

A falta de controle do impulso faz com que muitas pessoas que têm TDAH se metam em enrascadas. Elas podem dizer coisas inadequadas para os pais, amigos, professores, outros empregados, ou clientes. Um exemplo é o adulto que foi despedido de 13 empregos, porque tinha dificuldade em controlar o que dizia. Ainda que realmente quisesse manter vários dos empregos, de repente colocava para fora o que estava pensando, antes de ter a oportunidade de processar o pensamento. Decisões mal pensadas são ligados à impulsividade. Em vez de pensar bem no problema, muitas pessoas que sofrem de TDAH querem uma solução imediata e acabam agindo sem pensar. De modo similar, a impulsividade faz com que essas pessoas tenham dificuldade de passar pelos canais estabelecidos do trabalho. Elas frequentemente vão direto ao topo para resolver os problemas, em vez de seguir o sistema. Isso pode causar ressentimento dos colegas e supervisores imediatos. A impulsividade pode também levar a condutas problemáticas como mentir (diz a primeira coisa que vem a cabeça), roubar, ter casos e gastar em excesso. É comum pessoas em tratamento com TDAH que sofrem da vergonha e da culpa oriundas desses comportamentos.

As pessoas casadas, quando recebem a pergunta “É útil dizer tudo o que pensa em seu casamento?” sempre respondem “Claro que não”, “Os relacionamentos requerem tato”. Mesmo assim, devido à impulsividade e à falta de pensar antes de agir, muitas pessoas que têm transtorno dizem a primeira coisa que vem à mente. E, em vez de pedir desculpas por terem dito uma coisa que magoou, muitas tentam justificar por que fizeram a observação que magoou, só piorando as coisas. Um comentário impulsivo pode estragar uma noite agradável, um fim de semana, ou mesmo um casamento ineiro”.

Desorganização, outra característica do hiperativo

Desorganização é outro marco importante do transtorno. A desorganização inclui tanto o espaço físico, como salas, escrivaninhas, malas, gabinetes de arquivo e armários, quanto o tempo. Frequentemente, quando se olha para as áreas de trabalho de pessoas com o transtorno, é admirar que possam trabalhar ali. Elas tendem a ter muitas pilhas de “coisas”; a papelada é algo que frequentemente elas têm muita dificuldade de organizar; e parece que têm um sistema de arquivo que só elas podem entender (e mesmo assim só nos dias bons). Muitas pessoas com TDAH têm atrasos crônicos ou adiam as coisas até o último momento. Existem casos de pessoas que compraram sirenes de companhias de segurança para ajudá-los a acordar. Imagine o que deviam pensar os vizinhos! Essas pessoas também tendem a perder a noção do tempo, o que contribui para que se atrasem.

Hiperativos começam muitos projetos, mas terminam poucos

A energia e o entusiasmo de pessoas com transtorno muitas vezes as leva a começar muitos projetos. Infelizmente, pelo fato de serem distraídas e dado o seu pequeno âmbito de atenção, prejudicam sua capacidade de completá-los. Um gerente de uma estação de rádio, uma vez, contou que ele começara cerca de 30 projetos especiais no ano anterior, mas havia completado uns poucos apenas. Ele disse: “Estou sempre voltando para eles, mas tenho novas ideias que acabam atrapalhando”. Também temos o caso de um professor que disse que, no ano anterior ao da conversa, ele começara 300 projetos diferentes. Sua esposa terminou seu pensamento dizendo que ele completara somente três.

Mau humor e pensamento negativo em hiperativos

Muitas pessoas com o transtorno tendem a ser mal-humoradas, irritadiças e negativas. Como o córtex pré-frontal está pouco ativo, ele não pode moderar totalmente o sistema límbico, que fica hiperativo, levando a problemas no controle do humor. De outro modo sutil, como já mencionado, muitas pessoas com TDAH preocupam-se com ou ficam superconcentradas em pensamentos negativos, como uma forma de auto-estimulação. Se não conseguem arrumar confusão com os outros no meio ambiente, buscam isso dentro de si mesmas. Elas frequentemente têm uma atitude do tipo “o mundo está acabando”, o que as distancia dos outros.

