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Dislexia (3)

Videogames podem melhorar a capacidade de leitura em crianças com dislexia:

Li no site da revista SUPER Interessante que um dos posts mais acessados do “Newsgames” foi o que a equipe buscou desmistificar um assunto sobre games. Claro que tudo na vida deve ser feito com moderação (inclusive jogar) mas, nessa postagem, eles mostravam que videogames podem trazer muitos benefícios para as pessoas. Agora uma pesquisa publicada pela Universidade de Pádua e divulgada pelo Huffington Post e pela BBC mostra que jogos de ação podem melhorar a capacidade de leitura de crianças com dislexia.

game coelho

Os coelhos alucinados que ajudaram as crianças a lerem melhor!

Os cientistas italianos selecionaram crianças disléxicas com idades entre 7 e 13 anos e as dividiram entre dois grupos: um dos grupos jogou sessões de 80 minutos do game de ação “Rayman Raving Rabbids” e o outro grupo jogou outro game mais relax. O resultado? Quem jogou o primeiro jogo estava apto a ler de forma mais rápida e acurada e, consequentemente, foi melhor nos testes de medição de atenção. A pesquisa também demonstrou que crianças disléxicas que jogavam 12 horas de videogame  melhoravam mais suas capacidades de leitura do que se passassem um ano lendo apenas de forma “tradicional”. Segundo os pesquisadores italianos os videogames tem a capacidade de melhorar a atenção e a percepção de movimento.

O que vocês acham? Interessante? Louco? Possível?

Adoro novidades!!!!!!

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Dislexia (2)

dislexia

 

Vocês sabiam que 1 em cada 10 pessoas tem dislexia? Seguem alguns famosos internacionais disléxicos para vocês conhecerem:

01) A atriz norte-americana Whoopi Goldberg.

02) A escritora Agatha Christie.

03) O ator Tom Cruise.

04) O gênio da física Albert Einstein.

05) A cantora Cher.

06) O naturalista Charles Darwin.

07) O piloto Jackie Stewart.

08) O ex-presidente Franklin Roosevelt.

09) O pintor Vincent Van Gogh.

10) O pintor espanhol Pablo Picasso.

 

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Dislexia (1)

Olá! Durante os próximos dias vou tratar um pouco sobre a dislexia. Hoje, estou colocando uma introdução teórica. Mas, nas próximas postagens, vou tratar de forma mais tranquila e boa de se ler… beijos!!! Ah… ao final da série de postagens, colocarei todas as fontes!

dislexia 1

Dislexia:

Do grego Δυσλεξία, dis- distúrbio, lexis palavra, é uma dificuldade na área da leitura, escrita e soletração. A dislexia costuma ser identificada nas salas de aula durante a alfabetização, sendo comum provocar uma defasagem inicial de aprendizado.

A dislexia pode coexistir ou mesmo confundir-se com características de vários outros fatores de dificuldade de aprendizagem, tais como o déficit de atenção/hiperatividade, dispraxia, discalculia, e/ou disgrafia. Contudo a dislexia e as desordens do déficit de atenção e hiperatividade não estão correlacionados com problemas de desenvolvimento.

Tipos:

Genética, hormônios durante a gravidez, influência familiar, sistema educacional, socialização, idioma e cultura estão envolvidos na dislexia.

A dislexia pode ser classificada de várias formas, dependendo da abordagem profissional e dos testes usados no seu diagnóstico (testes fonoaudiológicos, pedagógicos, psicológicos, neurológicos…). Geralmente o diagnóstico é feito por equipe multiprofissional. Uma das possíveis classificações é em:

Definição tradicional:
  • Dislexia disfonética: Dificuldades de percepção auditiva na análise e síntese de fonemas, dificuldades temporais, e nas percepções da sucessão e da duração (troca de fonemas e grafemas por outros similares, dificuldades no reconhecimento e na leitura de palavras que não têm significado, alterações na ordem das letras e sílabas, omissões e acréscimos, maior dificuldade na escrita do que na leitura, substituição de palavras por sinônimos);
  • Dislexia diseidética: dificuldade na percepção visual, na percepção gestáltica (percepção do todo como maior que a soma das partes), na análise e síntese de fonemas (ler sílaba por sílaba sem conseguir a síntese das palavras, misturando e fragmentando as palavras, fazendo troca por fonemas similares, com maior dificuldade para a leitura do que para a escrita);
  • Dislexia visual: deficiência na percepção visual e na coordenação visomotora (dificuldade no processamento cognitivo das imagens);
  • Dislexia auditiva: deficiência na percepção auditiva, na memória auditiva e fonética (dificuldade no processamento cognitivo do som das sílabas);
  • Dislexia mista: que seria a combinação de mais de um tipo de dislexia.
Observações:

Nessa classificação discalculia (dificuldade com aritmética) é uma classificação distinta, e não um sub-tipo de dislexia.

Dislexia foi dividida em 6 diagnósticos de Desordem de aprendizado distintos e mais específicos:
  • Desordem na leitura de palavras;
  • Desordem na fluência de leitura;
  • Desordem na compreensão da leitura;
  • Desordem na expressão escrita;
  • Desordem no cálculo matemática;
  • Desordem na resolução de problema de matemática.

