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Dislexia (2)

dislexia

 

Vocês sabiam que 1 em cada 10 pessoas tem dislexia? Seguem alguns famosos internacionais disléxicos para vocês conhecerem:

01) A atriz norte-americana Whoopi Goldberg.

02) A escritora Agatha Christie.

03) O ator Tom Cruise.

04) O gênio da física Albert Einstein.

05) A cantora Cher.

06) O naturalista Charles Darwin.

07) O piloto Jackie Stewart.

08) O ex-presidente Franklin Roosevelt.

09) O pintor Vincent Van Gogh.

10) O pintor espanhol Pablo Picasso.

 

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Dislexia (1)

Olá! Durante os próximos dias vou tratar um pouco sobre a dislexia. Hoje, estou colocando uma introdução teórica. Mas, nas próximas postagens, vou tratar de forma mais tranquila e boa de se ler… beijos!!! Ah… ao final da série de postagens, colocarei todas as fontes!

dislexia 1

Dislexia:

Do grego Δυσλεξία, dis- distúrbio, lexis palavra, é uma dificuldade na área da leitura, escrita e soletração. A dislexia costuma ser identificada nas salas de aula durante a alfabetização, sendo comum provocar uma defasagem inicial de aprendizado.

A dislexia pode coexistir ou mesmo confundir-se com características de vários outros fatores de dificuldade de aprendizagem, tais como o déficit de atenção/hiperatividade, dispraxia, discalculia, e/ou disgrafia. Contudo a dislexia e as desordens do déficit de atenção e hiperatividade não estão correlacionados com problemas de desenvolvimento.

Tipos:

Genética, hormônios durante a gravidez, influência familiar, sistema educacional, socialização, idioma e cultura estão envolvidos na dislexia.

A dislexia pode ser classificada de várias formas, dependendo da abordagem profissional e dos testes usados no seu diagnóstico (testes fonoaudiológicos, pedagógicos, psicológicos, neurológicos…). Geralmente o diagnóstico é feito por equipe multiprofissional. Uma das possíveis classificações é em:

Definição tradicional:
  • Dislexia disfonética: Dificuldades de percepção auditiva na análise e síntese de fonemas, dificuldades temporais, e nas percepções da sucessão e da duração (troca de fonemas e grafemas por outros similares, dificuldades no reconhecimento e na leitura de palavras que não têm significado, alterações na ordem das letras e sílabas, omissões e acréscimos, maior dificuldade na escrita do que na leitura, substituição de palavras por sinônimos);
  • Dislexia diseidética: dificuldade na percepção visual, na percepção gestáltica (percepção do todo como maior que a soma das partes), na análise e síntese de fonemas (ler sílaba por sílaba sem conseguir a síntese das palavras, misturando e fragmentando as palavras, fazendo troca por fonemas similares, com maior dificuldade para a leitura do que para a escrita);
  • Dislexia visual: deficiência na percepção visual e na coordenação visomotora (dificuldade no processamento cognitivo das imagens);
  • Dislexia auditiva: deficiência na percepção auditiva, na memória auditiva e fonética (dificuldade no processamento cognitivo do som das sílabas);
  • Dislexia mista: que seria a combinação de mais de um tipo de dislexia.
Observações:

Nessa classificação discalculia (dificuldade com aritmética) é uma classificação distinta, e não um sub-tipo de dislexia.

Dislexia foi dividida em 6 diagnósticos de Desordem de aprendizado distintos e mais específicos:
  • Desordem na leitura de palavras;
  • Desordem na fluência de leitura;
  • Desordem na compreensão da leitura;
  • Desordem na expressão escrita;
  • Desordem no cálculo matemática;
  • Desordem na resolução de problema de matemática.

Lesão em qualquer área do cérebro responsável pela compreensão da linguagem pode causar dislexia.

Giro Angular
Giro Supramarginal
Área de Broca
Área de Wernicke
Córtex Auditivo Primário
Definição pela causa:

Classificação feita com base na causa da dislexia:

  • Primária ou genética: Disfunção do lado esquerdo do cérebro, persiste até a idade adulta, hereditário e atinge leitura, escrita e pronuncia, mais comum em meninos;
  • Secundária ou de desenvolvimento: Pode ser causada por hormônios, má nutrição, negligência e abusos infantis, diminui com a idade;
  • Tardia ou por trauma: Causada por lesões a áreas do cérebro responsáveis por compreensão de linguagem, raro em crianças.
Definição psicolinguística:

A dislexia, segundo Jean Dubois, é um defeito de aprendizagem da leitura caracterizado por dificuldades na correspondência entre símbolos gráficos, às vezes mal reconhecidos, e fonemas, muitas vezes, mal identificados.

