Arquivo do mês: abril 2011

I – AS MÃES

Com o dia especial das mães chegando (ainda que saibamos: todo dia é dia das mães), resolvi postar alguns textos meus e de pessoas que admiro sobre esse ‘anjo’ que chamamos de MÃE.

Bom, vou começar com um texto meu e, talvez, cause estranheza em meu ponto de vista. Se provocar reações diversas, será ótimo! Pois o que vale é justamente isso: opiniões diferentes que produzem belos diálogos e conclusões inesperadas (ou não).

A EFEMÉRIDE*

Faltando uma semana para o famoso ‘Dia das Mães’ sabemos que as escolas de educação infantil e fundamental I realizarão diversas atividades e eventos pelo dia. São comemorações importantes, levadas a sério, mudando os hábitos e rotinas dos alunos, visto que utilizam da programação do horário escolar para organizar e produzir tal evento.

Em contrapartida, existem escolas que, assim como eu, não prestam as homenagens – em forma de presente ou festa – não querendo dizer que não seja reconhecido o valor e a importância delas. Trata-se justamente do contrário, a importância é tão grande que torna-se desnecessário exigir a visita ao colégio em horários que muitas estão envolvidas com o trabalho e com a família.

Algumas mães mostram-se tristes por não receberem agrados enquanto as amigas estão exibindo lembrancinhas de filhos que estudam onde ainda se cultuam essas comemorações mas, é preciso que se preste atenção nas transformações que as famílias – e a sociedade – estão passando.

Como vamos trabalhar com as crianças que não convivem com suas mães (ou até já as perderam)? Observem: as famílias mudaram, a sociedade mudou e as escolas não mudaram?

A hora de nos libertarmos dos antigos padrões chegou! Inclusive devemos ensinar isso aos nossos alunos!

E, encerrando, aos que buscam a essência tradiconal das mensagens, utilizo de uma crônica de Rubem Braga, regada de irreverência.

Mãe

Rubem Braga

O menino e seu amiguinho brincavam nas primeiras espumas; o pai fumava um cigarro na praia, batendo papo com um amigo. E o mundo era inocente, na manhã de sol.

Foi então que chegou a mãe, muito elegante em seu short, e mais ainda em seu maiô. Trouxe óculos escuros, uma esteirinha para se esticar, óleo para a pele, revista para ler, pente para se pentear — e trouxe seu coração de mãe que imediatamente se pôs aflito achando que o menino estava muito longe e o mar estava muito forte.

Depois de fingir três vezes não ouvir seu nome gritado pelo pai, o garoto saiu do mar resmungando, mas logo voltou a se interessar pela alegria da vida, batendo bola com o amigo. Então a mãe começou a folhear a revista mundana — “que vestido horroroso o da Marieta neste coquetel” — “que presente de casamento vamos dar à Lúcia? tem de ser uma coisa boa” — e outros pequenos assuntos sociais foram aflorados numa conversa preguiçosa. Mas de repente:

— Cadê Joãozinho?

O outro menino, interpelado, informou que Joãozinho tinha ido em casa apanhar uma bola maior.

— Meu Deus, esse menino atravessando a rua sozinho! Vai lá, João, para atravessar com ele, pelo menos na volta!

O pai achou que não era preciso:

— O menino tem OITO anos, Maria!

— OITO anos, não, oito anos, uma criança. Se todo dia morre gente grande atropelada, que dirá um menino distraído como esse!

E erguendo-se olhava os carros que passavam, todos guiados por assassinos (em potencial) de seu filhinho.

— Bem, eu vou lá só para você não ficar assustada.

Talvez a sombra do medo tivesse ganho também o coração do pai; mas quando ele se levantou e calçou a alpercata para atravessar os vinte metros de areia fofa e escaldante que o separavam da calçada, o garoto apareceu correndo alegremente com uma bola vermelha na mão, e a paz voltou a reinar sobre a face da praia.

Agora o amigo do casal estava contando pequenos escândalos de uma festa a que fora na véspera, e o casal ouvia, muito interessado — “mas a Niquinha com o coronel? não é possível!” — quando a mãe se ergueu de repente:

— E o Joãozinho?

