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Escolha do curso torna-se momento de indecisão para adolescentes

 

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Galera, o ano começou realmente, certo? Eu estava sumida daqui por total falta de tempo e, com esta nova postagem, espero vir aqui mais vezes… Para começar o ano, coloquei abaixo, na íntegra, o texto de Maria Barra Costa. Eu conversei com ela sobre escolha de cursos superiores e ela preparou um material bem bacana que foi publicado no jornal Diário Regional de Juiz de Fora hoje (15.01.2014). Espero que gostem!!!!

O momento de escolher o curso de graduação pode ser complicado para muitos adolescentes. Definir a profissão que, teoricamente, a pessoa irá seguir para o resto da vida torna a decisão ainda mais difícil.  Além disso, alguns pais, por preocupação, acabam pressionando os filhos para elegerem o serviço que irá garantir maior estabilidade financeira; mas, que não é, necessariamente, a opção do adolescente.

A psicopedagoga Clara Duarte afirma que recebe muito alunos nessa situação. “Eles não sabem se escolhem pelo que gostam, pelo que ganha mais dinheiro ou pelo curso em que já tem a pontuação necessária para passar”, conta. Geralmente, o último fator considerado nessa balança é, se, eles seriam felizes; conforme Clara. “Será que se eu entrar em um curso que vai me dar dinheiro, isso me fará feliz?” questiona.

A cada ano, Clara fala que os estudantes chegam mais jovens à decisão. “Apesar de toda informação rápida disponível na internet, ainda são muito imaturos. Mesmo lendo tudo sobre determinada profissão, entram na faculdade e veem que o curso não é exatamente aquilo que estavam pensando”, expõe.

Entretanto, a psicopedagoga aconselha os estudantes a realidade uma auto-análise na hora da escolha, tentando se imaginar daqui a dez anos como profissional. “Se não der certo, procurar alguém para fazer um teste vocacional é uma saída. E sempre responder da maneira mais sincera, sem conduzir para o resultado já pensado anteriormente”, completa. Por último, Clara lembra que, se o adulto se sentir feliz em sua profissão, as chances de conquistar seu espaço serão muito maiores. “A primeira palavra é felicidade”, termina.

A escolha e a decisão

O estudante de Engenharia Elétrica, Igor Machado, passa por um período de indecisão. Depois de dois anos de curso, o aluno pensa em trancar a matrícula, fazer cursinho novamente e prestar vestibular para Direito. “Já tenho essa vontade há um ano, na verdade, só não consegui passar ainda. Mas faço matérias relacionadas ao Direito para adiantar”, diz.

De acordo com ele, engenharia foi a escolha errada. “Optei por isso na época, porque tinha feito curso técnico na área e achei que estava indo pelo caminho certo”, relata. Igor destaca que vale a pena fazer o que tem vontade.

O caso do aluno de Comunicação Social, Caio Zóia, é um pouco diferente. Ele descreve que, desde criança, tenta mensurar o tamanho do mundo. “Eu ficava triste por saber que não conseguiria conhecer muita gente e não tomaria conhecimento de várias histórias pessoais”, afirma.

Caio fala que viu no jornalismo a oportunidade de reverter esse quadro. “Eu teria a oportunidade de sentar e ouvir alguém contando a sua vida”. Além disso, ele acredita que a possibilidade de denunciar e provocar algum tipo de movimentação ainda o encanta.

Apesar de ter apenas 13 anos, Maria Antônia já pensa em sua carreira futura. “Eu tenho vontade de fazer Direito. Acho que deve ser um trabalho bacana e com bom retorno”, opina. A adolescente aposta que a profissão permite uma grande possibilidade de atividades.

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Escolha de Profissões

Dia 06 de novembro foi um dia muito importante para mim. Participei do Programa Panorama Entrevista.

Falamos sobre as escolhas de profissões, estágios e cursos universitários. Nivaldo Alvarenga (Publicitário) e Victor Paradela (Prof. da UFJF) foram meus companheiros no programa apresentado pelo ótimo Jornalista Ricardo Ribeiro, na Panorama (afiliada da Globo).

Eu, Nivaldo Alvarenga e Ricardo Ribeiro no estúdio da Panorama (Juiz de Fora/MG)

O caminho para a escolha da profissão é o autoconhecimento

Como deve ser a participação dos pais na hora da escolha da profissão?