O linguista se interessa pela discriminação fonética, pelo reconhecimento dos signos gráficos e pelo processo de transformação dos signos escritos em signos verbais, logo, para a Linguística, a dislexia não se trata de uma doença, mas apenas de um defeito no ensino-aprendizagem da leitura, sendo assim classificada como uma síndrome de origem linguística.

A dislexia, como dificuldade de aprendizagem, verificada na educação escolar, é um distúrbio de leitura e de escrita que ocorre na educação infantil e no ensino fundamental. Em geral, a criança tem dificuldade em aprender a ler e escrever e, especialmente, em escrever corretamente sem erros de ortografia, mesmo quando possuem quociente de inteligência (QI) acima da média.

Causas:

Apesar de não haver um consenso dos cientistas sobre as causas da dislexia, pesquisas recentes apontam fortes evidências neurológicas para a dislexia, parte por causas genéticas, parte por fatores congênitos (durante o desenvolvimento no útero). Uma das possíveis causas, é a exposição do feto a doses excessivas de testosterona durante a gestação, o que explicaria a maior incidência da dislexia em pessoas do sexo masculino, pois fetos do sexo feminino tendem a serem abortados com o excesso de testosterona.

Sinais e sintomas:
Na maioria dos casos, o problema não é trocar letras, e sim em identificar adequadamente os sinais gráficos, letras ou outros códigos que caracterizam um texto.

A dislexia é mais frequentemente caracterizada por dificuldade na aprendizagem da decodificação das palavras. Pessoas disléxicas apresentam dificuldades na associação do som à letra (o princípio do alfabeto); também costumam trocar letras, por exemplo, b com d, ou mesmo escrevê-las na ordem inversa, por exemplo, “ovóv” para vovó.

Desse modo, são considerados sintomas da dislexia relativos à leitura e escrita os seguintes erros:

Erros por confusões na proximidade especial
  • Confusão de letras assimétricas;
  • Confusão por rotação;
  • Inversão de sílabas.
Confusões por proximidade articulatória e sequelas de distúrbios de fala
  • Confusões por proximidade articulatória;
  • Omissões de grafemas; e
  • Omissões de sílabas.
Acumulação e persistência de seus erros de soletração ao ler e de ortografia ao escrever
  • Confusão entre letras, sílabas ou palavras com poucas diferenças na forma de escrever: a-o; c-o; e-c; f-t; h-n; i-j; m-n; v-u; etc;
  • Confusão entre letras, sílabas ou palavras com formato similar, mas diferente direção: b-d; b-p; d-b; d-p; d-q; n-u; w-m; a-e;
  • Confusão entre letras que possuem um ponto de articulação comum, e, cujos sons são acusticamente próximos: d-t; j-x;c-g;m-b-p; v-f;
  • Inversões parciais ou totais de sílabas ou palavras: me-em; sol-los; som-mos; sal-las; pal-pla.
Perturbações relacionadas:

Outras perturbações da aprendizagem que frequentemente acompanham os disléxicos, dentre elas:

  • Alterações na memória;
  • Alterações na memória de séries e sequências;
  • Orientação direita-esquerda;
  • Linguagem escrita;
  • Dificuldades em matemática;
  • Confusão com relação às tarefas escolares;
  • Pobreza de vocabulário;
  • Escassez de conhecimentos prévios (memória de longo prazo).

Devem ser excluídas do diagnóstico do transtorno da leitura as crianças com deficiência mental, com escolarização escassa ou inadequada e com déficits auditivos ou visuais.

