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Escola de Juiz de Fora que atende alunos com deficiência pode fechar

Ontem, a jornalista Laila Hallack, que fez excelente reportagem sobre a preocupação das mães da E. E. Maria das Dores que temem que filhos tenham que ir para escolas regulares, conversou um pouquinho comigo. Segue o texto:

Mães de alunos da Escola Estadual Maria das Dores, que atende pessoas com deficiência em Juiz de Fora, temem o fechamento da instituição. A aplicação da resolução federal 23.372 faz com que muitos estudantes do local tenham que ser remanejados para escolas regulares. De acordo com a Diretora Educacional da Superintendência Regional de Ensino (SRE), Mônica Oliveira, as mães podem ficar tranquilas, pois cada caso será analisado já para o ano de 2014.

A escola Maria das Dores foi criada com o objetivo de atender exclusivamente alunos com necessidades de atendimento especializado. Como o ensino é destinado a este público, em alguns casos os estudantes permanecem em sala de aula por mais tempo. Porém, a orientação do Ministério da Educação (MEC) impede, entre outras coisas, que os estudantes do primeiro, segundo e terceiro ano do ensino fundamental repitam de ano. Além disso, determina que no quarto ano apenas um aluno por turma possa ser reprovado.

A aplicação desta lei implica na saída de parte dos 100 alunos. As mães temem que isso possa resultar no fechamento da escola nos próximos anos. Pela legislação, por exemplo, Lucas, de 22 anos, não poderá continuar na escola. Ele, que tem autismo e sequelas de uma paralisia cerebral, frequenta o local há dez anos. A mãe, Dulcinéia Oliveira, não sabe o que fazer. “A minha preocupação é que ele fique ocioso, sem ter o que fazer. Aqui é o mundinho dele. Se ele sair daqui, vai para onde?”, lamentou a mãe.

Ainda segundo as mães, elas também foram informadas de que os alunos que precisarem sair da escola serão remanejados para outras instituições da cidade. Isso despertou mais uma preocupação entre elas: Será que as escolas regulares estão preparadas para recebê-los? “Eles não terão o atendimento que precisam. Alguns necessitam de trocar a fralda, de que dê comida na boca. Nas escolas regulares não têm profissionais que vão atender a essas necessidades dos nossos filhos”, destacou a dona de casa Priscila Filgueiras.

Muitos deles já tiveram essa experiência. O estudante Giovane Domingos, por exemplo, não gosta de lembrar sobre o tempo que passou em uma escola regular. “Eu me sentia muito triste, deprimido. Eles colocavam apelidos. Tinha muito deboche. Era muita bagunça dentro de sala, a professora ficava estressada. O ambiente era muito pesado”, disse Giovane.

A norma gera discussões. Para a psicopedagoga Clara Duarte, ter que passar o estudante de série pode gerar problemas pedagógicos independente se ele tiver ou não uma deficiência. “Se o aluno não recebeu a base e não conseguiu desenvolver o mínimo de raciocínio, no ano posterior aquela base pode fazer falta. Alguns alunos conseguem, mas muitos têm dificuldades”, ressaltou.

No caso específico dos alunos da escola Maria das Dores, segundo a especialista, romper com o processo de socialização a que os estudantes já estavam submetidos no local é o maior impacto. “Existem dificuldades emocionais e físicas. Os alunos estão juntos, unidos. Quando são separados, a mãe perde a tranquilidade. Logo, o aluno percebe essa insegurança da mãe e sente mais dificuldade”, explicou Clara Duarte.

Enquanto não sabem o que vai acontecer, as mães mantêm a rotina e buscam os filhos na escola, na expectativa de que essa não seja a última vez. “Quantas crianças já saíram daqui ou de outros colégios e estão na rua? Elas ficam sem estudar, sem fazer nada”, questionou a dona de casa Geni Dias do Nascimento.

Segundo a diretora educacional da Superintendência Regional de Ensino em Juiz de Fora, Mônica Oliveira, “os alunos que têm condições de acompanhar as escolas regulares serão encaminhados no plano de atendimento. Já aqueles que não têm condições, serão colocados no plano de atendimento para que a secretaria faça uma análise e dê um retorno para os atendimentos já em 2014”.

Escola Maria das Dores Juiz de Fora (Foto: Reprodução/TV Integração)
Escola Maria das Dores Juiz de Fora
(Foto: Reprodução/TV Integração)

Segundo a supervisora de Atenção à Educação na Diversidade da Secretaria Municipal de Educação de Juiz de Fora, Margareth Moreira, nas escolas municipais é oferecido, além do atendimento comum, também o especializado. “Nós temos quatro núcleos para atendimento especializado em Juiz de Fora. Além desses centros, o atendimento é oferecido também em 26 escolas da rede municipal”, comentou.

