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Dislexia (2)

dislexia

 

Vocês sabiam que 1 em cada 10 pessoas tem dislexia? Seguem alguns famosos internacionais disléxicos para vocês conhecerem:

01) A atriz norte-americana Whoopi Goldberg.

02) A escritora Agatha Christie.

03) O ator Tom Cruise.

04) O gênio da física Albert Einstein.

05) A cantora Cher.

06) O naturalista Charles Darwin.

07) O piloto Jackie Stewart.

08) O ex-presidente Franklin Roosevelt.

09) O pintor Vincent Van Gogh.

10) O pintor espanhol Pablo Picasso.

 

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Dislexia (1)

Olá! Durante os próximos dias vou tratar um pouco sobre a dislexia. Hoje, estou colocando uma introdução teórica. Mas, nas próximas postagens, vou tratar de forma mais tranquila e boa de se ler… beijos!!! Ah… ao final da série de postagens, colocarei todas as fontes!

dislexia 1

Dislexia:

Do grego Δυσλεξία, dis- distúrbio, lexis palavra, é uma dificuldade na área da leitura, escrita e soletração. A dislexia costuma ser identificada nas salas de aula durante a alfabetização, sendo comum provocar uma defasagem inicial de aprendizado.

A dislexia pode coexistir ou mesmo confundir-se com características de vários outros fatores de dificuldade de aprendizagem, tais como o déficit de atenção/hiperatividade, dispraxia, discalculia, e/ou disgrafia. Contudo a dislexia e as desordens do déficit de atenção e hiperatividade não estão correlacionados com problemas de desenvolvimento.

Tipos:

Genética, hormônios durante a gravidez, influência familiar, sistema educacional, socialização, idioma e cultura estão envolvidos na dislexia.

A dislexia pode ser classificada de várias formas, dependendo da abordagem profissional e dos testes usados no seu diagnóstico (testes fonoaudiológicos, pedagógicos, psicológicos, neurológicos…). Geralmente o diagnóstico é feito por equipe multiprofissional. Uma das possíveis classificações é em:

Definição tradicional:
  • Dislexia disfonética: Dificuldades de percepção auditiva na análise e síntese de fonemas, dificuldades temporais, e nas percepções da sucessão e da duração (troca de fonemas e grafemas por outros similares, dificuldades no reconhecimento e na leitura de palavras que não têm significado, alterações na ordem das letras e sílabas, omissões e acréscimos, maior dificuldade na escrita do que na leitura, substituição de palavras por sinônimos);
  • Dislexia diseidética: dificuldade na percepção visual, na percepção gestáltica (percepção do todo como maior que a soma das partes), na análise e síntese de fonemas (ler sílaba por sílaba sem conseguir a síntese das palavras, misturando e fragmentando as palavras, fazendo troca por fonemas similares, com maior dificuldade para a leitura do que para a escrita);
  • Dislexia visual: deficiência na percepção visual e na coordenação visomotora (dificuldade no processamento cognitivo das imagens);
  • Dislexia auditiva: deficiência na percepção auditiva, na memória auditiva e fonética (dificuldade no processamento cognitivo do som das sílabas);
  • Dislexia mista: que seria a combinação de mais de um tipo de dislexia.
Observações:

Nessa classificação discalculia (dificuldade com aritmética) é uma classificação distinta, e não um sub-tipo de dislexia.

Dislexia foi dividida em 6 diagnósticos de Desordem de aprendizado distintos e mais específicos:
  • Desordem na leitura de palavras;
  • Desordem na fluência de leitura;
  • Desordem na compreensão da leitura;
  • Desordem na expressão escrita;
  • Desordem no cálculo matemática;
  • Desordem na resolução de problema de matemática.

Lesão em qualquer área do cérebro responsável pela compreensão da linguagem pode causar dislexia.

Giro Angular
Giro Supramarginal
Área de Broca
Área de Wernicke
Córtex Auditivo Primário
Definição pela causa:

Classificação feita com base na causa da dislexia:

  • Primária ou genética: Disfunção do lado esquerdo do cérebro, persiste até a idade adulta, hereditário e atinge leitura, escrita e pronuncia, mais comum em meninos;
  • Secundária ou de desenvolvimento: Pode ser causada por hormônios, má nutrição, negligência e abusos infantis, diminui com a idade;
  • Tardia ou por trauma: Causada por lesões a áreas do cérebro responsáveis por compreensão de linguagem, raro em crianças.
Definição psicolinguística:

A dislexia, segundo Jean Dubois, é um defeito de aprendizagem da leitura caracterizado por dificuldades na correspondência entre símbolos gráficos, às vezes mal reconhecidos, e fonemas, muitas vezes, mal identificados.

O linguista se interessa pela discriminação fonética, pelo reconhecimento dos signos gráficos e pelo processo de transformação dos signos escritos em signos verbais, logo, para a Linguística, a dislexia não se trata de uma doença, mas apenas de um defeito no ensino-aprendizagem da leitura, sendo assim classificada como uma síndrome de origem linguística.

A dislexia, como dificuldade de aprendizagem, verificada na educação escolar, é um distúrbio de leitura e de escrita que ocorre na educação infantil e no ensino fundamental. Em geral, a criança tem dificuldade em aprender a ler e escrever e, especialmente, em escrever corretamente sem erros de ortografia, mesmo quando possuem quociente de inteligência (QI) acima da média.

Causas:

Apesar de não haver um consenso dos cientistas sobre as causas da dislexia, pesquisas recentes apontam fortes evidências neurológicas para a dislexia, parte por causas genéticas, parte por fatores congênitos (durante o desenvolvimento no útero). Uma das possíveis causas, é a exposição do feto a doses excessivas de testosterona durante a gestação, o que explicaria a maior incidência da dislexia em pessoas do sexo masculino, pois fetos do sexo feminino tendem a serem abortados com o excesso de testosterona.

