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Ensaio fotográfico mostra antes e depois de pessoas que sofreram bullying na escola

“Mas o que é que viu ele refletido embaixo? Observou-se bem — já não era uma desajeitada ave feia e cinzenta. Era igual às orgulhosas aves brancas ali ao pé: era um cisne! Sentiu-se feliz por ter sofrido tantas dificuldades, porque agora dava valor à sua boa sorte e ao lar que finalmente tinha encontrado. “Os majestosos cisnes nadaram à sua volta e acariciaram-no com admiração com os bicos”. (Trecho da fábula “O Patinho Feio”)

A princípio planejei iniciar este texto com a célebre teoria de Heráclito sintetizada pela máxima “só a mudança é eterna”, ou com uma adaptação da mesma teoria presente na canção de Lulu Santos (“nada do que foi será”). No entanto, achei que a citação do conto infantil fosse mais apropriada aos casos apresentados no projeto Awkward Years Project (“Projeto Anos Difíceis”).

Idealizado pela designer gráfica americana Marilee, o projeto consiste em um ensaio fotográfico que apresenta pessoas que, no passado, sofreram algum tipo de bullying por sua aparência e hoje, já tendo superado tudo isso, posam para as câmeras mostrando fotos e se lembrando desse triste período de suas vidas.

A ideia surgiu quando uma amiga se recusou a acreditar que Marilee – hoje uma linda mulher – havia sofrido durante a juventude devido à sua aparência.

Na descrição, a autora comenta:

“Quero apresentar um grupo de pessoas que compartilham seus anos mais difíceis e mostrar o quão incríveis essas pessoas se tornaram. Este projeto é para todos vocês que estão lutando lá fora e para aqueles que amam observar o ‘antes e depois’ por meio de retratos.”

Veja algumas das fotografias abaixo:

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É claro que não podemos ser hipócritas e dizer que estas pessoas “venceram o bullying” apenas por terem crescido, mudado e, assim como o Patinho Feio, terem se tornado “belas pessoas”. De certo modo, acreditar que isso apenas reforçaria o padrão de beleza imposto pela sociedade.

Entretanto, este ensaio fotográfico vai além. Na Introdução do projeto, a autora conta um pouco sobre o que passou:

“(…) infelizmente eu sofria bullying. Se não fosse por eu ser tão magricela, sofria pelos meus 4 olhos (óculos) ou minhas roupas fora de moda”

A idealizadora do ensaio ainda afirma que, quando criança, voltou para casa chorando várias vezes.

Através dessas fotos, Marilee nos mostra como o bullying deixa cicatrizes que podem incomodar mesmo após a superação desse trauma.

“Eu sei que a foto foi tirada há 20 anos, mas o passado ainda me afeta. É como a mentalidade das pessoas com excesso de peso que emagreceram, mas ainda se vêem com gordura. É assim que me sinto. Eu posso parecer normal agora, mas eu ainda me vejo como uma nerd estranha.”

Deste modo, o Awkward Years Project pode ser visto como um incentivo de superação aos que ainda sofrem com qualquer tipo de bullying, e pode mostrar que qualquer indivíduo sempre possui outras qualidades e talentos e que isso não depende do fato de ele ser um reflexo do que a sociedade espera dele.

Por fim, peço permissão pra encerrar este post com um videoclipe da banda de Punk Rock/Hardcore Rise Against. Na música “Make it Stop” (“Faça isso Parar”), a banda fala sobre o bullying focando, sobretudo, o preconceito em relação à homossexualidade. Contudo, acredito que a música também possa se relacionar com o tema deste texto – principalmente nos últimos segundos, quando vemos pessoas que “superaram” o preconceito afirmando: “It gets better” (“Fica Melhor”, em tradução livre).

Diego Santos: Fashionatto

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AJUDA CONTRA PRECONCEITO

Hospital estadual oferece ‘remédio’ contra sobrepeso e bullying para crianças obesas

BULLYING MENINO

Li esta semana no jornal Extra uma matéria de Camila Muniz muito bacana. Ela escreveu sobre o sobrepeso em crianças e adolescentes e mostrava como esse problema propicia a injusta presença do bullying.