Ainda de acordo com ela, atualmente 200 turmas trabalham com dois professores na sala. “Esses profissionais cuidam de alunos com dificuldades de locomoção, higiene, alimentação e também autistas. Além disso, a Secretaria de Educação oferece cursos para capacitar os professores da rede municipal”, destacou.

www.g1.globo.com

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Dislexia (1)

Olá! Durante os próximos dias vou tratar um pouco sobre a dislexia. Hoje, estou colocando uma introdução teórica. Mas, nas próximas postagens, vou tratar de forma mais tranquila e boa de se ler… beijos!!! Ah… ao final da série de postagens, colocarei todas as fontes!

dislexia 1

Dislexia:

Do grego Δυσλεξία, dis- distúrbio, lexis palavra, é uma dificuldade na área da leitura, escrita e soletração. A dislexia costuma ser identificada nas salas de aula durante a alfabetização, sendo comum provocar uma defasagem inicial de aprendizado.

A dislexia pode coexistir ou mesmo confundir-se com características de vários outros fatores de dificuldade de aprendizagem, tais como o déficit de atenção/hiperatividade, dispraxia, discalculia, e/ou disgrafia. Contudo a dislexia e as desordens do déficit de atenção e hiperatividade não estão correlacionados com problemas de desenvolvimento.

Tipos:

Genética, hormônios durante a gravidez, influência familiar, sistema educacional, socialização, idioma e cultura estão envolvidos na dislexia.

A dislexia pode ser classificada de várias formas, dependendo da abordagem profissional e dos testes usados no seu diagnóstico (testes fonoaudiológicos, pedagógicos, psicológicos, neurológicos…). Geralmente o diagnóstico é feito por equipe multiprofissional. Uma das possíveis classificações é em:

Definição tradicional:
  • Dislexia disfonética: Dificuldades de percepção auditiva na análise e síntese de fonemas, dificuldades temporais, e nas percepções da sucessão e da duração (troca de fonemas e grafemas por outros similares, dificuldades no reconhecimento e na leitura de palavras que não têm significado, alterações na ordem das letras e sílabas, omissões e acréscimos, maior dificuldade na escrita do que na leitura, substituição de palavras por sinônimos);
  • Dislexia diseidética: dificuldade na percepção visual, na percepção gestáltica (percepção do todo como maior que a soma das partes), na análise e síntese de fonemas (ler sílaba por sílaba sem conseguir a síntese das palavras, misturando e fragmentando as palavras, fazendo troca por fonemas similares, com maior dificuldade para a leitura do que para a escrita);
  • Dislexia visual: deficiência na percepção visual e na coordenação visomotora (dificuldade no processamento cognitivo das imagens);
  • Dislexia auditiva: deficiência na percepção auditiva, na memória auditiva e fonética (dificuldade no processamento cognitivo do som das sílabas);
  • Dislexia mista: que seria a combinação de mais de um tipo de dislexia.
Observações:

Nessa classificação discalculia (dificuldade com aritmética) é uma classificação distinta, e não um sub-tipo de dislexia.

Dislexia foi dividida em 6 diagnósticos de Desordem de aprendizado distintos e mais específicos:
  • Desordem na leitura de palavras;
  • Desordem na fluência de leitura;
  • Desordem na compreensão da leitura;
  • Desordem na expressão escrita;
  • Desordem no cálculo matemática;
  • Desordem na resolução de problema de matemática.

Lesão em qualquer área do cérebro responsável pela compreensão da linguagem pode causar dislexia.

Giro Angular
Giro Supramarginal
Área de Broca
Área de Wernicke
Córtex Auditivo Primário
Definição pela causa:

Classificação feita com base na causa da dislexia:

  • Primária ou genética: Disfunção do lado esquerdo do cérebro, persiste até a idade adulta, hereditário e atinge leitura, escrita e pronuncia, mais comum em meninos;
  • Secundária ou de desenvolvimento: Pode ser causada por hormônios, má nutrição, negligência e abusos infantis, diminui com a idade;
  • Tardia ou por trauma: Causada por lesões a áreas do cérebro responsáveis por compreensão de linguagem, raro em crianças.
Definição psicolinguística:

A dislexia, segundo Jean Dubois, é um defeito de aprendizagem da leitura caracterizado por dificuldades na correspondência entre símbolos gráficos, às vezes mal reconhecidos, e fonemas, muitas vezes, mal identificados.

