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Dislexia (2)

dislexia

 

Vocês sabiam que 1 em cada 10 pessoas tem dislexia? Seguem alguns famosos internacionais disléxicos para vocês conhecerem:

01) A atriz norte-americana Whoopi Goldberg.

02) A escritora Agatha Christie.

03) O ator Tom Cruise.

04) O gênio da física Albert Einstein.

05) A cantora Cher.

06) O naturalista Charles Darwin.

07) O piloto Jackie Stewart.

08) O ex-presidente Franklin Roosevelt.

09) O pintor Vincent Van Gogh.

10) O pintor espanhol Pablo Picasso.

 

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O tempo – Danuza Leão

Boa noite! Depois de escrever sobre o tempo, com um ponto de vista, trago desta vez um texto da Danuza Leão. Espero que gostem!

Qual de nós não foi mais feliz do que agora? E se não éramos, achávamos que iríamos ser um dia.

 

A coisa mais misteriosa que existe: o tempo.

O tempo acaba com tudo: com as árvores, com as montanhas, com as pedras, com a água -que se evapora-, com os sentimentos, com os bichos, com os homens.

O tempo acaba com o vigor físico, com o paladar, com o olfato, com o interesse pelas coisas; com a vontade de viajar, de comprar uma roupa nova, de reencontrar um velho amigo, até com a vontade de viver. É cruel, o tempo.

Quem se salva do passar do tempo? Os que não pensam, talvez, ou talvez os que só pensem no momento, aquele que estão vivendo; mas mesmo assim podem pensar que já viveram momentos parecidos e muito melhores que nunca mais vão se repetir, por culpa do tempo.

Qual de nós não foi mais feliz do que agora? E se não éramos, achávamos que iríamos ser um dia, quando tivéssemos mais dinheiro, quando encontrássemos o verdadeiro amor, quando tivéssemos filhos, quando eles crescessem, quando, quando, quando. E agora, você espera exatamente o quê, e a culpa é de quem? Apenas do tempo.

Dele, nada escapa: é o tempo que acaba com os grandes amores, e com os grandes entusiasmos que não resistem a ele, que passa e passa. Não são as coisas que passam: é ele.

Passar é modo de dizer: quando se está muito feliz, ele voa, e quando se está esperando muito por alguma coisa, é como se ele tivesse parado.

É como se estivesse sempre contra nós, e quando acontece de se ter uma vida razoavelmente feliz, um dia se vê que ela já passou, e com que rapidez.

Mas o tempo às vezes é amigo; quando se tem uma grande dor, não há dinheiro, viagens, distrações, trabalho ou aventuras que ajudem: só o tempo.

Não chega a ser um tratamento de choque, rápido, como se gostaria; é uma coisa vaga, lenta, que não dá nem para perceber que está acontecendo, mas um dia você acorda e se dá conta de que o sol está brilhando -coisa que passou meses sem perceber que acontecia diariamente-, se olha no espelho, tem uma súbita vontade de abrir a janela e respirar fundo.

Ainda não sabe, mas está salva. E um dia, muito depois, vai saber que foi o tempo, e só ele, que a salvou.

Nunca se pensa no poder do tempo, do quanto ele comanda nossa vida; também nunca se pensa no quanto ele é precioso, mas um dia você vai lembrar que ele passou e não volta mais. Lembra quando você tinha 20, 30 anos, e se achava infeliz? Se achava, não: era mesmo.

E quando era adolescente, não era também profundamente infeliz, como é obrigação de todos os adolescentes?

Mas será que ninguém tem um tio, desses meio doidos que todo mundo tem, que pegue um desses meninos ou meninas de 13, 15 anos, sacuda pelos ombros e diga “pare de achar que tem problemas, viva sua juventude, não perca tempo sendo complicada, neurótica, reclamando que sua mãe não te entende e que seu pai não te dá a devida atenção. Danem-se seu pai e sua mãe, aproveite a vida”.

