BULLYING: mais reflexões

“Quem agride, quer que o seu alvo se sinta infeliz como na verdade ele é. É provável que o agressor também tenha sido humilhado um dia, descarregando no mais frágil a sua própria frustração e impotência.” Maluh Duprat

Hoje, com a semana no início, quero começar escrevendo mais um pouquinho sobre bullying, na tentativa de despertar em mais pessoas a vontade de ajudar a vencer essa prática e de abrir os olhos de quem ainda não percebe quando se vê com o problema a sua volta. Apesar da descrição simples – uma discriminação, feita por alguns cidadãos contra uma única pessoa – não se trata de mero probleminha. Bulling pode ser um mal que se carregará durante um período da vida muitíssimo grande.

Quando alguém diz que você está gorda, uma baleia, que seu cabelo está feio, você irá rapidamente ao espelho para conferir ou se arrumar. Agora, pense bem: imagine duas, três, dez pessoas, todo o dia, todo o tempo, falando mal do seu cabelo, de seu corpo e diversas outras coisas que você não tem culpa por ter ou não. Isso seria insuportável e os causadores, infelizmente, tratados por alguns como heróis.

Esses agressores criam apelidos como “baleia”, “quatro olhos”, “vareta”, “mongol” e muitos outros. Também usam de atitudes como chutes, empurrões e puxões de cabelo com alunos dedicados, que geralmente sofrem  represalias por parte de alguns “colegas”. Em geral, não por características físicas mas pelas intelectuais. São comportamentos típicos de alunos em sala de aula. Brincadeiras próprias da idade? Não. São atos agressivos, intencionais e repetitivos, que ocorrem sem motivação evidente e que caracterizam o chamado fenômeno bullying.

O que tem me assustado muito é o resultado de estudos mundiais revelando que, de 5% a 35% dos alunos estão envolvidos nesse tipo de comportamento. Mais assustador ainda, são os números em nosso país, quando alguns estudos demonstram que esses índices chegam a 49%. O fenômeno acontece nos seus diversos aspectos: escolar, familiar, social, cultural, ético, legal e saúde.

Com os avanços da tecnologia, esse constrangimento saiu das escolas (onde era um lugar comum) e ganhou força na internet.  A nova prática recebeu o nome de “Cyberbulling” e se apossou dos blogs, Orkut, Msn, etc. O agressor nesse caso, muitas vezes escondido atrás de um apelido, dissemina sua raiva e felicidade enviando mensagens ofensivas a outras pessoas. Em muitos casos, ele exibe fotos comprometedoras, altera o perfil das vítimas e incita terceiros a reforçar o ataque. O único propósito é a humilhação da vítima e isolamento daquele que é considerado mais fraco ou diferente.

Não é interessante responder às provocações, pois é exatamente isso que ele quer. Não se deve manter segredo da ofensa, intimidando-se.  A vítima deve refletir e se questionar sobre os próprios complexos, aprendendo a lidar com eles. Buscar ajuda na família e nos profissionais da escola (ou do local onde a prática está acontecendo) pode fazer toda a diferença.

Pra terminar, cabe lembrar que bulling não é nada bom. Se você conhece alguém que sofre com isso, ajude-o. Pois você se beneficiará com uma nova amizade, além de ajudar o próximo.

NÃO PERCAM!  Amanhã, 12 de abril, às 12h30, no Programa da Valéria Magalhães – Toque Feminino, Quadro Sopa de Letrinhas – falaremos novamente sobre Bullying. (Rádio Catedral FM 102,3)

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