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Casamento de “aparências” vale a pena para poupar os jovens?

pais separadosDepois de muitas tentativas, de discutir a relação, de orações e tudo mais que foi possível, o casamento está, a cada dia, mais difícil. Os dois não conseguem mais conviver na mesma casa, que deixou de ser um lar pra ser espaço de aborrecimento e fingimento.

Será que vale a pena manter esse casamento para evitar o sofrimento dos filhos? Vale a pena “fingir” uma relação que não existe? Será esse o melhor caminho?

Os adolescentes percebem o clima entre os pais e as possíveis mentiras!

Os jovens, a cada geração mais espertos, conseguem com facilidade perceber que o clima entre os pais não está legal. A frieza com que o casal começa a se tratar além de possíveis discussões, são facilmente percebidas pelos adolescentes. Não é difícil notar que algo não vai bem. Quando o jovem começa a perceber a situação, se sente inseguro e/ou agressivo, podendo sofrer muito mais com os pais juntos do que com eles morando em casas separadas. Quando os pais resistem ao casamento preocupados apenas com os filhos, eles acabam transmitindo a informação de que suportam o relacionamento exclusivamente em sacrifício ao filho. E isso é muito ruim para o adolescente, que acaba se sentindo culpado pela infelicidade de seus pais. O jovem pode, inclusive, sofrer uma cobrança dos familiares: aguentamos tudo pelo seu bem e agora precisamos que você faça o mesmo por nós.

Como conversar sobre a verdade?

Se o casamento está ruim e não existe mais a possibilidade de resgatar um bom relacionamento, está na hora de sentar e conversar com os filhos. Mantê-los em um ambiente de falsidade e mentira pode trazer muito mais problemas. É preciso muito carinho, muita franqueza e a presença de pai e mãe juntos. Ambos precisam deixar claro que a separação não é culpa dos filhos, que o amor que eles sentem pelos filhos não será abalado e que o convívio continuará o mesmo. As palavras sinceras e carinhosas ajudam os jovens a enfrentar a fase com maturidade e, quanto mais tranquilo ficar o adolescente, após o papo, mais força os pais encontrarão para vencer a frustração e a mágoa, comuns no momento da separação.

Então é possível, com verdade, resolver essa situação.

Será mais fácil encerrar o sonho do matrimônio para começar uma nova etapa, ao lado dos filhos, pois quanto mais seguros emocionalmente estiverem pai e mãe, mais tranquilo será para transmitir segurança para os jovens.

No início não será “um mar de rosas”, visto que as novidades precisam de tempo para adaptação, mas depois de um tempo, a tranquilidade nas casas dos pais separados, os momentos com pai e com mãe em diferentes programas, vão consolidar que os filhos existem com pais juntos ou separados. Que o casamento pode acabar, mas amor dos pais nunca!

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Falando sobre a adaptação escolar…

adaptação

 

“A adaptação é todo um grande período, que abrange desde as entrevistas e visitas preliminares dos pais as escolas, bem como os primeiros dias e o primeiro ano de escolarização da criança.” DAVINI (1999:45)

Bom, para começarmos, precisamos nos colocar no lugar dos estudantes e pensarmos como a chegada em uma nova escola pode ser estressante, pois se imagine num local em que esteja sozinho, não conhecendo ninguém. Como você iria se sentir? Nós, mais maduros, conseguimos compreender essas sensações novas, mas e os jovens alunos? Conseguem com facilidade?

As crianças também irão conseguir superar essas novas sensações, mas irão necessitar de superação. É importante que o adulto compreenda o que estão sentindo e as ajude a vencer esta etapa, auxiliando e incentivando, com carinho e firmeza, sem ceder a possíveis chantagens emocionais. Adolescentes e crianças tentam, incansavelmente, utilizando choros e gritos, mandar na situação e, cabe aos adultos, controlar o problema.

Lembro que a adaptação escolar não acontecerá apenas uma vez. Quando crianças, serão inseridas em berçários, creches ou na Educação Infantil, depois deverão se adaptar ao Ensino Fundamental, seguido do Ensino Médio. Mais tarde, a universidade. Por isso, é preciso ficar preparado para todas essas fases. Sabemos que as mudanças poderão ser complicadas e, para que aconteça a adaptação, família e escola precisam conduzir bem o momento. Afinal, as equipes pedagógicas das escolas também se preocupam (e muito)  com esse início.