Sinais e sintomas:
Na maioria dos casos, o problema não é trocar letras, e sim em identificar adequadamente os sinais gráficos, letras ou outros códigos que caracterizam um texto.

A dislexia é mais frequentemente caracterizada por dificuldade na aprendizagem da decodificação das palavras. Pessoas disléxicas apresentam dificuldades na associação do som à letra (o princípio do alfabeto); também costumam trocar letras, por exemplo, b com d, ou mesmo escrevê-las na ordem inversa, por exemplo, “ovóv” para vovó.

Desse modo, são considerados sintomas da dislexia relativos à leitura e escrita os seguintes erros:

Erros por confusões na proximidade especial
  • Confusão de letras assimétricas;
  • Confusão por rotação;
  • Inversão de sílabas.
Confusões por proximidade articulatória e sequelas de distúrbios de fala
  • Confusões por proximidade articulatória;
  • Omissões de grafemas; e
  • Omissões de sílabas.
Acumulação e persistência de seus erros de soletração ao ler e de ortografia ao escrever
  • Confusão entre letras, sílabas ou palavras com poucas diferenças na forma de escrever: a-o; c-o; e-c; f-t; h-n; i-j; m-n; v-u; etc;
  • Confusão entre letras, sílabas ou palavras com formato similar, mas diferente direção: b-d; b-p; d-b; d-p; d-q; n-u; w-m; a-e;
  • Confusão entre letras que possuem um ponto de articulação comum, e, cujos sons são acusticamente próximos: d-t; j-x;c-g;m-b-p; v-f;
  • Inversões parciais ou totais de sílabas ou palavras: me-em; sol-los; som-mos; sal-las; pal-pla.
Perturbações relacionadas:

Outras perturbações da aprendizagem que frequentemente acompanham os disléxicos, dentre elas:

  • Alterações na memória;
  • Alterações na memória de séries e sequências;
  • Orientação direita-esquerda;
  • Linguagem escrita;
  • Dificuldades em matemática;
  • Confusão com relação às tarefas escolares;
  • Pobreza de vocabulário;
  • Escassez de conhecimentos prévios (memória de longo prazo).

Devem ser excluídas do diagnóstico do transtorno da leitura as crianças com deficiência mental, com escolarização escassa ou inadequada e com déficits auditivos ou visuais.

Comorbidades frequentes:

Estudos no Brasil e no exterior constataram algumas características frequentes em crianças com dislexia:

  • Atraso no desenvolvimento motor (como engatinhar, sentar e andar);
  • Atraso ou deficiência na aquisição da fala;
  • Dificuldade para entender o que está ouvindo;
  • Distúrbios do sono;
  • Enurese noturna (urinar na cama);
  • Suscetibilidade às alergias e as infecções;

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Redações com ameaças, palavrões e xingamentos chocam pais em Juiz de Fora

Olá! Participei de um bate papo no MG TV sobre umas redações que foram expostas no corredor de uma escola municipal. Ns textos, produzidos por alunos, existiam palavrões que chocavam alunos e pais da escola. Leia o resumo da matéria, publicada no Megaminas:

Publicado em 13/04/2012 às 11:48  Por MGTV TV Integração de Juiz de Fora

Textos foram produzidos por alunos de uma escola da rede municipal

Na semana em que dois alunos destruíram materiais e danificaram a estrutura de uma escola no bairro Ipiranga, em Juiz de Fora, a produção do MGTV recebeu imagens de redações de alunos com vários xingamentos, palavrões e ameaças. Os trabalhos, produzidos por adolescentes de 13 a 15 anos, estavam expostos dentro de um colégio da rede municipal.

A denúncia partiu do pai de um aluno, que prefere não se identificar. Ele conta que foi até a escola conversar com a diretora sobre a rotina do estabelecimento. Enquanto esperava começou a ler os trabalhos feitos pelo sétimo ano, e ficou revoltado. Ele fotografou para mostrar à mulher, que também é professora. Como mãe, ela desaprova o contato da filha com o tipo de linguagem apresentada, e ressalta que a instituição deveria, pelo menos, valorizar a norma culta do português.
Na manhã desta sexta-feira (13) o MGTV foi até a escola. Pelas paredes ainda havia outros trabalhos desenvolvidos pelos alunos. Eles estão no local desde o dia 31 de março.


Em entrevista ao vivo, a diretora da instituição, Mônica Mendonça, afirmou que os trabalhos produzidos foram resultado de um trabalho sobre crônicas realizado em sala de aula. Ela destacou ainda que as palavras utilizadas pelos alunos não eram chulas, e que estavam presentes nos próprios textos lidos pelos alunos. Mônica também disse que a escola está aberta para esclarecimentos.

O professor responsável pela disciplina, Leonardo Oliveira, observou que, antes das crônicas, trabalhou as normas cultas do português com os estudantes.

A Secretaria de Educação informou por meio de nota que acompanha constantemente o trabalho pedagógico nas unidades e se preocupa com a qualidade da formação oferecida aos estudantes, e que os professores têm cursos de formação continuada. O órgão informou ainda que atende à legislação e que as escolas têm autonomia para trabalharem os conteúdos da maneira que consideram mais adequada.

