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Casamento de “aparências” vale a pena para poupar os jovens?

pais separadosDepois de muitas tentativas, de discutir a relação, de orações e tudo mais que foi possível, o casamento está, a cada dia, mais difícil. Os dois não conseguem mais conviver na mesma casa, que deixou de ser um lar pra ser espaço de aborrecimento e fingimento.

Será que vale a pena manter esse casamento para evitar o sofrimento dos filhos? Vale a pena “fingir” uma relação que não existe? Será esse o melhor caminho?

Os adolescentes percebem o clima entre os pais e as possíveis mentiras!

Os jovens, a cada geração mais espertos, conseguem com facilidade perceber que o clima entre os pais não está legal. A frieza com que o casal começa a se tratar além de possíveis discussões, são facilmente percebidas pelos adolescentes. Não é difícil notar que algo não vai bem. Quando o jovem começa a perceber a situação, se sente inseguro e/ou agressivo, podendo sofrer muito mais com os pais juntos do que com eles morando em casas separadas. Quando os pais resistem ao casamento preocupados apenas com os filhos, eles acabam transmitindo a informação de que suportam o relacionamento exclusivamente em sacrifício ao filho. E isso é muito ruim para o adolescente, que acaba se sentindo culpado pela infelicidade de seus pais. O jovem pode, inclusive, sofrer uma cobrança dos familiares: aguentamos tudo pelo seu bem e agora precisamos que você faça o mesmo por nós.

Como conversar sobre a verdade?

Se o casamento está ruim e não existe mais a possibilidade de resgatar um bom relacionamento, está na hora de sentar e conversar com os filhos. Mantê-los em um ambiente de falsidade e mentira pode trazer muito mais problemas. É preciso muito carinho, muita franqueza e a presença de pai e mãe juntos. Ambos precisam deixar claro que a separação não é culpa dos filhos, que o amor que eles sentem pelos filhos não será abalado e que o convívio continuará o mesmo. As palavras sinceras e carinhosas ajudam os jovens a enfrentar a fase com maturidade e, quanto mais tranquilo ficar o adolescente, após o papo, mais força os pais encontrarão para vencer a frustração e a mágoa, comuns no momento da separação.

Então é possível, com verdade, resolver essa situação.

Será mais fácil encerrar o sonho do matrimônio para começar uma nova etapa, ao lado dos filhos, pois quanto mais seguros emocionalmente estiverem pai e mãe, mais tranquilo será para transmitir segurança para os jovens.

No início não será “um mar de rosas”, visto que as novidades precisam de tempo para adaptação, mas depois de um tempo, a tranquilidade nas casas dos pais separados, os momentos com pai e com mãe em diferentes programas, vão consolidar que os filhos existem com pais juntos ou separados. Que o casamento pode acabar, mas amor dos pais nunca!

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Avós: entrevista, vídeo e mensagem

Hoje, conversei ao vivo, com a excelente jornalista Claudia Oliveira no MGTV 1a. edição. Falamos sobre os avós. Infelizmente, não consegui fotografar nem gravar o bate papo mas, a entrevista colocada no ar, antes da conversa, com Geralda da Silva e Fátima Nejain (as avós atuantes) segue, na íntegra, abaixo:

Conheça a história de duas avós que dedicam a vida às suas famílias em Juiz de Fora

É comemorado nesta quinta-feira (26) o Dia da Avó. Em Juiz de Fora, duas mulheres dedicam suas vidas às famílias e, principalmente, aos netos. Quem observa a aposentada Geralda da Silva Dias, de 84 anos, sentada calmamente nem pode imaginar todas as angústias e trabalho que teve para criar os 11 filhos. Ela ainda se mantém forte e doce ao mesmo tempo para oferecer aconchego aos quase 40 netos, bisnetos e tataranetos. O mais velho deles tem 50 anos. Mesmo assim, ela ainda se lembra da emoção ao tomar nos braços o primeiro bebê.
Ela é uma avó que experimentou esta sensação de todas as maneiras possíveis. Ela chegou até mesmo a amamentar uma das netas. A partir da casa desta é possível explicar o termo ‘casa de vó’: um espaço de acolhimento, união e aconchego suficiente para preencher as páginas de um livro.
A aposentada Fátima Nejain também sabe qual é a sensação de ser avó. Ela é a responsável por cuidar dos três netos durante todo o dia – e haja fôlego e criatividade para distrair as crianças. É brincadeira o tempo inteiro.
Há também momentos de educação e também puxões de orelha, mas não falta o essencial: carinho.