 

 

Sugestão de livro sobre TDAH:

– Mentes Inquietas – Tdah : Desatenção, Hiperatividade e Impulsividade
Autor: Ana Beatriz Barbosa Silva
Editora: Fontanar
 
Via de regra, os portadores de TDAH são injustamente rotulados de preguiçosos, mal-educados “bicho-carpinteiro”, avoados, irresponsáveis ou rebeldes, mas na realidade possuem um funcionamento cerebral diferente, que os fazem agir dessa forma. O TDAH ou simplesmente TDA é caracterizado pela seguinte tríade de sintomas: desatenção, impulsividade e hiperatividade mental e/ou física.
 
 
 
 
 
 

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Tempo: mano velho!

Sobre o tempo

Tempo, tempo mano velho, falta um tanto ainda eu sei
Pra você correr macio.

Tempo, tempo mano velho, falta um tanto ainda eu sei
Pra você correr macio como zune um novo sedã.

Tempo, tempo, tempo mano velho
Tempo, tempo, tempo mano velho
Vai, vai, vai, vai, vai, vai

Tempo amigo seja legal
Conto contigo pela madrugada
Só me derrube no final

Tempo, tempo mano velho, falta um tanto ainda eu sei
Pra você correr macio como zune um novo sedã.

Tempo, tempo, tempo mano velho
Tempo, tempo, tempo mano velho
Vai, vai, vai, vai, vai, vai

Tempo amigo seja legal
Conto contigo pela madrugada
Só me derrube no final…

Oh-oh… oh-oh ah…

Uh… uh… ah au
Uh… uh… ah au
Vai, vai, vai, vai, vai, vai

Pato Fu

O domingo está na reta final. Mais de 8 horas da noite. Tive tempo para tudo? Bom, para tudo que eu realmente queria fazer, o tempo foi preciso! Meu coração, que está em todos os meus tesouros (Mt 6, 21), conseguiu dividir o ‘mano velho tempo’ de sexta-feira à noite até agora, com a longa conversa com meu irmão perfeito na noite de sexta (na lanchonete, comendo hambúrguer… hum… delícia!), com as compras do supermercado, na faxina das minhas estantes, na pauta pronta para o programa de rádio da próxima terça – falarei sobre hiperatividade -, no relatório para meu diretor, o simulado do colégio, a organização e o envio das provas da aluna amorosa que está de cama – em casa, com problemas na bacia -, na unha bonitinha, no namorico, na atenção aos meus pais. Assisti, em DVD, ‘O último templário’ e já deixei alguns bons e novos filminhos encomendados na locadora para o final de semana prolongado. Hoje, domingo, ainda houve um e-nor-me tempo na granja. Peixinho na brasa delicioso, com aquela paz e ar puro. Seguindo com mais trabalho e mais feliz, arrumei os armários de lá, para que tudo esteja organizadinho na próxima quinta-feira, início de feriadão. Agora, vou curtir o ‘Fantástico’ para ver os resultados da mudança de hábitos da Renata Ceribelli e Zeca Camargo e preparar as refeições politicamente corretas que levarei amanhã para o trabalho.

Pensando tanto nesse nosso ‘tempo’ acabei encontrando um texto legal, escrito pela competente Glória Maria, falando sobre a necessidade de ter um dia com mais de 24 horas, que coloco na íntegra para vocês apreciarem o exemplo de aproveitamento de tempo (e vida). Para terminar, por ter meu coração, também, nas crianças, coloquei um teste bacana da Maria Tereza Guedes sobre o tempo que as mães dedicam aos filhos.

 

Hoje, quando estou no olho do furacão, correndo de um lado para o outro para dar conta de tudo, costumo dar uma parada, respirar fundo e repetir baixinho, como um mantra ou uma oração, o refrão daquela música famosa do Rolling Stones, “Time is on my side” (“O tempo está ao meu lado”). E ele tem que estar, sim. Faço tudo de maneira rápida, contínua, para não perder espaço para ele, o tempo. E uma coisa é certa: é o tempo que precisa entrar no meu ritmo, não o contrário.