A primeira coisa que os pais devem fazer é passar para o adolescente o que ele gostava de fazer quando era criança, porque dá uma ideia para ele de quem ele é.  A participação dos pais nesse sentido é muito importante porque eles acompanharam o desenvolvimento da criança. Os pais não devem tentar influenciar na escolha. Essa influência se traduz em jovens que ficam um ano na faculdade em cursos que o pai ou a mãe queriam e, depois, não aguentam a frustração e saem.

Até que ponto essas pesquisas de carreira em ascensão ajudam na escolha do adolescente?

Se o adolescente tem maturidade e autoestima boa, elas são ótimas, pois elas informam onde é que vai precisar de mão de obra em um curto espaço de tempo. Contudo, se o adolescente não souber do que ele gosta e não tiver autoestima boa, essas pesquisas são muito ruins, pois o que é mais importante é o autoconhecimento para a escolha de carreira e não saber quais cargos estão em ascensão.

Como conciliar o desejo de ganhar dinheiro e a escolha da profissão?

Se eu gosto do que eu faço, posso vender brigadeiro, que eu vou ganhar dinheiro. Agora se a pessoa gostar só de dinheiro, ela tem que ir para a carreira que lhe dê mais dinheiro.

Tem muitas pessoas que tem o objetivo de acumular riquezas, se esse for o objetivo do jovem, não importando o que ele quer fazer, ele vai ser feliz acumulando riqueza. Mas se não for esse o objetivo, ele não pode se basear nisso, pois se eu não gosto de engenharia e vou fazer o curso porque dá dinheiro eu não vou conseguir obter sucesso na profissão.

Contribuiu: Flávia Carneiro

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Revista Ecaderno 3ª edição

 

Amigas e amigos, hoje eu li a 3ª edição da Revista Ecaderno, que já saiu do forno e circula por toda a cidade de Juiz de Fora com o conteúdo ainda mais dinâmico, jovem e interessante, feito especialmente para você.

O mundo profissional e acadêmico da nossa cidade e região e todas as suas potencialidades podem ser descobertos página por página, através de matérias especiais, entrevistas, artigos e debates sobre os mais variados temas.

Você poderá conhecer, por exemplo, minha opinião sobre o trabalho de professores de cursinhos e suas irreverentes metodologias de ensino na matéria da Rafaela Borges ‘Meu professor é o cara!’. No momento em que os estudantes podem estar tão frágeis e inseguros,  alguém que possa mostrar para eles que conseguir aquilo que deseja é possível e que ainda vai ajudá-los nesta tarefa, tornando o caminho mais fácil, é fundamental!

Também vai ficar por dentro do que passa na cabeça dos jovens da nova “Geração Z” e sua íntima relação com a tecnologia. A seção Debate esquenta o clima e te mostra quem é a favor e quem é contra ao uso do Enem nos processos seletivos de vestibulares na cidade. O artigo sobre Linguística, do professor e comunicador Wedencley Alves, é uma boa pedida para a galera que se liga nas gírias!

No âmbito universitário, a Internacionalização do Ensino na UFJF pretende levar Juiz de Fora para o mundo. As comemorações do “Ano Internacional da Química” se transformam em uma reportagem especial que traz a história deste curso tão importante até a atualidade de nossas vivências cotidianas. Além disso, grandes invenções produzidas nas universidades da cidade são expostas para toda a população conhecer um pouco mais sobre suas utilidades. Recomendamos o artigo do reitor da UFJF, Henrique Duque, sobre os desafios da educação superior na região.

Os profissionais de Juiz de Fora terão muito o que comemorar com a reportagem sobre os investimentos que grandes empresas do país pretendem fazer na cidade. Vão te contar tudo o que o mercado da região espera de você, além de dicas quentíssimas sobre como se preparar para essa demanda. O Ecaderno também viajou até Barbacena para mostrar de perto toda a eficiência do Hotel-Escola Grogotó na capacitação para o mercado de Hotelaria. E você vai conhecer, ainda, profissionais da cidade que tentaram a vida no exterior e se deram bem. 