O vídeo desta reportagem está disponível no link http://g1.globo.com/videos/minas-gerais/triangulo-mineiro/mgtv-1edicao/t/zona-da-mata-e-vertentes/v/avos-dedicam-a-vida-as-suas-familias-em-juiz-de-fora-mg/2059852/

Avós cúmplices e amigos

Cabe frisar, aqui, que é muito saudável, para os netos, o papel de cúmplice e amigo que os avós podem exercer. As regras e opiniões, diversas vezes diferentes, devem ser bem acertadas entre avós e pais favorecendo aos netos a segurança com relação aos papéis de cada familiar. Na rotina de muitas famílias a avó, cada vez mais ativa em nossa geração, devido o avanço da medicina, ocupou o papel de segunda mãe. Essa nova estrutura familiar gera tumulto na cabeça da criança. Os avós são amigos de seus netos. Quando adolescentes, os jovens, muitas vezes, buscam o  apoio dos avós sobre questões dessa fase da vida e acabam até contando segredos que talvez não contassem aos pais. É mais saudável apresentar ao neto , com clareza, quem o representa na vida escolar, nos médicos ou nos limites e regras.

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Dicas para passeio nas férias escolares

As férias chegaram? As crianças estão em casa? Parte da missão está cumprida e é hora de comemorar! Diversos pais também se sentem de férias porque estão descansando da rotina de levar filhos ao colégio, outros, realmente estão de férias porque coincidiram a data a fim de conviver com as crianças. Mas, de qualquer forma, esse é o período para [com]viver mais com os filhos. É hora da família!
Esse recesso é muito importante para que as crianças possam se refazer do cansaço e da cobrança do período escolar. Por isso, deve ser um momento para ser aproveitado pela família toda. Se não for organizado, esse período será sinônimo de mais trabalho para os pais. Se não tiverem boas e criativas oportunidades de atividades elas poderão ficar mais ansiosas ainda e ao invés de momentos de satisfação e alegria, as férias poderão de tornar um tédio para pais e filhos.

Para quem está em Juiz de Fora/MG, segue uma listinha com boas e baratas oportunidades. Leia e monte sua agenda!

Parque do Museu Mariano Procópio: Situado no centro da cidade de Juiz de Fora, ocupa uma extensão de 78 mil metros quadrados, com muito ar puro, e uma vista maravilhosa. Foi construído por um projeto paisagístico planejado por volta de 1860, pelo francês Glaziou. 

Rua Mariano Procópio 1.100, Mariano Procópio

Telefones: 3690-2200 / 3690-2211

Parque Municipal da Lajinha: Está localizado a sudoeste do centro da cidade, na entrada de Juiz de Fora, na direção da BR 040, sendo um cartão de visita da cidade. Possui uma área de aproximadamente 867.000 m² , distribuídas em áreas de mata nativa, trilhas, lago, jardins e passeios, onde podemos sentir a natureza em toda sua extensão.

Avenida Deusdedith Salgado, s/n – Teixeiras

Telefone: 3690-8326

Morro do Imperador (Monumento ao Cristo Redentor): Um dos pontos mais altos de Juiz de Fora. É assim denominado porque, em 1861, Dom Pedro II o escalou para apreciar a vista da cidade. No local se encontra também uma torre helicoidal, primeira do tipo na América do Sul, que serviu à TV Industrial, emissora pioneira em geração de imagens no interior brasileiro.

Rua Dr. João Pinheiro – São Pedro

Fórum da Cultura: Espaço cultural da Universidade Federal de Juiz de Fora, criado em 1971 pelo reitor Prof. Gilson Salomão, tem oportunizado à comunidade acadêmica e juizforana contato com mostras em artes plásticas, espetáculos teatrais, difusão de cultura popular e música.

Rua Sto Antônio, 1112 – Centro, Juiz de Fora

Telefone: 3217-1035

Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage (Museu Ferroviário): Mobiliário, instrumentos de trabalho e de comunicação, livros técnicos, fotografias, equipamentos científicos, louças, miniaturas e duas locomotivas a vapor originais dispostas em cinco salas temáticas (História da Ferrovia, Agência de Estação, Sinalização e Via Permanente, Escritórios Ferroviários e Material Rodante e Aspectos Tecnológicos).