Meu dia não tem e nunca poderá ter 24 horas, Ele tem o horário das minhas filhas: balé, natação, música, pracinha, escola, trocas de fraldas, mamadeiras, almoço, banho, cabelos indomáveis para cuidar, além do tempo sagrado de ficar só olhando para elas. Mas tenho ainda os telefonemas, os e-mails, as reuniões de trabalho, as reportagens do “Globo Repórter”, a máquina de lavar roupas que sempre quebra, o meio de campo com babás que nunca se entendem, as contas, os médicos e os exames. Além disso, é preciso estar bem física e mentalmente. Afinal, o bumbum não pode cair e a cabeça não pode pirar. Tudo tem que ser feito ao mesmo tempo agora. E tem que dar certo!

Não somos modernos, atualizados, globalizados, virtuais? Então, o jeito é dominar o tempo. Não tem manual, receita. A gente tem mais é que viver o nosso tempo. O meu é um movimento tão incessante que, às vezes, nem eu entendo direito. E deixo fluir. Vou levando porque acredito que é possível, sim, conseguir mais tempo. Corremos tanto que, muitas vezes, até acabamos esquecendo para que precisamos de tanto tempo. Mas as minhas filhas me orientam: tempo é para viver, ficar em paz, deixar fluir… Tempo é para amar. E para fazer a gente fingir que acredita, se olhando no espelho, que ele está ao nosso lado.

Aí vem à cabeça o refrão da música do Caetano Veloso, “Oração ao tempo”, que faz a gente seguir em frente com um pouquinho mais de ilusão: “Por seres tão inventivo e pareceres contínuo / Tempo, tempo, tempo, tempo / És um dos deuses mais lindos / Tempo, tempo, tempo, tempo…” Vamos acreditar que o tempo é o Deus, o bondoso, que aceita pedidos e faz acordos. Tempo, seja bacana comigo?

Você tem tempo para o seu filho?

TESTE – por Maria Tereza Guedes

1. O que você costuma fazer no fim de semana?

(A) Geralmente, trabalha aos sábados e, depois, aproveita o tempo livre para cuidar da casa e curtir a família.

(B) Sempre faz algum passeio com as crianças, adianta as compras da semana no supermercado e, às vezes, viaja com a família.

2. Quanto tempo você passa com seus filhos durante a semana?

(A) Poucas horas por dia, já que só pode vê-los à noite, pois trabalha sempre em período integral.

(B) Como passa o dia todo em casa, vocês estão sempre juntos.

3. Quando seu filho leva tarefa da escola para casa, o que você faz?

(A) À noite, pergunta se ele fez tudo antes de colocá-lo para dormir.

(B) Acompanha a lição e tira todas as suas dúvidas.

4. Estreou um filme no cinema e seu filho comenta que os amigos dele vão assistir no sábado à tarde. Você, então:

(A) Conversa com uma das mães e pergunta se ela pode levá-lo junto.

(B) Vai com ele ao cinema, pois acha muito importante acompanhá-lo nessas atividades.

5. Você e o seu marido sempre gostaram de sair para jantar juntos, pois esses encontros ajudam a mantê-los unidos. Depois que tiveram filhos…

(A) Nada mudou, afinal podem deixá-los com alguém da família ou com uma babá.

(B) Diminuíram a frequência dos jantares e, sempre que é possível sair, levam as crianças junto.

6. Seu filho reclama que você está sempre ocupada?

(A) Sim, mas ele entende que você precisa trabalhar e que não pode ficar ao lado dele o dia todo.

(B) Não, pois sabe que pode contar com sua presença nos momentos mais importantes e, afinal, passam pouco tempo longe.

7. Você pensa em ter outro filho (ou mais de um)?

(A) Não, pois acha que seria difícil mudar a rotina de toda a família para incluir mais um bebê.

(B) Sim, mas esse ainda é um projeto para o futuro.

8. Quem cuida de todas as tarefas da sua casa, como limpar, cozinhar, lavar roupas, etc.?

(A) Algumas coisas você faz, mas conta com a ajuda de uma diarista, já que está sempre ocupada.