Comorbidades frequentes:

Estudos no Brasil e no exterior constataram algumas características frequentes em crianças com dislexia:

  • Atraso no desenvolvimento motor (como engatinhar, sentar e andar);
  • Atraso ou deficiência na aquisição da fala;
  • Dificuldade para entender o que está ouvindo;
  • Distúrbios do sono;
  • Enurese noturna (urinar na cama);
  • Suscetibilidade às alergias e as infecções;

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Redações com ameaças, palavrões e xingamentos chocam pais em Juiz de Fora

Olá! Participei de um bate papo no MG TV sobre umas redações que foram expostas no corredor de uma escola municipal. Ns textos, produzidos por alunos, existiam palavrões que chocavam alunos e pais da escola. Leia o resumo da matéria, publicada no Megaminas:

Publicado em 13/04/2012 às 11:48  Por MGTV TV Integração de Juiz de Fora

Textos foram produzidos por alunos de uma escola da rede municipal

Na semana em que dois alunos destruíram materiais e danificaram a estrutura de uma escola no bairro Ipiranga, em Juiz de Fora, a produção do MGTV recebeu imagens de redações de alunos com vários xingamentos, palavrões e ameaças. Os trabalhos, produzidos por adolescentes de 13 a 15 anos, estavam expostos dentro de um colégio da rede municipal.

A denúncia partiu do pai de um aluno, que prefere não se identificar. Ele conta que foi até a escola conversar com a diretora sobre a rotina do estabelecimento. Enquanto esperava começou a ler os trabalhos feitos pelo sétimo ano, e ficou revoltado. Ele fotografou para mostrar à mulher, que também é professora. Como mãe, ela desaprova o contato da filha com o tipo de linguagem apresentada, e ressalta que a instituição deveria, pelo menos, valorizar a norma culta do português.
Na manhã desta sexta-feira (13) o MGTV foi até a escola. Pelas paredes ainda havia outros trabalhos desenvolvidos pelos alunos. Eles estão no local desde o dia 31 de março.


Em entrevista ao vivo, a diretora da instituição, Mônica Mendonça, afirmou que os trabalhos produzidos foram resultado de um trabalho sobre crônicas realizado em sala de aula. Ela destacou ainda que as palavras utilizadas pelos alunos não eram chulas, e que estavam presentes nos próprios textos lidos pelos alunos. Mônica também disse que a escola está aberta para esclarecimentos.

O professor responsável pela disciplina, Leonardo Oliveira, observou que, antes das crônicas, trabalhou as normas cultas do português com os estudantes.

A Secretaria de Educação informou por meio de nota que acompanha constantemente o trabalho pedagógico nas unidades e se preocupa com a qualidade da formação oferecida aos estudantes, e que os professores têm cursos de formação continuada. O órgão informou ainda que atende à legislação e que as escolas têm autonomia para trabalharem os conteúdos da maneira que consideram mais adequada.

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20/06/2012 · 12:45

Principais dúvidas sobre ‘Lista de Material’

Ainda que o Natal esteja ‘batendo à porta’, muitos pais estão aproveitando o 13º salário para visitar as papelarias e adiantar a compra do material escolar dos filhos. Veja algumas dicas para que os gastos com material escolar, livros didáticos, uniforme e transporte escolar pesem menos no orçamento familiar. As sugestões se referem à qualidade, segurança, preço e condições de pagamento.

O que não pode constar na lista de material escolar?

É preciso ficar atento aos itens pedidos nas listas de material escolar pois algumas exigências da escola podem ser abusivas. Materiais de uso coletivo, materiais de limpeza, pincel para professor, papel higiênico e álcool são alguns dos produtos que não devem constar na lista de materiais.

 Deve constar apenas o material que o aluno irá usar na sala de aula e que são de necessidade dele.

As marcas podem ser especificadas?

A escola não pode especificar marcas de produtos ou ainda exigir que ele leve à escola mais materiais do que necessariamente vai precisar.

 Leia algumas dicas: 

-Fique de olho nas embalagens de materiais como colas, tintas, pincéis atômicos, fitas adesivas, entre outros, que devem conter informações claras e precisas, em língua portuguesa (mesmo no caso dos importados) a respeito do fabricante, importador, composição, condições de armazenagem, prazo de validade e se apresentam algum risco ao consumidor;

-Outro cuidado é o pedido da nota fiscal. Em caso de problemas com a mercadoria é necessário apresentá-la. Por isso, exija sempre a nota e confirme se ela traz a descrição adequada dos produtos – não vale constar apenas os códigos dos itens, pois isso dificulta a identificação;

-Evite comprar em ambulantes e camelôs. Apesar de mais baratos, estes produtos não fornecem nota fiscal, o que pode dificultar a troca ou assistência em caso de defeitos;

-Se os produtos apresentarem algum problema, mesmo que sejam importados, o consumidor tem seus direitos garantidos pelo Código de Defesa do Consumidor. Os prazos para reclamar são de 30 dias para produtos não duráveis e 90 dias para os duráveis;

-Todo produto deve apresentar informações adequadas, claras, com especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade, prazo de validade e preço, além de alerta sobre os riscos que apresentam à saúde e segurança dos consumidores.