 Av. Brasil, 2001   Prédio da antiga Estação de Trem

Telefone: 32 3690 7055

Museu de Arte Moderna Murilo Mendes: Possui um dos maiores acervos de Arte Moderna do Brasil. Sua história começou em 1976, quando a viúva do poeta juizforano, sra. Maria da Saudade Cortesão Mendes, doou parte da biblioteca e do acervo de artes plásticas do escritor.

Rua Benjamin Constant, nº 790 – Centro

Telefone: 3213-3931

Cinearte Palace: Último cinema de rua da cidade, participa do Projeto da Prefeitura ‘Cinema para todos’ (sessões com valor de um real).

Rua Halfeld, nº 581 – Centro

Telefone: 3214 3980

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Fórum busca políticas contra violência escolar

Fórum em Juiz de Fora, segundo Jornal Tribuna de Minas de 22 de junho de 2011, trata da Segurança Escolar:

Os principais problemas relacionados à violência nas instituições de ensino foram debatidos ontem no fórum técnico”Segurança nas Escolas por uma Cultura de Paz”. Durante a audiência, foram lembradas ocorrências em colégios de Juiz de Fora, como a briga entre dois alunos da Escola Estadual Estêvão de Oliveira, no Centro, que resultou no esfaqueamento e morte de um deles, em março deste ano. A iniciativa é da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, que vai realizar outros cinco encontros em municípios mineiros. O encerramento será entre 5 e 7 de outubro, em Belo Horizonte, de onde sairá um documento com as principais diretrizes e sugestões de políticas públicas contra a violência escolar. O evento de ontem foi realizado no Instituto Metodista Granbery.

O evento teve a presença de autoridades estaduais, municipais e profissionais da educação, especialistas, além de alunos e pais. “Por meio de encontros como este, poderemos conhecer a realidade das escolas de Minas Gerais através de relatos, números e outros dados. Com isso, poderemos discutir propostas de integração de órgãos e buscar subsídios para formular políticas públicas de combate à violência nas escolas”, diz o deputado estadual João Leite (PSDB), presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembleia.

O debate local foi uma solicitação do vereador Wanderson Castelar (PT), que reforçou ontem a importância da discussão do tema. “É um absurdo que os casos aconteçam, e a necessidade de segurança nas instituições de ensino não seja amplamente debatida”, aponta o vereador, autor do ofício assinado pela Câmara Municipal no qual foi solicitado, à Assembleia, que Juiz de Fora fosse sede de uma das audiências do fórum técnico.

A necessidade de fortalecer o policiamento no entorno das escolas foi levantada como uma das medidas de prevenção. “Em eventos esportivos que reúnem 600, 700 pessoas, sempre há reforço policial. Nas escolas, onde normalmente há cerca de dois mil alunos, não há policiamento. Precisamos repensar isso”, pondera o deputado João Leite. O assessor de comunicação organizacional da 4ª Região da Polícia Militar (RPM), major Sebastião Justino, afirma que a PM tem programas voltados especificamente para o combate à violência escolar, com caráter educativo e de prevenção. “Além disso, através de parceria com a direção das escolas, as companhias fazem patrulhas preventivas que visam a mostrar a presença da PM como um reforço para garantir a segurança daquele espaço.” O major destacou ainda, que a ampliação deste trabalho deve partir de uma análise da demanda de cada instituição. “Cada lugar tem uma realidade, e, por isso, uma necessidade diferente de patrulhamento.”

 ‘A violência ultrapassa o espaço físico da escola’

 O deputado estadual André Quintão(PT), que também participou do debate sobre a violência nas escolas, ressaltou que esta é uma questão social e deve ser tratada como tal. “Não adianta colocar detector de metal nas instituições de ensino se não combatermos a violência onde ela começa: no contexto social da comunidade escolar.” A secretária de Educação do município, Eleuza Barboza, também argumentou neste sentido, ressaltando a importância em integrar diversos órgãos para coibir a falta de segurança. “A violência ultrapassa o espaço físico da escola, assim como extrapola a questão da educação, por isso as soluções precisam vir do debate entre diversos segmentos”.

