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II – EXPRESSÕES IDIOMÁTICAS: listagem

Boa noite!

Hoje, em nosso quadro na rádio, falamos sobre as expressões idiomáticas. Foi um dos melhores dias. Amei falar sobre o assunto e ver o interesse das pessoas.

Por isso, resolvi postar as expressões que discutimos no programa. Seguem aquelas que conversamos hoje. Na próxima semana, quando continuaremos o assunto, postarei as demais.

Grandes beijos!

Vocês me enchem de felicidade!

Uma expressão popular (ou idiomática) é a união de palavras que não se identificam mediante o sentido literal. Em geral, é impossível traduzi-las para outras línguas. Essas expressões, muitas vezes, estão associadas a gírias ou contextos culturais de certos grupos de pessoas que se distinguem pela classe, idade, região, religião, profissão ou outros tipos de afinidade.

 

Bicho de sete cabeças: enorme ameaça ou dificuldade, requerendo grande coragem e/ou astúcia para ser superada.

Origem: Na mitologia grega, mais precisamente na história da Hidra de Lerna, uma monstruosa serpente com sete cabeças que se regeneravam mal eram cortadas e exalavam um vapor que matava quem estivesse por perto. A morte da Hidra foi o segundo dos famosos doze trabalhos de Hércules.

 

Calcanhar de Aquiles: ponto vulnerável, físico, moral ou intelectual.

Origem: Aquiles foi um semi-deus e herói da mitologia grega, considerado o maior guerreiro da Guerra de Tróia e o personagem principal da Ilíada, de Homero. Quando Aquiles nasceu, sua mãe Tétis mergulhou seu corpo no rio Estige para torná-lo imortal; ficou, no entanto, vulnerável no calcanhar, parte do corpo pelo qual ela o segurava. No final da guerra contra Tróia, Aquiles foi efetivamente morto por uma flechada no calcanhar, desferida por Páris, príncipe troiano.

 

Presente de grego: presente ou oferta que traz prejuízo ou aborrecimentos a quem a recebe.

Origem: Após 10 anos de sítio, sem derrotar as defesas das muralhas de Tróia, os gregos, num estratagema concebido por Odisseu, simularam terem desistido da guerra e embarcaram em seus navios, deixando na praia um enorme cavalo de madeira, que os troianos levaram para o interior de sua cidade, como presente. À noite, quando todos dormiam, os soldados gregos, escondidos dentro do cavalo, saíram e abriram os portões da cidade. O exército grego pode assim entrar em Tróia, conquistar a cidade, destruí-la e incendiá-la.

 

 

Paciência de Jó: paciência, tolerância ou resignação acima dos limites razoáveis.

Origem: Jó foi um personagem do Antigo Testamento, que viveu na terra de Uz, atual Iraque. Em função de uma aposta entre Deus e o diabo, foi vítima de muito sofrimento (incluindo a perda de sua fortuna, da saúde e de quase todos os parentes), para ver se ele mantinha sua fé a despeito de todas as adversidades. Apesar de incitado pela mulher e amigos a amaldiçoar a Deus, Jó aguentou firme todas as provações. Ao final, Deus o recompensou, devolvendo-lhe em dobro tudo o que perdera.

 

Madalena arrependida: alguém que se arrepende do passado e/ou muda radicalmente de estilo de vida.

Origem: Maria Madalena é um personagem do Novo Testamento, apresentada como uma das discípulas mais devotas de Jesus Cristo. O Evangelho de Lucas, no Novo Testamento, cita: “Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete demônios” (Os sete pecados capitais: Luxuria, Ódio, Cobiça, Avareza Orgulho, Gula, Preguiça). Apesar de não haver qualquer fundamento bíblico para considerá-la como uma prostituta arrependida dos pecados e que pediu perdão a Cristo, esta é a versão que vulgarmente ficou disseminada.

 

Lavar as mãos: eximir-se de responsabilidade.

Origem: Pôncio Pilatos era prefeito (praefectus) da província romana da Judéia na época da pregação de Jesus Cristo. Quando o Sinédrio judaico lhe enviou Jesus para execução, Pilatos, por dizer não ter nele encontrado nenhuma culpa, ficou hesitante e tentou livrá-lo da morte, mas o povo de Jerusalém preferiu salvar Barrabás. Pilatos então, após lavar as próprias mãos, em sinal de renúncia de qualquer responsabilidade, condenou Jesus a morrer na cruz.