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20/06/2012 · 12:45

Principais dúvidas sobre ‘Lista de Material’

Ainda que o Natal esteja ‘batendo à porta’, muitos pais estão aproveitando o 13º salário para visitar as papelarias e adiantar a compra do material escolar dos filhos. Veja algumas dicas para que os gastos com material escolar, livros didáticos, uniforme e transporte escolar pesem menos no orçamento familiar. As sugestões se referem à qualidade, segurança, preço e condições de pagamento.

O que não pode constar na lista de material escolar?

É preciso ficar atento aos itens pedidos nas listas de material escolar pois algumas exigências da escola podem ser abusivas. Materiais de uso coletivo, materiais de limpeza, pincel para professor, papel higiênico e álcool são alguns dos produtos que não devem constar na lista de materiais.

 Deve constar apenas o material que o aluno irá usar na sala de aula e que são de necessidade dele.

As marcas podem ser especificadas?

A escola não pode especificar marcas de produtos ou ainda exigir que ele leve à escola mais materiais do que necessariamente vai precisar.

 Leia algumas dicas: 

-Fique de olho nas embalagens de materiais como colas, tintas, pincéis atômicos, fitas adesivas, entre outros, que devem conter informações claras e precisas, em língua portuguesa (mesmo no caso dos importados) a respeito do fabricante, importador, composição, condições de armazenagem, prazo de validade e se apresentam algum risco ao consumidor;

-Outro cuidado é o pedido da nota fiscal. Em caso de problemas com a mercadoria é necessário apresentá-la. Por isso, exija sempre a nota e confirme se ela traz a descrição adequada dos produtos – não vale constar apenas os códigos dos itens, pois isso dificulta a identificação;

-Evite comprar em ambulantes e camelôs. Apesar de mais baratos, estes produtos não fornecem nota fiscal, o que pode dificultar a troca ou assistência em caso de defeitos;

-Se os produtos apresentarem algum problema, mesmo que sejam importados, o consumidor tem seus direitos garantidos pelo Código de Defesa do Consumidor. Os prazos para reclamar são de 30 dias para produtos não duráveis e 90 dias para os duráveis;

-Todo produto deve apresentar informações adequadas, claras, com especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade, prazo de validade e preço, além de alerta sobre os riscos que apresentam à saúde e segurança dos consumidores.

-Nas feitas pela internet, por telefone ou por catálogo, o consumidor tem o prazo de 7 dias para se arrepender. Este prazo começa a ser contado a partir do recebimento do produto ou da data da assinatura do contrato. O cancelamento da compra deve ser feito sempre por escrito e os valores eventualmente pagos devem ser devolvidos com correção monetária.

Sobre economia:

-Antes de partir para as longas filas nas papelarias, avalie os materiais que seu filho usou neste ano e que, em bom estado, podem ser reutilizados. Em seguida, faça uma pesquisa de preço em diferentes estabelecimentos, como papelarias, depósitos e lojas de departamento;

-Algumas lojas dão descontos para compras em grandes quantidades. Portanto, sempre que possível, reúna um grupo e faça a compra em conjunto. O mesmo pode ser feito com os livros didáticos, geralmente os mais caros da lista;

-Outra sugestão é trocar os livros didáticos entre pais que possuem filhos em idade escolar diferente;

-Evite produtos com características de brinquedo. Além de serem mais caros, eles podem distrair a atenção da criança na aula;

-Esteja atento, também, aos materiais mais sofisticados, que nem sempre são os de melhor qualidade ou os mais adequados (como aqueles com personagens, logotipos e acessórios licenciados). Uma boa conversa antes das compras é fundamental para negociar com seu filho o que pode – ou não – ser comprado.

Uniforme:

-A escola deve informar o modelo utilizado, além dos locais onde pode ser adquirido. Mas, evite compras desnecessárias. Antes de ir em busca de um novo, veja se algumas peças ainda podem ser usadas;

-A Lei 8.907/94 estabelece que a escola deve adotar critérios para a escolha do uniforme levando em conta a situação econômica do estudante e de sua família, além das condições de clima da cidade onde a escola funciona.

Qualidade dos produtos:

Caderno – verifique a impressão das linhas e margens, se as folhas não possuem dobras, rugas, manchas ou furos. Cadernos de capa dura são mais resistentes, apesar de mais caros.

Régua, esquadro e compasso – note se a impressão da escala e dos números está legível, assim como rebarbas, ranhuras, lascas ou pontos de ferrugem.

Borracha – existem produtos apropriados para apagar lápis ou canetas. Cuidado com borrachas coloridas, de formatos e aromas diferentes, que podem induzir às crianças a colocá-las na boca.

Apontador – não deve apresentar sinais de ferrugem. Teste o produto antes da compra.

Lápis – escolha o tipo mais adequado para cada tarefa. Recomenda-se o número 2 para os trabalhos escritos e os modelos triangulares para crianças em processo de alfabetização.

Caneta – teste o produto. Verifique se a carga de tinta está completa e se não há vazamentos. A escolha deve ser feita de acordo com a faixa etária da criança.

 Massa para modelar, giz de cera, cola, tintas etc. – leia atentamente a composição dos produtos. Certifique-se das recomendações de uso e verifique se não possuem substâncias tóxicas. Esteja atento, também, às instruções sobre limpeza e remoção dos produtos das mãos, cabelos, roupas e toalhas.

Transporte Escolar:

É o item mais relevante em termos de segurança dos alunos e pais. Além de exigir a apresentação do alvará de circulação, os pais devem avaliar as condições de conservação e segurança do veículo, pedir referências e orientar as crianças para prestarem atenção à conduta do motorista no trânsito. E, obviamente, ler com cuidado cada item do contrato e das condições de pagamento.

Gazeta on line, Revista Crescer e R7.