Para ter uma maturidade com poucos arrependimentos, é preciso não perder tempo, e mesmo fazendo uma bobagem atrás da outra, é melhor do que não fazer nada. Os pais querem que os filhos estudem para ter uma profissão, e estão certos; mas quem vai dizer aos adolescentes para eles aproveitarem o tempo para serem felizes em todos os minutos da vida? Quem?

PS – Quando terminei de escrever esta crônica, lembrei de uma entrevista que fiz há mais de 20 anos com Pedro Nava, dez dias antes de sua morte. Ele disse que os jovens, até 30 anos, não deveriam fazer nada, nem estudar, nem trabalhar, apenas viver a vida. Ele talvez tivesse razão.

FOLHA DE SÃO PAULO – 19/06/11

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Tempo: mano velho!

Sobre o tempo

Tempo, tempo mano velho, falta um tanto ainda eu sei
Pra você correr macio.

Tempo, tempo mano velho, falta um tanto ainda eu sei
Pra você correr macio como zune um novo sedã.

Tempo, tempo, tempo mano velho
Tempo, tempo, tempo mano velho
Vai, vai, vai, vai, vai, vai

Tempo amigo seja legal
Conto contigo pela madrugada
Só me derrube no final

Tempo, tempo mano velho, falta um tanto ainda eu sei
Pra você correr macio como zune um novo sedã.

Tempo, tempo, tempo mano velho
Tempo, tempo, tempo mano velho
Vai, vai, vai, vai, vai, vai

Tempo amigo seja legal
Conto contigo pela madrugada
Só me derrube no final…

Oh-oh… oh-oh ah…

Uh… uh… ah au
Uh… uh… ah au
Vai, vai, vai, vai, vai, vai

Pato Fu

O domingo está na reta final. Mais de 8 horas da noite. Tive tempo para tudo? Bom, para tudo que eu realmente queria fazer, o tempo foi preciso! Meu coração, que está em todos os meus tesouros (Mt 6, 21), conseguiu dividir o ‘mano velho tempo’ de sexta-feira à noite até agora, com a longa conversa com meu irmão perfeito na noite de sexta (na lanchonete, comendo hambúrguer… hum… delícia!), com as compras do supermercado, na faxina das minhas estantes, na pauta pronta para o programa de rádio da próxima terça – falarei sobre hiperatividade -, no relatório para meu diretor, o simulado do colégio, a organização e o envio das provas da aluna amorosa que está de cama – em casa, com problemas na bacia -, na unha bonitinha, no namorico, na atenção aos meus pais. Assisti, em DVD, ‘O último templário’ e já deixei alguns bons e novos filminhos encomendados na locadora para o final de semana prolongado. Hoje, domingo, ainda houve um e-nor-me tempo na granja. Peixinho na brasa delicioso, com aquela paz e ar puro. Seguindo com mais trabalho e mais feliz, arrumei os armários de lá, para que tudo esteja organizadinho na próxima quinta-feira, início de feriadão. Agora, vou curtir o ‘Fantástico’ para ver os resultados da mudança de hábitos da Renata Ceribelli e Zeca Camargo e preparar as refeições politicamente corretas que levarei amanhã para o trabalho.

Pensando tanto nesse nosso ‘tempo’ acabei encontrando um texto legal, escrito pela competente Glória Maria, falando sobre a necessidade de ter um dia com mais de 24 horas, que coloco na íntegra para vocês apreciarem o exemplo de aproveitamento de tempo (e vida). Para terminar, por ter meu coração, também, nas crianças, coloquei um teste bacana da Maria Tereza Guedes sobre o tempo que as mães dedicam aos filhos.

 

Hoje, quando estou no olho do furacão, correndo de um lado para o outro para dar conta de tudo, costumo dar uma parada, respirar fundo e repetir baixinho, como um mantra ou uma oração, o refrão daquela música famosa do Rolling Stones, “Time is on my side” (“O tempo está ao meu lado”). E ele tem que estar, sim. Faço tudo de maneira rápida, contínua, para não perder espaço para ele, o tempo. E uma coisa é certa: é o tempo que precisa entrar no meu ritmo, não o contrário.