E, se muitos pais se dizem culpados porque não conseguem ficar todo o tempo que gostariam (ou achariam ideal) com os filhos, principalmente os menores, devo contar que todas as crianças precisam passar por estas experiências, crescendo e amadurecendo com todo o aprendizado, e vivenciando o mundo da educação. Também é bom ter ciência de que as etapas vão surgir, sofridas ou não, e sua escolha por uma instituição de ensino (em quem deve confiar) vai colaborar para a harmonia e alegria nos momentos proporcionados.

NO GERAL:

No berçário

Os bebês, tão novinhos, podem até estranhar a rotina mas logo estarão tranquilos.

Na creche

Os que passaram pelo berçário se adaptarão sem problemas e os que estarão chegando agora, com o carinho das novas professoras e cuidadoras, aos poucos se sentirão confiantes e felizes. Se eles não se sentirem seguros, desconfiando das pessoas que trabalham na escola, será necessário que a mãe (ou outro familiar) fique um pouco no ambiente escolar e vá se afastando aos poucos da criança. O familiar não deve estender esse tempo pois pode se tornar superprotetor e tornar a ‘partida’ triste.

Mesmo que a família se preocupe, não deve demonstrar a angústia para que a criança não perceba a insegurança. Pelo contrário, é importante que mães e os demais falem com carinho e prazer da escola e de suas atividades.

No ensino fundamental

Começando agora com seis anos, o aluno deve ser respeitado com muito carinho, sendo tratado como uma criança. A escola deve entender essa criança, que está chegando ao fundamental, e dar tempo para adaptação do novo segmento. Algumas escolas praticam horário diferenciado para a primeira semana de aula, o que pode contribuir muito para o sucesso da mudança.

 

Para encerrar, vale trazer a reflexão sobre toda e qualquer situação nova, que pode nos tirar da zona de conforto, que é capaz de nos tirar do equilíbrio. Se podemos e conseguimos enfrentar esses momentos, as crianças, em qualquer idade, a cada geração mais preparadas, irão ‘tirar de letra’ a escola, cheia de magias e encantamentos.

Vamos tentar? Vá, tente e depois me conte aqui como foi. Beijos!

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Horário de Estudo

HORÁRIO DE ESTUDO

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Agenda das crianças lotadas? Reconheça o limite das obrigações na infância!

Eu e Letícia

Hoje, bem na horinha do meu almoço, conversei com a repórter Letícia Duarte sobre as rotinas estressantes que algumas crianças têm. Foi um bate papo rápido e bacana. Segue, abaixo, algumas considerações:

Segundas e quartas, natação e inglês. Terças e quintas, balé. Sábados, ginástica olímpica. Ufa! Cada vez mais, os pais estão ocupando seus filhos com atividades extracurriculares, que vão desde exercícios físicos até o aprendizado de idiomas.

Que as atividades fora da escola beneficiam as crianças, não há dúvidas. Mas qual é o limite?

Manter-se ocupado é importante, inclusive para os pequenos. Ter obrigações resulta em disciplina, ajuda as crianças a se socializar e a administrar o tempo. Mas o excesso de atividades não combina com o universo infantil. A prática pode resultar na perda de concentração e comprometer a saúde dos pequenos. Quanto mais atividades eles têm, maiores são as obrigações e a responsabilidade. Isso faz com que muitos acabem desenvolvendo distúrbios bastante comuns em adultos, como a depressão e o estresse.

Luiza Costa Silva, de nove anos, divide seu tempo entre a escola, as aulas de natação, de inglês, e agora também aulas de catequese às quartas-feiras. Apesar de ter uma agenda bastante ocupada, Luiza ainda consegue achar tempo para brincar. Isso porque, há alguns anos, sua mãe viu que o excesso de atividades estava prejudicando a filha.

— Houve momentos em que a Luiza apresentou dores de cabeça, de estômago e outras queixas. Aí vimos que ela estava sobrecarregada e decidimos controlar mais as atividades — explica a enfermeira Ângela Maria Costa Silva, 43 anos.