O linguista se interessa pela discriminação fonética, pelo reconhecimento dos signos gráficos e pelo processo de transformação dos signos escritos em signos verbais, logo, para a Linguística, a dislexia não se trata de uma doença, mas apenas de um defeito no ensino-aprendizagem da leitura, sendo assim classificada como uma síndrome de origem linguística.

A dislexia, como dificuldade de aprendizagem, verificada na educação escolar, é um distúrbio de leitura e de escrita que ocorre na educação infantil e no ensino fundamental. Em geral, a criança tem dificuldade em aprender a ler e escrever e, especialmente, em escrever corretamente sem erros de ortografia, mesmo quando possuem quociente de inteligência (QI) acima da média.

Causas:

Apesar de não haver um consenso dos cientistas sobre as causas da dislexia, pesquisas recentes apontam fortes evidências neurológicas para a dislexia, parte por causas genéticas, parte por fatores congênitos (durante o desenvolvimento no útero). Uma das possíveis causas, é a exposição do feto a doses excessivas de testosterona durante a gestação, o que explicaria a maior incidência da dislexia em pessoas do sexo masculino, pois fetos do sexo feminino tendem a serem abortados com o excesso de testosterona.

Sinais e sintomas:
Na maioria dos casos, o problema não é trocar letras, e sim em identificar adequadamente os sinais gráficos, letras ou outros códigos que caracterizam um texto.

A dislexia é mais frequentemente caracterizada por dificuldade na aprendizagem da decodificação das palavras. Pessoas disléxicas apresentam dificuldades na associação do som à letra (o princípio do alfabeto); também costumam trocar letras, por exemplo, b com d, ou mesmo escrevê-las na ordem inversa, por exemplo, “ovóv” para vovó.

Desse modo, são considerados sintomas da dislexia relativos à leitura e escrita os seguintes erros:

Erros por confusões na proximidade especial
  • Confusão de letras assimétricas;
  • Confusão por rotação;
  • Inversão de sílabas.
Confusões por proximidade articulatória e sequelas de distúrbios de fala
  • Confusões por proximidade articulatória;
  • Omissões de grafemas; e
  • Omissões de sílabas.
Acumulação e persistência de seus erros de soletração ao ler e de ortografia ao escrever
  • Confusão entre letras, sílabas ou palavras com poucas diferenças na forma de escrever: a-o; c-o; e-c; f-t; h-n; i-j; m-n; v-u; etc;
  • Confusão entre letras, sílabas ou palavras com formato similar, mas diferente direção: b-d; b-p; d-b; d-p; d-q; n-u; w-m; a-e;
  • Confusão entre letras que possuem um ponto de articulação comum, e, cujos sons são acusticamente próximos: d-t; j-x;c-g;m-b-p; v-f;
  • Inversões parciais ou totais de sílabas ou palavras: me-em; sol-los; som-mos; sal-las; pal-pla.
Perturbações relacionadas:

Outras perturbações da aprendizagem que frequentemente acompanham os disléxicos, dentre elas:

  • Alterações na memória;
  • Alterações na memória de séries e sequências;
  • Orientação direita-esquerda;
  • Linguagem escrita;
  • Dificuldades em matemática;
  • Confusão com relação às tarefas escolares;
  • Pobreza de vocabulário;
  • Escassez de conhecimentos prévios (memória de longo prazo).

Devem ser excluídas do diagnóstico do transtorno da leitura as crianças com deficiência mental, com escolarização escassa ou inadequada e com déficits auditivos ou visuais.

Comorbidades frequentes:

Estudos no Brasil e no exterior constataram algumas características frequentes em crianças com dislexia:

  • Atraso no desenvolvimento motor (como engatinhar, sentar e andar);
  • Atraso ou deficiência na aquisição da fala;
  • Dificuldade para entender o que está ouvindo;
  • Distúrbios do sono;
  • Enurese noturna (urinar na cama);
  • Suscetibilidade às alergias e as infecções;

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Arthur e Annie superam limites!

Aluno com paralisia cerebral é finalista da Olimpíada Brasileira de Matemática e menina sem as mãos ganha concurso de caligrafia

Queridos, começamos a quarta-feira com 9 graus e um assunto muito bacana merece destaque: Arthur, com paralisia cerebral, representa Itanhaém na Olimpíada de Matemática em setembro, mostrando ao mundo o que é superação!!!!

