A música na escola

Boa tarde! Hoje, no Programa da rádio, conversamos sobre a inclusão do conteúdo de música nas escolas. Depois de muito papo, risadas e um bom aprendizado, coloco aqui as principais informações mas, aproveito para agradecer a Valéria, o Balboa e o Lula que tornam minhas terças muito mais alegres. Adoro vocês!!!

PRAZO

O ano de 2011 é o limite para que toda escola pública e privada do Brasil inclua o ensino de música em sua grade curricular. A exigência surgiu com a lei nº 11.769, sancionada em 18 de agosto de 2008, pelo Presidente Lula, que determina que a música deve ser conteúdo obrigatório em toda a Educação Básica. “O objetivo não é formar músicos, mas desenvolver a criatividade, a sensibilidade e a integração dos alunos” diz a professora Clélia Craveiro – conselheira da Câmara de Educação Básica do CNE (Conselho Nacional de Educação).

Nas escolas, a música não deve ser necessariamente uma disciplina exclusiva. Ela pode integrar o ensino de artes. A música é apenas uma das linguagens da disciplina chamada artes, que engloba, ainda, as artes plásticas e cênicas. A idéia é trabalhar com uma equipe multidisciplinar. Cada escola tem autonomia para decidir como incluir esse conteúdo de acordo com seu projeto político-pedagógico.

SÉRIES DA EDUCAÇÃO BÁSICA QUE TERÃO AULAS DE MÚSICA

A lei nº 11.769 tornou o ensino de música obrigatório na Educação Básica (que engloba Educação Infantil e o Ensino Fundamental). Mas ela não especifica se todas as séries devem ter a música incluída em sua grade curricular. “Assim como a quantidade de aulas por semana, isso teria de ter sido definido até este ano, junto aos sistemas de ensino estaduais e municipais”, diz Clélia Craveiro, conselheira da Câmara de Educação Básica do CNE (Conselho Nacional de Educação). Segundo a presidente nacional da Associação Brasileira de Educação Musical (ABEM), Magali Kleber, cada secretaria está preenchendo esta lacuna do seu jeito. “Isso revela uma riqueza de que como é possível ter vários projetos pedagógicos para o ensino de música. Já que está tudo parado em âmbito nacional, isso tinha que ser resolvido nos estados”, afirma. A não especificação de alguns pontos da lei permite que em diferentes anos de estudos se tenha diferentes tipos de aula de artes. Tudo depende da proposta político-pedagógica de cada escola.

OBJETIVOS DO ENSINO DE MÚSICA

“A música contribui para a formação integral do indivíduo, reverencia os valores culturais, difunde o senso estético, promove a sociabilidade e a expressividade, introduz o sentido de parceria e cooperação, e auxilia o desenvolvimento motor, pois trabalha com a sincronia de movimentos”, explica Sonia Regina Albano de Lima, diretora regional da Associação Brasileira de Ensino Musical, (ABEM) e diretora dos cursos de graduação e pós-graduação lato sensu em Música e Educação Musical da FMCG (Faculdade de Música Carlos Gomes). O trabalho com música desenvolve as habilidades físico-cinestésica, espacial, lógico-matemática, verbal e musical. “Ao entrar em contato com a música, zonas importantes do corpo físico e psíquico são acionadas – os sentidos, as emoções e a própria mente. Por meio da música, a criança expressa emoções que não consegue expressar com palavras”, completa Sonia Regina. “A música fez bem para a autoestima do estudante, já que alimenta a criação”.

O QUE SERÁ ENSINADO AOS ALUNOS

O ensino de música não é como antigamente, quando se aprendia as notas musicais e canto orfeônico, mas o que as crianças devem aprender nas aulas? O MEC recomenda que, além das noções básicas de música, dos cantos cívicos nacionais e dos sons de instrumentos de orquestra, os alunos aprendam cantos, ritmos, danças e sons de instrumentos regionais e folclóricos para, assim, conhecer a diversidade cultural do Brasil.