Preocupada com a saúde física e mental da filha, Ângela decidiu buscar um acompanhamento profissional para gerenciar a agenda de Luiza, e manter, assim, um equilíbrio entre as horas de estudo e as de lazer:

— Este ano, ela queria fazer natação, judô e mais uma atividade física. Eu tive de dizer não, e fazer ela escolher só um exercício. Assim podemos organizar melhor nosso dia, e sobra tempo para brincar.

Infelizmente, não são todos os pais que têm esse cuidado, explica a psiquiatra e psicanalista de crianças e adolescentes Marlene Silveira Araújo. Muitas crianças sofrem com o excesso de atividades porque os pais acreditam que isso os deixará mais preparados para o futuro, e pensam que é necessário despertar a competitividade desde cedo para garantir o sucesso profissional. Além disso, existe a dificuldade de não ter onde deixar os pequenos durante o dia. Para resolver o problema, os pais mantêm os filhos ocupados o máximo possível.

— Não podemos esquecer que, na correria do dia a dia, às vezes falta tempo para dar atenção aos filhos. Com as atividades, os pais tentam também aliviar uma certa culpa de sua ausência física e emocional — comenta a psicóloga Carla Melani.

Problemas de adultos

Sintomas como os citados no quadro acima, comuns na vida de adultos pelo estresse diário, não deveriam fazer parte da realidade das crianças, afirma a psiquiatra Marlene Silveira Araújo:

— Existe uma demanda na sociedade atual na qual as pessoas têm que estar preparadas para a competição, onde o melhor é que vai levar vantagem. Os pais querem criar os filhos para esse mundo e acabam se precipitando ao inseri-los na realidade adulta antes que eles tenham se desenvolvido, antes que estejam maduros.

Os pais devem ficar sempre atentos para os sinais de que algo não está bem. Quando forem identificados, é preciso conversar com os filhos para tentar entender o que está causando o mal-estar. é preciso, em primeiro lugar, prestar atenção nos pequenos: deve-se “decifrar” os sintomas com as mensagens que a criança envia. Depois de conversar e levantar os motivos que foram apontados, deve-se ponderar e tentar modificar a situação.

Se mesmo depois do diálogo o problema persistir, é importante procurar a ajuda de especialistas para identificar o que está acontecendo com a criança.

 

Não dá para fazer tudo

Balancear os desejos da criança com o que é recomendado pode ser um desafio. Na infância, a vontade de conhecer e experimentar tudo é saudável e comum, mas é aí que a experiência dos adultos pode ajudar. Os pais devem conversar com os filhos e ensiná-los que nem tudo é possível, que existem limites e eles devem ser respeitados. Uma forma de mostrar isso é fazer os pequenos escolherem entre as diversas opções disponíveis.

Como é um momento de descoberta, os pais devem também estar preparados para mudanças. As crianças estão conhecendo os diferentes esportes, instrumentos musicais e demais habilidades. Só que, muitas vezes, podem não se adaptar a eles. — Nunca se deve forçar a prática de algo que a criança não gosta ou com a qual não se adapta. Somente experimentando ela poderá desenvolver interesse por áreas distintas.

Os pais devem sempre ter em conta que as atividades extras são importantes, mas não devem ser colocadas como obrigações. As crianças precisam ter afinidades e gostar do que estão fazendo. — É preciso que os pais saibam que, se as crianças não forem sadias, não serão adultos capazes de competir por coisa alguma, podem se tornar adultos frustrados e inseguros.

natação

Saiba a hora de desacelerar Para evitar que seu filho sofra com o excesso de atividades, é preciso ficar atento a alguns sintomas comuns que mostram que a coisa não está bem:

– Recusa em ir à aula – Distúrbios no sono (dificuldade para dormir ou para acordar) – Mudança no humor – Perda ou excesso de apetite – Baixo rendimento escolar – Dores de cabeça constantes – Irritabilidade, tristeza e agressividade em excesso

Desenvolvimento para cada perfil

Muitas atividades ajudam no desenvolvimento de habilidades e características pessoais e outras serão cobradas quando as crianças crescerem, como o inglês. Mas lotar a agenda dos pequenos pode sobrecarregá-los e causar aversão pelas aulas. Além disso, é importante estar atento ao perfil da criança para saber qual a melhor atividade para ela.

Os cursos oferecidos se en­­quadram em três categorias prin­­cipais: corporais, intelectuais e artísticas. O ideal é que a criança pratique pelo menos uma atividade de cada esfera. Isso ajuda no desenvolvimento global como ser humano. Dentro de cada grupo existem opções para os mais variados gostos e perfis de crianças e elas podem mudar de acordo com a idade.