(B) Você e  seu marido dividem as tarefas, embora a maior parte seja responsabilidade sua, já que passa mais tempo em casa.

9. Se tivesse que optar por um animal de estimação para o seu filho, qual seria sua escolha?

(A) Um peixe, pois não gosta muito de animais de estimação, em geral.

(B) Um cachorro ou um gato.

10. Se pudesse escolher, gostaria de morar em:

(A) Um apartamento, pois é bem mais prático, o que resolveria sua vida.

(B) Uma casa, de preferência, com um grande quintal.

11. Você costuma viajar com a família nas férias escolares?

(A) Não, pois nunca consegue tirar férias do trabalho no mesmo período.

(B) Às vezes, mas quando não é possível, opta por levar as crianças para passeios divertidos nos fins de semana.

RESPOSTAS:

Maioria A – Ocupada demais! A rotina corrida não deixa tempo para os filhos. Reorganize suas obrigações e, quando juntos, lhes proporcione momentos inesquecíveis.

Maioria B – Horário flexível. Você equilibra obrigações e momentos com os filhos. Mas esse tempo também deve ser bem aproveitado. Faça tudo de forma especial.

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Crianças, adolescentes e o uso exagerado do computador

Depois de um ótimo feriadinho, com o Dia dos Namorados bem no meio dele…rs…, começamos a semana com nosso quadro na rádio, falando sobre o tempo de crianças e adolescentes usando o computador.

A conversa, como sempre, foi ótima e aqui seguem tópicos sobre o que falamos:

BABÁS ELETRÔNICAS

As inovações da era digital, presentes em todas as situações da vida moderna, trouxeram significativas mudanças também na educação das crianças. A internet e os videogames representam mais hoje uma ferramenta para os pais, que deixam os filhos em casa com suas “babás eletrônicas”. Com a facilidade de acesso à informação rápida, as crianças passam a explorar um universo que apresenta oportunidades e riscos.

EXCESSOS

A primeira preocupação com o advento da internet é o uso excessivo dessa ferramenta pelas crianças. De acordo com uma pesquisa realizada no ano passado pela organização não governamental (ONG) SaferNet, que entrevistou 2.159 alunos de escolas públicas e particulares, parte desses jovens permanece mais de três horas por dia conectada ao mundo virtual.

CONTATO COM O MUNDO

Ficar muito tempo conectado na internet, levando em consideração o tempo de estudo e as horas de sono, pode privar a criança de outros hábitos fundamentais para o seu desenvolvimento. “Muitas horas em frente ao computador mostram que provavelmente a criança tem deixado de fazer outras atividades, como, por exemplo, ler um livro, brincar no parque, dormir bem ou simplesmente ter contato com outras crianças.”

OLHOS

Mais um problema relacionado ao sedentarismo na infância revelado por uma pesquisa feita com 1.492 crianças de 6 anos de idade, recém-publicada pela Universidade de Sydney, na Austrália. De acordo com as descobertas, crianças que passam muito tempo na frente do computador (videogame também) acabam desenvolvendo artérias oculares mais estreitas que aquelas que passam menos.

Por causa do estreitamento dos vasos, e comparando este resultado a adultos que já apresentam o mesmo problema, os dados sugerem que elas podem apresentar riscos cardiovasculares futuros. “Mudanças nas artérias oculares dão uma ideia do que está acontecendo no resto do corpo, particularmente no coração”.

O oftalmologista Matta Machado, que tem 30 anos de profissão, ao analisar o estudo, ainda alerta para outros problemas causados por veias mais finas. “Pode-se supor que estas crianças enfrentarão no futuro um risco maior de doenças vasculares oftalmológicas, como trombose da artéria central e da veia central, ambas da retina”, diz. “São enfermidades devastadoras quase sempre relacionadas a estreitamentos vasculares localizados.”

ATIVIDADE FÍSICA

A pesquisa considerou ainda o tempo gasto destas crianças com atividades físicas. A grande maioria dos analisados passavam diariamente cerca de 2 horas em frente à tela e praticavam apenas 36 minutos de exercícios físicos. Os que dedicavam mais de uma hora exercitando-se tinham artérias oculares mais largas do que os que brincavam por menos de meia hora.