Quantos de nós, por motivos tão simples, tão mínimos, nos deprimimos e nos queixamos de tudo e de todos? Olhem o Arthur, sua energia, sua força e sua garra. É ou não é um exemplo excelente para começar o dia?

Também temos um exemplo da linda Annie. A chinesa, que nasceu sem as mãos, adotada por uma família com mais quatro irmãos, ganhou o prêmio de uma editora.

Leiam um pouco sobre o assunto e deixem seus comentários. Beijos pra todos!

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arthurO estudante Arthur Gabriel dos Santos Dantas, de 11 anos, está próximo de realizar a última etapa da  9ª OBMEP (Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas), marcada para setembro. O aluno de Itanhaém, cidade no litoral sul de São Paulo, se destaca não só por estar entre os finalistas, mas principalmente pelo exemplo de superação. Arthur tem paralisia cerebral e a deficiência afeta a coordenação motora do menino, que possui capacidade intelectual igual a de outras crianças da mesma idade.

Aluno da educação inclusiva na classe 6ªD do ensino fundamental na Escola Municipal Noêmia Salles Padovan, Arthur está entre os melhores da classe, motivo de orgulho para a mãe. “Se eu falo que estou muito orgulhosa é pouco. Foi um salto para ele ter passado na 2ª fase. Ele já é um campeão para mim. Não só na matemática, mas campeão da vida, de tudo. Ele é meu campeão”, diz Valéria dos Santos Silva, 46.

A família reconhece a responsabilidade do estudante. “Meu filho é muito inteligente. Sabemos que não é fácil, mas ele está aí para provar que nada é impossível, basta acreditar. O exemplo dele serve de incentivo aos demais alunos. Agradeço às professoras que o inscreveram na Olimpíada. Elas não olharam a deficiência do meu Arthur e sim a capacidade dele”, se emociona Valéria.

Arthur tem dificuldade para falar e, por isso, utiliza o computador portátil como extensão da sua voz. Recurso utilizado apenas às vezes pela mãe, que diz entender o que o filho quer com a pronúncia de algumas sílabas. “Sou a mãe, entendo meu filho, apesar dele só falar algumas palavras. Quando ele quer me contar como foi o dia na escola, usamos o notebook”.

Embora seja bom com os números, o itanhaense já sabe o que vai querer para o futuro. Os mistérios e curiosidades que envolvem os planetas, as galáxias, o sistema solar e a lua ganham notoriedade na vida do garoto. “Quando o assunto é astronomia, os olhos do meu filho brilham. Ele até balbucia algumas palavras”, conta a mãe.

Sem ajuda especial

Para executar as tarefas do dia a dia escolar, ele conta com o auxílio de um notebook (para expressar o que quer dizer) e da estagiária Marina Alves Carvalho Ferreira, responsável por acompanhar o desempenho do estudante durante as aulas. Mas todo o esforço — reforça a mãe — fica por conta dele. “A estagiária é como uma 2ª mãe para ele, sou muito grata a ela. A Marina na sala de aula funciona como um porta voz para o pequeno Arthur”, diz Valéria.

“Ele é exemplo para os demais estudantes. É inteligente, engajado e adora estudar e não gosta de faltar à escola. Inclusive, quando tem consulta marcada e precisa sair mais cedo da unidade, ele fica nervoso”, conta a estagiária.

A mãe explica que, apesar da deficiência, o aluno não sofre preconceito no ambiente escolar: “Todos o adoram e os amiguinhos e professores estão sempre ajudando. Ele é um menino especial, não pela deficiência, mas pela pessoa carinhosa que ele é. Está sempre sorrindo e feliz”.

O aluno está sempre na companhia de Wesley Rodrigues, 11, o amigo inseparável. “Quando ele tem dificuldade eu o ajudo, mas grande parte do dia ele não precisa. Ele é muito inteligente”. No intervalo das aulas, o passatempo predileto de Arthur é jogar damas e dominó. “Ele é bom com os números”. Mas adverte: “Eu também ganho as partidas”, brinca Wesley.

Fanático pelo Corinthians

As atividades diárias do Arthur não se resumem à escola. Neste mês de férias, além de repassar as matérias para a participação na Olimpíada de Matemática, o menino aproveita para brincar, torcer pelo time de coração e ver TV.

“Ele é fanático pelo Corinthians, adora futebol. Quando não está no computador conversando ou jogando no Facebook, ele está vendo desenho na televisão ou brincando. O Arthur aproveita as férias como os coleguinhas da classe”, diz a mãe.