Onde Judas perdeu as botas: lugar distante ou inacessível.

Origem: Após trair Jesus e receber seus 30 dinheiros, Judas Iscariotes, imerso em depressão e culpa, decidiu suicidar-se por enforcamento. Acontece que ele se matou sem as botas e os 30 dinheiros não foram encontrados com ele. Os soldados saíram em busca das botas de Judas, onde provavelmente estaria o dinheiro. Nunca saberemos se acharam ou não as botas e o dinheiro, mas a expressão atravessou os séculos.

 

Inês é morta: expressão utilizada, no sentido de “agora é tarde”, em relação a uma providência tomada atrasadamente.

Origem: Inês de Castro uma nobre galega do século XIV, foi amante do futuro rei Pedro I de Portugal, de quem teve quatro filhos, para escândalo da corte e do próprio povo. Foi executada às ordens do pai deste, Afonso IV, tendo sido sua morte cantada por Camões, António Ferreira, João de Barros e muitos outros. Pedro só foi reconhecer que havia se casado secretamente com Inês, para dar legitimidade aos filhos, 5 anos mais tarde, quando já era Rei de Portugal. Em referência a esta decisão tardia, tornou-se popular a expressão “É tarde. Inês é morta”.

 

Casa da Mãe Joana: lugar bagunçado, onde todos podem entrar, sem maiores cerimônias.

Origem: Na época do Brasil Império, mais especificamente durante a minoridade do Dom Pedro II, os homens que realmente mandavam no país costumavam se encontrar num prostíbulo do Rio de Janeiro, cuja proprietária se chamava Joana. Como esses homens mandavam e desmandavam no país, a frase “casa da mãe Joana” ficou conhecida como sinônimo de lugar em que ninguém manda.

 

Até aí morreu Neves: expressão idiomática que significa “isto já sei, quero novidades”.

Origem: Joaquim Pereira Neves, assessor do Regente Feijó e governador do Rio Grande do Norte, foi morto barbaramente pelos índios. Como durante muito tempo não se falava de outro assunto no Rio de Janeiro, a população da capital, entediada, começou a usar a expressão “até ai morreu o Neves”, com o significado de “já sei disto tudo, quero novas notícias”.

 

Arrastar a asa: cortejar.

Origem: É da observação deste fato que surgiu a frase feita que indica o seu correspondente entre os humanos, ou seja, o cortejo do homem a uma mulher. Como o galo é o símbolo do macho dominador, subentende-se que arrastar asa inclui a demonstração de habilidades de macho ou mesmo de machista.

Deixar as barbas de molho: ficar de sobreaviso, acautelar-se, prevenir-se.

Origem: Na antiguidade e na Idade Média, a barba significava honra e poder. Ter a barba cortada por alguém e deixada na vasilha com água, representava uma grande humilhação.

Dor de Cotovelo: ” Acho que Fulando está com dor de cotovelo”.

Origem: A expressão teve origem nas cenas de pessoas sentadas em bares, com os cotovelos apoiados no balcão bebendo e chorando um amor perdido. De tanto ficar naquela posição, as pessoas ficavam com dores no cotovelo. Atualmente, é muito comum utilizar essa expressão para designar o despeito provocado pelo ciúme ou a tristeza causada por uma decepção amorosa.

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I – EXPRESSÕES IDIOMÁTICAS: no rádio

Bom dia!

Hoje, em nosso quadro Sopa de Letrinhas do Programa Toque Feminino da Valéria Magalhães, falaremos sobre expressões idiomáticas. Está imperdível!

Não perca! Rádio Catedral FM 102,3 – 12h20

Beijos!

Dor de Cotovelo: Essa expressão tem origem nas cenas de pessoas sentadas em bares, com os cotovelos apoiados no balcão bebendo e chorando um amor perdido. De tanto ficarem naquela posição, as pessoas sentiam dores nos cotovelos. Atualmente, é comum utilizar a expressão para designar o despeito provocado pelo ciúme (de alguém ou alguma coisa) ou a tristeza por uma decepção amorosa.

 

 

 

 

 

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