Atenção:

  • Não sobrecarregue a criança. Mesmo que ela demonstre vontade de fazer tudo, o tempo livre é fundamental na infância.
  • Começou? Termine. Antes de esco­lher a atividade, deve-se levar em conta todos os prós e contras, mas, uma vez que a matrícula foi feita, é preciso levar o semestre até o fim. Começar e terminar várias ve­zes fa­­vorece o surgimento de uma sensa­ção de irresponsabilidade. A criança passa a achar que não preci­sa se com­prometer com nada.

aula de musica
Vontade do filho deve prevalecer

Na hora de escolher uma atividade para o filho, que critérios levar em conta? A vontade da criança é o principal! Quando os filhos são bebês e não podem dizer o que pensam, cabe aos pais perceber se a atividade é um momento de prazer. Depois, o diálogo é fundamental para saber se a criança realmente gosta do que está fazendo.

Quando os pais obrigam os filhos a irem para determinada aula contra a vontade, a atividade se torna um momento de transtorno para toda a família. A criança não se dedica, faz de tudo para faltar e acaba tendo um mal desempenho. Os pais se frustram e todos saem perdendo.

Para evitar que isso ocorra, é preciso ter paciência e dedicação até encontrar a opção correta. Na escolha de uma atividade corporal é preciso levar em conta se a criança é competitiva, se prefere atividades individuais ou em grupo, se é agitada ou tranquila. No campo artístico, vale o mesmo. Se a criança não tem aptidão para tocar um determinado instrumento, a música pode ser trabalhada de outras maneiras, através de atividades de ouvido ou mais lúdicas.

Insistência

Algumas aulas, no entanto, tornaram-se praticamente uma obrigação social. Fazer inglês é indispensável para garantir uma boa colocação no mercado de tra­­balho futuramente. Nesse ca­­so, quando a criança não gosta, vale insistir na atividade, po­­rém é preciso buscar outros mé­­todos. Se a criança ainda tem dificuldades com a leitura e a es­­crita do português, uma escola de inglês que cobre essas habilidades se torna um fardo. É me­­lhor investir em uma instituição que ensine a língua de forma mais oral.

De acordo com os especialistas, matricular a criança em di­­versas aulas pensando apenas em benefícios a longo prazo é um erro. Vale a pena investir nas habilidades que o filho demonstra mais facilidade e também nas que precisa desenvolver.

As atividades corporais e artísticas podem começar bem cedo, a partir dos 6 meses de idade. Existem escolas de natação, por exemplo, que possui sete piscinas, uma para cada fase de aprendizado. Bebês de 6 meses a um ano e meio entram na água com os pais para aulas de meia hora de duração. Eles ainda não nadam, mas há um trabalho de sociabilização, estímulo motor, vivência aquática e segurança. Conforme os alunos crescem, as piscinas e aulas mu­­dam, podendo chegar ao nível de nadador competitivo.

Sensibilidade

Para encontrar a melhor medida para as atividades, a família deve ser observadora. Com muito carinho e cuidado é possível perceber se a criança está feliz e tranquila ou cansada e mal humorada. Essas observações vão estreitar ainda mais os laços amorosos, aproximarão todos e levarão as decisões importantes sobre que atitudes tomar. É cuidar e acertar!

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Educação Infantil: Reggio Emília

Uma criança é competente para construir a si mesma enquanto constrói o mundo e é, por sua vez, construída por ele. Competente para elaborar teorias que interpretam a realidade e para formular hipótese e metáforas como possibilidades de entendimento da realidade.  (RINALDI, 2012, p.223).

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Situada no norte da Itália, na região da Emília Romana, a cidade de Reggio Emilia ficou particularmente conhecida por produzir um bem bastante diferente de commodities icônicas locais como o queijo Parmegiano Reggiano ou o presunto de Parma. Reggio Emilia entrou no mapa por prover à sua população de 0 a 6 anos um dos melhores serviços de educação infantil do mundo.
Com uma população residente de 173 mil pessoas, Reggio Emilia praticamente universalizou a educação infantil, dispondo de uma rede pública e comunitária de escolas que responde por quase a totalidade do atendimento à população de creches (0 a 3 anos) e pré-escolas (4 a 5/6 anos). “A cobertura na cidade abrange 100% das crianças cujas famílias desejam e precisam ter seus filhos na educação infantil”, sintetiza Iuna Sassi, secretária de educação da cidade.