Você sabia que três em cada dez crianças brasileiras em idade escolar sofrem de obesidade? Mais do que um problema para a saúde do corpo, a doença causa transtornos psicológicos, relacionados sobretudo ao bullying. Centro de referência para tratamento de jovens obesos, o Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglion (IEDE) trabalha não só a perda de peso nos pacientes, mas também oferece um “remédio” contra a discriminação.
No Ambulatório de Obesidade Infanto-Juvenil do hospital, crianças e adolescentes que enfrentam apelidos preconceituosos na escola ou até mesmo dentro de casa recebem atendimento de assistentes sociais e psicólogos.
– Por causa do bullying, a criança obesa entra em depressão, fica ansiosa e como amis – diz a endocrinologista Carmen Assumpção, coordenadora do ambulatório.
Há quatro anos, a auxiliar de creche Patrícia de Moares, de 38 anos, cuida da filha Larissa, de 9, no IEDE. Devido ao sobrepeso, a menina teve um problema metabólico, que afetou a produção hormonal.
– Ela era excluída pelos colegas da escola e recebeu auxílio psicológico por seis meses – conta Patrícia.
Apenas com controle da deita e exercícios, Larissa conseguiu emagrecer e agora se desenvolve perfeitamente.
O IEDE oferece tratamento multidisciplinar, envolvendo ainda médicos, enfermeiros e professores de educação física. Segundo Carmen Assumpção, a proposta é fazer com que pacientes e suas famílias modifiquem hábitos e adotem uma vida mais saudável. Mudanças na alimentação e o incentivo à prática de atividades físicas estão no foco do trabalho.

BULLYINH INFORMAÇÕES

 

 

 

IEDE: Rua Moncorvo Filho, nº 90 – Centro / Rio de Janeiro Telefone (21) 2332 7153
Para ser atendido no IEDE, é necessário encaminhamento. Ou seja, antes, a criança deve passar por consulta em Posto de Saúde ou Clínica da Família. Se for preciso tratamento especializado, ela é inscrita no Sistema Nacional de Regulação (Sisreg) para obter vaga no IEDE.

bullying evitar

 

 

 

01) Tente não oferecer às crianças alimentos industrializados, com excesso de sódio, gorduras e poucos nutrientes saudáveis.
02) Estimule a prática de atividades físicas.
03) pais precisam dar exemplo também na alimentação. Filhos de pais que comem alimentos saudáveis imitam os adultos e se alimentam melhor.
04) No fim de semana, troque a Praça de Alimentação do Shopping por um piquenique no parque.
05) Incentive as crianças a conhecer e provar alimentos saudáveis: faça-as sentir o cheiro e a textura deles.
06) Crie o hábito de fazer as refeições à mesa, com a família reunida e longe da televisão.
07) Resgate as brincadeiras ao ar livre.

BULLYING RISCOS

 

 

 

– Bullying
– Diabetes
– Hipertensão Arterial
– Doença Cardiovascular

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CYBERBULLYING: Violência Virtual

Olá! Hoje, foi publicado no jornal Tribuna de Minas um artigo que preparei sobre Cyberbullying. Segue na íntegra:

“Compara-se muitas vezes a crueldade do homem à das feras, mas isso é injuriar estas últimas.” Dostoievski, sem imaginar que um dia precisaríamos lutar contra a crueldade e covardia do cyberbullying, evolução aprimorada do original bullying, já antecipava que, no futuro, provocaríamos no mundo real a discussão sobre o comportamento daqueles que se envolvem nas violentas situações escondidas nas telas do computador e outros aparelhos eletrônicos, retirando de nossas casas o título de “lugar seguro”.
Cyberbullying, ação que pode ser particularmente traumatizante, é o ataque de uma pessoa a outra com o uso das tecnologias interativas. Essa violência, que inclui ameaças de morte, envio de vírus, invasão a contas de e-mail, trata-se de um constrangimento intencional. Campanhas e pesquisas defendem que pais, responsáveis e educadores devem dialogar com crianças e adolescentes sobre o uso responsável da tecnologia e o modo correto de utilizar a internet, apresentando os perigos dessa forma de agressão. Trata-se de deixar vítimas cientes de que é preciso falar sobre o problema e agressores conscientes de que consequências existem.
Anos atrás, na época em que as redes sociais não existiam, quando alguém sofria alguma humilhação, poucos ficavam sabendo, e, tempo depois, ninguém mais comentava sobre o assunto. A ação, ainda que ficasse na memória do agredido, era mais fácil de ser tratada, pois a abrangência social era menor. Nos dias atuais, a digitalização da vida cotidiana é o espaço preferido por agressores, visto que promove exposição da vida íntima e privada, facilitando por vezes a violação dos direitos humanos.
Não estamos aqui culpando ou condenando estes espaços, apenas pontuando o cuidado que devemos ter com o que publicamos na rede. Instrumento importante para o desenvolvimento da humanidade, a internet, assim como o avião (por exemplo), pode ser utilizada tanto para o bem como para o mal. As intimidações vexatórias por meio eletrônico são uma evolução das antigas pichações em muros, feitas na calada da noite, com o desejo de causar dor nas vítimas e garantir impunidade aos praticantes.
Com a intimidade invadida na mídia e recebendo constrangimento físico ou psicológico, intencional e reiterado, as difamações podem se espalhar pela rede, em um processo irreversível, em que o espaço do medo fica ilimitado, segundo Maria Tereza Maldonado, psicoterapeuta que discute as implicações destes abusos. Finalizando, ainda pouco comentado, muito se pode fazer nesta batalha cibernética. É muito importante que o agredido não responda, não repita e não entre no jogo do agressor. Que peça ajuda e que salve as evidências, para que, caso seja necessário, autoridades possam resolver a situação de forma adequada e, como indispensável, que não se tenha medo!

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BULLYING: esclarecendo!

Ontem, 12 de junho, meu artigo sobre ‘bullying’ foi publicado no Jornal Tribuna de Minas. Segue na íntegra. Boa leitura!!!!

esclarecendo o bullying

Quando William Shakespeare afirmou que “todo mundo é capaz de dominar uma dor, exceto quem a sente”, já estava se questionando sobre um dos assuntos mais discutidos atualmente em fóruns de todo o mundo, que gera grande interesse na sociedade e nas ciências: o bullying. Essa agressão, que segue com inúmeras opiniões e publicações, tem recebido diferentes formas de se apresentar e de discutir justificativas que levam os indivíduos a agir de forma cruel e gratuita. Porém, a necessidade emergencial de buscar soluções traz consigo interpretações equivocadas, capazes de dificultar o entendimento e a resolução da situação. É na tentativa de alertar e acordar a sociedade que precisamos, por vezes, insistir, [re]apresentando o assunto, levando o tema à reflexão sempre do maior número possível de pessoas.
O bullying, forma de interação violenta marcada pelo desrespeito, que ocorre entre pares (aluno com aluno, colega de trabalho com colega de trabalho, etc.) tem como característica principal uma intenção contínua de agredir verbalmente, emocionalmente e fisicamente sem motivos aparentes, provocando danos e sofrimentos numa relação desigual de poder que possibilita a vitimização. São violências que expõem pessoas repetidamente a constrangimentos, intimidações, calúnias e discriminações que podem ocorrer no espaço escolar, profissional ou virtual (cyberbullying) onde os recursos da tecnologia são utilizados no assédio.
Apesar do rotineiro uso do termo bullying, ainda existe discordância em seu uso como consequência de estudos recentes e da falta de pesquisas aprofundadas que tratem dos impactos ao longo do tempo. Percebemos estas divergências nos discursos de profissionais da educação, saúde, direito e nas leis de diversos países.
O que precisamos frisar é a relação interpessoal como base da ação e a ausência de motivos que justifiquem o ato. É o desequilíbrio entre forças físicas, emocionais e/ou sociais que proporciona uma vantagem de poder do autor sobre a vítima e que facilita a conquista de fama perante o grupo pertencente. Não podemos esquecer que o autor, desejando popularidade, necessita de uma plateia. E, nesse caso, todos os passivos (que presenciam inertes a prática do bullying) colaboram equivocadamente – ou não – para a prática do ato.
Para encerrar, percebemos a violência no geral como fenômeno social e complexo, não conseguindo conter a brutalidade sem o envolvimento e comprometimento da comunidade, das instituições, do governo e de profissionais que participem de projetos concretos que oportunizem apoio. Como muito bem define Lélio Braga Calhau, Promotor de Justiça, o bullying estimula a delinquência e induz a outras formas de violência explícita, produzindo em larga escala cidadãos estressados e deprimidos. Portanto, cabe a todo aquele que puder e quiser, esclarecer e discutir, não permitindo que se banalize um assunto sério e, para quem sofre tal agressão, a coragem da denúncia.