Segundo a secretária, todas as escolas da rede municipal têm trabalhos específicos para a difusão da cultura de paz, que visam à informação dos alunos e à capacitação dos profissionais. “A escola é um lugar de enorme diversidade, porque cada um carrega sua realidade para aquele ambiente. Isso pode gerar conflitos e, para que sejam mediados adequadamente, a escola deve sempre interagir com a comunidade do entorno”, acrescenta a diretora da Superintendência Regional de Ensino, Maura Couto Gaio. A juíza da Vara da Infância e da Juventude, Maria Cecília Gollner Stephan, frisou que, em muitos casos, a violência no contexto escolar resulta de omissão familiar. “O papel de transmitir bons valores e exemplos deve ser dos pais, a escola é um espaço de vivência e de reafirmação destes valores.” Ela acredita que a capacitação dos professores pode ajudar na manutenção da segurança, mas que a medida mais efetiva são palestras e ações educativas voltadas para os alunos, sobretudo os mais novos. “Eles tendem a difundir o que aprendem em casa e em todos os círculos sociais.”

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BULLYING: obesidade na infância

Indicado no tratamento de obesidade mórbida, o procedimento cirúrgico tem sido cada vez mais procurado por adolescentes que sofrem bullying.

A população jovem brasileira está engordando. Dados da Pesquisa de Orçamentos familiares, realizada pelo IBGE, referente a 2008 e 2009, mostram que 21,7 % dos jovens entre 10 e 19 anos estão acima do peso e mais de 30 % das crianças entre 5 e 9 anos apresentam um quadro de excesso de peso. Com o crescimento da obesidade nas crianças e nos jovens, cresce também os casos de bullying, que são caracterizados por agressão física ou moral que um indivíduo ou um grupo praticam contra outras pessoas. Segundo a pesquisa do IBGE, 30 % dos estudantes já foram vítimas dessas agressões. Esse fato coloca o bullying como um dos principais motivos dos adolescentes para buscar a cirurgia bariátrica como tratamento para a obesidade.

No ano de 2009, de acordo com os últimos dados divulgados pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), foram realizadas no País 1,5 mil cirurgias em pacientes com menos de 20 anos, representando 5 % do total de cirurgias realizadas em 2009. A legislação brasileira só permite a cirurgia após os 16 anos ou esses números seriam maiores ainda.

Muitos chegam ao consultório contando o preconceito que sofrem por serem obesos e acham que a cirurgia é a única solução, mas é preciso muita cautela e o paciente deve ser muito bem avaliado pela equipe clínica, diz o cirurgião membro titular da SBCBM, dr. Roberto Rizzi.

PRECONCEITO

Mesmo com o assunto na mídia e diversas campanhas para acabar com o bullying e também reduzir o preconceito contra os obesos, uma recente pesquisa realizada pelo Hospital do Coração (HCor) – que entrevistou 600 pessoas no Rio de Janeiro e São Paulo -, revelou que 50 % da população não casaria com uma pessoa obesa e 81 % dos entrevistados afirmam que a obesidade interfere na ascensão profissional. “Essa é a realidade que vemos no consultório. Muitos jovens obesos que procuram a cirurgia bariátrica têm a vida social e profissional estagnada, muitas vezes por vergonha e por não querer enfrentar o preconceito que realmente existe na nossa sociedade”, destaca dr. Rizzi. Apesar da idade mínima, a cirurgia bariátrica só pode ser indicada no tratamento de pacientes com índice de massa corpórea (IMC, o peso dividido pela altura ao quadrado) acima de 40. A cirurgia bariátrica não é uma cirurgia estética. O paciente precisa passar por um amplo acompanhamento e já ter tentado perder peso pelas formas tradicionais, incluindo consultas com nutriconistas e endocrinologistas. Para pacientes com IMC entre 35 e 40, a cirurgia é liberada para casos com doenças relacionadas à obesidade, como diabetes e hipertensão, conclui dr. Rizzi.

www.portalcienciaevida.com.br

 

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Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (1a. parte)

Steven Spielberg, Beethoven, Jim Carrey, Tom Cruise, Leonardo da Vinci, Walt Disney, Napoleão Bonaparte e John Lennon. Vocês sabem o que estas pessoas têm em comum?

O que é?

A hiperatividade e déficit de atenção é um transtorno mais comumente visto em crianças e se baseia nos sintomas de desatenção (pessoa muito distraída) e hiperatividade (pessoa muito ativa, por vezes agitada, bem além do comum). Tais aspectos são normalmente encontrados em pessoas sem o problema  mas, para haver o diagnóstico desse transtorno, a falta de atenção e a hiperatividade devem interferir significativamente na vida e no desenvolvimento normais da criança ou do adulto.