Essa diferença não está apenas no fato de que essas crianças passariam menos horas em frente ao computador, mas também nos benefícios dos esportes como um todo. Os exercícios influenciam diretamente a circulação sanguínea do corpo inteiro, incluindo os olhos. Assim, quanto mais seu filho trocar algumas horas em frente à TV e ao computador por brincadeiras ao ar livre, melhor.

FERRAMENTA DE RISCO X VÍNCULOS DE AMIZADE

Avaliar a internet apenas como uma ferramenta de risco pode ser uma afirmação equivocada, pois muitas crianças desenvolvem vínculos de amizade mais fortes com os colegas de classe a partir das redes sociais. Ele recomenda o uso de filtros (que bloqueiam o acesso a determinadas páginas) ou, o mais comum e prático, que é acompanhar os acessos e navegar junto com os filhos.

A internet, como espaço público, oferece oportunidades e riscos. Por isso, é aconselhável que as crianças tenham acesso mediado, recebendo orientação e respeitando-se a singularidade da infância. “Sentar com o filho e verificar que tipo de conteúdo ele tem acessado torna essa relação mais controlada. A confiança entre pais e filhos ainda é a ferramenta mais importante para combater crimes nesse meio.”.

Muitas crianças e adolescentes passam horas em frente ao computador conversando com amigos ou se entretendo com videogames. Em alguns casos, os jovens preferem as relações virtuais e a diversão proporcionada pela internet aos encontros reais. O tempo dedicado aos sites também impede que meninos e meninas se dediquem aos estudos. É A psicóloga Nádia Laguardia explica que é importante que os pais monitorem os acessos dos filhos, evitando os riscos trazidos pelo universo de possibilidades.

PROIBINDO O ACESSO

O comportamento também cria um clima de tensão entre pais e filhos quando se trata de proibir o acesso. De acordo com a psicóloga, é essencial limitar o tempo de uso da internet, principalmente quando as crianças estão em fase de alfabetização.

O psicólogo e diretor de Prevenção e Atendimento da SaferNet Brasil, Rodrigo Negm, explica que ficar muito tempo conectado na internet, levando em consideração o tempo de estudo e as horas de sono, pode privar a criança de outros hábitos fundamentais para o seu desenvolvimento. “Muitas horas em frente ao computador mostram que provavelmente a criança tem deixado de fazer outras atividades, como, por exemplo, ler um livro, brincar no parque, dormir bem ou simplesmente ter contato com outras crianças.”

POSTURA PROTECIONISTA

Atualmente, muitos pais têm liberado o uso da internet para os filhos para mantê-las mais tempo em casa e, supostamente, protegidos da violência urbana. Os especialistas alertam que o problema dessa postura protecionista está justamente nas redes de contato que as crianças desenvolvem em sites de relacionamento ou salas de bate-papo, e no fato de não haver acompanhamento dos pais ou responsáveis.

Apesar disso, Rodrigo Negm afirma que avaliar a internet apenas como uma ferramenta de risco pode ser uma afirmação equivocada, pois muitas crianças desenvolvem vínculos de amizade mais fortes com os colegas de classe a partir das redes sociais. Ele recomenda o uso de filtros (que bloqueiam o acesso a determinadas páginas) ou, o mais comum e prático, que é acompanhar os acessos e navegar junto com os filhos.

Segundo Negm, a Internet, como espaço público, oferece oportunidades e riscos. Por isso, é aconselhável que as crianças tenham acesso mediado, recebendo orientação e respeitando-se a singularidade da infância. “Sentar com o filho e verificar que tipo de conteúdo ele tem acessado torna essa relação mais controlada. A confiança entre pais e filhos ainda é a ferramenta mais importante para combater crimes nesse meio”.

Para conhecer mais detalhadamente essas e outras ações que ajudam os pais a mediar o acesso dos filhos ao mundo virtual, a SaferNet desenvolveu uma cartilha de segurança com orientações para adultos e crianças, que ajuda a explorar a internet com menos riscos. O manual está disponível no site da entidade.