Meu dia não tem e nunca poderá ter 24 horas, Ele tem o horário das minhas filhas: balé, natação, música, pracinha, escola, trocas de fraldas, mamadeiras, almoço, banho, cabelos indomáveis para cuidar, além do tempo sagrado de ficar só olhando para elas. Mas tenho ainda os telefonemas, os e-mails, as reuniões de trabalho, as reportagens do “Globo Repórter”, a máquina de lavar roupas que sempre quebra, o meio de campo com babás que nunca se entendem, as contas, os médicos e os exames. Além disso, é preciso estar bem física e mentalmente. Afinal, o bumbum não pode cair e a cabeça não pode pirar. Tudo tem que ser feito ao mesmo tempo agora. E tem que dar certo!

Não somos modernos, atualizados, globalizados, virtuais? Então, o jeito é dominar o tempo. Não tem manual, receita. A gente tem mais é que viver o nosso tempo. O meu é um movimento tão incessante que, às vezes, nem eu entendo direito. E deixo fluir. Vou levando porque acredito que é possível, sim, conseguir mais tempo. Corremos tanto que, muitas vezes, até acabamos esquecendo para que precisamos de tanto tempo. Mas as minhas filhas me orientam: tempo é para viver, ficar em paz, deixar fluir… Tempo é para amar. E para fazer a gente fingir que acredita, se olhando no espelho, que ele está ao nosso lado.

Aí vem à cabeça o refrão da música do Caetano Veloso, “Oração ao tempo”, que faz a gente seguir em frente com um pouquinho mais de ilusão: “Por seres tão inventivo e pareceres contínuo / Tempo, tempo, tempo, tempo / És um dos deuses mais lindos / Tempo, tempo, tempo, tempo…” Vamos acreditar que o tempo é o Deus, o bondoso, que aceita pedidos e faz acordos. Tempo, seja bacana comigo?

Você tem tempo para o seu filho?

TESTE – por Maria Tereza Guedes

1. O que você costuma fazer no fim de semana?

(A) Geralmente, trabalha aos sábados e, depois, aproveita o tempo livre para cuidar da casa e curtir a família.

(B) Sempre faz algum passeio com as crianças, adianta as compras da semana no supermercado e, às vezes, viaja com a família.

2. Quanto tempo você passa com seus filhos durante a semana?

(A) Poucas horas por dia, já que só pode vê-los à noite, pois trabalha sempre em período integral.

(B) Como passa o dia todo em casa, vocês estão sempre juntos.

3. Quando seu filho leva tarefa da escola para casa, o que você faz?

(A) À noite, pergunta se ele fez tudo antes de colocá-lo para dormir.

(B) Acompanha a lição e tira todas as suas dúvidas.

4. Estreou um filme no cinema e seu filho comenta que os amigos dele vão assistir no sábado à tarde. Você, então:

(A) Conversa com uma das mães e pergunta se ela pode levá-lo junto.

(B) Vai com ele ao cinema, pois acha muito importante acompanhá-lo nessas atividades.

5. Você e o seu marido sempre gostaram de sair para jantar juntos, pois esses encontros ajudam a mantê-los unidos. Depois que tiveram filhos…

(A) Nada mudou, afinal podem deixá-los com alguém da família ou com uma babá.

(B) Diminuíram a frequência dos jantares e, sempre que é possível sair, levam as crianças junto.

6. Seu filho reclama que você está sempre ocupada?

(A) Sim, mas ele entende que você precisa trabalhar e que não pode ficar ao lado dele o dia todo.

(B) Não, pois sabe que pode contar com sua presença nos momentos mais importantes e, afinal, passam pouco tempo longe.

7. Você pensa em ter outro filho (ou mais de um)?

(A) Não, pois acha que seria difícil mudar a rotina de toda a família para incluir mais um bebê.

