CYBERBULLYING: Violência Virtual

Olá! Hoje, foi publicado no jornal Tribuna de Minas um artigo que preparei sobre Cyberbullying. Segue na íntegra:

“Compara-se muitas vezes a crueldade do homem à das feras, mas isso é injuriar estas últimas.” Dostoievski, sem imaginar que um dia precisaríamos lutar contra a crueldade e covardia do cyberbullying, evolução aprimorada do original bullying, já antecipava que, no futuro, provocaríamos no mundo real a discussão sobre o comportamento daqueles que se envolvem nas violentas situações escondidas nas telas do computador e outros aparelhos eletrônicos, retirando de nossas casas o título de “lugar seguro”.
Cyberbullying, ação que pode ser particularmente traumatizante, é o ataque de uma pessoa a outra com o uso das tecnologias interativas. Essa violência, que inclui ameaças de morte, envio de vírus, invasão a contas de e-mail, trata-se de um constrangimento intencional. Campanhas e pesquisas defendem que pais, responsáveis e educadores devem dialogar com crianças e adolescentes sobre o uso responsável da tecnologia e o modo correto de utilizar a internet, apresentando os perigos dessa forma de agressão. Trata-se de deixar vítimas cientes de que é preciso falar sobre o problema e agressores conscientes de que consequências existem.
Anos atrás, na época em que as redes sociais não existiam, quando alguém sofria alguma humilhação, poucos ficavam sabendo, e, tempo depois, ninguém mais comentava sobre o assunto. A ação, ainda que ficasse na memória do agredido, era mais fácil de ser tratada, pois a abrangência social era menor. Nos dias atuais, a digitalização da vida cotidiana é o espaço preferido por agressores, visto que promove exposição da vida íntima e privada, facilitando por vezes a violação dos direitos humanos.
Não estamos aqui culpando ou condenando estes espaços, apenas pontuando o cuidado que devemos ter com o que publicamos na rede. Instrumento importante para o desenvolvimento da humanidade, a internet, assim como o avião (por exemplo), pode ser utilizada tanto para o bem como para o mal. As intimidações vexatórias por meio eletrônico são uma evolução das antigas pichações em muros, feitas na calada da noite, com o desejo de causar dor nas vítimas e garantir impunidade aos praticantes.
Com a intimidade invadida na mídia e recebendo constrangimento físico ou psicológico, intencional e reiterado, as difamações podem se espalhar pela rede, em um processo irreversível, em que o espaço do medo fica ilimitado, segundo Maria Tereza Maldonado, psicoterapeuta que discute as implicações destes abusos. Finalizando, ainda pouco comentado, muito se pode fazer nesta batalha cibernética. É muito importante que o agredido não responda, não repita e não entre no jogo do agressor. Que peça ajuda e que salve as evidências, para que, caso seja necessário, autoridades possam resolver a situação de forma adequada e, como indispensável, que não se tenha medo!

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