Ocorre como resultado de uma disfunção neurológica no córtex pré-frontal. Quando pessoas que têm déficit de atenção tentam se concentrar, a atividade do córtex pré-frontal diminui, ao invés de aumentar (como nos sujeitos do grupo de controle de cérebros normais). Assim sendo, pessoas que sofrem com esse problema, mostram muitos sintomas, como fraca supervisão interna, pequeno âmbito de atenção, distração, desorganização, hiperatividade (apesar de que só metade das pessoas com déficit de atenção sejam hiperativas), problemas de controle de impulso, dificuldade de aprender com erros passados, falta de previsão e adiamento.

Quanto mais as pessoas que têm déficit de atenção tentam se concentrar, pior para elas. A atividade no córtex pré-frontal, na verdade, desliga, ao invés de ligar. Quando um pai, professor, supervisor ou gerente põe mais pressão na pessoa, para que ela melhore seu desempenho, ela se torna menos eficiente. Muitas vezes, quando isso acontece, o pai, o professor ou chefe interpretam o ocorrido como um decréscimo de performance, ou má conduta proposital, e daí surgem problemas sérios.  A verdade é que quase todos nós nos saímos melhor com elogios e isso é essencial para pessoas com déficit de atenção. Quando o chefe as estimula a fazer melhor de modo positivo, elas se tornam mais produtivas. Quando se é pai, professor ou supervisor de alguém com esse problema, funciona muito mais usar elogio e estímulo do que pressão. As pessoas se sairão melhor em ambientes que sejam altamente interessantes ou estimulantes e relativamente tranquilos.

Pequeno âmbito de atenção

Um âmbito de atenção pequeno é a identificação desse distúrbio. Existe a dificuldade de manter a atenção e o esforço durante períodos de tempo prolongados. Sua atenção tende a vagar e frequentemente se desligam da tarefa, pensando ou fazendo coisas diferentes da tarefa a ser realizada. Ainda assim, uma das coisas que muitas vezes enganam clínicos inexperientes ao tratar desse distúrbio é que as pessoas com esse déficit não têm um âmbito pequeno de atenção para tudo. Frequentemente, pessoas que sofrem de déficcit de atenção conseguem prestar muita atenção em coisas que são bonitas, novas, novidades, coisas altamente estimulantes, interessantes ou assustadoras. Essas coisas oferecem uma estimulação intrínseca suficiente a ponto de ativarem o córtex pré-frontal, de modo que a pessoa consiga focalizar e se concentrar. Uma criança com o transtorno pode se sair muito bem em uma situação interpessoal e desmoronar completamente em uma sala de aula com 30 crianças. Um exemplo: uma criança com déficit costumava levar quatro horas para fazer um dever de casa que levaria meia hora, muitas vezes se desligando da tarefa. Mas se você lhe der uma revista sobre aparelhagem de som de carros, ele a lê rapidamente de ponta a ponta e se lembra de cada detalhe. Pessoas com défit têm dificuldade em prestar atenção por muito tempo em assuntos longos, comuns, rotineiros e cotidianos, como lição de casa, trabalho de casa, tarefas simples ou papelada. Elas precisam de excitação e interesse para acionar suas funções do córtex pré-frontal.

Muitos casais adultos dizem que, no começo do relacionamento, o parceiro com déficit adulto conseguia prestar atenção à outra pessoa durante horas. O estímulo de um novo amor ajudava-o a se concentrar. Mas quando a “novidade” e a excitação do relacionamento começavam a diminuir (como acontece com quase todos os relacionamentos), a pessoa tinha muito mais dificuldade em prestar atenção e sua capacidade de escutar falhava.

Distração e hiperatividade

Como foi mencionado acima, o córtex pré-frontal manda sinais inibitórios para outras áreas do cérebro, sossegando os dados advindos do meio, de modo que você possa se concentrar.

Quando o córtex pré-frontal está com hiperatividade, ele não desencoraja adequadamente as partes sensoriais do cérebro e, como resultado, estímulos em demasia bombardeiam o cérebro. A distração fica evidente em muitos locais diferentes para uma pessoa com transtorno. Na turma, durante reuniões, ou enquanto ouve um parceiro, a pessoa com o transtorno tende a perceber outras coisas que estão acontecendo e tem dificuldade em se concentrar na questão que está sendo tratada.

As pessoas que têm esse transtorno tendem a olhar pelo quarto, desligar-se, parecer aborrecidas, esquecer-se de para onde vai a conversa e interrompê-la com uma informação totalmente fora do assunto. A distração e o pequeno âmbito de atenção podem também fazer com que elas levem muito mais tempo para completar seu trabalho.