(B) Sim, mas esse ainda é um projeto para o futuro.

8. Quem cuida de todas as tarefas da sua casa, como limpar, cozinhar, lavar roupas, etc.?

(A) Algumas coisas você faz, mas conta com a ajuda de uma diarista, já que está sempre ocupada.

(B) Você e  seu marido dividem as tarefas, embora a maior parte seja responsabilidade sua, já que passa mais tempo em casa.

9. Se tivesse que optar por um animal de estimação para o seu filho, qual seria sua escolha?

(A) Um peixe, pois não gosta muito de animais de estimação, em geral.

(B) Um cachorro ou um gato.

10. Se pudesse escolher, gostaria de morar em:

(A) Um apartamento, pois é bem mais prático, o que resolveria sua vida.

(B) Uma casa, de preferência, com um grande quintal.

11. Você costuma viajar com a família nas férias escolares?

(A) Não, pois nunca consegue tirar férias do trabalho no mesmo período.

(B) Às vezes, mas quando não é possível, opta por levar as crianças para passeios divertidos nos fins de semana.

RESPOSTAS:

Maioria A – Ocupada demais! A rotina corrida não deixa tempo para os filhos. Reorganize suas obrigações e, quando juntos, lhes proporcione momentos inesquecíveis.

Maioria B – Horário flexível. Você equilibra obrigações e momentos com os filhos. Mas esse tempo também deve ser bem aproveitado. Faça tudo de forma especial.

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SAÚDE: piolhos

 

Ter piolhos não é sinal de falta de higiene. Vistos como parasitas de pessoas de baixa renda ou com menor higiene, os piolhos gostam de cabelos limpos e não escolhem classe social. Coça daqui, coça de lá e já começa a desconfiança, que, quando confirmada, provoca vergonha e preocupação em não deixar ninguém saber que se está com piolho. A infestação desses pequenos insetos parasitas, conhecida como pediculose, é bastante comum em crianças e é, equivocadamente, relacionada à pobreza e à falta de higiene. No entanto, piolho não vê idade, sexo, cor ou nível social.

A infestação por piolho atinge de 30% a 40% das crianças brasileiras em idade escolar e pode causar anemia, infecções oportunistas nos locais de grande coceira, além de baixo rendimento nos estudos. De acordo com o dermatologista Hélio Celestino da Silva, a pediculose é própria de crianças em idade escolar. “Piolho gosta de cabelo limpinho, sem oleosidade, por isso as crianças são o principal alvo. Os hormônios da adolescência já provocam a oleosidade do couro cabeludo”, explica.

Além disso, algumas pessoas são mais propensas a pegar piolho. “É o que a gente chama de tropismo. O piolho tem preferência por alguns tipos de couro cabeludo e não se adapta a outros”, esclarece.

Outro motivo para a rápida infestação de piolhos entre crianças é a inquietação dos pequenos. “Como criança pula muito, se movimenta o tempo todo, ele passa de uma cabeça para outra com muita facilidade”, acrescenta Celestino.

Ao contrário do que muita gente pensa, piolho não voa nem pula. De acordo com o dermatologista, o piolho é transmitido pelo contato direto. Por isso, infesta pessoas que convivem num mesmo ambiente. “O piolho se instala no couro cabeludo e ali se reproduz. Ele fica agarrado na raiz do fio, onde enfia a boca pra se alimentar”, explica.

Os piolhos ficam agarrados ao cabelo, perto do couro cabeludo, onde encontram comida e aquecimento. São muito difíceis de encontrar porque têm a tendência de se esconder quando há uma mudança de cabelo, e também a cor deles é normalmente igual à cor do couro cabeludo.

Os piolhos põem seis a oito ovos por dia, que se colam aos cabelos dos indivíduos. Sete a dez dias depois de nascerem, deixam uma casca vazia, a que se dá o nome de “lêndea”. Estas têm cor pérola, e são mais fáceis de encontrar que os piolhos. Infelizmente as lêndeas são impossíveis de tirar quando penteamos o cabelo.

