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Dedicação em dobro: alunos que fazem duas faculdades ao mesmo tempo

 

 

Meus queridos, boa noite!

Li no site do Ecaderno o texto de Laís Mendes sobre alunos que fazem duas faculdades ao mesmo tempo. Mais uma jornalista que merece elogios! Ela me fez algumas perguntas sobre o assunto e mencionou as respostas na matéria.

Segue, abaixo, para todos conhecerem:

Todo aluno universitário conhece bem o dia-a-dia agitado que um curso de graduação exige. Provas, trabalhos, seminários, estágios e leituras compõem a rotina diária de atividades. Já imaginou fazer isso tudo em dobro? Essa é a realidade de quem faz duas faculdades ao mesmo tempo.

Minha formação não seria completa se não estivesse fazendo duas faculdades ao mesmo tempo:

Ryan Brandão está no 5º período de Direito no Instituto Vianna Júnior e também no 5º período de Comunicação Social na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Segundo o estudante, fazer dois cursos simultaneamente nunca foi uma vontade pré estabelecida e sim uma alternativa diante de suas incertezas quanto ao futuro profissional. “Sempre tive muitas dúvidas a respeito de qual carreira seguir. Decidi arriscar fazer duas faculdades, sempre pensando que, um dia, iria escolher uma e largar a outra. Isso nunca aconteceu e acho que nunca acontecerá”.

 Segundo a psicopedagoga Clara Duarte, é preciso escolher dois cursos que tenham, de alguma forma, relação entre si. Para Ryan, Comunicação e Direito possuem mais pontos em comum do que muitas pessoas imaginam, seja em termos de conteúdo programático, que se completam, seja no desenvolvimento de recursos de expressão como a fala e a escrita. “Melhorei muito minha capacidade de expressão oral devido ao curso de Comunicação, o que me auxilia diariamente no curso de Direito”.

 Se você tem certeza do que quer, deve-se entrar de cabeça, se dedicar ao máximo e traçar uma rotina de estudos, para conseguir dar conta de tudo e ainda ter um tempinho para se divertir:

O mesmo não acontece com Bárbara Moreira, estudante do 1º período de Engenharia de Produção na Faculdade Machado Sobrinho e do 5º período de Comunicação Social na UFJF. Após cursar dois anos de jornalismo, a aluna deparou-se com a insegurança quanto ao mercado de trabalho da profissão e decidiu ir em busca de algo diferente. Segundo ela, a solução encontrada foi o curso de Engenharia que, mesmo não tendo relação direta com a comunicação, é capaz de oferecer melhores salários, que é justamente o que Bárbara procura.

A rotina

Para conciliar a grande quantidade de estudos que, de repente, duplicou, Bárbara conta que foi necessário fazer algumas mudanças em sua rotina. “O curso de engenharia é bem difícil e, por isso, tive que traçar uma meta de estudos diários, algo que eu não fazia quando cursava apenas uma faculdade”.

Antes de mais nada, a pessoa deve estar certa de que ela tem condição de conduzir os dois cursos:

Já João Vítor Almeida, aluno dos 1º períodos de Direito no Instituto Vianna Júnior e Administração na UFJF, diz que a rotina é puxada, mas que ainda assim encontra tempo para fazer atividades extraclasses. “Escolhi cursos que não são de horário integral. Como faço Administração à tarde, e Direito à noite, ainda tenho todas as manhãs livres para outras atividades”, afirma.

 Ryan explica que a falta de tempo para fazer atividades como bolsas e estágios é uma dificuldade que sempre enfrentou. “A maioria dos estágios exige certa carga horária semanal a ser cumprida todos os dias. Sei da importância destas atividades para uma formação mais completa, mas não tenho tempo de realizá-las”.

A psicopedagoga Clara Duarte explica que é fundamental organizar o tempo e saber distribuí-lo de acordo com a demanda de cada curso. “Os jovens devem ter consciência da necessidade de inúmeras horas de dedicação, além de ser essencial a busca por estágios. Ao concretizar duas matrículas, é preciso ter muita organização na distribuição de tempo, sem se esquecer dos momentos de descanso”. 

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Existe a “fórmula” ideal para passar no vestibular?

Já está disponível no ótimo site www.ecaderno.com a matéria de Rafaela Borges sobre a possível ‘fórmula’ para passar no vestibular.

Rafaela foi extremamente gentil e me incluiu no seu trabalho, vindo até conversar sobre o assunto comigo no colégio.

Leiam aqui a matéria:

Especialista e vestibulandos aprovados nas principais universidades do país vão ajudar você a desvendar esse mistério.

Todos os anos, milhares de estudantes buscam esta resposta. A conquista de uma vaga dentro da universidade representa um primeiro passo vencido por futuros profissionais. Ter sucesso no vestibular significa, para muitos jovens, o início da busca por realizações dentro da carreira escolhida. No entanto, entre tantos métodos para vencer esta etapa, qual seria o melhor?