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VESTIBULAR – UFJF anuncia extinção de vestibular para ingresso a partir de 2013

Bom dia!

O jornal Tribuna de Minas chegou às bancas hoje com uma manchete bombástica!

A UFJF, depois de muito se ventilar, confirmou que não usará vestibular para o ingresso em suas faculdades.

No mesmo jornal, notícias sobre o curso de direito.

Fiquem antenados!!!!

 

Pism é mantido com 30% das vagas; e os 70%, antes destinados ao concurso, serão disputados por meio do Sisu, que usa a nota do Enem

A UFJF anunciou nesta quinta-feira (24) que o vestibular não será mais utilizado como forma de seleção para ingresso na instituição a partir de 2013. A decisão foi tomada em reunião do Conselho de Graduação (Congrad), que determinou que 70% das vagas da universidade serão oferecidas pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Ministério da Educação (MEC), composto unicamente pela nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O Programa de Ingresso Seletivo Misto (Pism) continua recebendo 30% das cadeiras, sem alteração para os alunos que já participam da seleção seriada ou para os que pretendem se inscrever no módulo I no ano que vem. O sistema de cotas também está mantido.

Para o pró-reitor de Graduação, Eduardo Magrone, a mudança já era esperada, visto que a UFJF vem aumentando a participação do Enem em seus processos seletivos, tendo adotado o exame como primeira fase da seleção desde o ano passado. “Observamos que o Sisu, por aumentar a competição dos candidatos por uma vaga, aumenta também a qualidade do aluno que ingressa na universidade.” Segundo Magrone, os bacharelados interdisciplinares, normalmente de baixa demanda, já adotavam o Sisu e obtiveram pontos de corte e relação candidato/vaga comparáveis a cursos de alta procura.

Na avaliação do diretor do Cave, Lawrence Gomes, que representou as escolas particulares em parte da reunião do Congrad, a medida tende a prejudicar candidatos a graduações muito concorridas, como medicina e engenharias, por exemplo. “Já era difícil passar. Agora, o candidato concorre com o país inteiro”, destaca, ressaltando que, para alguns alunos, o acesso à instituição pode se tornar inviável. Para Magrone, não se deve avaliar os processos de seleção tomando por base apenas os cursos de alta demanda, mas a universidade como um todo. “As graduações mais disputadas sempre receberam candidatos de diversas localidades. Eles têm um perfil diferente do restante. As mudanças devem ser avaliadas conjunturalmente.”

Direito da UFJF e Vianna Júnior recebem Selo OAB 2011

Os cursos de direito da UFJF e das Faculdades Integradas Vianna Júnior (FIVJ) estão entre os 11 de Minas que receberam o Selo OAB 2011. O reconhecimento é do Conselho Federal da OAB e leva em consideração o conceito obtido no último Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), realizado em 2009, e uma ponderação dos índices obtidos pelos acadêmicos nos últimos três exames de ordem. Dos 1.210 cursos existentes no país, apenas 90 deles (7,4%) receberam o selo.

Para o diretor da faculdade de direito da UFJF, Marcos Vinicio Chein Feres, que também é professor da instituição, o bom desempenho dos alunos é o resultado de um esforço coletivo, que engloba o comprometimento dos acadêmicos e os constantes investimentos em estrutura e recursos humanos promovidos pela universidade. “Este reconhecimento da OAB é muito importante porque reforça que a nossa graduação prepara os alunos para o mercado.” Ainda segundo o diretor, não há incentivo para que o acadêmico participe dos exames de avaliação. Ele acredita que isso aconteça de forma natural, pois as provas são necessárias para que ele possa, futuramente, exercer a profissão.

O diretor geral da FIVJ, José Augusto Salles de Carvalho, avalia o resultado obtido pela instituição como o reflexo de um bom trabalho desenvolvido pela presidente Jacqueline Pires Vianna, em conjunto com a equipe administrativa e corpo docente. O diretor explica que os alunos são preparados de forma especial para prestarem exames como estes, mas ressalta que o mérito está no comprometimento de cada acadêmico.

Esta é a quarta edição do Selo OAB. As outras avaliações foram realizadas nos anos de 2001, 2003 e 2007. Para identificar os cursos de qualidade “recomendável”, a OAB pontuou o desempenho das instituições em uma escala de 0 a 10, sendo a nota 6,9 a mínima para ingressar neste grupo. Não foi divulgada a ordem de classificação dos cursos.

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Mochila Pesada

Conheça os problemas que uma mochila pesada pode causar

Pense bem no peso e na forma como seu filho anda levando a sua mochila. Ela deve ser carregada sempre nas costas, utilizando as duas alças para evitar que o peso se acumule em um único lado do corpo. Os modelos que possuem rodinhas podem ser uma alternativa, mas o puxador deve ser do tamanho adequado à sua altura.

O excesso de peso que se carrega na mochila durante o ano letivo faz mal à coluna, afetando a postura. Os problemas podem ser notados no curto ou no longo prazo. Se você não quer que seu filho tenha um dos problemas abaixo, causados pelo uso incorreto e pela carga levada nas costas, preste atenção: o peso da mochila não deve exceder 10% do peso do corpo.

Confira quais os problemas que podem ser causados à sua coluna:

– Escoliose. A coluna entorta para um dos lados e deixa um ombro mais alto que o outro. Isso pode acontecer se você carrega a carga em apenas um dos ombros. Os sintomas são dores nas costas, braços e pernas.
– Hiperlordose. O bumbum fica empinado porque há um aumento da curva que fica próximo à base da coluna. O sinal do problema costuma ser principalmente dores nas pernas.
– Hipercifose. Aumento da curvatura no meio da costas, deixando ombros e pescoço inclinados para a frente e formando uma corcundinha. Os sintomas são dores nas costas, braços e mãos.
– Pinçamento do nervo. A coluna tem uma espécie de amortecedor entre uma vértebra e outra. A má postura ou movimentos bruscos pode fazer com ele saia do lugar e comprima a medula. Resultado: dor aguda na hora de fazer um determinado movimento. – Hérnia de disco. Quando aquele amortecedor (ou disco) sai do lugar, pode dar origem a uma hérnia na coluna, limitando os movimentos.