A fêmea do piolho pode pôr mais de 100 ovos, durante sua vida. Estes ovos ficam presos aos cabelos, perto do couro cabeludo, por meio de um material muito forte secretado pela fêmea. Eles chocam os ovos por aproximadamente 8 dias depois que são postos, e crescem aproximadamente até a fase adulta por 9 a 12 dias depois de chocar. Os piolhos adultos sobrevivem só por algumas semanas.

Não existe uma época específica para o “ataque” dos piolhos, mas no inverno o número de crianças infestadas cresce. O período entre junho e julho é a época em que surgem mais casos. O cabelo demora pra secar, as meninas deixam os cabelos mais soltos que no verão, tudo isso promove a transmissão.

TRATAMENTO

Existem várias formas de tratamento para o piolho. Se você pesquisar ou escutar palpites, ficará surpreso com as inúmeras dicas. E algumas delas são pura bobagem! 

O que fazer:

Primeiro Passo: Certifique-se que de fato é uma infestação de piolhos! (pois muitas pessoas ficam apavoradas, fazem um diagnóstico errado e tratam a toa sua cabeça ou a das crianças). Veja as figuras A (piolho) e B (lêndea).

A

B

Segundo Passo : Veja se não são possíveis algumas medidas básicas e de enorme eficiência, como cortar os cabelos bem curtos, ou mesmo raspar. Com o cabelo curto, muitas vezes é possível debelar uma infestação apenas pela catação manual + penteação com pente-fino + o uso de secador de cabelos.

Terceiro passo: Paciência + paciência + paciência + paciência + dedicação. Os piolhos estão vencendo porque são mais pacientes e perseverantes do que muitas mães, pais, tias, avós, babás, professores…

Abaixo as formas mais aceitas atualmente:

Produtos inseticidas de farmácia – lave o cabelo da criança com xampu, ou passe o creme ou loção receitados pelo pediatra. Cada uma tem um jeito de ser usado, por isso leia a bula e siga as instruções com cuidado. Esses produtos têm um inseticida tóxico na fórmula, mas não costumam matar os ovos (só matam os piolhos)! Um problema é: os piolhos podem estar resistentes ao inseticida da fórmula do produto. Assim, se você seguiu corretamente todas as recomendações, e não teve sucesso -> mude de tática. Não adianta insistir com esse produto ou fazer repetidos tratamentos.

Sufocando de forma caseira – lave o cabelo com xampu e aplique em seguida bastante condicionador (pode usar alternativamente apenas sabonete neutro, fazendo bastante espuma, ou ainda, usar apenas óleo de cozinha ou azeite de oliva). Embeber completamente os cabelos e abafar, fazendo uma touca plástica ou usando uma touca de borracha. Manter a touca por pelo menos umas 2 horas. Uma medida melhor, é tratar os cabelos e dormir com a touca de banho. No dia seguinte: lavar, pentear com pente comum, pentear com o pente fino, secar e inspecionar.

Esse tratamento vai sufocar os piolhos. O creme, o sabonete ou o óleo vai tampar as aberturas respiratórias, e sem respirar, os piolhos vão morrer (mas nem sempre vão despregar).

* O condicionador e o óleo facilitam a retirada das lêndeas que estão aderidas aos fios de cabelo.

* Esses tratamentos e o pente fino devem ser repetidos a cada 2 ou 3 dias, durante uns 10 dias. Mesmo se você achar que já acabou com a infestação, deve continuar examinando os cabelos uma vez por semana, removendo as lêndeas.

LEMBRE-SE:

* Ao eliminar os piolhinhos retirados da cabeça, não os jogue em qualquer lugar. Jogue na privada ou guarde em um vidrinho com álcool. Podem servir para educar pessoas que não conhecem bem os piolhos.

* Ferva ou enxágue com água quente a roupa de cama de quem estiver com a infestação, e depois passe tudo com ferro bem quente.