Impulsividade

A falta de controle do impulso faz com que muitas pessoas que têm TDAH se metam em enrascadas. Elas podem dizer coisas inadequadas para os pais, amigos, professores, outros empregados, ou clientes. Um exemplo é o adulto que foi despedido de 13 empregos, porque tinha dificuldade em controlar o que dizia. Ainda que realmente quisesse manter vários dos empregos, de repente colocava para fora o que estava pensando, antes de ter a oportunidade de processar o pensamento. Decisões mal pensadas são ligados à impulsividade. Em vez de pensar bem no problema, muitas pessoas que sofrem de TDAH querem uma solução imediata e acabam agindo sem pensar. De modo similar, a impulsividade faz com que essas pessoas tenham dificuldade de passar pelos canais estabelecidos do trabalho. Elas frequentemente vão direto ao topo para resolver os problemas, em vez de seguir o sistema. Isso pode causar ressentimento dos colegas e supervisores imediatos. A impulsividade pode também levar a condutas problemáticas como mentir (diz a primeira coisa que vem a cabeça), roubar, ter casos e gastar em excesso. É comum pessoas em tratamento com TDAH que sofrem da vergonha e da culpa oriundas desses comportamentos.

As pessoas casadas, quando recebem a pergunta “É útil dizer tudo o que pensa em seu casamento?” sempre respondem “Claro que não”, “Os relacionamentos requerem tato”. Mesmo assim, devido à impulsividade e à falta de pensar antes de agir, muitas pessoas que têm transtorno dizem a primeira coisa que vem à mente. E, em vez de pedir desculpas por terem dito uma coisa que magoou, muitas tentam justificar por que fizeram a observação que magoou, só piorando as coisas. Um comentário impulsivo pode estragar uma noite agradável, um fim de semana, ou mesmo um casamento ineiro”.

Desorganização, outra característica do hiperativo

Desorganização é outro marco importante do transtorno. A desorganização inclui tanto o espaço físico, como salas, escrivaninhas, malas, gabinetes de arquivo e armários, quanto o tempo. Frequentemente, quando se olha para as áreas de trabalho de pessoas com o transtorno, é admirar que possam trabalhar ali. Elas tendem a ter muitas pilhas de “coisas”; a papelada é algo que frequentemente elas têm muita dificuldade de organizar; e parece que têm um sistema de arquivo que só elas podem entender (e mesmo assim só nos dias bons). Muitas pessoas com TDAH têm atrasos crônicos ou adiam as coisas até o último momento. Existem casos de pessoas que compraram sirenes de companhias de segurança para ajudá-los a acordar. Imagine o que deviam pensar os vizinhos! Essas pessoas também tendem a perder a noção do tempo, o que contribui para que se atrasem.

Hiperativos começam muitos projetos, mas terminam poucos

A energia e o entusiasmo de pessoas com transtorno muitas vezes as leva a começar muitos projetos. Infelizmente, pelo fato de serem distraídas e dado o seu pequeno âmbito de atenção, prejudicam sua capacidade de completá-los. Um gerente de uma estação de rádio, uma vez, contou que ele começara cerca de 30 projetos especiais no ano anterior, mas havia completado uns poucos apenas. Ele disse: “Estou sempre voltando para eles, mas tenho novas ideias que acabam atrapalhando”. Também temos o caso de um professor que disse que, no ano anterior ao da conversa, ele começara 300 projetos diferentes. Sua esposa terminou seu pensamento dizendo que ele completara somente três.

Mau humor e pensamento negativo em hiperativos

Muitas pessoas com o transtorno tendem a ser mal-humoradas, irritadiças e negativas. Como o córtex pré-frontal está pouco ativo, ele não pode moderar totalmente o sistema límbico, que fica hiperativo, levando a problemas no controle do humor. De outro modo sutil, como já mencionado, muitas pessoas com TDAH preocupam-se com ou ficam superconcentradas em pensamentos negativos, como uma forma de auto-estimulação. Se não conseguem arrumar confusão com os outros no meio ambiente, buscam isso dentro de si mesmas. Elas frequentemente têm uma atitude do tipo “o mundo está acabando”, o que as distancia dos outros.

 

 

Sugestão de livro sobre TDAH:

– Mentes Inquietas – Tdah : Desatenção, Hiperatividade e Impulsividade
Autor: Ana Beatriz Barbosa Silva
Editora: Fontanar
 
Via de regra, os portadores de TDAH são injustamente rotulados de preguiçosos, mal-educados “bicho-carpinteiro”, avoados, irresponsáveis ou rebeldes, mas na realidade possuem um funcionamento cerebral diferente, que os fazem agir dessa forma. O TDAH ou simplesmente TDA é caracterizado pela seguinte tríade de sintomas: desatenção, impulsividade e hiperatividade mental e/ou física.
 