Fonte: Centro de Ortopedia do Hospital Oswaldo Cruz

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Educação Física: sua importância na escola

Geralmente a Educação Física na escola é vista como uma disciplina complementar, como se ela fosse menos importante do que Matemática, História ou Língua Portuguesa. Será que é verdade? É preciso compreender que a Educação Física é uma disciplina obrigatória do currículo escolar e que apresenta características próprias, como veremos a seguir.

O termo Educação Física pressupõe a ideia de controle do corpo ou, ainda, de controle do físico. Educar, desde o século XVII, é uma ação que está intimamente relacionada à disciplina corporal: a separação proposta por Descartes, entre corpo e mente, torna-se base de todo o processo educacional ocidental. Fato bastante visível nas salas de aula: o corpo fica sentado e parado, sem “atrapalhar” o exercício de raciocínio e de aprendizado feito pela mente.

A princípio, a Educação Física, quando inserida no currículo escolar, era tida como um momento para a prática da ginástica, com a finalidade de deixar o corpo saudável. Após muitas reformas na própria ideia de Educação Física, atualmente ela é uma disciplina complexa que deve, ao mesmo tempo, trabalhar as suas próprias especificidades e se inter-relacionar com os outros componentes curriculares. Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), documento oficial do Ministério da Educação, a Educação Física na escola deve ser constituída de três blocos:

 Segundo o documento, essas três partes são relacionadas entre si e podem ou não ser trabalhadas em uma mesma aula.

O primeiro bloco, “jogos, ginásticas, esportes e lutas”, compreende atividades como ginástica artística, ginástica rítmica, voleibol, basquetebol, salto em altura, natação, capoeira e judô. O segundo bloco abrange atividades relacionadas à expressão corporal, como a dança, por exemplo. Já o terceiro bloco propõe ensinar ao aluno conceitos básicos sobre o próprio corpo, que se estendem desde a noção estrutural anatômica, até a reflexão sobre como as diferentes culturas lidam com esse instrumento.

Se analisarmos uma aula em que o professor trabalha apenas os quatro esportes coletivos (voleibol, basquetebol, futebol e handebol), sob a ótica de uma Educação Física que visa à reflexão do aluno sobre si e sobre a sociedade em que está inserido, logo perceberemos o quão pobre se torna a experiência sobre o corpo nessas aulas. Nesse sentido, é fundamental que a compreensão de si, de sua cultura e de outras culturas seja ampliada, a fim de efetivar a disciplina de Educação Física como um componente curricular educacional.

A Educação Física tem uma vantagem educacional que poucas disciplinas têm: o poder de adequação do conteúdo ao grupo social em que será trabalhada. Esse fato permite uma liberdade de trabalho, bem como uma liberdade de avaliação – do grupo e do indivíduo – por parte do professor, que pode ser bastante benéfica ao processo geral educacional do aluno.

 

Colaborou: Paula Rondinelli – Graduada em Educação Física pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – UNESP; Mestre em Ciências da Motricidade pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – UNESP; Doutoranda em Integração da América Latina pela Universidade de São Paulo – USP.

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O bebê e a creche

Se a vida moderna obriga as mães a colocarem seus bebês em creches cada vez mais cedo, obriga, também, a ficarem atentas aos problemas do frio: tosse, catarro, febre, formando uma sinfonia preocupante.

Em geral, os bebês e as crianças novinhas que frequentam as creches e escolas infantis ficam mais doentes que as demais. Nesses ambientes, as crianças estão em contato direto umas com as outras. Por serem novas, elas estão com suas defesas imunológicas se desenvolvendo e, ficar doente, faz parte desse processo.

As principais vias de transmissão de doenças nesses ambientes são:

– via respiratória: pelo ar (gripes, resfriados, etc.)

– via orofecal: contato de superfície (contaminadas por fezes, vômitos, etc.)

Para diminuir um pouco os riscos, seguem 10 dicas para pais escolherem a creche de seus filhos, recomendadas pelo Dr. Alisson Costa de Morais :

1. Ao procurar uma creche ou escola, verifique se as instalações se encontram dentro dos padrões estabelecidos pela vigilância sanitária municipal. Por exemplo, alguns dos principais fatores de disseminação das infecções respiratórias são a aglomeração de alunos numa sala de aula ou berçário de creche e o grau de ventilação e renovação de ar destes ambientes. Hoje em dia, é comum encontrarmos salas de aula e berçários de creches refrigerados. Se por um lado aumenta o conforto dos alunos, por outro diminui a ventilação e renovação de ar destes ambientes. Além disso, deve-se observar o grau de manutenção dos filtros dos condicionadores de ar, pois quando a limpeza é descuidada, pode contribuir para o agravo no aparelho respiratório das crianças.

2. Observe também a localização do colégio. Verifique se na vizinhança existem indústrias poluentes ou estabelecimentos de serviço que possam contribuir para piorar a qualidade do ar na localidade (oficinas para pintura automotiva, por exemplo).