* Limpe bem as escovas e pentes usados para retirar os piolhos, e deixe-os separados das demais pessoas da casa.

* Nunca use produtos que não sejam de farmácia. Alguns criminosos vendem por aí ‘misturinhas’ de inseticidas agrícolas com xampu. Isso é veneno!

UM POUCO DE HISTÓRIA:

Na II Guerra Mundial, muitas pessoas morreram por infecções causadas por esse piolho, principalmente os judeus que ficavam confinados. Como não havia nenhum interesse em tratar essas pessoas, o problema se alastrava.

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GERAÇÃO ARROBA: mais uma opinião do leitor

Boa tarde!!!

Espero que todos estejam descansando, refletindo e curtindo o feriadão.

Estou passando por aqui só para postar o comentário de um leitor do Jornal Tribuna de Minas sobre meu artigo.

Alexandre Kreutzfeld, muito obrigada pelo comentário!!!

“Clara Duarte expõe muito bem em seu artigo o que tenho observado nessa geração. A diversão das brincadeiras de rua, quando éramos crianças, ficou para trás. A convivência com os amigos já se passou. E como outro dia meu filho de 11 anos me falou, chamando-me educadamente de velho:  naquela época você vivia no período clássico, hoje vivemos no moderno.”

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Existe a “fórmula” ideal para passar no vestibular?

Já está disponível no ótimo site www.ecaderno.com a matéria de Rafaela Borges sobre a possível ‘fórmula’ para passar no vestibular.

Rafaela foi extremamente gentil e me incluiu no seu trabalho, vindo até conversar sobre o assunto comigo no colégio.

Leiam aqui a matéria:

Especialista e vestibulandos aprovados nas principais universidades do país vão ajudar você a desvendar esse mistério.

Todos os anos, milhares de estudantes buscam esta resposta. A conquista de uma vaga dentro da universidade representa um primeiro passo vencido por futuros profissionais. Ter sucesso no vestibular significa, para muitos jovens, o início da busca por realizações dentro da carreira escolhida. No entanto, entre tantos métodos para vencer esta etapa, qual seria o melhor?

A psicopedagoga Clara Lucia Duarte orienta jovens vestibulandos há 12 anos e, atualmente, trabalha no Colégio e Curso Apogeu. De acordo com ela, o caminho para o sucesso já começa na escolha do local de estudos. “É preciso que o aluno tenha um lugar certo para estudar. Um ambiente tranquilo, que não tenha elementos que vão dispersar a sua concentração”, afirma. Além disso, outro ponto importante é o autoconhecimento. Para Clara, o aluno deve observar em qual parte do dia absorve mais conteúdo, em quais matérias tem mais facilidade e, usando essas informações, montar um horário de estudos adequado, estando com a matéria sempre atualizada.

No entanto, existem vestibulandos que não conseguem se adaptar a um horário rígido de estudos. Nesses casos, o ideal é desenvolver um método próprio, que consiga abranger todos os conteúdos, e que não desgaste demais o estudante. Segundo a psicopedagoga, estudar cerca de 50 minutos cada matéria, alternando entre humanas e exatas, é o mais interessante a ser feito. “Estudando desta forma dá para assimilar todo o conteúdo sem cansar o cérebro”, afirma.

Outra dica importante é a forma de estudar as matérias. Normalmente, as provas de vestibulares possuem um conteúdo muito extenso, exigindo dos alunos um alto grau de memorização. “Para facilitar a absorção do conteúdo, eu falo para os alunos marcarem o texto. O nosso cérebro presta muita atenção em cores fortes, além de guardar facilmente o visual. É interessante ter canetas marca-texto, aquelas bem coloridas. Fazer muitos quadros e setas nas partes importantes da matéria. Além disso, com aqueles conteúdos que certamente serão cobrados, o ideal é fazer pequenas fichas e colá-las onde o vestibulando sempre está: na mesa de estudos, na cama, no caderno. É impressionante a capacidade que o nosso cérebro tem de guardar essas coisas pequenas”, conta Clara.