Os três olharam em todas as direções, sem resultado. O marido, muito calmo — “deve estar por aí”, a mãe gradativamente nervosa — “mas por aí, onde?” — o amigo otimista, mas levemente apreensivo. Havia cinco ou seis meninos dentro da água, nenhum era o Joãozinho. Na areia havia outros. Um deles, de costas, cavava um buraco com as mãos, longe.

— Joãozinho!

O pai levantou-se, foi lá, não era. Mas conseguiu encontrar o amigo do filho e perguntou por ele.

— Não sei, eu estava catando conchas, ele estava catando comigo, depois ele sumiu.

A mãe, que viera correndo, interpelou novamente o amigo do filho. “Mas sumiu como? para onde? entrou na água? não sabe? mas que menino pateta!” O garoto, com cara de bobo, e assustado com o interrogatório, se afastava, mas a mãe foi segurá-lo pelo braço: “Mas diga, menino, ele entrou no mar? como é que você não viu, você não estava com ele? hein? ele entrou no mar?”.

— Acho que entrou… ou então foi-se embora.

De pé, lábios trêmulos, a Mãe olhava para um lado e outro, apertando bem os olhos míopes para examinar todas as crianças em volta. Todos os meninos de oito anos se parecem na praia, com seus corpinhos queimados e suas cabecinhas castanhas. E como ela queria que cada um fosse seu filho, durante um segundo cada um daqueles meninos era o seu filho, exatamente ele, enfim — mas um gesto, um pequeno movimento de cabeça, e deixava de ser. Correu para um lado e outro. De súbito ficou parada olhando o mar, olhando com tanto ódio e medo (lembrava-se muito bem da história acontecida dois a três anos antes, um menino estava na praia com os pais, eles se distraíram um instante, o menino estava brincando no rasinho, o mar o levou, o corpinho só apareceu cinco dias depois, aqui nesta praia mesmo!) — deu um grito para as ondas e espumas — “Joãozinho!”.

Banhistas distraídos foram interrogados — se viram algum menino entrando no mar — o pai e o amigo partiram para um lado e outro da praia, a mãe ficou ali, trêmula, nada mais existia para ela, sua casa e família, o marido, os bailes, os Nunes, tudo era ridículo e odioso, toda essa gente estúpida na praia que não sabia de seu filho, todos eram culpados — “Joãozinho !” — ela mesma não tinha mais nome nem era mulher, era um bicho ferido, trêmulo, mas terrível, traído no mais essencial de seu ser, cheia de pânico e de ódio, capaz de tudo — “Joãozinho !” — ele apareceu bem perto, trazendo na mão um sorvete que fora comprar. Quase jogou longe o sorvete do menino com um tapa, mandou que ele ficasse sentado ali, se saísse um passo iria ver, ia apanhar muito, menino desgraçado!

O pai e o amigo voltaram a sentar, o menino riscava a areia com o dedo grande do pé, e quando sentiu que a tempestade estava passando fez o comentário em voz baixa, a cabeça curva, mas os olhos erguidos na direção dos pais:

— Mãe é chaaata…

Maio, 1953

 

 

* fato relevante para ser lembrado ou comemorado em um certo dia.

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BULLYING: Leandro Hassum

Encontrei no Blog de Patrícia Kogut (no site do globo.com) um trecho da entrevista de Leandro Hassum para a revista ‘Camarim’. É bacana perceber que as pessoas estão ‘colocando pra fora’ suas histórias de bullying. Os exemplos auxiliam muito os estudiosos e as vítimas do problema. Leiam:

Humorista de “Os caras de pau”, da Globo, Leandro Hassum posou para a revista “Camarim” de maio e contou que sofreu bullying na infância:

– Sofri muito, no meu caso específico por ser gordo, mas na época não tinha nome. É chato principalmente na adolescência, quando estamos ganhando confiança em todos os sentidos. E isso faz com que a pessoa queira se esconder. Quase entrei nessa e neste ponto da minha vida o teatro foi um grande aliado.

Mas hoje o ator diz que é uma pessoa realizada:

– Sem dúvida e em todos os aspectos. Tenho uma família linda que amo e me apoia e ainda trabalho no que amo. E, além de tudo, este trabalho é reconhecido. Só tenho a agradecer.