A psicopedagoga Clara Lucia Duarte orienta jovens vestibulandos há 12 anos e, atualmente, trabalha no Colégio e Curso Apogeu. De acordo com ela, o caminho para o sucesso já começa na escolha do local de estudos. “É preciso que o aluno tenha um lugar certo para estudar. Um ambiente tranquilo, que não tenha elementos que vão dispersar a sua concentração”, afirma. Além disso, outro ponto importante é o autoconhecimento. Para Clara, o aluno deve observar em qual parte do dia absorve mais conteúdo, em quais matérias tem mais facilidade e, usando essas informações, montar um horário de estudos adequado, estando com a matéria sempre atualizada.

No entanto, existem vestibulandos que não conseguem se adaptar a um horário rígido de estudos. Nesses casos, o ideal é desenvolver um método próprio, que consiga abranger todos os conteúdos, e que não desgaste demais o estudante. Segundo a psicopedagoga, estudar cerca de 50 minutos cada matéria, alternando entre humanas e exatas, é o mais interessante a ser feito. “Estudando desta forma dá para assimilar todo o conteúdo sem cansar o cérebro”, afirma.

Outra dica importante é a forma de estudar as matérias. Normalmente, as provas de vestibulares possuem um conteúdo muito extenso, exigindo dos alunos um alto grau de memorização. “Para facilitar a absorção do conteúdo, eu falo para os alunos marcarem o texto. O nosso cérebro presta muita atenção em cores fortes, além de guardar facilmente o visual. É interessante ter canetas marca-texto, aquelas bem coloridas. Fazer muitos quadros e setas nas partes importantes da matéria. Além disso, com aqueles conteúdos que certamente serão cobrados, o ideal é fazer pequenas fichas e colá-las onde o vestibulando sempre está: na mesa de estudos, na cama, no caderno. É impressionante a capacidade que o nosso cérebro tem de guardar essas coisas pequenas”, conta Clara.

Vestibulandos de sucesso
 
O estudante Thiago Machado Nogueira, ex-aluno do Colégio dos Jesuítas, foi aprovado em cinco dos vestibulares mais concorridos do país, e nos contou como se dedicava aos estudos. “Sempre fui muito flexível em relação ao meu horário de estudo. Apesar de muitos profissionais da área de pedagogia recomendarem um estudo programado e com horários bem definidos, eu estudava mais o que eu tinha vontade no momento e o que era preciso para aquela situação. Talvez a principal razão disso tenha sido o fato de eu ter várias atividades fora da escola, que de certa forma impediam que eu tivesse uma regularidade muito ‘espartana’ em relação aos horários destinados a esse fim”.

Ele nos mostrou também a forma como preparava os diversos conteúdos. “Para matérias das ciências exatas, procurava fazer o maior número de exercícios que pudesse, sempre com uma leitura prévia do livro didático que julgava claro e de qualidade. Já para história, geografia e biologia, acredito que um material didático completo e que traga exercícios dos temas mais recorrentes de vestibular é imprescindível, além de fazer resumos constantemente. E para português, tinha métodos variados: para gramática, exercícios ajudavam muito no entendimento das regras e na memorização das exceções; para interpretação de texto costumava usar a fórmula tradicional: leitura tanto de livros didáticos de português quanto de livros de meu interesse por lazer, sempre buscando entender ao máximo aquilo que estava explícito no texto e, também, o que estava nas entrelinhas”.

O acadêmico do curso de medicina da USP ressaltou ainda a importância de prestar atenção nas aulas. “O estudo deve ser como uma revisão, e não uma leitura de algo que não se tenha a menor ideia”.

Karen Cristina Coimbra Ishii, ex-aluna do Colégio Santa Catarina, arrebatou a primeira colocação geral no Programa de Ingresso Seletivo Misto (PISM) da UFJF, além de ter sido aprovada em outros três vestibulares para medicina, e contou ao Ecaderno a sua rotina de estudos. “Eu não tinha um horário de estudos muito rígido. Estudava de acordo com a necessidade. Por exemplo, se eu achava difícil um conteúdo de uma determinada matéria, estudava muito mais focada naquilo do que em uma disciplina que achava mais fácil”.

Ela nos mostrou também como adaptava os estudos à rotina. “Eu ia ao colégio de manhã e estudava durante a tarde. Normalmente, eu não estudava muito à noite, pois eu já estava cansada e meu estudo não rendia tanto. Então, eu procurava descansar e não ir dormir muito tarde, porque ficar com sono atrapalhava meu rendimento. Além disso, eu ainda fazia inglês na parte da noite, dava pra descontrair um pouco sem atrapalhar a minha preparação.”

A futura médica mostrou ainda como preparava as matérias para o dia da prova. “Resumos nunca funcionaram muito bem para mim. Eles são ótimos para estudar na véspera da prova, mas eu acho que eu perdia muito tempo fazendo-os. Então, eu estudava mais lendo mesmo, principalmente, os conteúdos da área de humanas. Quanto à área de exatas, eu estudava fazendo exercícios sobre o conteúdo.”

Agora é só aproveitar as dicas e colocar a mão na massa… Ou melhor, no caderno!

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