 
 
 
 
 

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Tempo: mano velho!

Sobre o tempo

Tempo, tempo mano velho, falta um tanto ainda eu sei
Pra você correr macio.

Tempo, tempo mano velho, falta um tanto ainda eu sei
Pra você correr macio como zune um novo sedã.

Tempo, tempo, tempo mano velho
Tempo, tempo, tempo mano velho
Vai, vai, vai, vai, vai, vai

Tempo amigo seja legal
Conto contigo pela madrugada
Só me derrube no final

Tempo, tempo mano velho, falta um tanto ainda eu sei
Pra você correr macio como zune um novo sedã.

Tempo, tempo, tempo mano velho
Tempo, tempo, tempo mano velho
Vai, vai, vai, vai, vai, vai

Tempo amigo seja legal
Conto contigo pela madrugada
Só me derrube no final…

Oh-oh… oh-oh ah…

Uh… uh… ah au
Uh… uh… ah au
Vai, vai, vai, vai, vai, vai

Pato Fu

O domingo está na reta final. Mais de 8 horas da noite. Tive tempo para tudo? Bom, para tudo que eu realmente queria fazer, o tempo foi preciso! Meu coração, que está em todos os meus tesouros (Mt 6, 21), conseguiu dividir o ‘mano velho tempo’ de sexta-feira à noite até agora, com a longa conversa com meu irmão perfeito na noite de sexta (na lanchonete, comendo hambúrguer… hum… delícia!), com as compras do supermercado, na faxina das minhas estantes, na pauta pronta para o programa de rádio da próxima terça – falarei sobre hiperatividade -, no relatório para meu diretor, o simulado do colégio, a organização e o envio das provas da aluna amorosa que está de cama – em casa, com problemas na bacia -, na unha bonitinha, no namorico, na atenção aos meus pais. Assisti, em DVD, ‘O último templário’ e já deixei alguns bons e novos filminhos encomendados na locadora para o final de semana prolongado. Hoje, domingo, ainda houve um e-nor-me tempo na granja. Peixinho na brasa delicioso, com aquela paz e ar puro. Seguindo com mais trabalho e mais feliz, arrumei os armários de lá, para que tudo esteja organizadinho na próxima quinta-feira, início de feriadão. Agora, vou curtir o ‘Fantástico’ para ver os resultados da mudança de hábitos da Renata Ceribelli e Zeca Camargo e preparar as refeições politicamente corretas que levarei amanhã para o trabalho.

Pensando tanto nesse nosso ‘tempo’ acabei encontrando um texto legal, escrito pela competente Glória Maria, falando sobre a necessidade de ter um dia com mais de 24 horas, que coloco na íntegra para vocês apreciarem o exemplo de aproveitamento de tempo (e vida). Para terminar, por ter meu coração, também, nas crianças, coloquei um teste bacana da Maria Tereza Guedes sobre o tempo que as mães dedicam aos filhos.

 

Hoje, quando estou no olho do furacão, correndo de um lado para o outro para dar conta de tudo, costumo dar uma parada, respirar fundo e repetir baixinho, como um mantra ou uma oração, o refrão daquela música famosa do Rolling Stones, “Time is on my side” (“O tempo está ao meu lado”). E ele tem que estar, sim. Faço tudo de maneira rápida, contínua, para não perder espaço para ele, o tempo. E uma coisa é certa: é o tempo que precisa entrar no meu ritmo, não o contrário.

Meu dia não tem e nunca poderá ter 24 horas, Ele tem o horário das minhas filhas: balé, natação, música, pracinha, escola, trocas de fraldas, mamadeiras, almoço, banho, cabelos indomáveis para cuidar, além do tempo sagrado de ficar só olhando para elas. Mas tenho ainda os telefonemas, os e-mails, as reuniões de trabalho, as reportagens do “Globo Repórter”, a máquina de lavar roupas que sempre quebra, o meio de campo com babás que nunca se entendem, as contas, os médicos e os exames. Além disso, é preciso estar bem física e mentalmente. Afinal, o bumbum não pode cair e a cabeça não pode pirar. Tudo tem que ser feito ao mesmo tempo agora. E tem que dar certo!