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BULLYING: no local de trabalho

Bullying é um problema que sempre me preocupa. Vai além de teoria e pesquisa. É questão de honra… é necessidade vital… Hoje, navegando pela internet, encontrei um material bacana em um blog aqui do wordpress. Segue o texto na íntegra. Leiam e reflitam. Se já passaram por algo parecido ou conhecem alguém que sofrem com algo parecido, façam algo…

bullying no trabalho

Diferente do que se imagina, a prática do bullying não ocorre somente dentro das salas de aulas. Também não acontece somente entre alunos: os mais populares e os nerds; ou entre os maiores e os menores.

A prática do bullying, esse comportamento tão eficaz e destrutivo da nossa auto-estima, está presente também entre adultos em seus locais de trabalho. Com pouquíssimas diferenças nas suas definições e muita semelhança nas suas conseqüências, o bullying no local de trabalho pode se tornar um grande pesadelo para muitas pessoas.

O bullying no local de trabalho pode ser definido como:

“A exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções, sendo mais comuns em relações hierárquicas autoritárias e assimétricas, em que predominam condutas negativas, relações desumanas e aéticas de longa duração, de um ou mais chefes dirigida a um ou mais subordinado(s), desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização, forçando-o a desistir do emprego”.

Margarida Maria Silveira Barreto (2000), Médica do Trabalho

O bullying no local de trabalho freqüentemente envolve o abuso ou mau uso do poder. A prática do Bullying inclui comportamentos que intimidam, denigrem, ofendem ou humilham um trabalhador, normalmente na frente de outras pessoas. A prática do bullying cria sentimentos de impotência no alvo e minimiza o direito do indivíduo à dignidade no trabalho.

È importante lembrar que a prática do bullying é diferente da agressão. Enquanto a agressão pode significar um ato isolado, a prática do bullying requer ataques repetitivos contra o alvo, criando um padrão de comportamento que nunca se acaba.

Outro ponto importante a ser levado em consideração é que chefes “durões” ou “exigentes” não são necessariamente bullies/agressores, uma vez que suas motivações principais são conseguir o melhor desempenho de seus funcionários.

Além disso, muitas situações de bullying envolvem funcionários agredindo seus próprios colegas, ao invés de um supervisor ou chefe intimidando um funcionário.

É muito interessante notar que a prática do bullying no local de trabalho é frequentemente dirigida a alguém de quem o agressor tem medo. O alvo muitas vezes nem percebe que está sendo agredido porque o comportamento pode ser camuflado através de críticas triviais e ações isoladas que ocorrem atrás de portas fechadas.

Alguns exemplos de comportamentos de bullying no local de trabalho:

• Críticas não cabíveis

• Culpar o funcionário sem uma justificativa real

• Ser tratado de forma diferente da sua equipe de trabalho

• Ser alvo de xingamentos

• Ser excluído ou isolado socialmente

• Ser alvo de gritos ou ser humilhado

• Ser alvo de piadas

• Ser constantemente e excessivamente vigiado

Como a prática do Bullying no local de trabalho afeta as pessoas

Alvos da prática do bullying vivenciam sérios problemas físicos e mentais:

• Alto stress; desordem de stress pós-traumático

• Problemas financeiros causados por faltas

• Baixa auto-estima

• Problemas musculares

• Fobias

• Dificuldades para dormir

• Alto índice de depressão/auto-acusação

• Problemas de ordem digestiva/alimentar

Como a prática do Bullying afeta as empresas:

Cada uma das conseqüências citadas acima pode ter um custo muito alto para uma empresa. Os custos da prática do bullying geralmente se encaixam em três categorias:

1. Recontratação de funcionários que saem por serem alvos de bullying.

2. Tempo gasto na resolução de conflitos causados pela prática do bullying: energia é dirigida a assuntos que não dizem respeito à produtividade no trabalho.