A lei não especifica conteúdos, portanto as escolas terão autonomia para decidir o que será trabalhado. “É muito complicado impor um conteúdo programático obrigatório para as aulas de música, quando a LDB (Lei de Diretrizes e Bases) nº 9294/96 privilegia a flexibilidade do ensino”, diz Sonia Albano, diretora regional da Associação Brasileira de Ensino Musical (ABEM), para quem o mais importante seria trabalhar a coordenação motora, o senso rítmico e melódico, o pulso interno, a voz, o movimento corporal, a percepção, a notação musical sob bases sensibilizadoras, além de um repertório que atinja os universos erudito, folclórico e popular.

“Os professores estão privilegiando projetos simbólicos que já vem da realidade dos alunos, priorizando um capital social trazido pelos alunos para que seja ampliando. Assim, é possível chegar a ensinar músicas de todo mundo e de diferentes épocas”, diz Magali Kleber, presidente nacional da ABEM (Associação Brasileira de Educação Musical). “O ensino de música deve envolver o capital simbólico e cultural da região da escola. Deve-se trabalhar com uma perspectiva antropológica, envolvendo os pais, os alunos e contexto sócio-cultural”, completa.

A IMPORTÂNCIA DA MÚSICA NA ESCOLA

A educação física desenvolve o físico enquanto a música desenvolve a mente, equilibra as emoções proporcionando paz de espírito, na qual o indivíduo pode melhor concentrar em qualquer campo de pesquisa e do pensamento.

A MÚSICA AUXILIA NO DESENVOLVIMENTO DO CÉREBRO

Aulas de música na infância realmente desenvolvem o cérebro. Pesquisadores alemães descobriram que a área do cérebro utilizada para analisar tons musicais é, em média 25% maior nos músicos. Quanto mais cedo começar o treino musical maior a área do cérebro desenvolvida. Depois de aprenderem as notas musicais e divisões rítmicas os estudantes de música tiveram notas 100% maiores que seus companheiros que tiveram aulas de frações pelos métodos tradicionais.

PESQUISAS SOBRE O DESEMPENHO DAS CRIANÇAS QUE TÊM ACESSO AS AULAS DE MÚSICA

A Universidade da Califórnia em Irvine descobriu que após seis meses tendo aulas de piano, crianças pré-escolares tiveram desempenho 34% melhor em testes de raciocínio tempero-espacial que aquelas que não tiveram, nenhum treino ou aquelas que tiveram aulas de informática.

Pesquisadores acreditam que a música é uma forma superior de ensinar os estudantes primários o conceito de frações. Crianças que estudam música saem-se melhor na escola e na vida, normalmente recebem notas mais altas nos testes de aptidão escolar.

Bom, com o prazo para a adaptação terminando, vamos ver como as escolas se organizarão para a inclusão da maravilha que é a música!

Minha dica de hoje é o CD Grupo de Percussão da UFMG com o Coral Infantil da Fundação Clóvis Salgado: Villa-Lobos e os Brinquedos Roda.

A ideia do CD é reconhecer o importante trabalho que Villa-Lobos realizou e trazer, com outras sonoridades, as canções das brincadeiras infantis, valorizando-as nos aspectos melódicos, rítmicos e harmônicos, com destaque aos timbres dos instrumentos de percussão.
As canções tiveram um toque especial pelo competente professor e diretor do Grupo de Percussão da UFMG Fernando Rocha que, além de fazer as adaptações dos arranjos para o grupo de percussão, orientou seus alunos no exercício de orquestração de algumas delas. As vozes das crianças são do Coral Infantil da Fundação Clóvis Salgado, sob a regência sensível e talentosa de Lara Tanaka.

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2 Comentários

Arquivado em Música

2 Respostas para “A música na escola

  1. Vagner de Jesus Lopes

    ótimo eu ja trabalhava com música desde 2004 mas não tinha apoio por parte da secretaria de educação hoje com a lei 11.769 estão vendo a música com outros olhos!

  2. A música para mim me trás um certo conforto me da alegria eu hoje estudo música na uniésp de são paulo busco minha licenciatura para lecionar e pretendo fazer o meu melhor nessa área estou feliz…

    .

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