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Redações com ameaças, palavrões e xingamentos chocam pais em Juiz de Fora

Olá! Participei de um bate papo no MG TV sobre umas redações que foram expostas no corredor de uma escola municipal. Ns textos, produzidos por alunos, existiam palavrões que chocavam alunos e pais da escola. Leia o resumo da matéria, publicada no Megaminas:

Publicado em 13/04/2012 às 11:48  Por MGTV TV Integração de Juiz de Fora

Textos foram produzidos por alunos de uma escola da rede municipal

Na semana em que dois alunos destruíram materiais e danificaram a estrutura de uma escola no bairro Ipiranga, em Juiz de Fora, a produção do MGTV recebeu imagens de redações de alunos com vários xingamentos, palavrões e ameaças. Os trabalhos, produzidos por adolescentes de 13 a 15 anos, estavam expostos dentro de um colégio da rede municipal.

A denúncia partiu do pai de um aluno, que prefere não se identificar. Ele conta que foi até a escola conversar com a diretora sobre a rotina do estabelecimento. Enquanto esperava começou a ler os trabalhos feitos pelo sétimo ano, e ficou revoltado. Ele fotografou para mostrar à mulher, que também é professora. Como mãe, ela desaprova o contato da filha com o tipo de linguagem apresentada, e ressalta que a instituição deveria, pelo menos, valorizar a norma culta do português.
Na manhã desta sexta-feira (13) o MGTV foi até a escola. Pelas paredes ainda havia outros trabalhos desenvolvidos pelos alunos. Eles estão no local desde o dia 31 de março.


Em entrevista ao vivo, a diretora da instituição, Mônica Mendonça, afirmou que os trabalhos produzidos foram resultado de um trabalho sobre crônicas realizado em sala de aula. Ela destacou ainda que as palavras utilizadas pelos alunos não eram chulas, e que estavam presentes nos próprios textos lidos pelos alunos. Mônica também disse que a escola está aberta para esclarecimentos.

O professor responsável pela disciplina, Leonardo Oliveira, observou que, antes das crônicas, trabalhou as normas cultas do português com os estudantes.

A Secretaria de Educação informou por meio de nota que acompanha constantemente o trabalho pedagógico nas unidades e se preocupa com a qualidade da formação oferecida aos estudantes, e que os professores têm cursos de formação continuada. O órgão informou ainda que atende à legislação e que as escolas têm autonomia para trabalharem os conteúdos da maneira que consideram mais adequada.

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20/06/2012 · 12:45

Fórum busca políticas contra violência escolar

Fórum em Juiz de Fora, segundo Jornal Tribuna de Minas de 22 de junho de 2011, trata da Segurança Escolar:

Os principais problemas relacionados à violência nas instituições de ensino foram debatidos ontem no fórum técnico”Segurança nas Escolas por uma Cultura de Paz”. Durante a audiência, foram lembradas ocorrências em colégios de Juiz de Fora, como a briga entre dois alunos da Escola Estadual Estêvão de Oliveira, no Centro, que resultou no esfaqueamento e morte de um deles, em março deste ano. A iniciativa é da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, que vai realizar outros cinco encontros em municípios mineiros. O encerramento será entre 5 e 7 de outubro, em Belo Horizonte, de onde sairá um documento com as principais diretrizes e sugestões de políticas públicas contra a violência escolar. O evento de ontem foi realizado no Instituto Metodista Granbery.

O evento teve a presença de autoridades estaduais, municipais e profissionais da educação, especialistas, além de alunos e pais. “Por meio de encontros como este, poderemos conhecer a realidade das escolas de Minas Gerais através de relatos, números e outros dados. Com isso, poderemos discutir propostas de integração de órgãos e buscar subsídios para formular políticas públicas de combate à violência nas escolas”, diz o deputado estadual João Leite (PSDB), presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembleia.

O debate local foi uma solicitação do vereador Wanderson Castelar (PT), que reforçou ontem a importância da discussão do tema. “É um absurdo que os casos aconteçam, e a necessidade de segurança nas instituições de ensino não seja amplamente debatida”, aponta o vereador, autor do ofício assinado pela Câmara Municipal no qual foi solicitado, à Assembleia, que Juiz de Fora fosse sede de uma das audiências do fórum técnico.

A necessidade de fortalecer o policiamento no entorno das escolas foi levantada como uma das medidas de prevenção. “Em eventos esportivos que reúnem 600, 700 pessoas, sempre há reforço policial. Nas escolas, onde normalmente há cerca de dois mil alunos, não há policiamento. Precisamos repensar isso”, pondera o deputado João Leite. O assessor de comunicação organizacional da 4ª Região da Polícia Militar (RPM), major Sebastião Justino, afirma que a PM tem programas voltados especificamente para o combate à violência escolar, com caráter educativo e de prevenção. “Além disso, através de parceria com a direção das escolas, as companhias fazem patrulhas preventivas que visam a mostrar a presença da PM como um reforço para garantir a segurança daquele espaço.” O major destacou ainda, que a ampliação deste trabalho deve partir de uma análise da demanda de cada instituição. “Cada lugar tem uma realidade, e, por isso, uma necessidade diferente de patrulhamento.”

 ‘A violência ultrapassa o espaço físico da escola’

 O deputado estadual André Quintão(PT), que também participou do debate sobre a violência nas escolas, ressaltou que esta é uma questão social e deve ser tratada como tal. “Não adianta colocar detector de metal nas instituições de ensino se não combatermos a violência onde ela começa: no contexto social da comunidade escolar.” A secretária de Educação do município, Eleuza Barboza, também argumentou neste sentido, ressaltando a importância em integrar diversos órgãos para coibir a falta de segurança. “A violência ultrapassa o espaço físico da escola, assim como extrapola a questão da educação, por isso as soluções precisam vir do debate entre diversos segmentos”.

Segundo a secretária, todas as escolas da rede municipal têm trabalhos específicos para a difusão da cultura de paz, que visam à informação dos alunos e à capacitação dos profissionais. “A escola é um lugar de enorme diversidade, porque cada um carrega sua realidade para aquele ambiente. Isso pode gerar conflitos e, para que sejam mediados adequadamente, a escola deve sempre interagir com a comunidade do entorno”, acrescenta a diretora da Superintendência Regional de Ensino, Maura Couto Gaio. A juíza da Vara da Infância e da Juventude, Maria Cecília Gollner Stephan, frisou que, em muitos casos, a violência no contexto escolar resulta de omissão familiar. “O papel de transmitir bons valores e exemplos deve ser dos pais, a escola é um espaço de vivência e de reafirmação destes valores.” Ela acredita que a capacitação dos professores pode ajudar na manutenção da segurança, mas que a medida mais efetiva são palestras e ações educativas voltadas para os alunos, sobretudo os mais novos. “Eles tendem a difundir o que aprendem em casa e em todos os círculos sociais.”

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