Além das brincadeiras, o finalista ainda tem na agenda sessões de terapia ocupacional, fisioterapia e natação. E o que Arthur tem a dizer sobre a participação dele na Obmep? Letra por letra, ele vai formando a frase na tela do computador: “Gosto muito de estudar. Obrigado. Estou muito feliz”.

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annieUma menina de 7 anos que nasceu sem as mãos ganhou nesta quarta-feira (18) um prêmio de caligrafia nos Estados Unidos. Annie Clark, que estuda em uma escola da região de Pittsburgh, foi a primeira ganhadora da premiação Nicholas Maxim, concedida por uma editora.

Além de escrever, a garota também aprendeu a pintar, desenhar e colorir. Annie também nada, se veste, come e abre latas de refrigerante sozinha. A menina, que também consegue usar o iPod touch e computadores sem ajuda, quer escrever um livro sobre animais no futuro.

Annie foi adotada por Tom e Mary Ellen Clark e tem oito irmãos –cinco deles, adotivos. Ela, assim como os irmãos, são chineses. Quatro dos adotivos têm deficiências que afetam as mãos ou os braços. Outras duas irmãs de Annie, Alyssa, 18, e Abbey, 21, têm síndrome de Down.

“Nós não estávamos procurando adotar crianças com necessidades especiais, mas foi o que aconteceu”, disse Mary Ellen. “Essa foi a família que Deus quis que tivéssemos.”

Fonte:

Associated Press

http://www.uol.com.br

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O que fazer nas férias? Estudar ou descansar?

EQUILÍBRIO ENTRE A DESCONTRAÇÃO E OS ESTUDOS É O SEGREDO PARA QUEM ESTÁ NO ANO DE VESTIBULAR

Esta semana, Monique Martins, do Ecaderno, fez contato comigo para conversarmos sobre os estudos no período de férias, em ano de vestibular. Ela foi muito gentil e publicou minha opinião no site. Segue o texto:

Para muitos estudantes, julho é o mês de férias e descanso. Mas alguns jovens em ano de vestibular preferem gastar esse tempo colocando a matéria em dia e tirando dúvidas. O que alguns pré-universitários não sabem é que perder todo o tempo livre pode causar sérios prejuízos – até nos estudos!

A psicopedagoga Clara Duarte conta que os momentos de relaxamento nas férias podem ajudar o estudante, e muito. “Os momentos de descontração e descanso proveitosos auxiliam o aluno, visto que a descontração reduz o nível do stress – capaz de causar, no jovem, problemas nas transmissões de sinapse – e o descanso melhora o trabalho do cérebro. O aluno que exagera nos estudos, desistindo das horas de descanso, da companhia das pessoas queridas, das diversões da férias e diminuindo as horas de dormir, não conquistará um bom aproveitamento em provas e simulados porque o cansaço compromete o raciocínio.” Clara diz que também não é certo deixar os estudos de lado no ano do vestibular. “Se o futuro universitário tiver clareza do que deseja na faculdade, ele irá compreender a necessidade de dedicar algum tempo das férias para as revisões e perceberá, no retorno das aulas, que sua disciplina e organização valeu a pena”, ensina.

A pedagoga diz que o melhor a fazer nas férias de inverno é se programar. “Equilíbrio é a palavra chave! Se o vestibulando organizar sua agenda em julho, com cuidado, ele conseguirá diminuir sua rotina, conquistando um merecido descanso. Para isso, deve distribuir dias mais tranquilos, repletos de horas exclusivas para sossego e atividades prazerosas, ao redor dos amigos e familiares, com momentos de leitura, revisão de matérias e, quem sabe, com tempo para colocar em dia aqueles conteúdos que, na correria do ano, não conseguiu.”

O estudante Diego Barreto diz que prefere estudar nas férias, tendo em vista a importância do vestibular no fim do ano. “Cursar o ensino superior é uma fase muito importante e precisa de dedicação total. Se eu achar que eu estou tendo dificuldades, não vejo mal algum em fazer algum curso nas férias, pois eu sei que depois serei recompensado por isso.Vale a pena, não se pode deixar acumular muita matéria, porque depois o esforço vai ser maior. “

Diego conta o que faz quando está cansado de estudar. “Pra tudo tem um tempo, é insuportável quando você chega ao limite do estudo. É importante dar uma pausa, ver televisão, comer algo, sair com os amigos pra descontrair, mas nunca perder o foco do seu objetivo, que é passar no vestibular”, conta.