-Nas feitas pela internet, por telefone ou por catálogo, o consumidor tem o prazo de 7 dias para se arrepender. Este prazo começa a ser contado a partir do recebimento do produto ou da data da assinatura do contrato. O cancelamento da compra deve ser feito sempre por escrito e os valores eventualmente pagos devem ser devolvidos com correção monetária.

Sobre economia:

-Antes de partir para as longas filas nas papelarias, avalie os materiais que seu filho usou neste ano e que, em bom estado, podem ser reutilizados. Em seguida, faça uma pesquisa de preço em diferentes estabelecimentos, como papelarias, depósitos e lojas de departamento;

-Algumas lojas dão descontos para compras em grandes quantidades. Portanto, sempre que possível, reúna um grupo e faça a compra em conjunto. O mesmo pode ser feito com os livros didáticos, geralmente os mais caros da lista;

-Outra sugestão é trocar os livros didáticos entre pais que possuem filhos em idade escolar diferente;

-Evite produtos com características de brinquedo. Além de serem mais caros, eles podem distrair a atenção da criança na aula;

-Esteja atento, também, aos materiais mais sofisticados, que nem sempre são os de melhor qualidade ou os mais adequados (como aqueles com personagens, logotipos e acessórios licenciados). Uma boa conversa antes das compras é fundamental para negociar com seu filho o que pode – ou não – ser comprado.

Uniforme:

-A escola deve informar o modelo utilizado, além dos locais onde pode ser adquirido. Mas, evite compras desnecessárias. Antes de ir em busca de um novo, veja se algumas peças ainda podem ser usadas;

-A Lei 8.907/94 estabelece que a escola deve adotar critérios para a escolha do uniforme levando em conta a situação econômica do estudante e de sua família, além das condições de clima da cidade onde a escola funciona.

Qualidade dos produtos:

Caderno – verifique a impressão das linhas e margens, se as folhas não possuem dobras, rugas, manchas ou furos. Cadernos de capa dura são mais resistentes, apesar de mais caros.

Régua, esquadro e compasso – note se a impressão da escala e dos números está legível, assim como rebarbas, ranhuras, lascas ou pontos de ferrugem.

Borracha – existem produtos apropriados para apagar lápis ou canetas. Cuidado com borrachas coloridas, de formatos e aromas diferentes, que podem induzir às crianças a colocá-las na boca.

Apontador – não deve apresentar sinais de ferrugem. Teste o produto antes da compra.

Lápis – escolha o tipo mais adequado para cada tarefa. Recomenda-se o número 2 para os trabalhos escritos e os modelos triangulares para crianças em processo de alfabetização.

Caneta – teste o produto. Verifique se a carga de tinta está completa e se não há vazamentos. A escolha deve ser feita de acordo com a faixa etária da criança.

 Massa para modelar, giz de cera, cola, tintas etc. – leia atentamente a composição dos produtos. Certifique-se das recomendações de uso e verifique se não possuem substâncias tóxicas. Esteja atento, também, às instruções sobre limpeza e remoção dos produtos das mãos, cabelos, roupas e toalhas.

Transporte Escolar:

É o item mais relevante em termos de segurança dos alunos e pais. Além de exigir a apresentação do alvará de circulação, os pais devem avaliar as condições de conservação e segurança do veículo, pedir referências e orientar as crianças para prestarem atenção à conduta do motorista no trânsito. E, obviamente, ler com cuidado cada item do contrato e das condições de pagamento.

Gazeta on line, Revista Crescer e R7.

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VESTIBULAR – UFJF anuncia extinção de vestibular para ingresso a partir de 2013

Bom dia!

O jornal Tribuna de Minas chegou às bancas hoje com uma manchete bombástica!

A UFJF, depois de muito se ventilar, confirmou que não usará vestibular para o ingresso em suas faculdades.

No mesmo jornal, notícias sobre o curso de direito.

Fiquem antenados!!!!