Estudos comprovam que as crianças brasileiras são as que mais gastam tempo em frente a computadores e televisões. Em média, uma criança passa 3 horas e meia assistindo TV diariamente, conforme aponta a Eurodata TV Worldwide. Outra pesquisa, realizada pela empresa de segurança da informação Symantec, aponta que crianças brasileiras passam em média 18 horas por semanas conectadas na internet. Elas sabem disso: oito em cada dez afirmam que passam tempo demais online.

AGRAVANTE

O uso indiscriminado da máquina, contudo, tem um agravante em relação à TV. Enquanto a família pode assistir unida a alguns programas, o computador é de uso essencialmente individual. Ao gastar muitas horas no PC, a criança tende a distanciar-se da família. Segundo Maria Rocha, Coordenadora Pedagógica, isso é muito grave, pois é no convívio com a família que a criança aprende os seus valores e o diálogo acontece. Ela ainda afirma que os pais precisam determinar o tempo que pode ser gasto na máquina e, além de estabelecer limites, controlá-lo.

Se dosar esta atividade é, hoje, uma grande dificuldade das famílias, até porque a maioria dos pais desconhece qual é a medida adequada, manter uma agenda controlada e ao mesmo tempo flexível é importante para as crianças, que podem se estressar caso não tenham tempo para descansar e se divertir.

Além do período em que está na escola, os filhos devem ter tempo para a prática de esportes, leitura, curso de línguas, tarefa de casa e revisão de estudos, além de ‘não fazer nada’ ou lazer. O lazer também deve ser variado: cinema, teatro, TV, visita a amigos e também o computador.

Não há necessidade de proibir o uso dos computadores caso os pais estejam de acordo com os limites de horário e as crianças os respeitem. A própria família pode incentivar os mais jovens a buscar alternativas de lazer, como sugere Maria. Nem sempre apenas orientar é o suficiente.

Os pais são modelo para os filhos, portanto, devem equilibrar seu tempo no computador com outras atividades de interesse. Ler um livro ou até mesmo assistir à TV na sala de estar podem estimular os filhos a deixar o computador.

Para aqueles que, sem outra saída, precisam ficar muitas horas usando o computador, seguem algumas dicas:

1 – Uma boa postura é fundamental ao se sentar Ao usar o computador procure sentar em uma cadeira confortável que mantenha suas costas retas, apoiadas no encosto da cadeira. Não deixe seus ombros caídos e não adiante suas pernas de forma que seus pés fiquem muito à frente da linha dos joelhos, como se você fosse se deitar.

2 – Os pés devem ficar retos Os pés devem ficar completamente no chão, ou seja, não podem ficar inclinados, com somente os dedos tocando a superfície. Caso a cadeira seja muito alta para você, use um apoiador para os pés.

3 – Os cotovelos devem ficar alinhados com os pulsos Os cotovelos não devem ficar abaixo da linha dos pulsos. Para isso, escolha de preferência, cadeiras que tenham apoiadores para os braços. Dessa maneira, você consegue usar todo o braço para manusear o teclado e o mouse. Os pulsos também não podem ficar muito abaixo da linha dos dedos.

4 – O monitor deve ficar na frente do usuário e à uma distância mínima Mantenha o monitor em uma posição frontal ao seu rosto, de forma que você não tenha que levantar a cabeça ou girá-la para ver a tela do computador. Caso fique com a cara “grudada” no monitor, seus olhos ficarão cansados rapidamente e você acabará forçando-os para enxergar. Por isso, mantenha uma distância de pelo menos 50 cm da tela do computador.

5 – Piscar o olho muitas vezes é necessário Quando você fica prestando muita atenção no monitor, normalmente você pisca menos e, logo, seus olhos podem começar a arder. Por isso, ao sentir sinais de ardência ou irritação nos olhos, comece a piscar mais vezes.