Vestibulandos de sucesso
 
O estudante Thiago Machado Nogueira, ex-aluno do Colégio dos Jesuítas, foi aprovado em cinco dos vestibulares mais concorridos do país, e nos contou como se dedicava aos estudos. “Sempre fui muito flexível em relação ao meu horário de estudo. Apesar de muitos profissionais da área de pedagogia recomendarem um estudo programado e com horários bem definidos, eu estudava mais o que eu tinha vontade no momento e o que era preciso para aquela situação. Talvez a principal razão disso tenha sido o fato de eu ter várias atividades fora da escola, que de certa forma impediam que eu tivesse uma regularidade muito ‘espartana’ em relação aos horários destinados a esse fim”.

Ele nos mostrou também a forma como preparava os diversos conteúdos. “Para matérias das ciências exatas, procurava fazer o maior número de exercícios que pudesse, sempre com uma leitura prévia do livro didático que julgava claro e de qualidade. Já para história, geografia e biologia, acredito que um material didático completo e que traga exercícios dos temas mais recorrentes de vestibular é imprescindível, além de fazer resumos constantemente. E para português, tinha métodos variados: para gramática, exercícios ajudavam muito no entendimento das regras e na memorização das exceções; para interpretação de texto costumava usar a fórmula tradicional: leitura tanto de livros didáticos de português quanto de livros de meu interesse por lazer, sempre buscando entender ao máximo aquilo que estava explícito no texto e, também, o que estava nas entrelinhas”.

O acadêmico do curso de medicina da USP ressaltou ainda a importância de prestar atenção nas aulas. “O estudo deve ser como uma revisão, e não uma leitura de algo que não se tenha a menor ideia”.

Karen Cristina Coimbra Ishii, ex-aluna do Colégio Santa Catarina, arrebatou a primeira colocação geral no Programa de Ingresso Seletivo Misto (PISM) da UFJF, além de ter sido aprovada em outros três vestibulares para medicina, e contou ao Ecaderno a sua rotina de estudos. “Eu não tinha um horário de estudos muito rígido. Estudava de acordo com a necessidade. Por exemplo, se eu achava difícil um conteúdo de uma determinada matéria, estudava muito mais focada naquilo do que em uma disciplina que achava mais fácil”.

Ela nos mostrou também como adaptava os estudos à rotina. “Eu ia ao colégio de manhã e estudava durante a tarde. Normalmente, eu não estudava muito à noite, pois eu já estava cansada e meu estudo não rendia tanto. Então, eu procurava descansar e não ir dormir muito tarde, porque ficar com sono atrapalhava meu rendimento. Além disso, eu ainda fazia inglês na parte da noite, dava pra descontrair um pouco sem atrapalhar a minha preparação.”

A futura médica mostrou ainda como preparava as matérias para o dia da prova. “Resumos nunca funcionaram muito bem para mim. Eles são ótimos para estudar na véspera da prova, mas eu acho que eu perdia muito tempo fazendo-os. Então, eu estudava mais lendo mesmo, principalmente, os conteúdos da área de humanas. Quanto à área de exatas, eu estudava fazendo exercícios sobre o conteúdo.”

Agora é só aproveitar as dicas e colocar a mão na massa… Ou melhor, no caderno!

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GERAÇÃO ARROBA: opinião do leitor

Bom dia! E um bom dia especial para Antonio Batista Aguiar.

Ele enviou ao Jornal Tribuna de Minas um comentário sobre meu artigo ‘Geração Arroba’. Gostei muito de sua colocação. Vejam:

              “Clara Duarte, eu assino embaixo tudo que foi dito no seu artigo. Por causa da interatividade, já existem pessoas que nem de casa saem, os amigos e até parentes são virtuais. Com isto, está acabando o calor humano. Não sei onde iremos chegar. As perspectivas não são nada boas.”

Antonio, obrigada por ‘assinar embaixo’.

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