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BULLYING: criatividade para conscientizar

Bom dia!

Hoje, lendo o site do Jornal Estado de Minas, encontrei uma ótima matéria sobre ‘bullying’ escrita por Glória Tupinambás. Ela nos mostra em seu texto que os tiros disparados na escola de Realengo, no Rio de Janeiro, acertaram também o coração e as emoções de milhares de brasileiros, trazendo à tona a discussão sobre o que está por trás da motivação assassina de Wellington Menezes de Oliveira.

Glória mostra que as humilhações, as frustrações e o sofrimento que levaram à psicopatia e ao transtorno mental do atirador que ceifou a vida de 12 jovens está na pauta do dia de escolas públicas e particulares. Em campanhas, palestras e ações de conscientização, instituições de ensino de Belo Horizonte e da região metropolitana começam a transformar em dever de casa o combate ao bullying e à violência escolar.

Vejam que ótimo texto:

ESCOLAS USAM A CRIATIVIDADE PARA CONSCIENTIZAR ALUNOS CONTRA O BULLYING

cartaz dos estudantes do Emplo e ilustrações da cartilha
que combate a discriminação

As estratégias se mostram urgentes, pois, enquanto todos os olhos estão voltados para as manchas de sangue deixadas na Escola Municipal Tasso da Silveira, a história levanta um triste passado em que o bullying e assustadores massacres já estiveram de mãos dadas. Em 2003, um rapaz obeso, vítima de apelidos humilhantes, entrou armado no colégio em que havia estudado, em Taiúva (SP), feriu oito pessoas com disparos de revólver calibre 38 e depois se matou. Nos Estados Unidos, dois adolescentes também ridicularizados pelos colegas mataram 13 alunos e feriram outras dezenas, em 1999, no Instituto Columbine, no Colorado.

Se antes a palavra bullying tinha um significado forte apenas para jovens que sofrem o preconceito e a intimidação dos colegas, o massacre de Realengo popularizou o termo de origem inglesa derivado de “bully” – que quer dizer valentão. Nas palavras do assassino Wellington, a expressão ganhou os contornos da covardia e do desequilíbrio emocional. “A luta pela qual muitos irmãos no passado morreram, e eu morrerei, não é exclusivamente pelo que é conhecido como bullying. A nossa luta é contra pessoas cruéis, covardes, que se aproveitam da bondade, da inocência e da fraqueza de pessoas incapazes de se defender”, disse o atirador, em vídeo possivelmente gravado dois dias antes da tragédia no colégio da Zona Oeste do Rio de Janeiro.

A atitude e a declaração do cruel assassino ecoaram na Escola Municipal Professor Lourenço de Oliveira (Emplo), no Bairro Santa Tereza, na Região Leste de Belo Horizonte. Assustados com a tragédia ocorrida no último dia 7, no Rio, os estudantes mineiros se apressam para lançar, ainda este mês, a campanha “Todos contra o bullying”. A iniciativa, que prevê debates em salas de aula e ações de conscientização com os 650 alunos do 6º ao 9º anos do ensino fundamental, está sendo organizada pelo grêmio estudantil da instituição. “Os alunos têm dificuldade para identificar a diferença entre uma brincadeira e a violência. Por isso, vamos explicar o que é o bullying e criar um jornal na escola para tratar do assunto”, diz o presidente do grêmio, Matheus Maciel Rocha, de 13 anos, aluno do 9º ano.

O grande impacto do tema na escola se deve a um episódio recente, ocorrido no fim do ano passado na Emplo. Um estudante da 7ª série desenvolveu um quadro de depressão e síndrome do depois de ser alvo de piadas e brincadeiras de mau gosto dos colegas. “O garoto desapareceu do colégio por uma semana e recebi o telefonema da mãe dele relatando as mágoas e angústias decorrentes de apelidos pejorativos, como “gordinho” e “bolinha”. Como mecanismo de defesa, ele também havia se tornado agressivo com os colegas e sempre havia uma troca de farpas”, conta a diretora da escola, Márcia Vieira Lourenço.

