Compra de material escolar deve ser negociada entre pais e filhos em MG

material escolar

Olá! O sábado passou sem chuvas e a noite está chegando com umas nuvens que comprovam a previsão do tempo anunciada na TV. Conferindo o site do G1 (que eu gosto tanto) vi que a jornalista Nathalie Guimarães publicou a conversa que tivemos sobre as escolhas do material escolar. Segue o texto na íntegra. Aproveitando: bom domingo!

Psicopedagoga de Juiz de Fora explica que é preciso fazer compensações.

Janeiro é época de renovar os materiais escolares para mais um ano letivo. São muitas opções, itens mais simples, mais caros, coloridos, da “moda”, e os pais esbarram na vontade e nos gostos dos filhos no momento de escolher o que será comprado. Nesse contexto, a psicopedagoga de Juiz de Fora, Clara Duarte, orientou que é importante saber negociar com os filhos, além de conscientizá-los sobre os valores dos objetos.

A profissional ressaltou que, na hora de escolher e comprar o material escolar, é preciso bom senso e negociação entre pais e filhos. “É sempre preciso buscar o equilíbrio. Não tem problema comprar um material da ‘moda’, mas tem que combinar com a criança”, explicou.

Ela ainda destacou ser favorável levar os filhos à papelaria como uma maneira de esclarecer a visão delas sobre os preços dos produtos. “Caso a criança queira um determinado caderno, o pai pode negociar com a criança, compensando a compra com borrachas e apontador mais simples”, exemplificou.

No entanto, a psicopedagoga informou que ter muitos desses materiais coloridos e característicos da “febre” do momento pode ser um fator de distração em sala de aula, além de fascinar os colegas, que começam a pedir aos pais o mesmo produto. “Esse estímulo ao consumismo pode prejudicar a concentração do aluno já que a criança passa a entender o material como um brinquedo. Elas estão em uma idade lúdica”, explicou.

Clara afirmou que padronizar todos os materiais é um exagero, mas disse que existe a necessidade de uniformizá-los para evitar que um aluno se sinta constrangido em relação ao outro. “As crianças têm as preferências delas e é preciso entendê-las. Cabe ao colégio cobrar o conteúdo, tarefas bem feitas e capricho do aluno”, relatou.

Em um colégio de Juiz de Fora, não existe padronização do material escolar em cores, por exemplo, mas a escola faz algumas sugestões. “Orientamos para que o material seja simples e leve para não pesar na mochila e não estimular o consumismo”, explicou a coordenadora de educação infantil ao 5º ano, Maria Matilde Rodrigues, que ainda explicou que a orientação visa evitar comparações entre os alunos, além de dispersão e desconcentração em sala de aula.

A fonoaudióloga Lúcia Maricato prefere ir sozinha às compras e, segundo ela, os dois filhos, Gustavo, de 12 anos, e Stella, de nove, acatam as escolhas dela. Eles têm preferências, mas entendem quando a mãe conversa com eles sobre a diferença de preços dos materiais. “Digo a eles que eles são bons alunos e que merecem o que querem, mas que é preciso priorizar algumas coisas, principalmente neste início de ano em que há muitos gastos”, explicou.

Para personalizar os materiais de acordo com o gosto da menina, Lúcia e Stella decoram juntas os cadernos de capa dura com adesivos e figurinhas. No ano passado, os cadernos ganharam imagens de uma novela infantil e neste ano o tema escolhido foi o personagem animado de um jogo. “Ela gosta e é bom participar deste processo criativo”, contou a mãe Lúcia.

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