6 – Ambiente bem iluminado A iluminação no ambiente que o computador está localizado é fundamental. Preferencialmente utilize as luzes brancas. A luz não deve focalizar o seu rosto e muito menos a tela do monitor (como acontece quando se usa o computador de costas para uma janela onde entra luz do sol).

7 – Caso os problemas continuem, procure um médico Caso esteja sentindo algum sintoma como dores no corpo, visão cansada ao utilizar o computador, vá ao médico. Esses são sinais de alerta que o corpo dá para evitar uma lesão que se agrave. Se você trabalha em uma empresa, também é conveniente avisar seus superiores, caso note que as condições de trabalho não são adequadas. Cada vez mais o computador passa a fazer parte da vida da pessoas, seja no trabalho, no estudo, ou para o lazer.

 

Por isso, é importante e fundamental que cada pessoa busque adequar medidas simples para manusear o computador.

A prevenção é o melhor remédio!

Dicas de:  www.administradores.com.br

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II – AS MÃES

A imagem sempre fala por si…

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I – AS MÃES

Com o dia especial das mães chegando (ainda que saibamos: todo dia é dia das mães), resolvi postar alguns textos meus e de pessoas que admiro sobre esse ‘anjo’ que chamamos de MÃE.

Bom, vou começar com um texto meu e, talvez, cause estranheza em meu ponto de vista. Se provocar reações diversas, será ótimo! Pois o que vale é justamente isso: opiniões diferentes que produzem belos diálogos e conclusões inesperadas (ou não).

A EFEMÉRIDE*

Faltando uma semana para o famoso ‘Dia das Mães’ sabemos que as escolas de educação infantil e fundamental I realizarão diversas atividades e eventos pelo dia. São comemorações importantes, levadas a sério, mudando os hábitos e rotinas dos alunos, visto que utilizam da programação do horário escolar para organizar e produzir tal evento.

Em contrapartida, existem escolas que, assim como eu, não prestam as homenagens – em forma de presente ou festa – não querendo dizer que não seja reconhecido o valor e a importância delas. Trata-se justamente do contrário, a importância é tão grande que torna-se desnecessário exigir a visita ao colégio em horários que muitas estão envolvidas com o trabalho e com a família.

Algumas mães mostram-se tristes por não receberem agrados enquanto as amigas estão exibindo lembrancinhas de filhos que estudam onde ainda se cultuam essas comemorações mas, é preciso que se preste atenção nas transformações que as famílias – e a sociedade – estão passando.

Como vamos trabalhar com as crianças que não convivem com suas mães (ou até já as perderam)? Observem: as famílias mudaram, a sociedade mudou e as escolas não mudaram?

A hora de nos libertarmos dos antigos padrões chegou! Inclusive devemos ensinar isso aos nossos alunos!

E, encerrando, aos que buscam a essência tradiconal das mensagens, utilizo de uma crônica de Rubem Braga, regada de irreverência.

Mãe

Rubem Braga

O menino e seu amiguinho brincavam nas primeiras espumas; o pai fumava um cigarro na praia, batendo papo com um amigo. E o mundo era inocente, na manhã de sol.

Foi então que chegou a mãe, muito elegante em seu short, e mais ainda em seu maiô. Trouxe óculos escuros, uma esteirinha para se esticar, óleo para a pele, revista para ler, pente para se pentear — e trouxe seu coração de mãe que imediatamente se pôs aflito achando que o menino estava muito longe e o mar estava muito forte.

Depois de fingir três vezes não ouvir seu nome gritado pelo pai, o garoto saiu do mar resmungando, mas logo voltou a se interessar pela alegria da vida, batendo bola com o amigo. Então a mãe começou a folhear a revista mundana — “que vestido horroroso o da Marieta neste coquetel” — “que presente de casamento vamos dar à Lúcia? tem de ser uma coisa boa” — e outros pequenos assuntos sociais foram aflorados numa conversa preguiçosa. Mas de repente:

— Cadê Joãozinho?

O outro menino, interpelado, informou que Joãozinho tinha ido em casa apanhar uma bola maior.

— Meu Deus, esse menino atravessando a rua sozinho! Vai lá, João, para atravessar com ele, pelo menos na volta!