Para Alicy Neves de Moura, de 14, colega de sala da vítima, os colegas faziam brincadeiras sem pensar nas consequências. “Eles escondiam a mochila, roubavam os tênis dele e faziam piadinhas. Na maioria das vezes ele não levava a sério e demoramos a perceber que aquilo o magoava tanto”, afirma. A solução para o problema passou, inevitavelmente, pela mediação de conflitos. Depois de várias reuniões para identificação dos agressores, a direção da instituição propôs que os alunos escrevessem cartas com pedidos de desculpas para o colega deprimido.

“Essa atitude simples deu uma reviravolta no quadro gravíssimo. O aluno passou a frequentar um psicólogo e aceitou voltar para a escola. Ele pediu para mudar de turma e, às vezes, ainda fica meio ressabiado. Mas a ressocialização está caminhando bem e hoje ele até faz parte do grêmio estudantil”, comemora a diretora Márcia, que incluiu o combate ao bullying no regimento escolar e agora ajuda os alunos a criar um material educativo para a campanha de repressão a esse tipo de violência.

Parte do currículo

As aulas de história no Instituto Educacional Novos Tempos, em Contagem, na Grande BH, ganharam um conteúdo a mais neste mês. Para tentar que o bullying permaneça longe das salas de aula e dos pátios, alunos e professores se uniram numa campanha que já começa a mostrar resultados. Os primeiros banners, confeccionados pelos próprios estudantes, dão um colorido diferente às paredes da escola. “A ideia nasceu da necessidade de definir o que é bullying. A prática virou um modismo e precisamos nos prevenir desse tipo de perseguição, que se caracteriza por ser repetitiva e que causa sofrimento”, diz um dos voluntários do projeto, Luiz Philippe Santana, de 16, aluno do 1º ano do ensino médio.

Incentivados pelo professor de história Joubert Cordeiro Lisboa, os estudantes vão agora levar a campanha para outras escolas de Contagem e até para sinais de trânsito no Centro da cidade. “Vamos começar um trabalho mais amplo para mostrar que, na nossa geração, não há mais espaço para preconceito, homofobia e exclusão racial ou social. Os jovens precisam abrir mais a cabeça para respeitar as diferenças”, declara Vinícius Rezende, de 16, também integrante do projeto.

Palavra de mãe

Para quem já sofreu na pele a violência do bullying, a sensação é de que ainda há um longo caminho a ser percorrido rumo à paz nas escolas. Em junho do ano passado, um estudante de 15 anos foi espancado por três colegas em um colégio no Bairro São Luiz, na Região da Pampulha, ao tentar defender um amigo de humilhações e brincadeiras de mau gosto. Com um soco inglês, os agressores feriram o adolescente na orelha, na boca e no peito e, além das cicatrizes, ainda restam o medo e o trauma.

“Ele foi chamado de dedo-duro e X-9 por ter contado ao colega que um grupo estava fazendo ameaças e planejando agredi-lo. Ele foi espancado por esses jovens e ficou muito machucado. Ele ficou 20 dias sem sair de casa e passou por uma maratona de exames médicos e consultas para evitar lesões mais graves. Hoje, está numa outra escola e estamos tentando virar essa triste página, mas ainda fica no ar o medo e a pergunta sobre o que passa na cabeça dessa juventude”, lamenta a mãe do adolescente, que preferiu não se identificar.

 

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II – EXPRESSÕES IDIOMÁTICAS: listagem

Boa noite!

Hoje, em nosso quadro na rádio, falamos sobre as expressões idiomáticas. Foi um dos melhores dias. Amei falar sobre o assunto e ver o interesse das pessoas.

Por isso, resolvi postar as expressões que discutimos no programa. Seguem aquelas que conversamos hoje. Na próxima semana, quando continuaremos o assunto, postarei as demais.

Grandes beijos!

Vocês me enchem de felicidade!

Uma expressão popular (ou idiomática) é a união de palavras que não se identificam mediante o sentido literal. Em geral, é impossível traduzi-las para outras línguas. Essas expressões, muitas vezes, estão associadas a gírias ou contextos culturais de certos grupos de pessoas que se distinguem pela classe, idade, região, religião, profissão ou outros tipos de afinidade.

 

Bicho de sete cabeças: enorme ameaça ou dificuldade, requerendo grande coragem e/ou astúcia para ser superada.