O mundo dos concurseiros não podia ficar de fora. Encontre seu caminho diante da matéria sobre o peso da estabilidade nos concursos públicos, com dicas do consultor de carreiras Dorival Pinotti. Além disso, o Ecaderno mergulhou no mundo do Exame de Ordem para mostrar para você todas as peculiaridades de uma das provas com maior índice de reprovação do país. O advogado e expert em concursos públicos na cidade, Valério Ribeiro, fala em seu artigo sobre a sorte nos concursos.

A revista na versão virtual você encontra aqui: http://www.youblisher.com/p/142475-Revista-Ecaderno-3/

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ENEM

 

 

Encerrado o prazo de inscrição para o exame individual do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio), realizado em todo o Brasil, resolvi escrever um pouco sobre essa avaliação na tentativa de sanar dúvidas daqueles que não conhecem o exame.

Com o objetivo de avaliar os conhecimentos dos alunos que estão concluindo, ou que já concluíram o ensino médio, o ENEM foi criado em 1998 pelo ministro Paulo Renato Souza. É uma avaliação organizada pelo INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) e tem a duração média de cinco horas. É constituído de questões objetivas de múltipla escolha e uma redação, onde serão testados os conhecimentos do aluno em 4 grupos:

1) Linguagens e seus códigos

2) Ciências Exatas

3) Ciências da Natureza

4) Ciências Humanas

O exame foi estruturado a partir dos conceitos presentes na atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB, que reformulou o ensino médio no Brasil, tornando-o etapa conclusiva da educação básica e porta de entrada para a educação superior no Brasil.

Outra vantagem dessas provas é que mais de 600 Instituições de Ensino Superior (IES) pelo Brasil utilizam seus resultados como complementação de seus processos seletivos (algumas até substituem o vestibular pelo Enem como processo seletivo), o que acaba sendo um atrativo a mais para os estudantes participarem do Enem.

Além disso, outro grande incentivo é o ProUni – Programa Universidade para Todos – , que ajudou a popularizar o Enem desde que foi implantado em 2005. O ProUni é um sistema de benefício aos estudantes de baixa renda que não têm condição de pagar uma faculdade particular. Em 2010, o programa ofereceu 85.155 bolsas.

O Programa distribui dois tipos de bolsa: a bolsa integral, para estudantes que possuam renda familiar, por pessoa, de até um salário mínimo e meio, e a bolsa parcial de 50% para estudantes que possuam renda familiar, por pessoa, de até três salários mínimos.

Quem continuar com dúvidas, deve deixar seu comentário pois pesquisarei e responderei.

Bom final de semana!

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O mapa da mina e a escola certa

Artigo publicado no Jornal Tribuna de Minas em 12 de dezembro de 2010.

Escolher a instituição que o filho irá frequentar provoca nos pais uma grande preocupação. Diante desta tarefa, existe a preocupação com as diferentes tendências adotadas por cada instituição. Para encontrar o melhor caminho, o pai deve fazer uma pergunta para si mesmo: Como eu gostaria que meu filho fosse educado?

Escola não é programa de televisão que podemos mudar de canal quando não está agradando. É preciso optar com tranquilidade e consciência. É necessário visitá-la e perguntar sobre a proposta pedagógica. A tendência atual é preparar o aluno para a vida e não somente para o mercado de trabalho. A instituição deve priorizar o conteúdo, oferecendo-os além do currículo mínimo determinado pelas políticas educacionais do país e não esquecendo das atividades que estimulam a curiosidade, o gosto pelo saber e a cidadania. Por isso, há necessidade de se questionar sobre o que se faz, para quê e por quê, não esquecendo da interrogação: Qual o compromisso da instituição para atingir os objetivos educacionais do século XXI?

Existem colégios com espaços amplos e outros menores e aconchegantes, alguns com enfoque na tecnologia, outros com enfoque no ser humano. Há, ainda, os que preferem o ensino mais forte e aqueles que investem mais no ambiente e no relacionamento. Estudar é um processo de descoberta, não é magia. Não é preciso matricular o filho em escolas menos exigentes porque evitará traumas. A exigência escolar não cria traumas e não causa danos. O aluno sempre questiona sobre o que dizem a ele, mas acredita no exemplo que vê. Não adianta o professor ensinar a regra de como utilizar a vírgula, se não explicar qual a utilidade e qual significado aquilo pode trazer. A informação dada não deve somente aumentar a instrução, ela deve ser “descoberta” pelo aluno, pois só assim adquire significado para ele. Por isso, na escola que possui métodos e regras bem definidos e precisos os alunos se fortalecem, ficam mais seguros, vencem desafios e avançam nos projetos de suas vidas com independência.