3. Gastos relacionados à investigação da prática do bullying e potenciais processos trabalhistas.

A quebra da confiança em um ambiente aonde existe a prática do bullying pode significar que os funcionários não serão capazes de contribuir com o seu melhor desempenho ou dar idéias novas de melhorias ou opiniões sobre fracassos que poderiam ser revertidos de maneira aberta e honesta.

O que pode ser feito? Aqui vão algumas dicas do que fazer:

Funcionários:

Retome o controle da situação!

• Reconheça que você está sendo alvo de bullying

• Reconheça que você NÂO é o causador do problema.

• Reconheça que a prática do bullying tem a ver com controle e portanto, não tem nada a ver com o seu desempenho no trabalho.

Tome uma atitude!

• Faça anotações em um diário detalhando a natureza da prática do bullying: datas, horários, locais, o que foi dito ou feito e quem estava presente.

• Guarde cópias de qualquer prova da prática do bullying contra você, documentos que mostrem a contradição das acusações do agressor contra você: relatórios, cartão ponto, etc.

Outras ações:

• Tenha em mente que o agressor irá negar e talvez reverter suas alegações; tenha sempre uma testemunha com você quando estiver na presença de um agressor; denuncie o comportamento à pessoa apropriada.

Empresários:

• Crie uma política de tolerância zero à prática do bullying dentro da sua empresa. A política deve fazer parte de um comprometimento amplo para um local de trabalho seguro e sadio e deve envolver representantes do departamento de recursos humanos.

Quando a prática do bullying for testemunhada ou denunciada por alguém, o problema deve ser resolvido imediatamente.

• Se a prática do bullying já faz parte da cultura da sua empresa, queixas devem ser levadas a sério e investigadas prontamente. A re-alocação das pessoas envolvidas pode ser necessária sob a alegação: “inocente até que se prove o contrário”.

• Organize sua empresa para que seus funcionários possam participar da tomada das decisões em algumas situações. Isto ajuda muito a criar um ambiente aonde as pessoas se sentem importantes e valorizadas.

• Realize treinamentos que esclareçam o que é a prática do bullying.

• Encoraje políticas de portas abertas no local de trabalho.

• Investigue o tamanho e a natureza dos conflitos.

• Capacite gerencias e chefias para terem habilidades e sensibilidade ao lidar e resolver conflitos.

• Demonstre um comprometimento “de cima para baixo” sobre o que é e o que não é um comportamento aceitável no local de trabalho.

Se você sabe que a prática do bullying acontece no seu local de trabalho e não faz nada, você está aceitando compartilhar da responsabilidade por abusos futuros. Isto significa que testemunhas da prática do bullying devem ser encorajadas a denunciar tais incidentes. Indivíduos sentem-se muito menos motivados a terem comportamentos anti-sociais no trabalho quando fica claro que a empresa não tolera tais comportamentos e que os agressores serão punidos.

Na verdade, o ideal seria que empresas e organizações tivessem a possibilidade de ofertar aos seus trabalhadores momentos de aproximação e diálogos que permitissem a estas pessoas se conhecerem melhor e se conectarem através de suas histórias de vida, sonhos e desafios. O entendimento só é possível quando eu realmente conheço o outro, o que ele pensa e sente sobre as mesmas coisas que eu.

Grupos de trabalho são fontes riquíssimas de crescimento e perpepções que podem ocasionar mudanças importantes na nossa sociedade como um todo.

E você? Já foi alvo de bullying no seu local de trabalho?

Fonte: http://obullying.wordpress.com/o-bullying-no-local-de-trabalho/

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BULLYING: os 10 melhores filmes para trabalhá-lo!

A lista abaixo é uma seleção dos melhores filmes sobre o tema. Discutir este assunto é importante, visto que o bullying é a principal causa de fobia escolar e precisa ser coibido imediatamente para evitar desdobramentos mais graves.