 

Pism é mantido com 30% das vagas; e os 70%, antes destinados ao concurso, serão disputados por meio do Sisu, que usa a nota do Enem

A UFJF anunciou nesta quinta-feira (24) que o vestibular não será mais utilizado como forma de seleção para ingresso na instituição a partir de 2013. A decisão foi tomada em reunião do Conselho de Graduação (Congrad), que determinou que 70% das vagas da universidade serão oferecidas pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Ministério da Educação (MEC), composto unicamente pela nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O Programa de Ingresso Seletivo Misto (Pism) continua recebendo 30% das cadeiras, sem alteração para os alunos que já participam da seleção seriada ou para os que pretendem se inscrever no módulo I no ano que vem. O sistema de cotas também está mantido.

Para o pró-reitor de Graduação, Eduardo Magrone, a mudança já era esperada, visto que a UFJF vem aumentando a participação do Enem em seus processos seletivos, tendo adotado o exame como primeira fase da seleção desde o ano passado. “Observamos que o Sisu, por aumentar a competição dos candidatos por uma vaga, aumenta também a qualidade do aluno que ingressa na universidade.” Segundo Magrone, os bacharelados interdisciplinares, normalmente de baixa demanda, já adotavam o Sisu e obtiveram pontos de corte e relação candidato/vaga comparáveis a cursos de alta procura.

Na avaliação do diretor do Cave, Lawrence Gomes, que representou as escolas particulares em parte da reunião do Congrad, a medida tende a prejudicar candidatos a graduações muito concorridas, como medicina e engenharias, por exemplo. “Já era difícil passar. Agora, o candidato concorre com o país inteiro”, destaca, ressaltando que, para alguns alunos, o acesso à instituição pode se tornar inviável. Para Magrone, não se deve avaliar os processos de seleção tomando por base apenas os cursos de alta demanda, mas a universidade como um todo. “As graduações mais disputadas sempre receberam candidatos de diversas localidades. Eles têm um perfil diferente do restante. As mudanças devem ser avaliadas conjunturalmente.”

Direito da UFJF e Vianna Júnior recebem Selo OAB 2011

Os cursos de direito da UFJF e das Faculdades Integradas Vianna Júnior (FIVJ) estão entre os 11 de Minas que receberam o Selo OAB 2011. O reconhecimento é do Conselho Federal da OAB e leva em consideração o conceito obtido no último Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), realizado em 2009, e uma ponderação dos índices obtidos pelos acadêmicos nos últimos três exames de ordem. Dos 1.210 cursos existentes no país, apenas 90 deles (7,4%) receberam o selo.

Para o diretor da faculdade de direito da UFJF, Marcos Vinicio Chein Feres, que também é professor da instituição, o bom desempenho dos alunos é o resultado de um esforço coletivo, que engloba o comprometimento dos acadêmicos e os constantes investimentos em estrutura e recursos humanos promovidos pela universidade. “Este reconhecimento da OAB é muito importante porque reforça que a nossa graduação prepara os alunos para o mercado.” Ainda segundo o diretor, não há incentivo para que o acadêmico participe dos exames de avaliação. Ele acredita que isso aconteça de forma natural, pois as provas são necessárias para que ele possa, futuramente, exercer a profissão.

O diretor geral da FIVJ, José Augusto Salles de Carvalho, avalia o resultado obtido pela instituição como o reflexo de um bom trabalho desenvolvido pela presidente Jacqueline Pires Vianna, em conjunto com a equipe administrativa e corpo docente. O diretor explica que os alunos são preparados de forma especial para prestarem exames como estes, mas ressalta que o mérito está no comprometimento de cada acadêmico.

Esta é a quarta edição do Selo OAB. As outras avaliações foram realizadas nos anos de 2001, 2003 e 2007. Para identificar os cursos de qualidade “recomendável”, a OAB pontuou o desempenho das instituições em uma escala de 0 a 10, sendo a nota 6,9 a mínima para ingressar neste grupo. Não foi divulgada a ordem de classificação dos cursos.

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Mochila Pesada

Conheça os problemas que uma mochila pesada pode causar

Pense bem no peso e na forma como seu filho anda levando a sua mochila. Ela deve ser carregada sempre nas costas, utilizando as duas alças para evitar que o peso se acumule em um único lado do corpo. Os modelos que possuem rodinhas podem ser uma alternativa, mas o puxador deve ser do tamanho adequado à sua altura.