A mina está ao alcance de todos. São inúmeras as formas de educar. Devem os pais, na hora da decisão da matrícula, estar acompanhados dos filhos, pois é necessário que os futuros alunos se identifiquem com a instituição para que tenham sucesso em sua formação e, juntos, sem segredos ou milagres, a família desenhe seu próprio mapa do tesouro: a Educação!

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I – MATÉRIAS: O que vou ser quando crescer? (1/3)

Quando começamos a pensar sobre o início de nossa carreira profissional, comumente nos deparamos com a disposição para enfrentar os desafios do dia-a-dia, mas, também, com a falta de referência sobre os passos a seguir. Isso é facilmente constatado quando observarmos o considerável número de recém-formados com dificuldades para ingressar no mercado de trabalho.

Analfabetismo Profissional

Segundo Mario Persona (escritor e professor de comunicação e marketing) “o analfabetismo profissional é a incapacidade de ‘ler’ o que o mercado realmente deseja e de ‘escrever’ soluções vendáveis para empresas e clientes”. Se, por um lado, existe esse iletrado profissional, existe, também, uma falsa sensação de que um curso superior ou de pós-graduação seja suficiente para preparar um profissional para o mercado. Esse analfabeto não é apenas aquele a quem faltam as qualificações necessárias para atuar no mercado, mas é também quem não consegue aplicar aquilo que aprendeu dentro dos novos contextos e realidades. O conhecimento e a aplicação mudam o tempo todo, sendo necessário sempre se adequar. O que uma faculdade ensina é o conhecimento de hoje, mas o profissional que sai dela deve estar preparado para atuar no mercado amanhã, o que exige um aprendizado contínuo.

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O que vou ser quando crescer? (2/3)

Acerte no alvo

Para acertarmos nosso planejamento precisamos de autoconhecimento. Só faz sentido planejar se soubermos aonde queremos chegar. Esse objetivo não precisa ser exato, mas todo profissional tem de ter uma visão, um objetivo de vida na profissão. Essa visão ou esse objetivo deve ser definido com base em seus valores, sua personalidade e sua ambição. Depois do autoconhecimento, devemos entender quais são as ferramentas que levam à concretização desse objetivo. O erro mais comum é acreditar que apenas a escolaridade e idiomas são ingredientes importantes nessa receita. Devemos levar em conta outros fatores como:
Rede de relacionamentos: Cultive e desenvolva uma rede de relacionamentos compatível com o mercado ou área de atuação. Ninguém consegue conhecer todo mundo do mercado e nem sobreviver sem uma rede ativa. Portanto, planeje e foque seus esforços em relacionamentos que contribuirão com informações, dicas e, quem sabe, indicações.
Projetos: Busque assumir projetos que lhe permitam desenvolver competências que serão importantes no futuro ou mesmo que sejam essenciais para posições que você almeja assumir. Por exemplo: projetos que permitam desenvolver visão estratégica ou que lhe ofereçam alguma exposição internacional.
Competências: Tenha clareza de quais são as competências que se deve desenvolver para que esteja preparado para assumir novas posições.
Exposição no mercado: Possua relacionamento e seja conhecido no segmento de mercado que lhe interessa. Não adianta ter as melhores qualificações se ninguém as conhece. Defina qual o mercado ou segmento de mercado que é o seu foco e busque formas de adquirir exposição, seja através de networking ou mesmo da mídia especializada.
Marketing pessoal: Entenda que você, mesmo sendo empregado de uma empresa, está oferecendo um serviço em troca de uma remuneração. Você precisa mostrar que seu serviço está atingindo os resultados ou que está muito além dos resultados esperados. Seu cliente atual (empresa onde trabalha) e seus clientes em potencial (outras empresas de seu interesse) precisam conhecer seus diferenciais.
Vida pessoal: Não adianta colocar toda sua energia e tempo apenas na vida profissional. Mais do que um projeto profissional, todos temos que ter um projeto de vida maior, que inclua família, lazer, trabalho voluntário, hobbies, etc. Estes outros interesses garantem que você consiga se reenergizar, viver com menos stress e se preparar para uma segunda ou terceira carreira ao longo da vida.

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