3. Leve seu filho periodicamente ao pediatra, mesmo que esteja bem. Tanto faz que seja no serviço público, médico do convênio ou médico particular. Mas, sempre que possível, dê preferência que seja sempre o mesmo médico. Isto facilita muito as coisas já que além de haver um natural estreitamento de relações entre o médico, a criança e familiares, ele passará a conhecer melhor a criança, facilitando sobremaneira seu acompanhamento.

4. É importante ressaltar que o pediatra deve ser o maestro e poderá indicar o concurso de colegas de outras especialidades para auxílio no diagnóstico e tratamento. Se a criança for alérgica, é importante que o tratamento seja feito em harmonia com o alergista.

5. Não leve a criança para a creche ou escolinha se estiver febril, para evitar contaminar os coleguinhas.

6. Evite levar a criança ao pronto socorro ao primeiro sinal da febre. Se possível, ligue para o pediatra ou para o alergista e peça uma orientação.

7. Lembre-se: a boa saúde imunológica depende de vários fatores, incluindo uma alimentação saudável e balanceada (hortaliças, legumes, frutas, cereais, carnes, peixes, ovos, leite, etc…). Evite vícios alimentares (excesso de refrigerantes, frituras, fast food, guloseimas, etc.).

8. Mantenha a caderneta de vacinação de seu filho em dia. Quando indicado, o médico poderá prescrever vacinas adicionais. Por exemplo, crianças alérgicas se beneficiarão com a vacina anual para gripe.

9. Dentro de casa não exponha seu filho a fumaça do cigarro. Não fume e não deixe que fumem em sua casa ou junto à criança.

10. Esportes e vida ao ar livre são muito positivos. Mas, cuidado com a natação! Trata-se de um excelente exercício aeróbico desenvolvendo bastante a capacidade respiratória. O problema é que crianças alérgicas portadoras de rinite alérgica descompensada, asma não controlada e dermatite atópica podem piorar sua alergia, seja pelo exercício físico seja pelo contato com água clorada.
Quem tem piscina em casa sabe que durante o verão há necessidade de se clorar mais a água seja pela maior utilização da piscina como também pela maior evaporação do cloro em decorrência da maior insolação da estação. Saiba também que as tais “piscinas salinizadas” apesar de terem uma quantidade de cloro menor que as que recebem tratamento tradicional não são totalmente isentas deste sal. Ou seja, cada caso é um caso! Por isso, antes de iniciar a prática do esporte, converse a respeito com o alergista.

Para encerrar, tenha sempre um “Plano B”, ou seja, uma alternativa, para quando a criança ficar doente e não puder frequentar a creche/escola. Esperamos que isso não aconteça, não sendo necessário usá-lo, mas crianças são crianças e, algumas vezes, ficam realmente doentes.

A dica é do livro da Franco Editora, ideal para nossas crianças mais novinhas:

ADIVINHE QUEM É

Texto: Gláucia de Souza
Ilustrações: Ana Siffert
12 páginas – 17x17cm

Será uma arara ou uma coisa rara? Um mosquito ou um bicho com nome esquisito? Não tem pé e nem cabeça ou parece mas não é?

Perdeu a pergunta da rádio, durante o programa?

Nossa amiga ouvinte Míriam Litieri foi rápida, telefonou e ganhou um exemplar desse livro. Se você não conseguiu, pode comprá-lo na Livraria Arco-Íris: Rua Halfeld nº 744, loja 04 – Centro / Juiz de Fora – MG. Lá, você encontra, também, toda a Coleção “Aprendendo a Voar”.

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Professores da rede estadual do Rio tem o pior piso salário bruto do país

” Ninguém consegue viver só com o salário da rede estadual (Monique Lisboa) “

Professora de ciências da rede estadual há cerca de dois anos, Monique Lisboa, de 28 anos, só sobrevive da sua profissão porque passa quase o dia todo em sala de aula. Ela está entre os 25 mil docentes que ganham o piso salarial da categoria: R$ 765,66 brutos por 16 horas semanais, o equivalente a menos de 1,5 salário-mínimo. Esses profissionais representam 30% de um total de 78 mil, segundo levantamento obtido pelo GLOBO. Apesar de o piso do Rio ser o pior entre os 27 estados do país, os fluminenses aparecem em 13 lugar quando levado em conta o pagamento da hora/aula: R$ 10,88.

– Ninguém consegue viver só com o salário da rede estadual. O valor líquido, que sobra na nossa mão, é de pouco mais de R$ 600. A gente se desdobra para ter um rendimento razoável: para ganhar cerca de R$ 3 mil por mês, eu tenho que dar aulas em dobro na rede municipal do Rio, de manhã e à tarde. À noite, leciono no estado. Estou pensando em fazer concurso para outra área – desabafa Monique, formada em biologia.

Apesar de a situação do Rio ser crítica, o levantamento obtido pelo Jornal Globo com base nos salários – sem gratificações – pagos em fevereiro deste ano mostra que a hora/aula é ainda pior em outros estados. Na base da pirâmide está o Rio Grande do Sul, com R$ 862,80 por 40 horas. Ou seja, R$ 4,90 por hora. No lado oposto, está o Maranhão, com R$ 1.631 por 20 horas: R$ 18,53 por hora.

A comparação entre salário e rendimento traz surpresas. Apesar de o Maranhão ter o valor mais alto de hora/aula no piso, o estado figurou na lista do último Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), no ensino médio, apenas na 18 posição. São levados em conta provas de português e matemática e porcentagem de aprovação na elaboração do índice.

A partir de julho, piso subirá para R$ 800

Já o Rio Grande do Sul, pior no ranking do valor da hora/aula, ficou em quarto lugar no último Ideb de ensino médio. O Paraná foi o melhor colocado e paga no piso uma hora/aula abaixo do Rio: R$ 8,80. Os fluminenses amargaram o 26 lugar no Ideb, só à frente do Piauí.