Cuidado com o Meu Guarda-Costas (clássico do bullying de 1980) Numa visão bem americana, garoto pacífico se vê em dificuldades para adaptar-se à nova escola, onde um valentão — Matt Dillon – costuma extorquir os colegas por dinheiro. para defender-se, ele contrata um grandalhão desajustado, de quem até os professores tem medo, mas logo a relação dos dois se desenvolve em amizade)

Quase Um Segredo (Mean Creek, EUA 2004): Ronny Culkin faz um delicado adolescente continuamente atormentado pelo valentão da escola. Incentivado pelo irmão mais velho, decide se vingar, atraindo o moleque para uma viagem de barco onde pretende humilhá-lo. Durante o passeio, passa a enxergar seu algoz sob outra perspectiva – a de um garoto solitário que só quer um pouco de atenção – e decide cancelar o plano. Mas as coisas dão errado com consequências trágicas. Um filme instigante, repleto de sarcasmo, sensível e com ótimas atuações.

Bang, Bang! Você Morreu (Bang, Bang! You’re Dead, EUA 2002). Ben Foster, então com 21 anos, faz um estudante exemplar que, cansado de ser constantemente humilhado por um dos jogadores do time de futebol da escola, ameaça explodir o prédio durante o período de aulas; porém usa uma bomba de mentira. Depois do falso atentado, ele começa a ser visto com desconfiança pelos colegas, e passa a arquitetar algo realmente violento. Ao falar de preconceito, o longa mostra claramente do que um jovem é capaz quando o que se espera dele invade os preceitos morais de um grupo determinado ou de toda uma sociedade.

Evil, Raízes do Mal (Ondskan, Suécia 2003): Problemático jovem de 16 anos, acostumado a tratar todos com brutalidade, devido aos maus tratos de seu padastro, acaba expulso da escola pública e transferido para um prestigiado colégio privado, onde sabe que terá sua última oportunidade. O adolescente pretende mudar de vida, porém se defronta com muitas situações de injustiças e humilhações por parte dos alunos veteranos que ultrapassam os limites da ética e do bom-senso. Submeter-se ou revidar os maus tratos? Ambientado nos anos 1950, um obra perturbadora e inquietante que também fala de impunidade.

Ben X – A Fase Final (Ben X, Bélgica 2007): Diagnosticado com Síndrome de Asperger (um Autismo mais leve), Ben é um adolescente com extrema dificuldade de socialização e comunicação. Para escapar da agressão dos colegas de classe, ele refugia-se em Archlord, um game jogado por milhares de pessoas online, cada qual operando um personagem num mundo virtual. A partir do momento em que a opressão leva Ben ao limite, a linha entre a fantasia e a realidade começa a se tornar perigosamente escorregadia. Um filme tocante e inovador, supostamente baseado em um episódio real.

Bully (Bully, EUA 2001): Bobby (Nick Stahl) é um valentão que vive abusando fisicamente dos colegas da escola. Cansados de sua atitude, eles se juntam e decidem lhe dar uma lição, atraindo-o até um pântano e espancando-o até a morte. O ocorrido provoca reações distintas na comunidade em que vivem, que vão do choque pela brutalidade do assassinato até mesmo a sensação de que Bobby recebeu o que merecia. Baseado em fatos verídicos, trata-se de um filme chocante, dirigido pelo polêmico Larry Clark (Kids), especializado em retratar o ócio e a banalidade da violência na juventude americana.

Bullying – Provocações Sem Limites (Bullying, Espanha 2009): Órfão de pai, Jordi é um jovem educado, bom aluno e talentoso jogador de basquete que, ao se mudar para uma nova escola em Barcelona, desperta raiva e inveja de um bullie e seu grupo. Humilhações e espancamentos tornam-se parte de sua vida. Jordi guarda silêncio enquanto a violência se intensifica, envolvendo-se cada vez mais no perigoso e sádico jogo psicológico do seu agressor. Um longa angustiante que mostra de maneira severa e chocante a realidade dos que sofrem Bullying e a importância de se denunciar essa prática.

Elefante (Elephant, EUA 2003): Numa escola secundária de Porland, estado do Oregon, a maior parte dos estudantes está engajada em atividades cotidianas. Enquanto isso, dois alunos esperam, em casa, a chegada de uma metralhadora semi-automática com altíssimo poder de fogo. Munidos de várias armas que vinham colecionando, partem para a escola, onde serão protagonistas de um verdadeiro banho de sangue. Inspirado no triste ocorrido em abril de 1999, quando dois adolescentes mataram 14 estudantes e um professor na Columbine High School.