A história da educação infantil em Reggio Emilia remonta justamente ao final da Segunda Guerra Mundial. A região era uma das mais destruídas da Itália e, terminada a guerra, a população remanescente se reuniu para discutir como faria a reconstrução, decidindo por construir coletivamente um equipamento público que simbolizasse esse momento de virada.

Uma das propostas apontava para a construção de um novo teatro, que traria lazer e fruição cultural num momento em que as pessoas se encontravam tão profundamente fragilizadas. Outra corrente situava as crianças em primeiro plano e propunha a criação de uma escola de educação infantil.

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A corrente pró-escola defendia que o desenvolvimento nos primeiros anos de vida é preponderante na formação do indivíduo e foi soberana. Assim, pais, tios, avós e outros cidadãos ergueram a primeira escola da cidade.

Entre os líderes do movimento estava o educador Loris Malaguzzi (1920-1994), considerado o patrono da abordagem de educação Infantil de Reggio Emilia, hoje completamente sistematizada e difundida pelo Instituto Reggio Children – Centro Internacional pela Defesa e Promoção dos Direitos e Potencialidades de Todas as Crianças.

Conhecida como “abordagem Reggio Children”, a metodologia se baseia em princípios de respeito, responsabilidade e participação na vida comunitária. A exploração e a descoberta, em um mundo seguro e enriquecedor, estão entre os pilares do programa, que privilegia o desenvolvimento da criatividade e do senso estético e é pautada pelo respeito na relação com a criança pequena. “Em Reggio Emilia, as crianças são cidadãs desde o princípio”, assinala a secretária Iuna Sassi.

Segundo ela, os efeitos da abordagem Reggio Children são percebidos a olhos vistos na cidade, cuja população se destaca pelo potencial criativo e pela capacidade de trabalhar em equipe. “Isso virou uma força cultural e econômica para a cidade”, percebe a dirigente.

http://www.institutocea.org.br/noticias/detalhe-noticia.aspx?id=2217

RINALDI, Carla.  Diálogos com Reggio Emilia: escutar, investigar e aprender – São Paulo: paz e Terra, 2012.

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As armadilhas da autoestima (2)

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Continuando com o tema, seguem algumas dúvidas bem respondidas na minha opinião.

Cuidar da aparência, ir à academia, cabeleireiro e comprar roupas quer dizer que minha autoestima está elevada?

Não. Cuidar de si nem sempre quer dizer autoestima elevada. Assim como cirurgia plástica, casamento, trabalho, dinheiro e carro, nada disso cria autoestima. Muito pelo contrário, quem precisa disso para ter valor, na verdade só quer ser aceito por uma sociedade e uma mídia que “vendem” o que deseja que seja comprado. A pessoa que busca tudo isso pode querer compensar algo que não sente ter internamente. Mas gostar de si, se aceitar e se cuidar é um passo importante na conquista de uma autoestima elevada, mas não a determina.

Autoestima elevada é o mesmo que vaidade?

Não. Mas é comum as pessoas confundirem. Nem sempre quem cuida de sua imagem pessoal está com autoestima elevada. É uma ilusão acreditar que buscar fora pode elevar a autoestima de uma pessoa. Autoestima é algo que vem de dentro e não de fora.

Mostrar-se superior aos outros é sinal de autoestima elevada?

Nâo, pois a arrogância (querer ser superior ao outro) é apenas uma maneira de diminuir o outro para se elevar, porque na verdade se sente inferior. Quem tem consciência de seu valor é acima de tudo humilde.

A dependência é uma característica da autoestima baixa?

Sim ! Quem sente ter recebido pouco amor na infância, enfrenta muitos vazios e carências. Passa a buscar preencher o vazio através da relação afetiva. Confunde carência com amor, e a carência leva à dependência. A independência é uma virtude da autoestima.

Quem se mostra sempre alegre, seguro, confiante, está com autoestima elevada?