Origem: Na mitologia grega, mais precisamente na história da Hidra de Lerna, uma monstruosa serpente com sete cabeças que se regeneravam mal eram cortadas e exalavam um vapor que matava quem estivesse por perto. A morte da Hidra foi o segundo dos famosos doze trabalhos de Hércules.

 

Calcanhar de Aquiles: ponto vulnerável, físico, moral ou intelectual.

Origem: Aquiles foi um semi-deus e herói da mitologia grega, considerado o maior guerreiro da Guerra de Tróia e o personagem principal da Ilíada, de Homero. Quando Aquiles nasceu, sua mãe Tétis mergulhou seu corpo no rio Estige para torná-lo imortal; ficou, no entanto, vulnerável no calcanhar, parte do corpo pelo qual ela o segurava. No final da guerra contra Tróia, Aquiles foi efetivamente morto por uma flechada no calcanhar, desferida por Páris, príncipe troiano.

 

Presente de grego: presente ou oferta que traz prejuízo ou aborrecimentos a quem a recebe.

Origem: Após 10 anos de sítio, sem derrotar as defesas das muralhas de Tróia, os gregos, num estratagema concebido por Odisseu, simularam terem desistido da guerra e embarcaram em seus navios, deixando na praia um enorme cavalo de madeira, que os troianos levaram para o interior de sua cidade, como presente. À noite, quando todos dormiam, os soldados gregos, escondidos dentro do cavalo, saíram e abriram os portões da cidade. O exército grego pode assim entrar em Tróia, conquistar a cidade, destruí-la e incendiá-la.

 

 

Paciência de Jó: paciência, tolerância ou resignação acima dos limites razoáveis.

Origem: Jó foi um personagem do Antigo Testamento, que viveu na terra de Uz, atual Iraque. Em função de uma aposta entre Deus e o diabo, foi vítima de muito sofrimento (incluindo a perda de sua fortuna, da saúde e de quase todos os parentes), para ver se ele mantinha sua fé a despeito de todas as adversidades. Apesar de incitado pela mulher e amigos a amaldiçoar a Deus, Jó aguentou firme todas as provações. Ao final, Deus o recompensou, devolvendo-lhe em dobro tudo o que perdera.

 

Madalena arrependida: alguém que se arrepende do passado e/ou muda radicalmente de estilo de vida.

Origem: Maria Madalena é um personagem do Novo Testamento, apresentada como uma das discípulas mais devotas de Jesus Cristo. O Evangelho de Lucas, no Novo Testamento, cita: “Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete demônios” (Os sete pecados capitais: Luxuria, Ódio, Cobiça, Avareza Orgulho, Gula, Preguiça). Apesar de não haver qualquer fundamento bíblico para considerá-la como uma prostituta arrependida dos pecados e que pediu perdão a Cristo, esta é a versão que vulgarmente ficou disseminada.

 

Lavar as mãos: eximir-se de responsabilidade.

Origem: Pôncio Pilatos era prefeito (praefectus) da província romana da Judéia na época da pregação de Jesus Cristo. Quando o Sinédrio judaico lhe enviou Jesus para execução, Pilatos, por dizer não ter nele encontrado nenhuma culpa, ficou hesitante e tentou livrá-lo da morte, mas o povo de Jerusalém preferiu salvar Barrabás. Pilatos então, após lavar as próprias mãos, em sinal de renúncia de qualquer responsabilidade, condenou Jesus a morrer na cruz.

Onde Judas perdeu as botas: lugar distante ou inacessível.

Origem: Após trair Jesus e receber seus 30 dinheiros, Judas Iscariotes, imerso em depressão e culpa, decidiu suicidar-se por enforcamento. Acontece que ele se matou sem as botas e os 30 dinheiros não foram encontrados com ele. Os soldados saíram em busca das botas de Judas, onde provavelmente estaria o dinheiro. Nunca saberemos se acharam ou não as botas e o dinheiro, mas a expressão atravessou os séculos.

 

Inês é morta: expressão utilizada, no sentido de “agora é tarde”, em relação a uma providência tomada atrasadamente.