Não somos modernos, atualizados, globalizados, virtuais? Então, o jeito é dominar o tempo. Não tem manual, receita. A gente tem mais é que viver o nosso tempo. O meu é um movimento tão incessante que, às vezes, nem eu entendo direito. E deixo fluir. Vou levando porque acredito que é possível, sim, conseguir mais tempo. Corremos tanto que, muitas vezes, até acabamos esquecendo para que precisamos de tanto tempo. Mas as minhas filhas me orientam: tempo é para viver, ficar em paz, deixar fluir… Tempo é para amar. E para fazer a gente fingir que acredita, se olhando no espelho, que ele está ao nosso lado.

Aí vem à cabeça o refrão da música do Caetano Veloso, “Oração ao tempo”, que faz a gente seguir em frente com um pouquinho mais de ilusão: “Por seres tão inventivo e pareceres contínuo / Tempo, tempo, tempo, tempo / És um dos deuses mais lindos / Tempo, tempo, tempo, tempo…” Vamos acreditar que o tempo é o Deus, o bondoso, que aceita pedidos e faz acordos. Tempo, seja bacana comigo?

Você tem tempo para o seu filho?

TESTE – por Maria Tereza Guedes

1. O que você costuma fazer no fim de semana?

(A) Geralmente, trabalha aos sábados e, depois, aproveita o tempo livre para cuidar da casa e curtir a família.

(B) Sempre faz algum passeio com as crianças, adianta as compras da semana no supermercado e, às vezes, viaja com a família.

2. Quanto tempo você passa com seus filhos durante a semana?

(A) Poucas horas por dia, já que só pode vê-los à noite, pois trabalha sempre em período integral.

(B) Como passa o dia todo em casa, vocês estão sempre juntos.

3. Quando seu filho leva tarefa da escola para casa, o que você faz?

(A) À noite, pergunta se ele fez tudo antes de colocá-lo para dormir.

(B) Acompanha a lição e tira todas as suas dúvidas.

4. Estreou um filme no cinema e seu filho comenta que os amigos dele vão assistir no sábado à tarde. Você, então:

(A) Conversa com uma das mães e pergunta se ela pode levá-lo junto.

(B) Vai com ele ao cinema, pois acha muito importante acompanhá-lo nessas atividades.

5. Você e o seu marido sempre gostaram de sair para jantar juntos, pois esses encontros ajudam a mantê-los unidos. Depois que tiveram filhos…

(A) Nada mudou, afinal podem deixá-los com alguém da família ou com uma babá.

(B) Diminuíram a frequência dos jantares e, sempre que é possível sair, levam as crianças junto.

6. Seu filho reclama que você está sempre ocupada?

(A) Sim, mas ele entende que você precisa trabalhar e que não pode ficar ao lado dele o dia todo.

(B) Não, pois sabe que pode contar com sua presença nos momentos mais importantes e, afinal, passam pouco tempo longe.

7. Você pensa em ter outro filho (ou mais de um)?

(A) Não, pois acha que seria difícil mudar a rotina de toda a família para incluir mais um bebê.

(B) Sim, mas esse ainda é um projeto para o futuro.

8. Quem cuida de todas as tarefas da sua casa, como limpar, cozinhar, lavar roupas, etc.?

(A) Algumas coisas você faz, mas conta com a ajuda de uma diarista, já que está sempre ocupada.

(B) Você e  seu marido dividem as tarefas, embora a maior parte seja responsabilidade sua, já que passa mais tempo em casa.

9. Se tivesse que optar por um animal de estimação para o seu filho, qual seria sua escolha?

(A) Um peixe, pois não gosta muito de animais de estimação, em geral.

(B) Um cachorro ou um gato.

10. Se pudesse escolher, gostaria de morar em:

(A) Um apartamento, pois é bem mais prático, o que resolveria sua vida.

(B) Uma casa, de preferência, com um grande quintal.

11. Você costuma viajar com a família nas férias escolares?

(A) Não, pois nunca consegue tirar férias do trabalho no mesmo período.

(B) Às vezes, mas quando não é possível, opta por levar as crianças para passeios divertidos nos fins de semana.

RESPOSTAS:

Maioria A – Ocupada demais! A rotina corrida não deixa tempo para os filhos. Reorganize suas obrigações e, quando juntos, lhes proporcione momentos inesquecíveis.

Maioria B – Horário flexível. Você equilibra obrigações e momentos com os filhos. Mas esse tempo também deve ser bem aproveitado. Faça tudo de forma especial.

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