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Mochila Pesada

Conheça os problemas que uma mochila pesada pode causar

Pense bem no peso e na forma como seu filho anda levando a sua mochila. Ela deve ser carregada sempre nas costas, utilizando as duas alças para evitar que o peso se acumule em um único lado do corpo. Os modelos que possuem rodinhas podem ser uma alternativa, mas o puxador deve ser do tamanho adequado à sua altura.

O excesso de peso que se carrega na mochila durante o ano letivo faz mal à coluna, afetando a postura. Os problemas podem ser notados no curto ou no longo prazo. Se você não quer que seu filho tenha um dos problemas abaixo, causados pelo uso incorreto e pela carga levada nas costas, preste atenção: o peso da mochila não deve exceder 10% do peso do corpo.

Confira quais os problemas que podem ser causados à sua coluna:

– Escoliose. A coluna entorta para um dos lados e deixa um ombro mais alto que o outro. Isso pode acontecer se você carrega a carga em apenas um dos ombros. Os sintomas são dores nas costas, braços e pernas.
– Hiperlordose. O bumbum fica empinado porque há um aumento da curva que fica próximo à base da coluna. O sinal do problema costuma ser principalmente dores nas pernas.
– Hipercifose. Aumento da curvatura no meio da costas, deixando ombros e pescoço inclinados para a frente e formando uma corcundinha. Os sintomas são dores nas costas, braços e mãos.
– Pinçamento do nervo. A coluna tem uma espécie de amortecedor entre uma vértebra e outra. A má postura ou movimentos bruscos pode fazer com ele saia do lugar e comprima a medula. Resultado: dor aguda na hora de fazer um determinado movimento. – Hérnia de disco. Quando aquele amortecedor (ou disco) sai do lugar, pode dar origem a uma hérnia na coluna, limitando os movimentos.

Fonte: Centro de Ortopedia do Hospital Oswaldo Cruz

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SAÚDE: piolhos

 

Ter piolhos não é sinal de falta de higiene. Vistos como parasitas de pessoas de baixa renda ou com menor higiene, os piolhos gostam de cabelos limpos e não escolhem classe social. Coça daqui, coça de lá e já começa a desconfiança, que, quando confirmada, provoca vergonha e preocupação em não deixar ninguém saber que se está com piolho. A infestação desses pequenos insetos parasitas, conhecida como pediculose, é bastante comum em crianças e é, equivocadamente, relacionada à pobreza e à falta de higiene. No entanto, piolho não vê idade, sexo, cor ou nível social.

A infestação por piolho atinge de 30% a 40% das crianças brasileiras em idade escolar e pode causar anemia, infecções oportunistas nos locais de grande coceira, além de baixo rendimento nos estudos. De acordo com o dermatologista Hélio Celestino da Silva, a pediculose é própria de crianças em idade escolar. “Piolho gosta de cabelo limpinho, sem oleosidade, por isso as crianças são o principal alvo. Os hormônios da adolescência já provocam a oleosidade do couro cabeludo”, explica.

Além disso, algumas pessoas são mais propensas a pegar piolho. “É o que a gente chama de tropismo. O piolho tem preferência por alguns tipos de couro cabeludo e não se adapta a outros”, esclarece.

Outro motivo para a rápida infestação de piolhos entre crianças é a inquietação dos pequenos. “Como criança pula muito, se movimenta o tempo todo, ele passa de uma cabeça para outra com muita facilidade”, acrescenta Celestino.

Ao contrário do que muita gente pensa, piolho não voa nem pula. De acordo com o dermatologista, o piolho é transmitido pelo contato direto. Por isso, infesta pessoas que convivem num mesmo ambiente. “O piolho se instala no couro cabeludo e ali se reproduz. Ele fica agarrado na raiz do fio, onde enfia a boca pra se alimentar”, explica.

Os piolhos ficam agarrados ao cabelo, perto do couro cabeludo, onde encontram comida e aquecimento. São muito difíceis de encontrar porque têm a tendência de se esconder quando há uma mudança de cabelo, e também a cor deles é normalmente igual à cor do couro cabeludo.

Os piolhos põem seis a oito ovos por dia, que se colam aos cabelos dos indivíduos. Sete a dez dias depois de nascerem, deixam uma casca vazia, a que se dá o nome de “lêndea”. Estas têm cor pérola, e são mais fáceis de encontrar que os piolhos. Infelizmente as lêndeas são impossíveis de tirar quando penteamos o cabelo.