O pai achou que não era preciso:

— O menino tem OITO anos, Maria!

— OITO anos, não, oito anos, uma criança. Se todo dia morre gente grande atropelada, que dirá um menino distraído como esse!

E erguendo-se olhava os carros que passavam, todos guiados por assassinos (em potencial) de seu filhinho.

— Bem, eu vou lá só para você não ficar assustada.

Talvez a sombra do medo tivesse ganho também o coração do pai; mas quando ele se levantou e calçou a alpercata para atravessar os vinte metros de areia fofa e escaldante que o separavam da calçada, o garoto apareceu correndo alegremente com uma bola vermelha na mão, e a paz voltou a reinar sobre a face da praia.

Agora o amigo do casal estava contando pequenos escândalos de uma festa a que fora na véspera, e o casal ouvia, muito interessado — “mas a Niquinha com o coronel? não é possível!” — quando a mãe se ergueu de repente:

— E o Joãozinho?

Os três olharam em todas as direções, sem resultado. O marido, muito calmo — “deve estar por aí”, a mãe gradativamente nervosa — “mas por aí, onde?” — o amigo otimista, mas levemente apreensivo. Havia cinco ou seis meninos dentro da água, nenhum era o Joãozinho. Na areia havia outros. Um deles, de costas, cavava um buraco com as mãos, longe.

— Joãozinho!

O pai levantou-se, foi lá, não era. Mas conseguiu encontrar o amigo do filho e perguntou por ele.

— Não sei, eu estava catando conchas, ele estava catando comigo, depois ele sumiu.

A mãe, que viera correndo, interpelou novamente o amigo do filho. “Mas sumiu como? para onde? entrou na água? não sabe? mas que menino pateta!” O garoto, com cara de bobo, e assustado com o interrogatório, se afastava, mas a mãe foi segurá-lo pelo braço: “Mas diga, menino, ele entrou no mar? como é que você não viu, você não estava com ele? hein? ele entrou no mar?”.

— Acho que entrou… ou então foi-se embora.

De pé, lábios trêmulos, a Mãe olhava para um lado e outro, apertando bem os olhos míopes para examinar todas as crianças em volta. Todos os meninos de oito anos se parecem na praia, com seus corpinhos queimados e suas cabecinhas castanhas. E como ela queria que cada um fosse seu filho, durante um segundo cada um daqueles meninos era o seu filho, exatamente ele, enfim — mas um gesto, um pequeno movimento de cabeça, e deixava de ser. Correu para um lado e outro. De súbito ficou parada olhando o mar, olhando com tanto ódio e medo (lembrava-se muito bem da história acontecida dois a três anos antes, um menino estava na praia com os pais, eles se distraíram um instante, o menino estava brincando no rasinho, o mar o levou, o corpinho só apareceu cinco dias depois, aqui nesta praia mesmo!) — deu um grito para as ondas e espumas — “Joãozinho!”.

Banhistas distraídos foram interrogados — se viram algum menino entrando no mar — o pai e o amigo partiram para um lado e outro da praia, a mãe ficou ali, trêmula, nada mais existia para ela, sua casa e família, o marido, os bailes, os Nunes, tudo era ridículo e odioso, toda essa gente estúpida na praia que não sabia de seu filho, todos eram culpados — “Joãozinho !” — ela mesma não tinha mais nome nem era mulher, era um bicho ferido, trêmulo, mas terrível, traído no mais essencial de seu ser, cheia de pânico e de ódio, capaz de tudo — “Joãozinho !” — ele apareceu bem perto, trazendo na mão um sorvete que fora comprar. Quase jogou longe o sorvete do menino com um tapa, mandou que ele ficasse sentado ali, se saísse um passo iria ver, ia apanhar muito, menino desgraçado!

O pai e o amigo voltaram a sentar, o menino riscava a areia com o dedo grande do pé, e quando sentiu que a tempestade estava passando fez o comentário em voz baixa, a cabeça curva, mas os olhos erguidos na direção dos pais:

— Mãe é chaaata…

Maio, 1953

 

 

* fato relevante para ser lembrado ou comemorado em um certo dia.

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