Origem: Inês de Castro uma nobre galega do século XIV, foi amante do futuro rei Pedro I de Portugal, de quem teve quatro filhos, para escândalo da corte e do próprio povo. Foi executada às ordens do pai deste, Afonso IV, tendo sido sua morte cantada por Camões, António Ferreira, João de Barros e muitos outros. Pedro só foi reconhecer que havia se casado secretamente com Inês, para dar legitimidade aos filhos, 5 anos mais tarde, quando já era Rei de Portugal. Em referência a esta decisão tardia, tornou-se popular a expressão “É tarde. Inês é morta”.

 

Casa da Mãe Joana: lugar bagunçado, onde todos podem entrar, sem maiores cerimônias.

Origem: Na época do Brasil Império, mais especificamente durante a minoridade do Dom Pedro II, os homens que realmente mandavam no país costumavam se encontrar num prostíbulo do Rio de Janeiro, cuja proprietária se chamava Joana. Como esses homens mandavam e desmandavam no país, a frase “casa da mãe Joana” ficou conhecida como sinônimo de lugar em que ninguém manda.

 

Até aí morreu Neves: expressão idiomática que significa “isto já sei, quero novidades”.

Origem: Joaquim Pereira Neves, assessor do Regente Feijó e governador do Rio Grande do Norte, foi morto barbaramente pelos índios. Como durante muito tempo não se falava de outro assunto no Rio de Janeiro, a população da capital, entediada, começou a usar a expressão “até ai morreu o Neves”, com o significado de “já sei disto tudo, quero novas notícias”.

 

Arrastar a asa: cortejar.

Origem: É da observação deste fato que surgiu a frase feita que indica o seu correspondente entre os humanos, ou seja, o cortejo do homem a uma mulher. Como o galo é o símbolo do macho dominador, subentende-se que arrastar asa inclui a demonstração de habilidades de macho ou mesmo de machista.

Deixar as barbas de molho: ficar de sobreaviso, acautelar-se, prevenir-se.

Origem: Na antiguidade e na Idade Média, a barba significava honra e poder. Ter a barba cortada por alguém e deixada na vasilha com água, representava uma grande humilhação.

Dor de Cotovelo: ” Acho que Fulando está com dor de cotovelo”.

Origem: A expressão teve origem nas cenas de pessoas sentadas em bares, com os cotovelos apoiados no balcão bebendo e chorando um amor perdido. De tanto ficar naquela posição, as pessoas ficavam com dores no cotovelo. Atualmente, é muito comum utilizar essa expressão para designar o despeito provocado pelo ciúme ou a tristeza causada por uma decepção amorosa.

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I – EXPRESSÕES IDIOMÁTICAS: no rádio

Bom dia!

Hoje, em nosso quadro Sopa de Letrinhas do Programa Toque Feminino da Valéria Magalhães, falaremos sobre expressões idiomáticas. Está imperdível!

Não perca! Rádio Catedral FM 102,3 – 12h20

Beijos!

Dor de Cotovelo: Essa expressão tem origem nas cenas de pessoas sentadas em bares, com os cotovelos apoiados no balcão bebendo e chorando um amor perdido. De tanto ficarem naquela posição, as pessoas sentiam dores nos cotovelos. Atualmente, é comum utilizar a expressão para designar o despeito provocado pelo ciúme (de alguém ou alguma coisa) ou a tristeza por uma decepção amorosa.

 

 

 

 

 

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BULLYING: projeto de vereador

          Segundo o Jornal Tribuna de Minas, de 24 de abril, já está em comissões o projeto do vereador peemedebista José Sóter Figueirôa de combate ao bullying nas escolas de ensino fundamental, médio e de educação infantil mantidas pelo Poder Público Municipal, extensivo às instituições de educação infantil criadas e mantidas pela iniciativa privada, com ou sem fins lucrativos. O texto considera bullying qualquer prática de violência física ou psicológica, intencional e repetitiva, entre pares, que ocorra sem motivação evidente, praticada por um indivíduo ou grupo.

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FELIZ PÁSCOA!

Aos amigos e amigas, queridos leitores que tanto me fazem feliz, desejo que todos tenham uma Páscoa abençoada, um feriado feliz (bom para o descanso do corpo e da alma).

Que todos tenham alguns minutinhos sozinhos em silêncio e reflitam sobre o ‘renascimento’.

Beijos!!!!

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