A fêmea do piolho pode pôr mais de 100 ovos, durante sua vida. Estes ovos ficam presos aos cabelos, perto do couro cabeludo, por meio de um material muito forte secretado pela fêmea. Eles chocam os ovos por aproximadamente 8 dias depois que são postos, e crescem aproximadamente até a fase adulta por 9 a 12 dias depois de chocar. Os piolhos adultos sobrevivem só por algumas semanas.

Não existe uma época específica para o “ataque” dos piolhos, mas no inverno o número de crianças infestadas cresce. O período entre junho e julho é a época em que surgem mais casos. O cabelo demora pra secar, as meninas deixam os cabelos mais soltos que no verão, tudo isso promove a transmissão.

TRATAMENTO

Existem várias formas de tratamento para o piolho. Se você pesquisar ou escutar palpites, ficará surpreso com as inúmeras dicas. E algumas delas são pura bobagem! 

O que fazer:

Primeiro Passo: Certifique-se que de fato é uma infestação de piolhos! (pois muitas pessoas ficam apavoradas, fazem um diagnóstico errado e tratam a toa sua cabeça ou a das crianças). Veja as figuras A (piolho) e B (lêndea).

A

B

Segundo Passo : Veja se não são possíveis algumas medidas básicas e de enorme eficiência, como cortar os cabelos bem curtos, ou mesmo raspar. Com o cabelo curto, muitas vezes é possível debelar uma infestação apenas pela catação manual + penteação com pente-fino + o uso de secador de cabelos.

Terceiro passo: Paciência + paciência + paciência + paciência + dedicação. Os piolhos estão vencendo porque são mais pacientes e perseverantes do que muitas mães, pais, tias, avós, babás, professores…

Abaixo as formas mais aceitas atualmente:

Produtos inseticidas de farmácia – lave o cabelo da criança com xampu, ou passe o creme ou loção receitados pelo pediatra. Cada uma tem um jeito de ser usado, por isso leia a bula e siga as instruções com cuidado. Esses produtos têm um inseticida tóxico na fórmula, mas não costumam matar os ovos (só matam os piolhos)! Um problema é: os piolhos podem estar resistentes ao inseticida da fórmula do produto. Assim, se você seguiu corretamente todas as recomendações, e não teve sucesso -> mude de tática. Não adianta insistir com esse produto ou fazer repetidos tratamentos.

Sufocando de forma caseira – lave o cabelo com xampu e aplique em seguida bastante condicionador (pode usar alternativamente apenas sabonete neutro, fazendo bastante espuma, ou ainda, usar apenas óleo de cozinha ou azeite de oliva). Embeber completamente os cabelos e abafar, fazendo uma touca plástica ou usando uma touca de borracha. Manter a touca por pelo menos umas 2 horas. Uma medida melhor, é tratar os cabelos e dormir com a touca de banho. No dia seguinte: lavar, pentear com pente comum, pentear com o pente fino, secar e inspecionar.

Esse tratamento vai sufocar os piolhos. O creme, o sabonete ou o óleo vai tampar as aberturas respiratórias, e sem respirar, os piolhos vão morrer (mas nem sempre vão despregar).

* O condicionador e o óleo facilitam a retirada das lêndeas que estão aderidas aos fios de cabelo.

* Esses tratamentos e o pente fino devem ser repetidos a cada 2 ou 3 dias, durante uns 10 dias. Mesmo se você achar que já acabou com a infestação, deve continuar examinando os cabelos uma vez por semana, removendo as lêndeas.

LEMBRE-SE:

* Ao eliminar os piolhinhos retirados da cabeça, não os jogue em qualquer lugar. Jogue na privada ou guarde em um vidrinho com álcool. Podem servir para educar pessoas que não conhecem bem os piolhos.

* Ferva ou enxágue com água quente a roupa de cama de quem estiver com a infestação, e depois passe tudo com ferro bem quente.

* Limpe bem as escovas e pentes usados para retirar os piolhos, e deixe-os separados das demais pessoas da casa.

* Nunca use produtos que não sejam de farmácia. Alguns criminosos vendem por aí ‘misturinhas’ de inseticidas agrícolas com xampu. Isso é veneno!

UM POUCO DE HISTÓRIA:

Na II Guerra Mundial, muitas pessoas morreram por infecções causadas por esse piolho, principalmente os judeus que ficavam confinados. Como não havia nenhum interesse em tratar essas pessoas, o problema se alastrava.

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