Clara Duarte dá dicas para quem está na reta final do vestibular. “A principal dica é a construção ou simplesmente o ajuste de seu planejamento de estudos, com horários pré-estabelecidos bem definidos, incluindo momentos pra revisão, cálculos e leituras, descanso, alimentação e higienização, não esquecendo os momentos de lazer e prazer. Planejar um horário de estudos possível de seguir, com metas de estudo diárias, além de lembrar sempre que este processo seletivo, além de conferir conhecimento, mede o preparo físico dos candidatos. Se o vestibulando não está preparado a estudar várias horas por dia, não conseguirá realizar a prova no tempo estabelecido”, alerta a psicopedagoga.

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SISU, melhoria da educação no Chile e computador em sala de aula brasileira

SISU TEM 640 MIL INSCRITOS

UFRJ é instituição mais procurada!

Galera, as inscrições para o SISU terminaram na noite de 22 de junho com um registro de 642.878 candidatos inscritos para disputar as mais de 30 mil vagas oferecidas em todo o país. A UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) foi a instituição mais procurada, com 152.196 inscrições.

Como cada candidato pode se inscrever em até duas opções de curso, o total de inscrições chegou a 1,2 milhões. Os Estados com maior número de inscrições são o Rio (245.716), Minas (166.162), Ceará (156.343), Maranhão (105.782) e Bahia (92.120).

Entre as instituições, tiveram maior procura, além da UFRJ, a Universidade Federal do Ceará (108.574 inscrições), a Universidade Federal do Maranhão (103.829), a Universidade Federal do Paraná (80.483) e a Universidade Federal de Ouro Preto (60.136).

O resultado da primeira chamada será divulgado na próxima segunda-feira (25). Os candidatos selecionados deverão fazer a matrícula entre o dia 29 de junho e 9 de julho.

Já o resultado da segunda chamada será divulgado em 13 de julho e as matrículas poderão ser efetuadas nos dias 17 e 18 do mesmo mês.

Estudantes não aprovados nas duas primeiras chamadas poderão declarar interesse na lista de espera entre 13 e 19 de julho. A convocação dos candidatos em lista de espera será realizada pelas instituições a partir do dia 24 de julho.

É aguardar!!!

DOIS MIL ESTUDNATES MARCHAM POR MELHORIAS NA EDUCAÇÃO NO CHILE

Cerca de 2 mil estudantes secundários marcharam nesta quarta-feira pelo centro de Santiago para exigir melhorias no sistema de ensino público, durante um protesto que terminou com distúrbios.

Os manifestantes, convocados pela Assembleia Coordenadora de Estudantes Secundários, reclamam melhorias na educação secundária pública, atualmente gestionada pelos municípios e que os estudantes querem que volte para as mãos do ministério.

Desde o ano passado, os estudantes chilenos convocaram mais de 40 marchas para exigir a reforma do atual sistema educativo, herança da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).

Protesto de estudantes terminou em confusão com a polícia

COMPUTADOR AINDA NÃO ENTROU NA SALA DE AULA BRASILEIRA

Levantamento nacional mostra que só 4% das escolas públicas nacionais contam com uma máquina nem sala de aula

Para a escola pública brasileira, a tecnologia ainda é um desafio. Essa é a conclusão de pesquisa divulgada nesta terça-feira pelo Comitê Gestor da Internet (CGI.br) que aponta que 100% das unidades possuem ao menos um computador e 92% delas têm acesso à internet. No entanto, apenas 4% possuem computadores instalados em sala de aula (88% instalaram a máquina na sala da coordenação) e 81% das unidades contam com laboratório de informática.

As escolas apresentam em média 23 computadores instalados, sendo 18 em funcionamento, a cada 800 alunos matriculados. Cerca de 50% das instituições afirmam ter uma pessoa contratada para trabalhar especificamente com a internet. Uma pesquisa divulgada há pouco pela OCDE, organização que reúne os países mais desenvolvidos do mundo, aponta que o Brasil possui a terceira pior taxa de computador por aluno.

A pesquisa revela que 18% dos professores usam internet na sala de aula. Em geral, são jovens e habituados a se relacionar com esse tecnologia fora do ambiente escolar. Escolas públicas localizadas na região Sul apresentam o maior índice de utilização das tecnologias pelo professor em atividades com alunos. Um exemplo é a atividade de “pesquisa de informações utilizando o computador e a internet”, praticada por 56% dos professores do Sul, enquanto o percentual do Brasil é de 44%.