Meu Melhor Inimigo (Min Bedste Fjende, Dinamarca 2010): Cansado de ser humilhado pelos garotos da escola, Alf decide tomar medidas contra aqueles que o atormentam. Alia-se a outro colega também vítima de bullying e, juntos, inspirados nas lutas de Niccolo, herói de uma revista em quadrinhos, firmam um pacto secreto para se vingar dos valentões da turma. Tudo parece ir de acordo com o plano, até que Alf percebe que virar a mesa contra seus algozes, tem suas consequências. Impactante e triste filme dinamarquês que nos faz refletir sobre nossos atos e este mundo tão cruel.

A Classe (Klass, Estônia 2007): Joosep é um adolescente tímido e sensível que virou saco de pancadas do valentão Anders e sua turma. Diariamente, Joosep é submetido a longas sessões de tortura física e psicológica. A situação piora quando Kaspar, um dos moleques que marcava posição contra Joosep, muda sua conduta e passa a protegê-lo. Sentindo sua liderança ameaçada, Anders decide tornar Kaspar vítima tambem das mesmas atrocidades. Produzido num país sem muita tradição cinematográfica, o filme é um verdadeiro soco no estômago, feito propositadamente para chocar. A princípio, pode soar sensacionalista, mas está mais para um  alerta e dificilmente vai deixar indiferente quem o assistir.

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BULLYING: obesidade na infância

Indicado no tratamento de obesidade mórbida, o procedimento cirúrgico tem sido cada vez mais procurado por adolescentes que sofrem bullying.

A população jovem brasileira está engordando. Dados da Pesquisa de Orçamentos familiares, realizada pelo IBGE, referente a 2008 e 2009, mostram que 21,7 % dos jovens entre 10 e 19 anos estão acima do peso e mais de 30 % das crianças entre 5 e 9 anos apresentam um quadro de excesso de peso. Com o crescimento da obesidade nas crianças e nos jovens, cresce também os casos de bullying, que são caracterizados por agressão física ou moral que um indivíduo ou um grupo praticam contra outras pessoas. Segundo a pesquisa do IBGE, 30 % dos estudantes já foram vítimas dessas agressões. Esse fato coloca o bullying como um dos principais motivos dos adolescentes para buscar a cirurgia bariátrica como tratamento para a obesidade.

No ano de 2009, de acordo com os últimos dados divulgados pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), foram realizadas no País 1,5 mil cirurgias em pacientes com menos de 20 anos, representando 5 % do total de cirurgias realizadas em 2009. A legislação brasileira só permite a cirurgia após os 16 anos ou esses números seriam maiores ainda.

Muitos chegam ao consultório contando o preconceito que sofrem por serem obesos e acham que a cirurgia é a única solução, mas é preciso muita cautela e o paciente deve ser muito bem avaliado pela equipe clínica, diz o cirurgião membro titular da SBCBM, dr. Roberto Rizzi.

PRECONCEITO

Mesmo com o assunto na mídia e diversas campanhas para acabar com o bullying e também reduzir o preconceito contra os obesos, uma recente pesquisa realizada pelo Hospital do Coração (HCor) – que entrevistou 600 pessoas no Rio de Janeiro e São Paulo -, revelou que 50 % da população não casaria com uma pessoa obesa e 81 % dos entrevistados afirmam que a obesidade interfere na ascensão profissional. “Essa é a realidade que vemos no consultório. Muitos jovens obesos que procuram a cirurgia bariátrica têm a vida social e profissional estagnada, muitas vezes por vergonha e por não querer enfrentar o preconceito que realmente existe na nossa sociedade”, destaca dr. Rizzi. Apesar da idade mínima, a cirurgia bariátrica só pode ser indicada no tratamento de pacientes com índice de massa corpórea (IMC, o peso dividido pela altura ao quadrado) acima de 40. A cirurgia bariátrica não é uma cirurgia estética. O paciente precisa passar por um amplo acompanhamento e já ter tentado perder peso pelas formas tradicionais, incluindo consultas com nutriconistas e endocrinologistas. Para pacientes com IMC entre 35 e 40, a cirurgia é liberada para casos com doenças relacionadas à obesidade, como diabetes e hipertensão, conclui dr. Rizzi.

www.portalcienciaevida.com.br

 

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