O bebê e a creche

Se a vida moderna obriga as mães a colocarem seus bebês em creches cada vez mais cedo, obriga, também, a ficarem atentas aos problemas do frio: tosse, catarro, febre, formando uma sinfonia preocupante.

Em geral, os bebês e as crianças novinhas que frequentam as creches e escolas infantis ficam mais doentes que as demais. Nesses ambientes, as crianças estão em contato direto umas com as outras. Por serem novas, elas estão com suas defesas imunológicas se desenvolvendo e, ficar doente, faz parte desse processo.

As principais vias de transmissão de doenças nesses ambientes são:

– via respiratória: pelo ar (gripes, resfriados, etc.)

– via orofecal: contato de superfície (contaminadas por fezes, vômitos, etc.)

Para diminuir um pouco os riscos, seguem 10 dicas para pais escolherem a creche de seus filhos, recomendadas pelo Dr. Alisson Costa de Morais :

1. Ao procurar uma creche ou escola, verifique se as instalações se encontram dentro dos padrões estabelecidos pela vigilância sanitária municipal. Por exemplo, alguns dos principais fatores de disseminação das infecções respiratórias são a aglomeração de alunos numa sala de aula ou berçário de creche e o grau de ventilação e renovação de ar destes ambientes. Hoje em dia, é comum encontrarmos salas de aula e berçários de creches refrigerados. Se por um lado aumenta o conforto dos alunos, por outro diminui a ventilação e renovação de ar destes ambientes. Além disso, deve-se observar o grau de manutenção dos filtros dos condicionadores de ar, pois quando a limpeza é descuidada, pode contribuir para o agravo no aparelho respiratório das crianças.

2. Observe também a localização do colégio. Verifique se na vizinhança existem indústrias poluentes ou estabelecimentos de serviço que possam contribuir para piorar a qualidade do ar na localidade (oficinas para pintura automotiva, por exemplo).

3. Leve seu filho periodicamente ao pediatra, mesmo que esteja bem. Tanto faz que seja no serviço público, médico do convênio ou médico particular. Mas, sempre que possível, dê preferência que seja sempre o mesmo médico. Isto facilita muito as coisas já que além de haver um natural estreitamento de relações entre o médico, a criança e familiares, ele passará a conhecer melhor a criança, facilitando sobremaneira seu acompanhamento.

4. É importante ressaltar que o pediatra deve ser o maestro e poderá indicar o concurso de colegas de outras especialidades para auxílio no diagnóstico e tratamento. Se a criança for alérgica, é importante que o tratamento seja feito em harmonia com o alergista.

5. Não leve a criança para a creche ou escolinha se estiver febril, para evitar contaminar os coleguinhas.

6. Evite levar a criança ao pronto socorro ao primeiro sinal da febre. Se possível, ligue para o pediatra ou para o alergista e peça uma orientação.

7. Lembre-se: a boa saúde imunológica depende de vários fatores, incluindo uma alimentação saudável e balanceada (hortaliças, legumes, frutas, cereais, carnes, peixes, ovos, leite, etc…). Evite vícios alimentares (excesso de refrigerantes, frituras, fast food, guloseimas, etc.).

8. Mantenha a caderneta de vacinação de seu filho em dia. Quando indicado, o médico poderá prescrever vacinas adicionais. Por exemplo, crianças alérgicas se beneficiarão com a vacina anual para gripe.

9. Dentro de casa não exponha seu filho a fumaça do cigarro. Não fume e não deixe que fumem em sua casa ou junto à criança.

10. Esportes e vida ao ar livre são muito positivos. Mas, cuidado com a natação! Trata-se de um excelente exercício aeróbico desenvolvendo bastante a capacidade respiratória. O problema é que crianças alérgicas portadoras de rinite alérgica descompensada, asma não controlada e dermatite atópica podem piorar sua alergia, seja pelo exercício físico seja pelo contato com água clorada.
Quem tem piscina em casa sabe que durante o verão há necessidade de se clorar mais a água seja pela maior utilização da piscina como também pela maior evaporação do cloro em decorrência da maior insolação da estação. Saiba também que as tais “piscinas salinizadas” apesar de terem uma quantidade de cloro menor que as que recebem tratamento tradicional não são totalmente isentas deste sal. Ou seja, cada caso é um caso! Por isso, antes de iniciar a prática do esporte, converse a respeito com o alergista.

Para encerrar, tenha sempre um “Plano B”, ou seja, uma alternativa, para quando a criança ficar doente e não puder frequentar a creche/escola. Esperamos que isso não aconteça, não sendo necessário usá-lo, mas crianças são crianças e, algumas vezes, ficam realmente doentes.

A dica é do livro da Franco Editora, ideal para nossas crianças mais novinhas:

ADIVINHE QUEM É

Texto: Gláucia de Souza
Ilustrações: Ana Siffert
12 páginas – 17x17cm

Será uma arara ou uma coisa rara? Um mosquito ou um bicho com nome esquisito? Não tem pé e nem cabeça ou parece mas não é?

Perdeu a pergunta da rádio, durante o programa?

Nossa amiga ouvinte Míriam Litieri foi rápida, telefonou e ganhou um exemplar desse livro. Se você não conseguiu, pode comprá-lo na Livraria Arco-Íris: Rua Halfeld nº 744, loja 04 – Centro / Juiz de Fora – MG. Lá, você encontra, também, toda a Coleção “Aprendendo a Voar”.

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