A principal limitação para maior uso das tecnologias na escola está relacionada ao nível de conhecimento dos professores acerca dessas tecnologias. A maioria deles (64%) concorda que os alunos sabem mais sobre computador e internet do que os docentes. Para 75%, a principal fonte de apoio para o desenvolvimento de suas habilidades tecnológicas são os contatos informais com outros educadores. Na perspectiva do docente, ele depende principalmente de sua motivação pessoal e da ajuda dos colegas para desenvolver habilidades no uso de computador e da web.

Devido ao baixo envolvimento do professor com as tecnologias, as atividades que tomam mais tempo do professor – como aula expositiva, interpretação de texto e exercícios práticos e de fixação do conteúdo – utilizam muito pouco o computador e a internet. A rotina das salas de aula se apoia em práticas que mantêm o professor como figura central.

Na pesquisa amostral, foram estudadas 497 escolas públicas municipais e estaduais urbanas do país. Participaram do estudo 4.987 alunos, 1.541 professores, 428 coordenadores e 497 diretores de escolas. O objetivo da pesquisa foi identificar o uso e a apropriação da internet banda larga nas escolas públicas urbanas do país.

(Veja)

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Redações com ameaças, palavrões e xingamentos chocam pais em Juiz de Fora

Olá! Participei de um bate papo no MG TV sobre umas redações que foram expostas no corredor de uma escola municipal. Ns textos, produzidos por alunos, existiam palavrões que chocavam alunos e pais da escola. Leia o resumo da matéria, publicada no Megaminas:

Publicado em 13/04/2012 às 11:48  Por MGTV TV Integração de Juiz de Fora

Textos foram produzidos por alunos de uma escola da rede municipal

Na semana em que dois alunos destruíram materiais e danificaram a estrutura de uma escola no bairro Ipiranga, em Juiz de Fora, a produção do MGTV recebeu imagens de redações de alunos com vários xingamentos, palavrões e ameaças. Os trabalhos, produzidos por adolescentes de 13 a 15 anos, estavam expostos dentro de um colégio da rede municipal.

A denúncia partiu do pai de um aluno, que prefere não se identificar. Ele conta que foi até a escola conversar com a diretora sobre a rotina do estabelecimento. Enquanto esperava começou a ler os trabalhos feitos pelo sétimo ano, e ficou revoltado. Ele fotografou para mostrar à mulher, que também é professora. Como mãe, ela desaprova o contato da filha com o tipo de linguagem apresentada, e ressalta que a instituição deveria, pelo menos, valorizar a norma culta do português.
Na manhã desta sexta-feira (13) o MGTV foi até a escola. Pelas paredes ainda havia outros trabalhos desenvolvidos pelos alunos. Eles estão no local desde o dia 31 de março.


Em entrevista ao vivo, a diretora da instituição, Mônica Mendonça, afirmou que os trabalhos produzidos foram resultado de um trabalho sobre crônicas realizado em sala de aula. Ela destacou ainda que as palavras utilizadas pelos alunos não eram chulas, e que estavam presentes nos próprios textos lidos pelos alunos. Mônica também disse que a escola está aberta para esclarecimentos.

O professor responsável pela disciplina, Leonardo Oliveira, observou que, antes das crônicas, trabalhou as normas cultas do português com os estudantes.

A Secretaria de Educação informou por meio de nota que acompanha constantemente o trabalho pedagógico nas unidades e se preocupa com a qualidade da formação oferecida aos estudantes, e que os professores têm cursos de formação continuada. O órgão informou ainda que atende à legislação e que as escolas têm autonomia para trabalharem os conteúdos da maneira que consideram mais adequada.

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20/06/2012 · 12:45

PISM: indicações de temas

Nos dias 11, 12 e 13 de dezembro, 13.817 estudantes farão as provas do Programa de Ingresso Seletivo Misto (PISM), módulos I e II, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). O exame, que corresponde a 30% das vagas determinadas para ingresso na instituição, é uma alternativa aos estudantes que preferem a avaliação seriada em vez de apenas uma prova como processo de seleção.

Pedagoga Jaciléa Baesso, no Palco Cultural do Colégio APOGEU

A Coordenadora do Ensino Médio do Colégio Apogeu, Jacilea Baesso, uma das minhas referências na Pedagogia, deu excelente entrevista ao site do ECaderno. A Coordenadora mostrou que, com a extinção do vestibular da UFJF, o PISM deve despertar maior interesse dos alunos. “Entendemos que a adoção do ENEM como fase única do vestibular da UFJF, deve induzir os alunos de 1º e 2º ano do Ensino Médio a se dedicarem ainda mais nos estudos para um rendimento no PISM I e II que lhes traga tranquilidade no PISM III”.