Nem sempre. Quando a pessoa transmite segurança, valorização excessiva de si mesma, está sempre brincando, querendo ajudar, nem sempre corresponde à verdade. No fundo, pode esconder uma pessoa também sem amor-próprio, só que busca o reconhecimento e amor por outros caminhos. Pode transmitir uma imagem de total segurança, mas na verdade está apenas querendo ocultar uma autoestima bem frágil.

Autoestima não muda, uma pessoa que está com baixa autoestima não pode fazer nada?

Autoestima oscila de acordo com as situações que vivenciamos. Por exemplo, se há uma situação de perda, seja de um trabalho ou de uma pessoa, a tendência é a autoestima ficar baixa. Autoestima é sempre uma questão de grau. Todos podem elevar sua autoestima.

Amar mais o outro que a si mesmo está relacionado com baixa autoestima?

Sim! A falta de amor-próprio é sinal de muita carência, é a necessidade de amor, principalmente o amor por si mesmo. A autoestima, juntamente com o amor-próprio é a base para o ser humano.

A inveja pode ser um sinal de autoestima baixa?

A inveja é uma das emoções mais primitivas. É o desejo em ter o que não lhe pertence, querer o que é do outro, ou ser o que o outro é. Há uma tendência a supervalorizar o outro com tudo que ele tem e desvalorizar o que se tem. A inveja geralmente surge do sentimento de sentir-se incapaz e inferior, percebendo o outro como tendo todos os atributos que acredita não ter. O pensamento de quem sente inveja, ainda que seja inconsciente é: “o outro é capaz de conseguir, eu não sou”.

Autoconhecimento eleva a autoestima?

Verdade: Autoestima está totalmente relacionada com autoconhecimento. Quanto mais você obtê-lo mais conseguirá elevar a sua!

Autoestima elevada depende do reconhecimento e aprovação de outras pessoas?

Mito: Qualquer tipo de dependência é sinal de baixa autoestima, pois quanto mais dependemos do outro, seja na busca de reconhecimento e/ou aprovação, mais estamos valorizando a opinião de outras pessoas, nos permitindo ser manipulados, e mais vulneráveis e fragilizados nos tornamos. Quanto mais reconhecimento e aprovação buscamos, mais nossa autoestima estará baixa. O importante é o reconhecimento, não de outros, mas principalmente de nós mesmos. Mas nem sempre as pessoas conseguem reconhecer os próprios méritos, pois desde pequenos somos incentivados a valorizar o que o outro fez, nunca o que fizemos; supervalorizamos o outro na mesma medida que nos desvalorizamos.

Adaptação livre de Rosemeire Zago

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Encontro de Gestores 2013

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Ontem, conforme publicado no jornal O Globo, aconteceu no Hotel Windsor Atlântica, em Copacabana, o “Encontro de Gestores do Sistema de Ensino GPI” (no qual sou autora). Foi um sábado proveitoso!

Hotel Windsor Atlântica

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 Na parte da manhã, Gustavo Ioschpe (Economista formado pela Yale University), ganhador do Prêmio Jabuti com o livro ”A ignorância custa um mundo”, ainda que polêmico, apresentou muitos dados de pesquisas que fizeram coordenadores, diretores e gestores questionarem práticas nas escolas.

Ioschpe

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Após a fala do Ioschpe, tivemos uma mesa de debates formada por alguns diretores de instituições de ensino que já utilizam o material, incluindo minha amiga Marcia Gioff, diretora pedagógica no Recreio.

Apresentação de Marcia Gioff

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Depois do almoço, Dalmir Sant’Ana conseguiu nos motivar maravilhosamente. Autor dos livros “Oportunidades” e “Menos pode ser mais”, Dalmir é excelente palestrante. Ele trouxe reflexões muito interessantes de forma bem humorada, deixando todos atentos, mesmo depois de almoçarmos deliciosos medalhões com molho rokfort e batatas fritas, além do ótimo brownie com sorvete de creme no restaurante La Fabrique.

La Fabrique

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Dalmir

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O evento terminou sem que percebêssemos a hora passando. O cenário que víamos das janelas do hotel, lindíssimo, não foi desanimador visto o potencial do dia que nos foi preparado.

Vista do hotel

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Marcio Cohen, César Menezes, Laélia Gomes e toda equipe estão, definitivamente, de parabéns!

Eu e Marcia

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Eu e Dalmir

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Marcio Cohen

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César Menezes

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