O excesso de peso que se carrega na mochila durante o ano letivo faz mal à coluna, afetando a postura. Os problemas podem ser notados no curto ou no longo prazo. Se você não quer que seu filho tenha um dos problemas abaixo, causados pelo uso incorreto e pela carga levada nas costas, preste atenção: o peso da mochila não deve exceder 10% do peso do corpo.

Confira quais os problemas que podem ser causados à sua coluna:

– Escoliose. A coluna entorta para um dos lados e deixa um ombro mais alto que o outro. Isso pode acontecer se você carrega a carga em apenas um dos ombros. Os sintomas são dores nas costas, braços e pernas.
– Hiperlordose. O bumbum fica empinado porque há um aumento da curva que fica próximo à base da coluna. O sinal do problema costuma ser principalmente dores nas pernas.
– Hipercifose. Aumento da curvatura no meio da costas, deixando ombros e pescoço inclinados para a frente e formando uma corcundinha. Os sintomas são dores nas costas, braços e mãos.
– Pinçamento do nervo. A coluna tem uma espécie de amortecedor entre uma vértebra e outra. A má postura ou movimentos bruscos pode fazer com ele saia do lugar e comprima a medula. Resultado: dor aguda na hora de fazer um determinado movimento. – Hérnia de disco. Quando aquele amortecedor (ou disco) sai do lugar, pode dar origem a uma hérnia na coluna, limitando os movimentos.

Fonte: Centro de Ortopedia do Hospital Oswaldo Cruz

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Educação Física: sua importância na escola

Geralmente a Educação Física na escola é vista como uma disciplina complementar, como se ela fosse menos importante do que Matemática, História ou Língua Portuguesa. Será que é verdade? É preciso compreender que a Educação Física é uma disciplina obrigatória do currículo escolar e que apresenta características próprias, como veremos a seguir.

O termo Educação Física pressupõe a ideia de controle do corpo ou, ainda, de controle do físico. Educar, desde o século XVII, é uma ação que está intimamente relacionada à disciplina corporal: a separação proposta por Descartes, entre corpo e mente, torna-se base de todo o processo educacional ocidental. Fato bastante visível nas salas de aula: o corpo fica sentado e parado, sem “atrapalhar” o exercício de raciocínio e de aprendizado feito pela mente.

A princípio, a Educação Física, quando inserida no currículo escolar, era tida como um momento para a prática da ginástica, com a finalidade de deixar o corpo saudável. Após muitas reformas na própria ideia de Educação Física, atualmente ela é uma disciplina complexa que deve, ao mesmo tempo, trabalhar as suas próprias especificidades e se inter-relacionar com os outros componentes curriculares. Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), documento oficial do Ministério da Educação, a Educação Física na escola deve ser constituída de três blocos:

 Segundo o documento, essas três partes são relacionadas entre si e podem ou não ser trabalhadas em uma mesma aula.

O primeiro bloco, “jogos, ginásticas, esportes e lutas”, compreende atividades como ginástica artística, ginástica rítmica, voleibol, basquetebol, salto em altura, natação, capoeira e judô. O segundo bloco abrange atividades relacionadas à expressão corporal, como a dança, por exemplo. Já o terceiro bloco propõe ensinar ao aluno conceitos básicos sobre o próprio corpo, que se estendem desde a noção estrutural anatômica, até a reflexão sobre como as diferentes culturas lidam com esse instrumento.

Se analisarmos uma aula em que o professor trabalha apenas os quatro esportes coletivos (voleibol, basquetebol, futebol e handebol), sob a ótica de uma Educação Física que visa à reflexão do aluno sobre si e sobre a sociedade em que está inserido, logo perceberemos o quão pobre se torna a experiência sobre o corpo nessas aulas. Nesse sentido, é fundamental que a compreensão de si, de sua cultura e de outras culturas seja ampliada, a fim de efetivar a disciplina de Educação Física como um componente curricular educacional.

A Educação Física tem uma vantagem educacional que poucas disciplinas têm: o poder de adequação do conteúdo ao grupo social em que será trabalhada. Esse fato permite uma liberdade de trabalho, bem como uma liberdade de avaliação – do grupo e do indivíduo – por parte do professor, que pode ser bastante benéfica ao processo geral educacional do aluno.

 

Colaborou: Paula Rondinelli – Graduada em Educação Física pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – UNESP; Mestre em Ciências da Motricidade pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – UNESP; Doutoranda em Integração da América Latina pela Universidade de São Paulo – USP.

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