Para que haja um bom aproveitamento nos exames, a coordenadora acredita que o ritmo dos estudos não deve diminuir na reta final. “Cair de produção nesse momento pode causar uma sensação de que tudo está muito bem e interferir diretamente no desempenho do aluno nas provas”.

Jacilea recrutou a equipe de professores do Colégio APOGEU e reuniu conteúdos importantes que devem ser estudados com atenção para um bom desempenho nas provas. Confira o quadro:

Matérias Conteúdos
Português 

PISM I e PISM II – interpretação; valores de conetivos; construção das respostas discursivas de todas as disciplinas.

Química 

PISM I: funções inorgânicas e propriedades periódicas.

PISM II: soluções; identificação de funções orgânicas e estequiometria.

Literatura 

PISM I e PISM II – contextualizar a resposta; atenção nos parágrafos e margens; escrever o nome do autor corretamente. 

Matemática 

PISM I: Função logarítmica e exponencial; áreas de figura.

PISM II: estatística; volume de sólidos; trigonometria no ciclo. 

 Física 

PISM I: leis de Newton; conservação da energia e conservação da quantidade de movimento.

PISM II: Hidrostática; calorimetria; equações das trocas de calor; espelhos esféricos e lentes.

Biologia  

PISM I: citologia, histologia animal e histologia vegetal: classificação (tipos de células e tipos de tecidos) e aspectos morfológicos; temas atuais: clonagem, transgenia, exame de DNA e terapia genética.

PISM II: Grupos vegetais; fisiologia vegetal; vertebrados em geral. 

História 

PISM I: Feudalismo (características gerais e baixa idade média); Renascimento Cultural; Reforma Protestante.

PISM II: Brasil sec. XIX – características gerais (sociedade, política, etc); revolução industrial; EUA no século XIX. 

Geografia

PISM I: representações do espaço geográfico (diferentes representações gráficas e cartográficas: confecção e utilização); o planeta Terra: os ecossistemas terrestres (planeta e sobre seus movimentos principais e consequências, estrutura interna Terra) ; a  questão ambiental: os ciclos globais e as políticas ambientais no Brasil.

 PISM II: O processo de urbanização e o espaço urbano-industrial; as questões demográficas (a dinâmica populacional e políticas demográficas); as questões que envolvem as disputas agrárias.    

 

Além de dicas sobre as áreas específicas, a coordenadora Jacilea Baesso também fez observações gerais sobre como o aluno deve proceder no exame. Fique atento!

  1. As provas costumam trazer questões que abordam todo o conteúdo, sendo, portanto, importante que o aluno se preocupe em fazer uma revisão ampla nessa reta final.
  2. Atenção com questões do tipo “marque a incorreta”. Vale circular o termo que já está em destaque (INCORRETA, EXCETO, etc)
  3. Identifique qual o foco da questão e defina as palavras chaves
  4. Cuidado com as “pegadinhas”, pois ainda aparecem com frequência.
  5. Atenção aos gráficos e textos. São importantes na contextualização e costumam oferecer boas pistas para a construção das respostas.

As provas do Pism serão distribuídas da seguinte forma: no domingo (11) os estudantes vão responder a 40 questões de múltipla escolha, com valor de um ponto cada. Na segunda e terça-feira (12 e 13), é a vez das questões discursivas, com valor de até cinco pontos cada.

A UFJF vai disponibilizar balcões de informação em diversos pontos da cidade, a fim de orientar sobre os locais de prova, quais os melhores caminhos a seguir e quais ônibus tomar. Saiba quais são os locais de atendimento:

– Dias 9 e 10, das 10h às 18h:

Rua Benjamin Costant (na altura do Museu de Arte Moderna Murilo Mendes)

Terminal Rodoviário Miguel Mansur

Shopping Independência;

Rua Halfeld, próximo à Câmara dos Vereadores

Rua Halfeld, cruzamento com a Avenida Getúlio Vargas

– Dia 11, de 8h às 13h:

Terminal Rodoviário Miguel Mansur

Rua Halfeld, próximo à Câmara dos Vereadores

Rua Halfeld, cruzamento com a Avenida Getúlio Vargas

 

Nos dias de prova haverá dois pontos funcionando na Universidade: um em frente à Faculdade de Direito e outro próximo ao antigo prédio do Instituto de Ciências Humanas (ICH), das 10h às 18h.

 

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