A discussão salarial é antiga no estado e continua acirrada. O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) convocou uma greve no dia 7 de junho, ainda sem data para terminar. O governo estadual vem se mexendo e acena com mudanças na carga horária base, que hoje é de 16 horas. A partir de julho, segundo a Secretaria de Educação, o piso já passará R$ 800,11, com a incorporação de uma parcela do antigo programa de gratificação Nova Escola aos vencimentos. Os profissionais que ganham os salários mais baixos são os aprovados em concursos nos últimos três anos, que ainda estão em período de estágio probatório.

 

” Queremos o aluno com o professor mais tempo na escola.” (Wilson Risolia)

 – A discussão salarial está sendo tratada junto com a revisão da carga horária. Os estudos estão sendo finalizados e as ações programadas para o segundo semestre. Queremos o aluno com o professor mais tempo na escola – afirma o secretário de Educação, Wilson Risolia, acrescentando que este ano já foram investidos R$ 546 milhões em benefícios.

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Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (1a. parte)

Steven Spielberg, Beethoven, Jim Carrey, Tom Cruise, Leonardo da Vinci, Walt Disney, Napoleão Bonaparte e John Lennon. Vocês sabem o que estas pessoas têm em comum?

O que é?

A hiperatividade e déficit de atenção é um transtorno mais comumente visto em crianças e se baseia nos sintomas de desatenção (pessoa muito distraída) e hiperatividade (pessoa muito ativa, por vezes agitada, bem além do comum). Tais aspectos são normalmente encontrados em pessoas sem o problema  mas, para haver o diagnóstico desse transtorno, a falta de atenção e a hiperatividade devem interferir significativamente na vida e no desenvolvimento normais da criança ou do adulto.

Ocorre como resultado de uma disfunção neurológica no córtex pré-frontal. Quando pessoas que têm déficit de atenção tentam se concentrar, a atividade do córtex pré-frontal diminui, ao invés de aumentar (como nos sujeitos do grupo de controle de cérebros normais). Assim sendo, pessoas que sofrem com esse problema, mostram muitos sintomas, como fraca supervisão interna, pequeno âmbito de atenção, distração, desorganização, hiperatividade (apesar de que só metade das pessoas com déficit de atenção sejam hiperativas), problemas de controle de impulso, dificuldade de aprender com erros passados, falta de previsão e adiamento.

Quanto mais as pessoas que têm déficit de atenção tentam se concentrar, pior para elas. A atividade no córtex pré-frontal, na verdade, desliga, ao invés de ligar. Quando um pai, professor, supervisor ou gerente põe mais pressão na pessoa, para que ela melhore seu desempenho, ela se torna menos eficiente. Muitas vezes, quando isso acontece, o pai, o professor ou chefe interpretam o ocorrido como um decréscimo de performance, ou má conduta proposital, e daí surgem problemas sérios.  A verdade é que quase todos nós nos saímos melhor com elogios e isso é essencial para pessoas com déficit de atenção. Quando o chefe as estimula a fazer melhor de modo positivo, elas se tornam mais produtivas. Quando se é pai, professor ou supervisor de alguém com esse problema, funciona muito mais usar elogio e estímulo do que pressão. As pessoas se sairão melhor em ambientes que sejam altamente interessantes ou estimulantes e relativamente tranquilos.

Pequeno âmbito de atenção

Um âmbito de atenção pequeno é a identificação desse distúrbio. Existe a dificuldade de manter a atenção e o esforço durante períodos de tempo prolongados. Sua atenção tende a vagar e frequentemente se desligam da tarefa, pensando ou fazendo coisas diferentes da tarefa a ser realizada. Ainda assim, uma das coisas que muitas vezes enganam clínicos inexperientes ao tratar desse distúrbio é que as pessoas com esse déficit não têm um âmbito pequeno de atenção para tudo. Frequentemente, pessoas que sofrem de déficcit de atenção conseguem prestar muita atenção em coisas que são bonitas, novas, novidades, coisas altamente estimulantes, interessantes ou assustadoras. Essas coisas oferecem uma estimulação intrínseca suficiente a ponto de ativarem o córtex pré-frontal, de modo que a pessoa consiga focalizar e se concentrar. Uma criança com o transtorno pode se sair muito bem em uma situação interpessoal e desmoronar completamente em uma sala de aula com 30 crianças. Um exemplo: uma criança com déficit costumava levar quatro horas para fazer um dever de casa que levaria meia hora, muitas vezes se desligando da tarefa. Mas se você lhe der uma revista sobre aparelhagem de som de carros, ele a lê rapidamente de ponta a ponta e se lembra de cada detalhe. Pessoas com défit têm dificuldade em prestar atenção por muito tempo em assuntos longos, comuns, rotineiros e cotidianos, como lição de casa, trabalho de casa, tarefas simples ou papelada. Elas precisam de excitação e interesse para acionar suas funções do córtex pré-frontal.

Muitos casais adultos dizem que, no começo do relacionamento, o parceiro com déficit adulto conseguia prestar atenção à outra pessoa durante horas. O estímulo de um novo amor ajudava-o a se concentrar. Mas quando a “novidade” e a excitação do relacionamento começavam a diminuir (como acontece com quase todos os relacionamentos), a pessoa tinha muito mais dificuldade em prestar atenção e sua capacidade de escutar falhava.

Distração e hiperatividade

Como foi mencionado acima, o córtex pré-frontal manda sinais inibitórios para outras áreas do cérebro, sossegando os dados advindos do meio, de modo que você possa se concentrar.