Lesão em qualquer área do cérebro responsável pela compreensão da linguagem pode causar dislexia.

Giro Angular
Giro Supramarginal
Área de Broca
Área de Wernicke
Córtex Auditivo Primário
Definição pela causa:

Classificação feita com base na causa da dislexia:

  • Primária ou genética: Disfunção do lado esquerdo do cérebro, persiste até a idade adulta, hereditário e atinge leitura, escrita e pronuncia, mais comum em meninos;
  • Secundária ou de desenvolvimento: Pode ser causada por hormônios, má nutrição, negligência e abusos infantis, diminui com a idade;
  • Tardia ou por trauma: Causada por lesões a áreas do cérebro responsáveis por compreensão de linguagem, raro em crianças.
Definição psicolinguística:

A dislexia, segundo Jean Dubois, é um defeito de aprendizagem da leitura caracterizado por dificuldades na correspondência entre símbolos gráficos, às vezes mal reconhecidos, e fonemas, muitas vezes, mal identificados.

O linguista se interessa pela discriminação fonética, pelo reconhecimento dos signos gráficos e pelo processo de transformação dos signos escritos em signos verbais, logo, para a Linguística, a dislexia não se trata de uma doença, mas apenas de um defeito no ensino-aprendizagem da leitura, sendo assim classificada como uma síndrome de origem linguística.

A dislexia, como dificuldade de aprendizagem, verificada na educação escolar, é um distúrbio de leitura e de escrita que ocorre na educação infantil e no ensino fundamental. Em geral, a criança tem dificuldade em aprender a ler e escrever e, especialmente, em escrever corretamente sem erros de ortografia, mesmo quando possuem quociente de inteligência (QI) acima da média.

Causas:

Apesar de não haver um consenso dos cientistas sobre as causas da dislexia, pesquisas recentes apontam fortes evidências neurológicas para a dislexia, parte por causas genéticas, parte por fatores congênitos (durante o desenvolvimento no útero). Uma das possíveis causas, é a exposição do feto a doses excessivas de testosterona durante a gestação, o que explicaria a maior incidência da dislexia em pessoas do sexo masculino, pois fetos do sexo feminino tendem a serem abortados com o excesso de testosterona.

Sinais e sintomas:
Na maioria dos casos, o problema não é trocar letras, e sim em identificar adequadamente os sinais gráficos, letras ou outros códigos que caracterizam um texto.

A dislexia é mais frequentemente caracterizada por dificuldade na aprendizagem da decodificação das palavras. Pessoas disléxicas apresentam dificuldades na associação do som à letra (o princípio do alfabeto); também costumam trocar letras, por exemplo, b com d, ou mesmo escrevê-las na ordem inversa, por exemplo, “ovóv” para vovó.

Desse modo, são considerados sintomas da dislexia relativos à leitura e escrita os seguintes erros:

Erros por confusões na proximidade especial
  • Confusão de letras assimétricas;
  • Confusão por rotação;
  • Inversão de sílabas.
Confusões por proximidade articulatória e sequelas de distúrbios de fala
  • Confusões por proximidade articulatória;
  • Omissões de grafemas; e
  • Omissões de sílabas.
Acumulação e persistência de seus erros de soletração ao ler e de ortografia ao escrever
  • Confusão entre letras, sílabas ou palavras com poucas diferenças na forma de escrever: a-o; c-o; e-c; f-t; h-n; i-j; m-n; v-u; etc;
  • Confusão entre letras, sílabas ou palavras com formato similar, mas diferente direção: b-d; b-p; d-b; d-p; d-q; n-u; w-m; a-e;
  • Confusão entre letras que possuem um ponto de articulação comum, e, cujos sons são acusticamente próximos: d-t; j-x;c-g;m-b-p; v-f;
  • Inversões parciais ou totais de sílabas ou palavras: me-em; sol-los; som-mos; sal-las; pal-pla.
Perturbações relacionadas:

Outras perturbações da aprendizagem que frequentemente acompanham os disléxicos, dentre elas:

  • Alterações na memória;
  • Alterações na memória de séries e sequências;
  • Orientação direita-esquerda;
  • Linguagem escrita;
  • Dificuldades em matemática;
  • Confusão com relação às tarefas escolares;
  • Pobreza de vocabulário;
  • Escassez de conhecimentos prévios (memória de longo prazo).

Devem ser excluídas do diagnóstico do transtorno da leitura as crianças com deficiência mental, com escolarização escassa ou inadequada e com déficits auditivos ou visuais.

Comorbidades frequentes:

Estudos no Brasil e no exterior constataram algumas características frequentes em crianças com dislexia:

  • Atraso no desenvolvimento motor (como engatinhar, sentar e andar);
  • Atraso ou deficiência na aquisição da fala;
  • Dificuldade para entender o que está ouvindo;
  • Distúrbios do sono;
  • Enurese noturna (urinar na cama);
  • Suscetibilidade às alergias e as infecções;

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