Existe a “fórmula” ideal para passar no vestibular?

Já está disponível no ótimo site www.ecaderno.com a matéria de Rafaela Borges sobre a possível ‘fórmula’ para passar no vestibular.

Rafaela foi extremamente gentil e me incluiu no seu trabalho, vindo até conversar sobre o assunto comigo no colégio.

Leiam aqui a matéria:

Especialista e vestibulandos aprovados nas principais universidades do país vão ajudar você a desvendar esse mistério.

Todos os anos, milhares de estudantes buscam esta resposta. A conquista de uma vaga dentro da universidade representa um primeiro passo vencido por futuros profissionais. Ter sucesso no vestibular significa, para muitos jovens, o início da busca por realizações dentro da carreira escolhida. No entanto, entre tantos métodos para vencer esta etapa, qual seria o melhor?

A psicopedagoga Clara Lucia Duarte orienta jovens vestibulandos há 12 anos e, atualmente, trabalha no Colégio e Curso Apogeu. De acordo com ela, o caminho para o sucesso já começa na escolha do local de estudos. “É preciso que o aluno tenha um lugar certo para estudar. Um ambiente tranquilo, que não tenha elementos que vão dispersar a sua concentração”, afirma. Além disso, outro ponto importante é o autoconhecimento. Para Clara, o aluno deve observar em qual parte do dia absorve mais conteúdo, em quais matérias tem mais facilidade e, usando essas informações, montar um horário de estudos adequado, estando com a matéria sempre atualizada.

No entanto, existem vestibulandos que não conseguem se adaptar a um horário rígido de estudos. Nesses casos, o ideal é desenvolver um método próprio, que consiga abranger todos os conteúdos, e que não desgaste demais o estudante. Segundo a psicopedagoga, estudar cerca de 50 minutos cada matéria, alternando entre humanas e exatas, é o mais interessante a ser feito. “Estudando desta forma dá para assimilar todo o conteúdo sem cansar o cérebro”, afirma.

Outra dica importante é a forma de estudar as matérias. Normalmente, as provas de vestibulares possuem um conteúdo muito extenso, exigindo dos alunos um alto grau de memorização. “Para facilitar a absorção do conteúdo, eu falo para os alunos marcarem o texto. O nosso cérebro presta muita atenção em cores fortes, além de guardar facilmente o visual. É interessante ter canetas marca-texto, aquelas bem coloridas. Fazer muitos quadros e setas nas partes importantes da matéria. Além disso, com aqueles conteúdos que certamente serão cobrados, o ideal é fazer pequenas fichas e colá-las onde o vestibulando sempre está: na mesa de estudos, na cama, no caderno. É impressionante a capacidade que o nosso cérebro tem de guardar essas coisas pequenas”, conta Clara.

Vestibulandos de sucesso
 
O estudante Thiago Machado Nogueira, ex-aluno do Colégio dos Jesuítas, foi aprovado em cinco dos vestibulares mais concorridos do país, e nos contou como se dedicava aos estudos. “Sempre fui muito flexível em relação ao meu horário de estudo. Apesar de muitos profissionais da área de pedagogia recomendarem um estudo programado e com horários bem definidos, eu estudava mais o que eu tinha vontade no momento e o que era preciso para aquela situação. Talvez a principal razão disso tenha sido o fato de eu ter várias atividades fora da escola, que de certa forma impediam que eu tivesse uma regularidade muito ‘espartana’ em relação aos horários destinados a esse fim”.

Ele nos mostrou também a forma como preparava os diversos conteúdos. “Para matérias das ciências exatas, procurava fazer o maior número de exercícios que pudesse, sempre com uma leitura prévia do livro didático que julgava claro e de qualidade. Já para história, geografia e biologia, acredito que um material didático completo e que traga exercícios dos temas mais recorrentes de vestibular é imprescindível, além de fazer resumos constantemente. E para português, tinha métodos variados: para gramática, exercícios ajudavam muito no entendimento das regras e na memorização das exceções; para interpretação de texto costumava usar a fórmula tradicional: leitura tanto de livros didáticos de português quanto de livros de meu interesse por lazer, sempre buscando entender ao máximo aquilo que estava explícito no texto e, também, o que estava nas entrelinhas”.

O acadêmico do curso de medicina da USP ressaltou ainda a importância de prestar atenção nas aulas. “O estudo deve ser como uma revisão, e não uma leitura de algo que não se tenha a menor ideia”.

Karen Cristina Coimbra Ishii, ex-aluna do Colégio Santa Catarina, arrebatou a primeira colocação geral no Programa de Ingresso Seletivo Misto (PISM) da UFJF, além de ter sido aprovada em outros três vestibulares para medicina, e contou ao Ecaderno a sua rotina de estudos. “Eu não tinha um horário de estudos muito rígido. Estudava de acordo com a necessidade. Por exemplo, se eu achava difícil um conteúdo de uma determinada matéria, estudava muito mais focada naquilo do que em uma disciplina que achava mais fácil”.

Ela nos mostrou também como adaptava os estudos à rotina. “Eu ia ao colégio de manhã e estudava durante a tarde. Normalmente, eu não estudava muito à noite, pois eu já estava cansada e meu estudo não rendia tanto. Então, eu procurava descansar e não ir dormir muito tarde, porque ficar com sono atrapalhava meu rendimento. Além disso, eu ainda fazia inglês na parte da noite, dava pra descontrair um pouco sem atrapalhar a minha preparação.”

A futura médica mostrou ainda como preparava as matérias para o dia da prova. “Resumos nunca funcionaram muito bem para mim. Eles são ótimos para estudar na véspera da prova, mas eu acho que eu perdia muito tempo fazendo-os. Então, eu estudava mais lendo mesmo, principalmente, os conteúdos da área de humanas. Quanto à área de exatas, eu estudava fazendo exercícios sobre o conteúdo.”

Agora é só aproveitar as dicas e colocar a mão na massa… Ou melhor, no caderno!

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