Quando o córtex pré-frontal está com hiperatividade, ele não desencoraja adequadamente as partes sensoriais do cérebro e, como resultado, estímulos em demasia bombardeiam o cérebro. A distração fica evidente em muitos locais diferentes para uma pessoa com transtorno. Na turma, durante reuniões, ou enquanto ouve um parceiro, a pessoa com o transtorno tende a perceber outras coisas que estão acontecendo e tem dificuldade em se concentrar na questão que está sendo tratada.

As pessoas que têm esse transtorno tendem a olhar pelo quarto, desligar-se, parecer aborrecidas, esquecer-se de para onde vai a conversa e interrompê-la com uma informação totalmente fora do assunto. A distração e o pequeno âmbito de atenção podem também fazer com que elas levem muito mais tempo para completar seu trabalho.

Impulsividade

A falta de controle do impulso faz com que muitas pessoas que têm TDAH se metam em enrascadas. Elas podem dizer coisas inadequadas para os pais, amigos, professores, outros empregados, ou clientes. Um exemplo é o adulto que foi despedido de 13 empregos, porque tinha dificuldade em controlar o que dizia. Ainda que realmente quisesse manter vários dos empregos, de repente colocava para fora o que estava pensando, antes de ter a oportunidade de processar o pensamento. Decisões mal pensadas são ligados à impulsividade. Em vez de pensar bem no problema, muitas pessoas que sofrem de TDAH querem uma solução imediata e acabam agindo sem pensar. De modo similar, a impulsividade faz com que essas pessoas tenham dificuldade de passar pelos canais estabelecidos do trabalho. Elas frequentemente vão direto ao topo para resolver os problemas, em vez de seguir o sistema. Isso pode causar ressentimento dos colegas e supervisores imediatos. A impulsividade pode também levar a condutas problemáticas como mentir (diz a primeira coisa que vem a cabeça), roubar, ter casos e gastar em excesso. É comum pessoas em tratamento com TDAH que sofrem da vergonha e da culpa oriundas desses comportamentos.

As pessoas casadas, quando recebem a pergunta “É útil dizer tudo o que pensa em seu casamento?” sempre respondem “Claro que não”, “Os relacionamentos requerem tato”. Mesmo assim, devido à impulsividade e à falta de pensar antes de agir, muitas pessoas que têm transtorno dizem a primeira coisa que vem à mente. E, em vez de pedir desculpas por terem dito uma coisa que magoou, muitas tentam justificar por que fizeram a observação que magoou, só piorando as coisas. Um comentário impulsivo pode estragar uma noite agradável, um fim de semana, ou mesmo um casamento ineiro”.

Desorganização, outra característica do hiperativo

Desorganização é outro marco importante do transtorno. A desorganização inclui tanto o espaço físico, como salas, escrivaninhas, malas, gabinetes de arquivo e armários, quanto o tempo. Frequentemente, quando se olha para as áreas de trabalho de pessoas com o transtorno, é admirar que possam trabalhar ali. Elas tendem a ter muitas pilhas de “coisas”; a papelada é algo que frequentemente elas têm muita dificuldade de organizar; e parece que têm um sistema de arquivo que só elas podem entender (e mesmo assim só nos dias bons). Muitas pessoas com TDAH têm atrasos crônicos ou adiam as coisas até o último momento. Existem casos de pessoas que compraram sirenes de companhias de segurança para ajudá-los a acordar. Imagine o que deviam pensar os vizinhos! Essas pessoas também tendem a perder a noção do tempo, o que contribui para que se atrasem.

Hiperativos começam muitos projetos, mas terminam poucos

A energia e o entusiasmo de pessoas com transtorno muitas vezes as leva a começar muitos projetos. Infelizmente, pelo fato de serem distraídas e dado o seu pequeno âmbito de atenção, prejudicam sua capacidade de completá-los. Um gerente de uma estação de rádio, uma vez, contou que ele começara cerca de 30 projetos especiais no ano anterior, mas havia completado uns poucos apenas. Ele disse: “Estou sempre voltando para eles, mas tenho novas ideias que acabam atrapalhando”. Também temos o caso de um professor que disse que, no ano anterior ao da conversa, ele começara 300 projetos diferentes. Sua esposa terminou seu pensamento dizendo que ele completara somente três.

Mau humor e pensamento negativo em hiperativos

Muitas pessoas com o transtorno tendem a ser mal-humoradas, irritadiças e negativas. Como o córtex pré-frontal está pouco ativo, ele não pode moderar totalmente o sistema límbico, que fica hiperativo, levando a problemas no controle do humor. De outro modo sutil, como já mencionado, muitas pessoas com TDAH preocupam-se com ou ficam superconcentradas em pensamentos negativos, como uma forma de auto-estimulação. Se não conseguem arrumar confusão com os outros no meio ambiente, buscam isso dentro de si mesmas. Elas frequentemente têm uma atitude do tipo “o mundo está acabando”, o que as distancia dos outros.

 

 

Sugestão de livro sobre TDAH:

– Mentes Inquietas – Tdah : Desatenção, Hiperatividade e Impulsividade
Autor: Ana Beatriz Barbosa Silva
Editora: Fontanar
 
Via de regra, os portadores de TDAH são injustamente rotulados de preguiçosos, mal-educados “bicho-carpinteiro”, avoados, irresponsáveis ou rebeldes, mas na realidade possuem um funcionamento cerebral diferente, que os fazem agir dessa forma. O TDAH ou simplesmente TDA é caracterizado pela seguinte tríade de sintomas: desatenção, impulsividade e hiperatividade mental e/ou física.
 
 
 
 
 
 

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